<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361</id><updated>2012-02-19T10:46:41.531-08:00</updated><title type='text'>Conexões Inevitáveis</title><subtitle type='html'>Um blog em forma de almanaque, com comentários sobre cultura, política, economia, esporte, direito, história, religião, quadrinhos, a vida do próximo, o que você desejar, ou que os seus olhos se permitam a ler e comentar, contribuindo para as reflexões desse humilde missivista, neófito nos mares internaúticos, em meio a esta paranoia moderna.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>171</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-4659783478923519627</id><published>2012-02-13T20:36:00.000-08:00</published><updated>2012-02-14T07:14:27.204-08:00</updated><title type='text'>MÚSICA: I Have Nothing-A morte de Whitney Houston é o adeus fatal das divas trágicas</title><content type='html'>﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9hDlaYgDw3U/TzniBewAjFI/AAAAAAAAB4I/XXTB4lAEVQA/s1600/size_590_whitney-houston-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="238" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-9hDlaYgDw3U/TzniBewAjFI/AAAAAAAAB4I/XXTB4lAEVQA/s320/size_590_whitney-houston-2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mais uma celebridade que morre tragicamente. &lt;br /&gt;Whitney Houston não está mais entre nós.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Vou estar mentindo se eu disser que era um&amp;nbsp;fã de carteirinha,&amp;nbsp;do trabalho da cantora Whitney Houston, encontrada morta sábado, dia 11 de fevereiro,&amp;nbsp;tragicamente em um&amp;nbsp;dos quartos do hotel Hilton, em Beverly Hills, dentro de uma banheira,&amp;nbsp;com sinais aparentes de ter morrido por afogamento. Quando a cantora estourou, na segunda metade da década de 80, eu já gostava de algumas artistas&amp;nbsp;oriundas da &lt;em&gt;soul music &lt;/em&gt;ou da fase &lt;em&gt;disco&lt;/em&gt; da música negra norte-americana, como &amp;nbsp;Diana Ross, Aretha Franklin ou Donna Summer. Eu preferia muito mais Tina Turner, já veterana, uma quarentona com sua vasta cabeleira encorpada, tingida de loiro, voz forte, meio rouca&amp;nbsp;e seus requebrados geriátricos&amp;nbsp;com um belo par de pernas ainda para mostrar. Já a Whitney eu achava pop demais (se é que pode existir algo que não seja excessivamente pop nos dias de hoje). Mas tenho de reconhecer: Whitney Houston legou uma voz, e uma legião de fãs, e fez parte da história da música popular nas últimas décadas. Por isso, sua obra merece ser homenageada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TQrQIHYQUn0/Tzni_6DLOrI/AAAAAAAAB4Y/jYfJ4MTU2u4/s1600/Whitney-Houston-9344818-2-402.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" sda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-TQrQIHYQUn0/Tzni_6DLOrI/AAAAAAAAB4Y/jYfJ4MTU2u4/s320/Whitney-Houston-9344818-2-402.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Uma jovem e linda Whitney Houston, simbolizava a nova&lt;br /&gt;face da Black Music nos anos oitenta&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Talvez como muitas das lendas da música pop, como o recente falecimento há poucos meses de outra estrela, Amy Winehouse, a morte de Whitney Houston seja marcada por uma história de fama, prestígio, sucesso mundial, prêmios, vários discos vendidos e aparições no cinema, tão fascinante quanto o histórico de&amp;nbsp;excessos, as brigas homéricas com o ex-marido, o alcoolismo e o vício em drogas pesadas, a decadência pública com a perda da voz e o desaparecimento da vendagem de discos, a anorexia produzida à base de álcool e barbitúricos, além da tentativa de redenção, que nunca chegou. Michael Jackson, Amy Winehouse e Whitney Houston tem muito em comum, falecendo cada no seu ano respectivo, numa ciranda macabra de estrelas decadentes que subiram bem alto no hall da fama das celebridades e que se eternizaram tanto pelo sucesso que fizeram em vida, quanto pelas circunstâncias trágicas em que morreram. No caso de Whitney (assim como Michael) já fazia anos que o sucesso não batia a sua porta, revelando que a ex-estrela já estava distante do auge e fora de forma há muito tempo. Whitney Houston simboliza uma década e uma América que já não voltam mais, mas que deixaram marcas indeléveis no show business de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-XxjRdv2WZnI/TznirqkuwfI/AAAAAAAAB4Q/bPoUX11daMc/s1600/whitney-houston-whitney-1987.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" sda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-XxjRdv2WZnI/TznirqkuwfI/AAAAAAAAB4Q/bPoUX11daMc/s320/whitney-houston-whitney-1987.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Na época do seu segundo álbum, nos anos oitenta,&lt;br /&gt;Whitney já era considerada imbatível.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Só para se ter uma ideia: Whitney Houston estava para os anos oitenta e noventa como Beyoncé está para os dias de hoje. Ao surgir na década de 80, lançada pela indústria fonográfica, Whitney representava o modelo bem sucedido da fábrica de &lt;em&gt;hits&lt;/em&gt; , astros e estrelas que era a gravadora &lt;em&gt;Motown&lt;/em&gt; e suas congêneres da música negra norte americana: linda, negra, oriunda do ambiente &lt;em&gt;gospel&lt;/em&gt; e&amp;nbsp;com uma voz maravilhosa. Foi com sua beleza física e de voz, aliada a um carisma inegável nos palcos que a jovem Whitney saiu dos corais da Igreja Batista onde congregava, para brilhar como estrela principal nos clipes da MTV, nas festas do Grammy, ou em shows apoteóticos em estádios, teatros e intervalos do &lt;em&gt;Superbowl&lt;/em&gt; nos Estados Unidos(os jogos televisionados de futebol americano, vistos no país inteiro). Ela cantou até na final da Copa do Mundo de 1994,&amp;nbsp;quando o Brasil conquistou o tetracampeonato em solo ianque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-S-TFsLXgvlk/TznkT-m5YKI/AAAAAAAAB44/57CJ5GisaQk/s1600/81R7suBlEQL__SL290_.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-S-TFsLXgvlk/TznkT-m5YKI/AAAAAAAAB44/57CJ5GisaQk/s1600/81R7suBlEQL__SL290_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Mais madura. A cantora tentava outros caminhos, no final&lt;br /&gt;da década de 90.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Whitney estava com tudo. Se sua prima Dionne Warwick tinha sido a duquesa do pop, Whitney tinha se tornado a sua rainha, vendendo discos como quem vendia picolés na praia em dias quentes de verão, contabilizando mais de 200 milhões de discos vendidos, segundo dados da Wikipédia. Recordo-me que na época do seu auge, a cantora estampava quase que semanalmente as capas de revistas de música e celebridades, e sua ida para o cinema foi só uma questão de tempo. Depois de uma pequena participação em um filme na década de oitenta, em 1992 Whitney estrelou com o ator Kevin Costner, o filme&amp;nbsp;&lt;em&gt;O Guarda-Costas&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;The BodyGuard&lt;/em&gt;). Filme que todo mundo já viu e que é reprisado até hoje &lt;em&gt;nas Sessões da Tarde&lt;/em&gt;. &amp;nbsp;Na época, a formação de um par romântico entre um astro de cinema (também agora decadente) oscarizado e uma diva consagrada da música pop, foi a combinação irresistível para um filme esquecível do ponto de vista da crítica; mas imperdível para quem gostava de louvar seus ídolos pop. As pessoas iam ao cinema porque ali estava Whitney, interpretando uma personagem que era ela mesma, uma cantora de sucesso, cantando a música-tema do filme, &lt;em&gt;I Will Always&amp;nbsp;Love You,&lt;/em&gt;&amp;nbsp;que nem era dela (mas baseada num sucesso&amp;nbsp;das antigas, cantada por Dolly Parton, nos anos setenta), mas que se tornou inconfundível através de sua voz, sendo escutada até hoje nas FMs do mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oBR0VF7blSk/TznjSKjb5xI/AAAAAAAAB4g/LcRM22GyD7g/s1600/Whitney-Houston-Bobby-Brown.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-oBR0VF7blSk/TznjSKjb5xI/AAAAAAAAB4g/LcRM22GyD7g/s320/Whitney-Houston-Bobby-Brown.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O casamento com Bobby Brown, para muitos críticos,&lt;br /&gt;foi o começo da decadência da cantora.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Mas, assim como colheu&amp;nbsp;duas décadas de êxitos, Whitney conheceu a derrocada na vida profissional e pessoal, com a chegada dos anos 2000. Ela teve um casamento conturbado com o rapper Bobby Brown, outro remanescente dos grupos de sucesso dos anos oitenta (era um dos integrantes do New Ediction, &lt;em&gt;boy band&lt;/em&gt; muita ouvida na época). As idas e vindas do relacionamento repleto de brigas, chegada da polícia e baixarias em público faria corar Ike e Tina Turner (outro casal cujo talento musical era diretamente proporcional aos casos de violência doméstica). Após 7 anos de convivência e a concepção de uma filha, Bobby Cristina, Whitney separou-se de Brown; não sem antes reconhecer de público seu alcoolismo e vício frenético em cocaína, suposta razão pela qual a cantora teve um casamento tão atribulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0AEAaYZj3Kk/TznjhRnxhjI/AAAAAAAAB4o/YZ_eHLrzeTo/s1600/whitney-houston.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" sda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-0AEAaYZj3Kk/TznjhRnxhjI/AAAAAAAAB4o/YZ_eHLrzeTo/s320/whitney-houston.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Uma Whitney envelhecida e irreconhecível, após uma das&lt;br /&gt;idas e vindas dos centros de reabilitação para drogados.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Eis que as drogas cobraram seu preço. Não tendo mais a mesma voz de antes, Whitney Houston aparecia cada vez mais magra e pálida diante das câmeras nos eventos, e sua degradação era visível. Ela ainda tentou um retorno no final da década passada, lançando o álbum &lt;em&gt;I Look to You&lt;/em&gt;, em 2009, mas ela não apresentava mais o carisma e o vigor de antes. Apesar das intervenções estéticas, discursos otimistas, afirmando&amp;nbsp;estar&amp;nbsp;livre das drogas após passar por clínicas de reabilitação e os esforços dos produtores, Whitney parecia uma pré-senhora de meia idade cansada, ainda bonita apesar dos percalços da vida, mas bem distante daquela musa negra cheia de vida e beleza que tinha brilhado vinte anos antes.O fim, que parecia estar proximo, finalmente chegou aos 48 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qfj09wbYEoU/Tznj7tYaQmI/AAAAAAAAB4w/n6nB2fLKtl0/s1600/Whitney+old.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="314" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-qfj09wbYEoU/Tznj7tYaQmI/AAAAAAAAB4w/n6nB2fLKtl0/s320/Whitney+old.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Apesar de supostamente recuperada, a aparência magra ainda &lt;br /&gt;retratava os traços da dependência química.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ As primeiras estimativas da imprensa e da polícia norte-americana acerca das causas da morte da cantora são uma combinação de álcool e drogas que culminou em afogamento. Sabe-se que em seus últimos dias, Whitney Houston utilizava muito de antidepressivos, e isso pode ter contribuído para abreviar sua vida. Mesmo que não tenha se drogado horas antes de sua morte, a verdade é que o corpo da cantora já tinha sido muito castigado pelos anos recentes de excessos e pelo uso indiscriminado de várias substâncias químicas. De qualquer forma, sofrimento maior devem estar&amp;nbsp;passando seus familiares, especialmente sua filha de 18 anos, obrigada a conhecer a tragédia de perder&amp;nbsp;uma mãe bem&amp;nbsp;no começo de sua vida adulta; bem como do ex-marido da cantora, Bobby Brown, que a essa hora lamenta publicamente a perda da mulher que pode ter sido a mulher da sua vida. Enfim! Quando eu soube da morte de Whitney Houston, martelou-me a cabeça um de seus sucessos, que simboliza bem a vida e a morte da célebre cantora norte-americana. Afinal, para mulheres que falaram tanto de amor em suas músicas, a cantora Whitney Houston parecia em sua fama, ser uma mulher muito sozinha. Assim, tal como Whitney, não&amp;nbsp;temos nada, se quem mais amamos fica longe de nós, e não temos mais a quem amar. Afinal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uEXib4DHNzI/TznkmvHu7bI/AAAAAAAAB5A/jDo-qKdhWuo/s1600/Whitney+Houston+end.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-uEXib4DHNzI/TznkmvHu7bI/AAAAAAAAB5A/jDo-qKdhWuo/s1600/Whitney+Houston+end.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Don't walk away from me&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Don't you dare walk away from me&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;I have nothing, nothing, nothing&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;If I don't have you!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-4659783478923519627?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/4659783478923519627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/02/musica-i-have-nothing-morte-de-whitney.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/4659783478923519627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/4659783478923519627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/02/musica-i-have-nothing-morte-de-whitney.html' title='MÚSICA: I Have Nothing-A morte de Whitney Houston é o adeus fatal das divas trágicas'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9hDlaYgDw3U/TzniBewAjFI/AAAAAAAAB4I/XXTB4lAEVQA/s72-c/size_590_whitney-houston-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-4014389016455676875</id><published>2012-02-09T10:06:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T10:13:05.382-08:00</updated><title type='text'>EDUCAÇÃO: Onde os Especialistas não tem vez!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XDtg5vlDcJQ/TzQK2EQtLoI/AAAAAAAAB3A/BcJFeHx9KF8/s1600/livrinho.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" sda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-XDtg5vlDcJQ/TzQK2EQtLoI/AAAAAAAAB3A/BcJFeHx9KF8/s320/livrinho.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Participando de uma recente reunião docente na instituição de ensino onde leciono, fui informado pela coordenação do curso que os professores que tinham apenas o título de especialista não teriam turmas nesse semestre. A alegação da faculdade foi que as orientações do MEC para as instituições privadas de ensino superior no Brasil, este ano, seria a de que todo o corpo docente das instituições deveria ser formado por mestres e doutores; e que, além disso,&amp;nbsp;tais professores só poderiam&amp;nbsp;lecionar disciplinas que tivessem aderência; ou seja, fossem formados ou pós-graduados, especificamente para aquela área de conhecimento. Isso implica em dizer que um professor com mestrado em Direito Tributário, somente poderia lecionar a disciplina do mesmo nome, e nunca Direito Processual ou qualquer disciplina de Direito Público, enquanto que um profissional com pós-graduação em Direito Penal não poderia dar aula de Direito Constitucional e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi a celeuma que tais medidas adotadas pela faculdade tiveram numa série de professores especialistas da casa (o que não é o meu caso); mas não deixei de me solidarizar com um corpo docente de professores jovens e esforçados, que foram responsáveis pelo erguimento do curso, nos primórdios da faculdade, e que agora estavam sendo colocados de lado, jogados ao escanteio, pelo fato de não terem uma pós-graduação &lt;em&gt;strictu sensu&lt;/em&gt;. Percebi&amp;nbsp; que parte das demandas do Ministério da Educação tinha haver com a necessidade de se cobrar um maior empenho e qualidade acadêmica dos cursos jurídicos das instituições de ensino privadas, de nível superior. O que é louvável. Mas, percebi que, nas determinações do MEC, ao menos no que tange à aderência de discipllina, algumas injustiças ou mesmo impropriedades acadêmicas foram cometidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LlKlfn6QhW4/TzQMeZJitEI/AAAAAAAAB3I/-oAhdqQG3io/s1600/morin.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" sda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-LlKlfn6QhW4/TzQMeZJitEI/AAAAAAAAB3I/-oAhdqQG3io/s320/morin.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Para o filósofo Edgar Morin, esse papo de &lt;br /&gt;"aderência" do Ministério da Educação,&lt;br /&gt;na exigência de qualificação de professores,&lt;br /&gt;é conversa fiada!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Edgar Morin, pedagogo de fama mundial reconhecidíssima e filósofo da teoria da complexidade, diz que a multiplicidade de&amp;nbsp;formações técnicas&amp;nbsp;num diálogo entre conhecimentos faz com que haja uma pulverização das especializações, onde cada um tem que conhecer um pouco de cada coisa. Chama-se a isso de &lt;strong&gt;transdiciplinariedade&lt;/strong&gt;, algo que vai se encontrar presente na pedagogia de Morin e que irá nortear as técnicas de ensino mais modernas. Desta forma, pela pedagogia transdiciplinar de Morin, o papel da escola é propiciar a comunicação entre as diversas áreas do saber, a fim de possibilitar a liberdade criativa que a ciência proporciona, com seu leque de possibilidades, e, desta forma, construir um conhecimento mais rico e diversificado, levando em conta as várias áreas do conhecimento estudadas conjuntamente. Nos termos apontados&amp;nbsp;pela transdiciplinariedade, o propósito de "aderência" defendido pelos &lt;em&gt;think tanks&lt;/em&gt; do MEC, não faria o menor sentido. Para que um profissional é obrigado a aderir a determinada área, ficando preso num âmbito de conhecimento, se&amp;nbsp; a ciência é multidisplinar e pode envolver várias formas de saber? Será que um professor especializado em Direito Econômico não poderia, por exemplo, dar aulas de Direito Penal, enfatizando na disciplina o conteúdo dos crimes econômicos? Ou será que um constitucionalista não poderia lecionar Direito Civil, se toda a legislação civilista encontra-se presa a dispositivos constitucionais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo que deve ser cobrada a contrapartida das instituições privadas no tocante à excelência do ensino, tendo em vista a autorização do MEC para o seu funcionamento. Muitas faculdades e universidades privadas recentemente criadas ou desenvolvidas nas últimas duas décadas já lucraram muito e ganharam muito dinheiro. Afinal, está na hora dessas instituições mostrarem serviço e revelarem sua relevância pública, formando alunos bem formados. Entretanto, creio que isso não pode ser feito simplesmente demitindo-se professores especialistas, ao invés de lhes ser dada a oportunidade de capacitação, através de mestrados e doutorados incentivados pelas próprias instituições de ensino onde esses profissionais trabalham. Ter uma instituição de ensino bem avaliada, com uma grande produção técnico-científica, repleta de professores mestres e doutores, é o sonho de qualquer empreendedor educacional e reitor de universidade minimamente comprometido com a edução; mas o caminho até chegar a isso depende do aproveitamento e valorização do corpo docente que ainda é especialista, a fim de que esses profissionais do ensino obtenham a reconhecida e desejada titulação. Não creio que mandar jovens especialistas para o olho da rua contribua para o aprimoramento da educação de nível superior nacional, e, pelo contrário, acredito que isso&amp;nbsp;possa gerar um coro de ressentimentos que faça com que muitos profissionais frustrados deixem de lecionar, apesar da vocação despertada em sala de aula, e, desgostosos, venham a desempenhar outras atividades. É uma pena! Quando comecei a lecionar ninguém me disse que para entrar numa sala eu tinha que concluir um mestrado ou doutorado primeiro, mas sim que precisavam de alguém que soubesse (e gostasse) de ensinar. Apesar disso, e para aqueles que entendem que ensinar é uma arte, mais do que uma profissão, não esmoreçam! O verdadeiro artista muitas vezes não tem sua arte reconhecida, mas acaba por criar belas obras, de qualquer forma, pois seu ofício de artista o obriga a criar. Traduzindo essas palavras: estudem e ensinem,&amp;nbsp;meus caros professores especialistas, dediquem-se à profissão que escolheram e se pós-graduem, pois o reconhecimento profissional, mais cedo ou mais tarde, irá acontecer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parodiando o&amp;nbsp;romance célebre de Cormac McCarthy&amp;nbsp;, cuja versão cinematográfica rodada pelos irmãos Cohen ganhou até Oscar com o ator espanhol&amp;nbsp;Javier Bardem, se o título inicial do livro &lt;em&gt;No Country for Old Men &lt;/em&gt;fosse aplicado à realidade dos professores especialistas nas instituições de nível superior do país, eu diria que, no Brasil, para o Ministério da Educação:&amp;nbsp;&lt;em&gt;No Country for Specialists&lt;/em&gt;! &lt;em&gt;What a Shame!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-4014389016455676875?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/4014389016455676875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/02/educacao-onde-os-especialistas-nao-tem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/4014389016455676875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/4014389016455676875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/02/educacao-onde-os-especialistas-nao-tem.html' title='EDUCAÇÃO: Onde os Especialistas não tem vez!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XDtg5vlDcJQ/TzQK2EQtLoI/AAAAAAAAB3A/BcJFeHx9KF8/s72-c/livrinho.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-8294597222295512604</id><published>2012-02-09T06:33:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T06:33:20.230-08:00</updated><title type='text'>Revista Samuel - nº 1 - Livraria Última Instância</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.livrariaultimainstancia.com.br/Produto/133861/Revista-Samuel-n-1/#.TyqjbXi2d08.blogger"&gt;Revista Samuel - nº 1 - Livraria Última Instância&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-8294597222295512604?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/8294597222295512604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/02/revista-samuel-n-1-livraria-ultima.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/8294597222295512604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/8294597222295512604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/02/revista-samuel-n-1-livraria-ultima.html' title='Revista Samuel - nº 1 - Livraria Última Instância'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-3317350154544990760</id><published>2012-01-25T13:21:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T06:04:16.083-08:00</updated><title type='text'>TELEVISÃO: Parece que o BBB de Pedro Bial já foi longe demais, no Festival de Mediocridades que Assola a Nação!</title><content type='html'>﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-G8QT7mwxE-s/TyBs39V4kMI/AAAAAAAAB0w/hVLVD1HH0s8/s1600/bbbb1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-G8QT7mwxE-s/TyBs39V4kMI/AAAAAAAAB0w/hVLVD1HH0s8/s320/bbbb1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Desde que surgiu, há mais de dez anos, o BBB&lt;br /&gt;está aí, na televisão brasileira, para azucrinar a &lt;br /&gt;paciência de muita gente.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Confesso que gosto de&amp;nbsp;ver televisão. Sobretudo no período da noite, quando chego cansado do trabalho, e fico interessado em pegar a resenha das informações do dia, vendo o noticiário da CNN ou da Globo News, ou então me divirto com os programas culturais e curiosidades que posso encontrar no Discovery Channel, no History, National Geographic ou no Travels Channel; pois este último tem sempre uma programação interessante sobre viagens, mostrando a cultura e a paisagem de países e lugares novos. Gosto também dos canais de música, de ver esportes, desenhos animados do Cartoon Network e filmes. E para a alegria dos vendedores de TV por Assinatura, sou também fã dos seriados (ou &lt;em&gt;sitcoms&lt;/em&gt;) que proliferam nos diversos canais do gênero, como Fox, Warner, Sony, AXN ou Showtime Channel (destaque para &lt;em&gt;Two and a Half Man &lt;/em&gt;e meu protesto sentido pela falta do Charlie Sheen!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xRQ_FaWYQk0/TyBxvS5XeOI/AAAAAAAAB1g/7Y192O-TwHQ/s1600/Big+Brother+Brasil.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-xRQ_FaWYQk0/TyBxvS5XeOI/AAAAAAAAB1g/7Y192O-TwHQ/s320/Big+Brother+Brasil.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Sorry&lt;/em&gt;! Mas no mês de janeiro de cada ano, chega-me a dar&lt;br /&gt;calafrios no que vou ver pela frente, na televisão nacional, com&lt;br /&gt;a divulgação de mais uma edição do BBB. É a Rede Globo &lt;br /&gt;apelando pela mediocritização nacional! &lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Mas uma coisa que eu&amp;nbsp;não suporto é a programação da TV aberta. Nem as novelas eu tolero mais; com exceção da novela &lt;em&gt;O Astro&lt;/em&gt;, refilmagem da clássica obra de Janete Clair, que fez sucesso com Francisco Cuoco nos anos setenta, e que na sua versão 2011 teve um impagável Rodrigo Lombardi interpretando as peripércias do personagem Herculano Quintanilha, um típico herói de folhetim (que poderia ter uma série própria) que adorei. Mas, tirando isso, entre Faustões e Lucianas Gimenez da vida,&amp;nbsp; tirando o Jornal da Globo, da Band e o humoristico CQC, não consigo assistir a mais nada, pois acho tudo uma imensa porcaria. A pior delas é o BBB (Big Brother Brasil), liderado há mais de dez anos pelo (ex) jornalista e tentativa de apresentador Pedro Bial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Sapb_CTzHvU/TyButEH6EXI/AAAAAAAAB04/woQdv4Rb50k/s1600/Febeap%25C3%25A1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Sapb_CTzHvU/TyButEH6EXI/AAAAAAAAB04/woQdv4Rb50k/s320/Febeap%25C3%25A1.jpg" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;O &lt;em&gt;FEBEAPÁ&lt;/em&gt;: um&amp;nbsp; clássico da literatura&lt;br /&gt;nacional. Se estivesse vivo, provavelmente&lt;br /&gt;Stanislaw Ponte Preta teria dificuldades&lt;br /&gt;em listar tanta mediocridade encontrada&lt;br /&gt;no BBB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Nos anos sessenta e setenta, o genial&amp;nbsp;escritor Sérgio Porto utilizou o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta para publicar suas engraçadas crônicas nos jornais, e lançar em livro o seu antológico &lt;em&gt;FEBEAPÁ: O Festival de Besteiras que Assola o País&lt;/em&gt;. Se Ponte Preta tinha o FEBEAPÁ, eu digo que Bial no Big Brother tem o seu FEBEMEARDÁ: &lt;em&gt;Festival de&amp;nbsp;Baixarias e&amp;nbsp;Mediocridades que Assola a Realidade Diariamente no Ano&lt;/em&gt;. Eu pensava que já tinha visto tudo, em termos de imbecilidade na televisão (até porque, infelizmente, TV não é apenas um veículo de difusão de cultura, mas também é um espaço para o exercício das mais absurdas expressões humanas jamais vistas); mas, depois da última edição do BBB, acabou-se meu estoque de paciência diante de tanta mediocridade, estupidez e falta de respeito com o público. Demorei anos para escrever qualquer coisa sobre esse programa, já que muito já foi escrito (e esculachado) sobre ele. Resta aqui agora a minha indignada manifestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, li o inteligente artigo escrito por Nirlando Beirão, na Revista &lt;em&gt;Carta Capital&lt;/em&gt; (edição nº 680), intitulado: &lt;em&gt;O império da indigência. &lt;/em&gt;Nele, até com uma certa compaixão pelo personagem, Beirão desanca Bial e sua trupe, denunciando a usina de mediocridades que se tornou o programa BBB, comandado pelo seu (outrora) consagrado apresentador-mor. Pelo tom da excelente matéria escrita por Beirão acerca de Bial,&amp;nbsp;dá pra se perceber que aquele jovem, austero&amp;nbsp;e bonito jornalista de olhos verdes, que além de réporter também era escritor e compositor (com direito à participação e classificação no longínquo MPB Shell do começo dos anos oitenta), que ficou conhecido por&amp;nbsp;matérias jornalísticas&amp;nbsp;históricas e reportagens sensacionais, como a narração da Queda do Muro de Berlim, em 1989, não mais existe. Aquele bom jornalista&amp;nbsp;tornou-se agora um bobo da corte, um c&lt;em&gt;lown &lt;/em&gt;a serviço dos interesses das Organizações Globo, que nos tempos do patrão ainda vivo, esmerou-se em publicar uma biografia de qualidade duvidosa de Roberto Marinho, exaltando as enormes qualidades do falecido chefe; mas sem esboçar uma única linha de críticas ou fato desabonador da personalidade pesquisada. Bial&amp;nbsp;passou a representar o jornalismo lacaio, que se submete de forma quase prostituída ao grande empregador,&amp;nbsp;mesmo sendo a opinião pública sabedora do comprometimento de "doutor Roberto" com a ditadura militar e a sabotagem feita pela Rede Globo no último debate entre presidenciáveis, na primeira eleição para presidente em 1989, no histórico embate entre Lula e Collor, garantindo a vantagem para&amp;nbsp;este&amp;nbsp;último, para desgraça do país, na célebre piscada do globo azulado, fazendo "plin-plin".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-TJ3ejF0OSWQ/TyBvKG3LdeI/AAAAAAAAB1A/I7ltWcL6EPk/s1600/Pedro_Bial.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-TJ3ejF0OSWQ/TyBvKG3LdeI/AAAAAAAAB1A/I7ltWcL6EPk/s1600/Pedro_Bial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pedro Bial: ele já foi " o cara" algum dia, mas&lt;br /&gt;agora, rendeu-se às vantagens do bom salário &lt;br /&gt;para apresentar o "inapresentável", na sua &lt;br /&gt;filosofia &lt;em&gt;tico-tico no fubá&lt;/em&gt; do vale-tudo&lt;br /&gt;na televisão nacional.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Que pena que um ex-grande jornalista, leitor ávido de Guimarães Rosa e conhecedor de&amp;nbsp;Roland Barthes, deixe de lado seu conhecimento universitário, para pôr no lugar&amp;nbsp;versos de&amp;nbsp;poesia chula e oportunista, através de&amp;nbsp;seu sotaque carioca, de brasileiro criado nas praias fluminenses, para louvar não a expoentes da cultura nacional (como fazia em suas antigas entrevistas), mas sim para adular Analices, Ronaldos, Mayaras, Moniques, Yuris e Laísas. Tais criaturas são apresentadas por Bial aos olhos de seu criador (o agora triturado pelo mídia, José Bonifácio Sobrinho Jr.: o "Boninho")&amp;nbsp;tirados&amp;nbsp;pelo primeiro nome de agências de modelo, academias de musculação, festas de solterio,&amp;nbsp;ou de &lt;em&gt;books&lt;/em&gt; pornográficos para revistas masculinas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yaqLaWIm7ok/TyBw56DXqhI/AAAAAAAAB1Y/I9VMqpGTCw4/s1600/blogspop.com.br.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="156" src="http://4.bp.blogspot.com/-yaqLaWIm7ok/TyBw56DXqhI/AAAAAAAAB1Y/I9VMqpGTCw4/s320/blogspop.com.br.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pessoas comuns, gente normal, representantes de nossa &lt;br /&gt;"gloriosa juventude nacional"? A verdade é que, com o tempo,&lt;br /&gt;o BBB não consegue mais se justificar pelos tipos rasos que &lt;br /&gt;seleciona, propositadamente, recrutados muito mais pela &lt;br /&gt;bela aparência. Só que cada vez mais fica dificil tentar encontrar&lt;br /&gt;quem é o menos pior (retirado de blogs.pop.com.br)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Como&amp;nbsp;afirma em seu bem escrito artigo, Beirão&amp;nbsp;considera que a propositada escolha esculachada dos tipinhos mais rasos e mais imbecilóides da sociedade nacional (dentre bíceps, pernas e bundas de fora), acabou por revelar saudáveis (e raras) exceções, como a feliz consagração de um, hoje deputado,&amp;nbsp;Jean Willis, em uma das edições do programa, que não se&amp;nbsp;conformou em fazer o papel da "bicha barraqueira", como é comum nos estereótipos trazidos pelo BBB, pois soube dar a volta por cima naquilo que poderia ser&amp;nbsp;burlesco&amp;nbsp;( a reveleção de sua homossexualidade, ao vivo, perante as câmeras de televisão),&amp;nbsp;revelando-se mais do que todos ali,&amp;nbsp;um tipo interessante, um sujeito boa praça, centrado, intelectualizado e, sobretudo, esperto, e que&amp;nbsp;diferente de seus&amp;nbsp;desmiolados colegas de confinamento,&amp;nbsp; soube conquistar com astúcia e muito carisma o desejado prêmio de um milhão de reais.&amp;nbsp;Porém, foram apenas&amp;nbsp;Jean, &amp;nbsp;a suburbana e gordinha Cida, ou o cowboy Rodrigo,&amp;nbsp;em outras&amp;nbsp;edições do BBB,&amp;nbsp;as raras exceções do programa, dentre um ex-vendedor de côcos,&amp;nbsp;Kleber "Bam Bam" , musculoso e sem noção (que acabou virando capa de revista masculina), e um Dourado, que em sua&amp;nbsp;homofobia e tatuagem de suástica, conseguiu aproveitar o lado negro do público brasileiro, que acabou&amp;nbsp;por elegê-lo o vencedor do prêmio máximo, como o menos medíocre dos medíocres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bQBvfCE0VRQ/TyBvrqBy_WI/AAAAAAAAB1I/YVrauaGR5IQ/s1600/Bial+%2528humorpolitico.com.br.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="206" src="http://1.bp.blogspot.com/-bQBvfCE0VRQ/TyBvrqBy_WI/AAAAAAAAB1I/YVrauaGR5IQ/s320/Bial+%2528humorpolitico.com.br.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tem certas coisas que ficam difíceis de explicar, ate para&lt;br /&gt;o carismático apresentador do BBB (retirado de &lt;br /&gt;humorpolítico.com.br)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ &amp;nbsp;Por conta de um bom salário, Pedro Bial é capaz de manchar sua biografia, como um Fernando Henrique Cardoso que mandou que esquecessem tudo o que escreveu (&amp;nbsp;e que agora tenta recuperar sua imagem defendendo, oportunisticamente, a legalização da maconha), deixando para trás seu passado jornalístico para virar um apolegeta da vergonha nativa. Sim! Pois&amp;nbsp;é vergonhoso o papel que Bial vem desempenhando na condução do Big Brother Brasil, como um maestro da ópera de horror da baixaria em rede nacional. Mas, mais vergonhoso ainda é um filho ser criticado publicamente pelo próprio pai, como ocorreu na crítica feita&amp;nbsp;&amp;nbsp;pelo ex-todo poderoso Boni (pai de Boninho, responsável pelo BBB) ao seu fllho, organizador do programa, em recente reportagem publicada na revista &lt;em&gt;Veja&lt;/em&gt;, acerca do descrédito nacional do público brasileiro sobre o&amp;nbsp;BBB. A polêmica nacional se deu diante da suspeita de ter havido um&amp;nbsp;estupro dentro do programa, entre o modelo Daniel (expulso do BBB depois do episódio) e a suposta vítima, a&amp;nbsp;estudante Monique; enquanto esta se encontrava alcoolizada, depois de tantas festas e tentativas de suruba na "casa mais observada do Brasil"( como diz com forjada alegria,&amp;nbsp;seu apresentador, Pedro Bial). Se o modelo afrodescendente passou dos limites, saindo do tom, fazendo mais do que deveria na alcova, após uma paquera mais ou menos entabulada com Monique durante a festa,&amp;nbsp;e se aproveitou&amp;nbsp;de sua semi-inconsciência debaixo dos edredons para violá-la sexualmente (se isso é possível); agora, somente a polícia civil carioca poderá averiguar, levando em conta que as baixarias e apelações do programa saíram dos canais de entretenimento para virar assunto das páginas policiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-C7b5kQEQu8w/TyBwTiGqvdI/AAAAAAAAB1Q/rROH5_-IiXU/s1600/Daniel+BBB+%2528pipocamoderna.com.br%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-C7b5kQEQu8w/TyBwTiGqvdI/AAAAAAAAB1Q/rROH5_-IiXU/s320/Daniel+BBB+%2528pipocamoderna.com.br%2529.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pego com a "boca (ou será com o dedo?) na botija", só resta&lt;br /&gt;ao modelo Daniel explicar o ocorrido no BBB com acusações&lt;br /&gt;de racismo. Enquanto isso, dentro da casa do programa, a &lt;br /&gt;polêmica rola solta (retirado de pipocamoderna.com.br)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Dentre um Ratinho da Vida, um Programa do Gugu, as palhaçadas do Pânico na TV e a escória televisionada por um Wagner Montes ou Datena, parece que Pedro Bial e Boninho somam-se ao time dos maestros do &lt;em&gt;freak show &lt;/em&gt;nacional, vendendo&amp;nbsp;a alma ao diabo do patrocínio a todo custo. Tudo em prol da audiência. Se &lt;em&gt;business is business&lt;/em&gt;, nem me dou ao trabalho de me juntar ao movimento iniciado na &lt;em&gt;web&lt;/em&gt;, pedindo o boicote nacional à programação da Rede Globo, no atual dia 25 de janeiro, como forma de protesto contra a falta de ética na TV. Afinal, eu não assistia há décadas a programação da rede Globo (com exceção dos telejornais e&amp;nbsp;&lt;em&gt;O Astro&lt;/em&gt;) e só vi o Big Brother Brasil em poucas ocasiões, somente por acidente, dentro de um restaurante ou bar, ou no saguão de um aeroporto. Mas não se preocupem! Desta vez não serei mais vítima dos empregados das Organizações Roberto Marinho no âmbito da televisão brasileira, e não perderei meu tempo (nem neurônios), sequer orando para a figura caricata de um apresentador que só tem a nos legar peitos e bundas, encontráveis na esquina em qualquer revista erótica, dedicada ao público gay ou heterossexual. Se determinadas personalidades preferem deixar para a posteridade o currículo manchado por sua participação em atrocidades na TV, o problema é delas, e não meu. "Basta mudar o canal!", podem dizem muitos deles. Entretanto, quando vejo a sociedade brasileira sendo levada a picos de uma humilhação coletiva, mesmo sem assistir a tais baixarias, ainda me solidarizo com a patuléia chocada com o óbvio da estupidez (apesar do seu conservadorismo fajuto), e acho que até o mau gosto tem limite. Fora com o Big Brother Brasil! E fora com tanta gente que só tem veneno e porcaria para nos mostrar na televisão!! &lt;em&gt;Sorry, &lt;/em&gt;Bial! Cansei!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-3317350154544990760?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/3317350154544990760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/01/televisao-parece-que-o-bbb-de-pedro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3317350154544990760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3317350154544990760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/01/televisao-parece-que-o-bbb-de-pedro.html' title='TELEVISÃO: Parece que o BBB de Pedro Bial já foi longe demais, no Festival de Mediocridades que Assola a Nação!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-G8QT7mwxE-s/TyBs39V4kMI/AAAAAAAAB0w/hVLVD1HH0s8/s72-c/bbbb1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-5498670840574986640</id><published>2012-01-19T20:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T20:24:59.657-08:00</updated><title type='text'>ECONOMIA: A Europa não é mais o que era antigamente, o problema é voltar a ser pior do que era.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zgy82nZvIF4/TxjpaLrhFPI/AAAAAAAAB0Q/0erFGaetwII/s1600/Crise+euro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nfa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-zgy82nZvIF4/TxjpaLrhFPI/AAAAAAAAB0Q/0erFGaetwII/s320/Crise+euro.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Estamos acostumados, em nossa cultura, a usar o jargão: "cada um com seus problemas", e, assim, considerar que os problemas dos outros são somente dos outros e não nossos problemas também. Ao menos em relação ao que ocorre na Europa, isso se revela um ledo engano. Vivemos num mundo globalizado, e como num "efeito borboleta", o que acontece a milhares de milhas daqui, como&amp;nbsp;o&amp;nbsp;tsunami no Japão do ano passado,&amp;nbsp; provocando um risco de desastre nuclear em Fukushima, pode ter repercussões graves, no comércio de sapatos em Franca,&amp;nbsp;no interior de São Paulo, por exemplo, ou na manutenção da produção de barris de petróleo no litoral do Bahia, no pólo de Camaçari. Tudo o que abala a economia de lá, acaba por ter repercussões diretas aqui, e um exemplo cabal disso é o recente expediente dos países ricos (ou ex-ricos?) de pedir dinheiro emprestado aos países emergentes, dentre eles o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Euro, a moeda única européia, está em crise; mas não é apenas a moeda, mas sim a Europa inteira. A reação em cadeia da economia capitalista, com suas crises sucessivas e a última grave derrocada&lt;br /&gt;&amp;nbsp;dos países ricos, em função da decadência que passa a Grécia, e o consequente efeito dominó da crise, derrubando a economia dos países restantes, como Espanha, Portugal, Itália&amp;nbsp;e França, anuncia um período de recessão, indefinição e muita insegurança para toda a comunidade européia. A incerteza quanto a&amp;nbsp;sobrevivência do Euro pode significar a incerteza quanto à manutenção de uma Europa unida, depois de tantos séculos (ou até um milênio) de guerras, conflitos e disputas comerciais entre os diversos países da Europa, que outrora, tinham cada um sua moeda própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-snmr0MOHGiQ/TxjqUqYDcRI/AAAAAAAAB0Y/ZS1MZeYmXKM/s1600/veja.abril.br.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-snmr0MOHGiQ/TxjqUqYDcRI/AAAAAAAAB0Y/ZS1MZeYmXKM/s320/veja.abril.br.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No início da Era Moderna, no conceito de Estado nacional, o princípio da soberania pressupunha a existência de um exército e moeda nacionais. Até a última década do século XX, acostumamo-nos nas aulas de história e geografia a descrever os países da Europa por suas moedas. Lembro-me bem quando era adolescente, que nas minhas aulas eu gostava de ler a edição anual do &lt;em&gt;Almanaque Abril, &lt;/em&gt;onde eu memorizava a moeda de cada país, para diferenciá-lo dos outros. Assim, a Inglaterra&amp;nbsp;tinha a sua libra esterlina, a Itália a lira, enquanto que&amp;nbsp;na Alemanha a moeda nacional era o marco alemão, a França dispunha de seus francos, e na Espanha se usava a peseta. Por conta do vil metal, todas essas nações lutaram em guerra umas contra as outras, e foi preciso duas grandes guerras mundiais, que praticamente devastaram a Europa, para que os povos europeus, com suas diversas etnias e idiomas se sentassem juntos nas mesas de negociação, firmassem tratados internacionais, para que então, das ruínas surgisse uma nova entidade que representasse os interesses de uma Europa Unida. Nascia a União Européia, a partir do Tratado de Maastricht, em 1992, e dali nascia também a promessa de que os dias de conflito e destruição ficariam definitivamente para trás, enquanto uma nova Europa se via surgir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi recentemente um comovente drama histórico chamado &lt;em&gt;Feliz Natal &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;Joyeux Noel&lt;/em&gt;), com um elenco estelar de jovens astros do cinema europeu, de diversas nacionalidades. O filme conta os reais e inusitados episódios da confraternização entre soldados britânicos, franceses e alemães na I Guerra Mundial, no dia de Natal, quando os contendores saíam das trincheiras, largavam as armas, numa trégua firmada no front, e diante de um capelão rezavam, cantavam músicas de Natal, bebiam entre si e até jogavam bola, trocando fotografias dos familiares e confidenciando correspondências, como se a Guerra, naquele momento não existisse. O filme retrata fielmente uma Europa que até existia no começo do século passado, que não tinha uma moeda única. Uma Europa em guerra que contrastava com a Europa idealizada pelo filósofo Imanuel Kant, na sua obra &lt;em&gt;A Paz Perpétua&lt;/em&gt;, escrita dois séculos antes, em que o filósofo pressagiava o surgimento de uma comunidade internacional, formada uma federação européia de nações, com o próposito de estatuir uma monarquia universal, com um governo e moeda únicos, mas que sabia respeitar a língua e as diversidades culturais de todos os povos que compunham aquela democrática comunidade de interesses. A União Européia nasceu como a concretização do ideal de Kant, e para que ela se mantenha, é fundamental que sua moeda permaneça forte, para unir povos que, outrora, eram inimigos e destruiam uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-k6mxROkDg8Y/Txjqd_q1aWI/AAAAAAAAB0g/-an1TfHmW-M/s1600/crise4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="227" nfa="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-k6mxROkDg8Y/Txjqd_q1aWI/AAAAAAAAB0g/-an1TfHmW-M/s320/crise4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Se Marx ou Trotsky não conseguiram levar adiante o seu sonho de uma comunidade universal, dotada de uma mesma economia socialista, unindo as nações pela abolição dos meios de acumulação do capital, como defendia Trotsky na sua "Revolução Permanente", ao menos o capitalismo globalizado está tentando unir os diferentes por conta da economia. É cíclico que crises violentas do capital ocorram, como previu Karl Marx, mas também é previsível que o fracasso da moeda européia pode resultar na volta dos nacionalismos, e no retorno de um sentimento muito ruim na Europa, como o totalitarismo. Os novos velhos perigos que surgem para a Europa são o fortalecimento dos neofascismos, com a extrema direita italiana da Liga do Norte, os partidos de ideologia totalitária se desenvolvendo na Holanda e na Escandinávia, assim como o fortalecimento de discursos xenófobos de conteúdo racista, que agora culpam os imigrantes árabes e africanos (e não mais os judeus) como responsáveis pela crise, recessão e desemprego, que assola um em cada três cidadãos europeus em pleno colapso da economia em países como a Espanha e Portugal. Até a Grã-Bretanha foi chamada, e muito a contragosto da fleuma britânica de não querer se envolver nas confusões da Europa continental, o jovem primeiro-ministro conservador, David Cameron, foi obrigado a ir contra seu partido e seu próprio governo, na atual crise cambial, anunciando o apoio da Inglaterra ao pacto firmado pelos países da zona do Euro, como forma de manter a sobrevivência da moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mQwaOUvQn2s/TxjqnPTjRgI/AAAAAAAAB0o/4Epqu-qKRlE/s1600/Lideres_euro_crise_Economist_Peter_Schrank.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" nfa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-mQwaOUvQn2s/TxjqnPTjRgI/AAAAAAAAB0o/4Epqu-qKRlE/s320/Lideres_euro_crise_Economist_Peter_Schrank.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pois é! Se nos meses que antecederam a Revolução Francesa, com uma economia européia em colapso, Maria Antonieta teve a audácia de sugerir que&amp;nbsp;o povo faminto comesse brioches ao invés de pão, parece que no Palácio do Eliseu, um mais do que preocupado Sarkosy, aliado da &lt;em&gt;Kayser &lt;/em&gt;teutônica Angela Merkel, vai ter que recorrer a sua badalada esposa, Carla Bruni, para lhe cantar uma de suas&amp;nbsp;canções&lt;em&gt; folk&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;ao violão, enquanto a economia da França parece desmoronar, como uma Roma em chamas diante de um Nero a tocar sua harpa. Talvez a cena fosse mais sugerida para Berlusconi na Itália, mas como o &lt;em&gt;capo &lt;/em&gt;italiano já saiu de cena, pulverizado por uma dezena de processos de corrupção e abusos sexuais, resta ao povo europeu ver até onde vai dar a ópera bufa que se tornou a manutenção do Euro, e até onde o velho continente, surrado de guerras, vai suportar mais uma visita à lona, na perdição do capitalismo mundial. O mundo assiste aturdido ao desmoronamento da Europa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-5498670840574986640?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/5498670840574986640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/01/economia-europa-nao-e-mais-o-que-era.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5498670840574986640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5498670840574986640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2012/01/economia-europa-nao-e-mais-o-que-era.html' title='ECONOMIA: A Europa não é mais o que era antigamente, o problema é voltar a ser pior do que era.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zgy82nZvIF4/TxjpaLrhFPI/AAAAAAAAB0Q/0erFGaetwII/s72-c/Crise+euro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-7621990188725099540</id><published>2011-12-15T16:33:00.000-08:00</published><updated>2011-12-20T06:22:42.579-08:00</updated><title type='text'>CULTURA: Tatuagem. Por que tatuagem??</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GETi_4QLCJI/Tutiaas_d3I/AAAAAAAABxI/XDc5VJwsQGc/s1600/tribal_tattoos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="304" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-GETi_4QLCJI/Tutiaas_d3I/AAAAAAAABxI/XDc5VJwsQGc/s320/tribal_tattoos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;De mudança pro novo apartamento, comecei a me mexer para revirar as quinquilharias, na árdua e infeliz tarefa de decidir o que manter e o que jogar fora de casa. Acreditem, meus amigos, na minha casa tem papel, mas muiiitoooo papel. Entre livros, revistas, gibis, posters, CDs, DVDs e agora Blu-Rays, também tenho a curiosa mania de colecionar........cartões de visita. Isso mesmo, existe todo tipo de colecionador, desde os colecionadores de selos aos colecionadores de cartões, e eu me encaixo no segundo grupo; pois revirando entre os cartões que mereciam ser jogados no lixo, deparei-me com um bonito cartão, da cor azul, com gravuras tribais em alto-relevo, que me lembrava um ateliê de tatuadores localizado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No verso do cartão tinha uma data e um horário: 20 de janeiro de 2010, uma quarta-feira, às 16:30 horas. Era o horário em que fiz a minha primeira tatuagem: um leão, desenhado no braço esquerdo, de aspecto tribal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Nk10USjcuHI/Tutitq7IC4I/AAAAAAAABxQ/S8KhQJXLxxc/s1600/kat-von-d2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Nk10USjcuHI/Tutitq7IC4I/AAAAAAAABxQ/S8KhQJXLxxc/s320/kat-von-d2.jpg" width="196" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Personagens como Kat Von D tornaram&lt;br /&gt;a tatuagem uma arte ainda mais popular.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ O curioso é que eu nunca tinha reparado na data em que fiz minha primeira tatuagem, até ter encontrado este cartão com o lembrete no verso, na mesma semana em que me preparo para fazer minha segunda tatuagem: agora no braço direito. Antes de decidir me tatuar pela primeira vez, refleti muito, passei meses pensando, e agora ao fazer uma nova tatuagem, mais uma vez, fico me perguntando até que ponto a arte de pintar o próprio corpo não exerce um fascínio quase irresístivel que, para alguns pode se tornar um vício, ou até mesmo uma doença. Analisando os prós e contras, de quem é a favor ou contra as tatuagens, podemos encontrar ínúmeros argumentos de cunho social, religioso, político, psicológico,&amp;nbsp;antropológico e até filosófico. Tatuagens são uma produção humana, assim como são todos os bens culturais, mas os símbolos que são desenhados na pele por&amp;nbsp;alguém ganham uma característica mística, que leva muito em conta a relação do homem com os símbolos, desenhos e cores.&amp;nbsp;É importante sacar também,&amp;nbsp;de como a tatuagem saiu das tribos primitivas, deixou de ser parte de um gueto social e se transformou efetivamente em arte, independente das belíssimas curvas do corpo todo tatuado da linda tatuadora, Kat Von D, em seu programa de TV semanal, &lt;em&gt;L. A. Ink&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, a tatuagem remonta à Pré-História,&amp;nbsp;sendo encontrada há mais de 3.000 anos&amp;nbsp;em gravuras&amp;nbsp;de antigas&amp;nbsp;cavernas e em desenhos de arte rupestre, demonstrando que, já naquela época, os homens cobriam a pele com desenhos. Uma das principais características da tatuagem que não mudou até hoje foi o emprego de agulhas com tinta para perfurar a pele, e assim deixar marcados definitivamente no corpo da pessoa,&amp;nbsp;os traços de desenhos e símbolos representados pela tatuagem. No Egito foram encontradas múmias, datadas de 2.400 anos, que possuíam vestígios de terem sido&amp;nbsp;tatuadas nos ombros e abdome, com a imagem de animais ou criaturas mitológicas.&amp;nbsp;Na Roma antiga, os cidadãos romanos diferenciavam-se de plebeus e escravos através das tatuagens, assim como os membros do exército, integrantes da Legião Romana, tinham tatuado no braço o símbolo do senado romano, identificando-os como soldados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wpMCTICg8E8/TutjUDaCjiI/AAAAAAAABxY/Y1vyJ45xTNA/s1600/yakuza-tattoos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-wpMCTICg8E8/TutjUDaCjiI/AAAAAAAABxY/Y1vyJ45xTNA/s320/yakuza-tattoos.jpg" width="274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;As tatuagens são quase que obrigatórias&lt;br /&gt;entre integranes da Yakuza.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Todos os períodos da história humana foram acompanhados de gente tatuada. Os guerreiros pictos, povos bárbaros, inimigos dos romanos, tatuavam o corpo por acreditar que as imagens lhes traziam força e equilíbrio para combater os inimigos, e seria mais fácil serem reconhecidos no além, através dos desenhos que carregavam no corpo, pois acreditavam que as gravuras eram gravadas na alma, e não apenas na pele de quem era tatuado. Entre os habitantes de Samoa, para os samoanos a arte de pintar o corpo significava a passagem da infância para a vida adulta, simbolizando um certo status social dentro do grupo, enquanto que em diversas ilhas, os nativos da Polinésia, Indonésia, Nova Zelândia e Filipinas, também traziam tatuagens tribais gravadas no corpo. Tornaram-se famosas as tatuagens dos &lt;em&gt;maoris&lt;/em&gt;, habitantes da Oceania, cuja beleza dos traços tribais de suas tatuagens são reproduzidas hoje no mundo inteiro. Também na Europa, durante a Alta Idade Média, celtas e vikings tinham suas próprias tatuagens, diferenciando-se entre si as gravuras empregadas por dinamarqueses, normandos e saxões. No Novo Mundo, os colonizadores encontraram diversas tribos indígenas, tanto na América do Sul, quanto na América do Norte, que usavam tatuagens, em sua maioria associadas aos deuses, com reprodução de animais que simbolizavam eventos sobrenaturais que marcavam a fé anímica desses povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Mz-gF50dYzE/Tutj1pF8glI/AAAAAAAABxg/LqC18gu3bjM/s1600/sailor_tattoo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="281" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-Mz-gF50dYzE/Tutj1pF8glI/AAAAAAAABxg/LqC18gu3bjM/s320/sailor_tattoo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Na era moderna, as tatuagens eram populares,&lt;br /&gt;inicialmente entre os marinheiros.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Durante muito tempo, no decorrer dos últimos séculos, no ocidente,&amp;nbsp; nos ambientes urbanos, a tatuagem foi associada a um estilo de vida marginal, muito mais relacionado a guetos específicos da sociedade, como presidiários ou marinheiros.&amp;nbsp;No Japão, por exemplo, com o fim da era dos samurais e a modernização do arquipélago japonês, surgiu o crime organizado, e com ele&amp;nbsp;a máfia japonesa, conhecida como&amp;nbsp;&lt;em&gt;Yakuza&lt;/em&gt;, caracterizada por seus integrantes tatuados. A máfia russa é caracterizada&amp;nbsp;em sua escala hierárquica pela quantidade de tatuagens que um integrante possui, para subir na organização.&amp;nbsp;Com a popularização da tatuagem a partir da contracultura norte-americana, nos anos sessenta, a arte de desenhar o próprio corpo acabou adquirindo cada vez mais adeptos, popularizando-se na comunidade de surfistas a partir dessa época até hoje, surgindo grandes estúdios de tatuagem e muitos tatuadores ficaram famosos por seu estilo, tornando-se verdadeiros astros pop. Nos Estados Unidos, a partir dos anos setenta do século passado, multiplicaram-se os estúdios para a difusão da arte, com a proliferação de pessoas tatuadas que queriam marcar no corpo a imagem de seus ídolos, com referências à estrelas pop como James Dean, Marilyn Monroe e Jimmy Hendrix. Na década de oitenta, tornou-se lugar comum as tatuagens de animais, dentre eles o tigre e águia, levando em conta o início da globalização e o contato com outras culturas, especialmente com a tradição oriental, relativa ao horóscopo chinês e às divindades do taoísmo e do hinduísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cIUfQkkbUZ0/TuvOxXwlpTI/AAAAAAAAByI/WK8ju9d4CME/s1600/tatuagens-femininas-imagens-desenhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-cIUfQkkbUZ0/TuvOxXwlpTI/AAAAAAAAByI/WK8ju9d4CME/s320/tatuagens-femininas-imagens-desenhos.jpg" width="235" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Durante um bom tempo as tatuagens em &lt;br /&gt;mulheres eram consideradas um tabu, no&lt;br /&gt;começo do século passado, até se populariza-&lt;br /&gt;rem de uma forma que, hoje em dia&lt;br /&gt;é mais difícil encontrar&lt;br /&gt;uma mulher não tatuada na praia do que&lt;br /&gt;o contrário.&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Biblicamente falando, ainda existe uma&amp;nbsp;certa controvérsia no meio religioso (principalmente nos ambientes mais conservadores) acerca da possibilidade de um cristão ou crente de alguma religião, poder ser tatuado. Intérpretes das escrituras e alguns&amp;nbsp;estudiosos consideram a&amp;nbsp;prática proibida em virtude das lições contidas no&amp;nbsp;Antigo Testamento, especialmente em Levítico 19:29 (&amp;nbsp;“Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o Senhor”). Porém,&amp;nbsp;pelo fato de não haver expressamente nenhuma proibição da prática no Novo Testamento, alguns teólogos com visão mais crítica&amp;nbsp;tendem a levar&amp;nbsp;em consideração o caráter histórico do texto bíblico nessas passagens, e identificar a aversão do povo de Israel às tatuagens, pela sua identificação com povos que, na época, eram seus inimigos, como os&amp;nbsp;filisteus, que andavam tatuados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-m2TTgjL14g8/TutkowpFSsI/AAAAAAAABxo/BqseIileMJU/s1600/the-rock-tattoo-significados-ok.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-m2TTgjL14g8/TutkowpFSsI/AAAAAAAABxo/BqseIileMJU/s320/the-rock-tattoo-significados-ok.jpg" width="258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Tatuagem tradicional samoana, com sua &lt;br /&gt;riqueza de detalhes.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿Alguns segmentos mais radicais das igrejas pentecostais chegam a identificar a tatuagem com símbolos do demônio, enquanto que outros simplesmente repugnam a presença de pessoas tatuadas dentro de cultos ou missas ou chegam a destituir fiéis que são descobertos com tatuagens, de cargos honoríficos na igreja. Muitos esquecem, que nas primeiras décadas da igreja cristã, na época da perseguição dos romanos, muitos cristãos se faziam identificar uns aos outros mediante símbolos tatuados no corpo, carregando na pele as letras IHS &lt;em&gt;(Iesus Hominibus Salvatorem&lt;/em&gt;)&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; que representavam, tais como sinais identificados com a cruz ou com o peixe, símbolos da fé cristã (o significado traduzido&amp;nbsp;da sigla é "Jesus, Salvador dos Homens"). Em 798 d.C. o papa Adriano I chegou a banir a prática das tatuagens, dizendo que aquilo que se tratava de coisa do demônio, e quem fosse encontrado e identificado com sinais de desenhos em tinta pintados na pela, deveria ser queimado na fogueira. Entretanto, durante as Cruzadas, há relatos de cavaleiros que tatuavam a cruz na pele, como forma de não serem obrigados a se converter à fè muçulmana, orando para Alá. Hoje em dia, é comum também encontrar igrejas neopentecostais, com pregações mais alternativas e includentes, permitindo a frequência nos cultos de fiéis tatuados e tendo até mesmo pastores que possuem tais gravuras estampadas no corpo, como na Igreja Bola de Neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na II Guerra Mundial, nos campos de concentração nazistas, a&amp;nbsp; tatuagem tinha um significado mais infamante, no momento em que eram tatuados às força os judeus, ciganos, homossexuais e deficientes físicos e mentais que fossem feitos como prisioneiros, sendo que muitos dos sobreviventes daquela época mantém tatuada nos braços e punhos a numeração que era marcada em seus corpos, como forma de homenagear os mortos do holocausto e nunca deixar de esquecer, principalmente aos mais jovens, dos horrores que não podem mais voltar, com o surgimento do totalitarismo nazista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-h1SSWHLornY/TutlFtQbmsI/AAAAAAAABxw/v2ci_CrU55E/s1600/tatoo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="213" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-h1SSWHLornY/TutlFtQbmsI/AAAAAAAABxw/v2ci_CrU55E/s320/tatoo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Típica &lt;em&gt;pin up &lt;/em&gt;tatuada, relevando o glamour de uma &lt;br /&gt;arte antes tida como banida.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Hoje em dia, a tatuagem praticamente foi assimilada socialmente. Lembro-me quando morava em Porto Alegre, cidade onde fiz minha primeira tatuagem,&amp;nbsp;da quantidade de pessoas tatuadas que&amp;nbsp;pude encontrar, pois&amp;nbsp;antes de me tatuar eu andava pelas ruas, olhando curiosamente quem possuía tatuagem, percebendo que naquela época, no verão, era possível ver que de cada grupo de&amp;nbsp;4 pessoas que eu avistava, uma era tatuada. Eram homens e mulheres de diversas idades, estilos e etnias, que não tinham medo de mostrar desenhos no corpo, porque tais gravuras já faziam parte de sua identidade pessoal e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identidade. Talvez, ao menos no meu caso, pessoas buscam se tatuar como forma de afirmar identidade ou para gravar no corpo momentos expressivos que passaram na vida. Quaando decidi me tatuar encontrei num sonho a figura de um leão, e a partir dali os sonhos foram identificadores de como e do quê eu queria me tatuar, guiando minhas opções, que, a meu ver, tem muito mais de influência do subsconciente, mas também de alguns aspectos de intervenção divina. Escolhi o leão, porque além de ser prosaicamente o animal correspondente ao meu signo, era uma figura que simbolizava força, determinação, bravura, mas também simbolizava a figura de Jesus, a partir da leitura de um escritor cristão reconhecido por sua obra, C.S. Lewis, que com suas &lt;em&gt;Crônicas de Nárnia &lt;/em&gt;conseguiu colocar aspectos da fé cristã em sua obra literária antológica, colecionando milhões de leitores em todo mundo e gerando uma rentável e famosa franquia cinematográfica. O Leão Aslam de Lewis era a imagem simbólica que acabei por me interessar&amp;nbsp;em tatuar no corpo, estilizado numa gravura tribal; pois, para quem leu a obra de Lewis, não se trata só de um Leão, mas sim de uma releitura do Leão de Judá que se encontra na Bíblia, personificado biblicamente na figura de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FhN5AMDU02s/TutmBrPq13I/AAAAAAAAByA/QjjnsQNlPRQ/s1600/imagesCAYMGLH4.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-FhN5AMDU02s/TutmBrPq13I/AAAAAAAAByA/QjjnsQNlPRQ/s1600/imagesCAYMGLH4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Já o desenho da coruja, outro animal que também escolhi fazer, para marcar minha segunda tatuagem, simboliza para mim&amp;nbsp;experiência, sabedoria, e, sobretudo, cautela a partir da observação, virtudes que passei a desenvolver com o decorrer da idade e que&amp;nbsp;ainda venho aprimorando, com a chegada da maturidade. Sei que a opção de fazer uma tatuagem não é tão fácil, e só deve ser feita após muita reflexão e escolha adequada de um tatuador conhecido e respeitado por sua seriedade e higiene, para que depois eu não me arrependa amargamente depois. Afinal, por mais que existam, hoje, aparelhos desenvolvidos e caros para a retirada de tatuagens, o processo ainda é muito doloroso, não há garantia alguma de que a pessoa que se tatuou possa voltar atrás, apagando sua tatuagem e as marcas e manchas na pele permanecem para sempre, ou só podem ser removidas mediante uma cirurgia plástica. Tatuagem não deve ser vista como uma brincadeira ou modismo,&amp;nbsp;e a pesoa tem que ter a completa consciência da alteração definitiva que poderá fazer em seu corpo. Sempre me tatuo com um misto de fascínio e medo, mas sei que, em minha fé, independente de como estiver meu corpo, para onde eu for depois de morrer, sei que terei um Deus que amo, que irá me receber da forma como eu me encontro, com meus pecados e virtudes, por acreditar que Ele está entre nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, por favor, peço aqueles que não gostam da tatuagem que não recrimem tanto por eu ser um homem tatuado; mas, se não concordam, que ao menos respeitem-me do jeito que sou, com minhas virtudes e defeitos, com meu corpo imperfeito, na perfeição de espírito&amp;nbsp;que busco e sei que nunca alcancarei pela minha condição limitada de ser humano; mas um ser um que crê, que tem fé em Deus e acho que a salvação da alma só se encontra Nele, cabendo a Ele recriminar minhas escolhas e me criticar por ser tatuado, e mais ninguém. Afinal, como bom luterano tatuado, acredito que só a fé me justifica e me salva, e só através dela sei que poderá haver um céu tanto para tatuados, quanto para não tatuados. Tchau, gente! O ateliê do tatuador me espera!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-7621990188725099540?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/7621990188725099540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/12/cultura-tatuagem-por-que-tatuagem.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7621990188725099540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7621990188725099540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/12/cultura-tatuagem-por-que-tatuagem.html' title='CULTURA: Tatuagem. Por que tatuagem??'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GETi_4QLCJI/Tutiaas_d3I/AAAAAAAABxI/XDc5VJwsQGc/s72-c/tribal_tattoos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-1742423312329118244</id><published>2011-12-14T07:53:00.000-08:00</published><updated>2011-12-16T05:39:26.540-08:00</updated><title type='text'>SÓCRATES(1954-2011): Um Brasileiro!</title><content type='html'>Mais uma vez,&amp;nbsp;aproveito o blog para&amp;nbsp;escrever sobre obituários de gente famosa,&amp;nbsp;mas de gente que, sempre de alguma forma, marcou minha trajetória de vida, como a de outras pessoas. Não sou corintiano, mas sou amante de futebol (e de muitas outras&amp;nbsp;coisas, como meus bons&amp;nbsp;amigos e leitores do blog bem sabem) e após um bocado de dias sem escrever (um mês, pra ser exato), decidi colocar na web minhas impressões sobre esse fantástico ex-jogador, articulista de jornais e revistas, militante político e personalidade&amp;nbsp; do esporte brasileiro, que agora se foi. Com vocês, minha homenagem ao Doutor Sócrates!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hjUxfiOP0gU/Tul0IXaPaUI/AAAAAAAABwI/H3n94xJs87A/s1600/cafecomnoticias.blogspot.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-hjUxfiOP0gU/Tul0IXaPaUI/AAAAAAAABwI/H3n94xJs87A/s320/cafecomnoticias.blogspot.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(retirado de cafecomnoticias.blogspot.br)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Sócrates&amp;nbsp; Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, já tinha no nome uma equipe de futebol de salão montada. Nascido em Belém do Pará, há 57 anos, Sócrates veio de uma Belém que eu conheci na minha infância, pois como&amp;nbsp;filho de um&amp;nbsp;militar,&amp;nbsp;vivi com minha familia&amp;nbsp;num conjunto residencial da Marinha, próximo ao aeroporto, no começo dos anos oitenta, época em que comecei a me encantar com a mágica seleção brasileira da Copa de 1982, na Espanha. Torneio que teria como&amp;nbsp;um dos craques a figura do doutor, um Sócrates no auge do vigor físico, habilidade&amp;nbsp;e da fama, que junto com Zico e Falcão formou uma das melhores equipes de futebol da seleção canarinho da história. Uma equipe campeã moral, que no final não levou nada, mas encantou o Brasil e o mundo com os passes mágicos desses craques eternos, e com o antológico passe de calcanhar, marca registrada de Sócrates, que com sua criatividade fez ou ajudou a fazer muitos gols. Pena que a Itália de Paolo Rossi nos fez chorar! Pena que uma seleção tão brilhante, de futebol tão bonito, não conseguiu emplacar e levar para casa o título mundial. Aquele tempo se foi, mas Sócrates ainda permanceu por muito tempo no imaginário popular e na vida cultural e política nacional, até falecer este mês por distúrbios de saúde associados ao alcoolismo (mazela de tantas craques, que já vitimou Garrincha no passado), e ter deixado uma legião de leitores, da revista Carta Capital, orfãos do seus textos (dentre eles, eu). Que pena que Sócrates foi embora tão cedo. Cedo, porque 57 anos não é nada para a eternidade, e não é nada para quem se eternizou no coração e no orgulho nacional, com a alegria&amp;nbsp;de&amp;nbsp;&amp;nbsp;quem brincava com a bola, fazendo a alegria da torcida&amp;nbsp;nos seus tempos de jogador. Um tipo magro, alto, imenso, mas de pés tão pequeninos e um jeito tão&amp;nbsp;desengoçado, que fazia tremer a zaga do time adversário, toda vez que se aproximava da grande área. Sócrates permanecerá eterno. O doutor sempre será eterno!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jeT3_4hTcdw/Tul0c8wx7aI/AAAAAAAABwQ/a3rTUFIw45o/s1600/S%25C3%25B3crates.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-jeT3_4hTcdw/Tul0c8wx7aI/AAAAAAAABwQ/a3rTUFIw45o/s320/S%25C3%25B3crates.JPG" width="234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Doutor da bola, doutor na vida. Já no final dos anos setenta, Sócrates era uma exceção à regra, diante de tantos jogadores oriundos de famílias pobres, de baixa escolaridade&amp;nbsp;ou nenhuma instrução, que tinham aversão&amp;nbsp;a uma&amp;nbsp;sala de aula,&amp;nbsp;ao ter uma&amp;nbsp;dedicação ao esporte&amp;nbsp;inversamente proporcional ao estudo. Sócrates era estudante universitário, quando começou a jogar no interior de São Paulo, no Botafogo de Ribeirão Preto, cidade onde sua família,egressa do Pará, viria a residir e se radicar, revezando os treinos no clube com as aulas de medicina, na faculdade de medicina local, pertencente a USP. A dedicação aos estudos era semelhante à dedicação ao futebol,e já despontando como um craque mais talentoso nos gramados, do que nas mesas de cirurgia, não demorou para que Sócrates ingressasse no time que o consagraria, tornando-se um dos ídolos eternos do Corintians Futebol Clube. Foi no Timão que Sócrates, acompanhado de&amp;nbsp;seus companheiros Palhinha&amp;nbsp;e Casagrande, revolucionaram o futebol brasileiro com a criação do movimento chamado &lt;em&gt;Democracia Corintiana&lt;/em&gt;, onde os jogadores, organizados politicamente como se fossem um partido político, reuniam-se em assembleía, ditavam as regras para a direção do clube, tiravam ou escolhiam treinadores, encerraram as autoritárias "concentrações", onde os jogadores ficavam enclausurados, impedidos de sair dos treinos, e definiam até horários dos jogos e treinamentos, numa forma de mobilização que lembrava a ebulição política da época, com a ocupação de praças e ruas, pelos movimentos sociais, exigindo o fim da ditadura e a realização de eleições diretas para presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rD4VcSl9OqM/Tul1d51SCfI/AAAAAAAABwY/bMj2NrS9Q5c/s1600/veja.abril.com.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="180" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-rD4VcSl9OqM/Tul1d51SCfI/AAAAAAAABwY/bMj2NrS9Q5c/s320/veja.abril.com.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(retirado de abril.veja.com.br)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Foi no movimento das Diretas-Já, que Sócrates mais se notabilizou como cidadão e ator político, e não apenas como jogador. Filiado ao PT, partido com quem sempre se identificou, e ídolo de Lula, então sindicalista,&amp;nbsp;fundador do partido e futuro presidente da república&amp;nbsp;(um corintiano fanático), o famoso jogador fez história com seu emocionado discurso no comício das&amp;nbsp; Diretas, dizendo em alto e bom som que se a Emenda Dante de Oliveira, que previa eleição diretas para presidente da república, em 1984, fosse aprovada, ele não iria mais para o exterior, saindo do Brasil a convite de um clube italiano, uma vez que queria permanecer para ajudar a reconstruir a democracia no país. Que pena que as coisas deram errado. A emenda não passou e o Brasil teve que esperar mais um ano pelo fim da ditadura, com a eleição de Tancredo Neves para o colégio eleitoral, e, nesse ínterim, um experimentado Sócrates tentaria a sorte na Europa, defendendo, por um&amp;nbsp; curto tempo,&amp;nbsp;a camisa da Fiorentina,&amp;nbsp;para depois&amp;nbsp;retornar ao Brasil e ainda jogar pelo Flamengo, pelo Santos, até encerrar&amp;nbsp; a carreira no mesmo Botafogo de Ribeirão Preto, onde começou a dar os primeiros chutes, em sua histórica trajetória futebolística. Sócrates ainda jogou a Copa de 1986, no México, onde mais uma vez sentimos o gosto da decepção, ao perder para a França (Ahh! A França, sempre a França!), na disputa de pênaltis, nas quartas de final do Mundial. &amp;nbsp;Naquela época, um Sócrates contundido, exausto, mais ainda talentoso, viu se perderem as chances do Brasil conquistar mais um titulo, ao perder um pênalti decisivo, que levaria à seleção canarinho para as semifinais. Mas é de alegria e tristeza que se vive o futebol. É de momentos de glória e também de profunda dor que&amp;nbsp;se forja&amp;nbsp;um torcedor. Senão, não teria graça o futebol, não é mesmo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KYzt4fIuAfs/Tul10SAYqiI/AAAAAAAABwg/CC1rvfin2a0/s1600/webnode.com.br.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="209" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-KYzt4fIuAfs/Tul10SAYqiI/AAAAAAAABwg/CC1rvfin2a0/s320/webnode.com.br.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(retirado de webnode.com.br)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Nos últimos anos, além de trabalhar como técnico de futebol,&amp;nbsp;Sócrates se valeu de sua &lt;em&gt;persona &lt;/em&gt;pública para trabalhar em projetos sociais, participar de eventos políticos (com direito até a elogios ao presidente venezuelano Hugo Chavez) e a escrever artigos na imprensa nacional, principalmente na revista Carta Capital, donde se tornou articulista, revelando um senso crítico que nunca o abandonou, além das garrafas de cerveja, cigarros e samba que sempre o acompanharam; pois afinal, acima de tudo, Sócrates era um brasileiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yWsVc_d42-s/Tul2EBDHhxI/AAAAAAAABwo/6Q_YIGl5FOg/s1600/vocedeolhoemtudo.com.br.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-yWsVc_d42-s/Tul2EBDHhxI/AAAAAAAABwo/6Q_YIGl5FOg/s320/vocedeolhoemtudo.com.br.jpg" width="235" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(retirado de vocedeolhoemtudo.com.br)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿﻿ Brasileiro de origem humilde, desapegado dos bens materiais e mais adepto de uma boa conversa de mesa de bar, entre comentários críticos à política e o futebol, do que frequentar os grandes salões do &lt;em&gt;jetset&lt;/em&gt; do capitalismo da bola.&amp;nbsp;Além de jogador, eu estimava o&amp;nbsp;Sócrates que&amp;nbsp;se fez enquanto pessoa, angariando mais amigos do que desafetos, apesar do seu jeito às vezes turrão de dizer as coisas "na lata" para seus interlocutores, sem se preocupar com eufemismos. Sócrates poderia se tornar uma fera para jornalistas, como também poderia ser uma doçura de afeto, reconhecendo com mansidão na imprensa nacional os seus vícios e o alcoolismo que acabou levando-o à morte. Desde o começo do ano, com suas idas e vindas ao hospital, Sócrates despertou a comoção pública e o afeto indivisível de todo o país, calando até mesmo seus antagonistas na CBF, irritados com a forma sempre crítica com que Sócrates denunciava a cartolagem no futebol. Afinal, Sócrates era um ícone, não um "zé-mané" pago a preço de ouro para ficar calado, ou promover cartolas investigados pela Justiça, acusados de corrupção. O drama de Sócrates serviu para denunciar os riscos do consumo excessivo de álcool, mas também serviu para demonstrar que uma pessoa vale pelas opções que adere e pelas suas escolhas. E Sócrates escolheu viver da forma como queria, sendo brasileiramente um cara simples, com todas suas qualidades e defeitos, tomando sua cervejinha no final do dia, na esperada mesa de bar. Por seu passado de atleta, Sócrates não teve como vilão&amp;nbsp;doenças de&amp;nbsp;coração ou&amp;nbsp;de pulmão,&amp;nbsp; males que afetam os beberrões e fumantes, mas sim&amp;nbsp; uma doença do fígado, castigado por tantos anos de excesso e de birita. Na sua última refeição, o doutor passou mal, e antes que fizesse seu último diagnóstico, foi direto para o hospital, não mais voltando de lá vivo, mas escrevendo sua página na história, e nos corações de todos os torcedores de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LmNBY0PHcXM/Tul2UHLkXDI/AAAAAAAABww/H7vGnNU1b0o/s1600/esporteuol.com.br1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="156" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-LmNBY0PHcXM/Tul2UHLkXDI/AAAAAAAABww/H7vGnNU1b0o/s320/esporteuol.com.br1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;(retirado de esporteuol.com.br)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Sócrates simbolizava um tipo de futebol arte e um estilo de atleta ético, engajado políticamente que marcou época, mas que&amp;nbsp;será muito difícil de encontrar nos dias de hoje, devido à mercantilização do futebol e uma indústria de fabricação de craques, que hoje transforma ex-atletas em homens de negócio (vide o que aconteceu com Ronaldo). Nada contra, mas também nada a favor, para quem tem um pensamento minimamente crítico, como tinha Sócrates. De qualquer forma, Sócrates deixa uma lacuna, mas também deixa uma lição de vida e ser humano na história do futebol e da política nacional. Definitivamente, é alguém que vai deixar saudade! Adeus, Sócrates!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-1742423312329118244?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/1742423312329118244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/12/socrates1954-2011-um-brasileiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/1742423312329118244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/1742423312329118244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/12/socrates1954-2011-um-brasileiro.html' title='SÓCRATES(1954-2011): Um Brasileiro!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hjUxfiOP0gU/Tul0IXaPaUI/AAAAAAAABwI/H3n94xJs87A/s72-c/cafecomnoticias.blogspot.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-3254999704752352170</id><published>2011-11-15T06:04:00.000-08:00</published><updated>2011-11-15T08:21:37.832-08:00</updated><title type='text'>INTOLERÂNCIA: O discurso do ódio e toda maldade de classe subjacente às mensagens de internet, acerca do câncer do ex-presidente Lula.</title><content type='html'>﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HC9W9vAqrUI/TsJvUv7IC0I/AAAAAAAABuk/TeWGFZVLluM/s1600/lula-agencia-brasil+R7+noticias.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="222" nda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-HC9W9vAqrUI/TsJvUv7IC0I/AAAAAAAABuk/TeWGFZVLluM/s320/lula-agencia-brasil+R7+noticias.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Na alegria e na doença o apoio indisfarçável de sua &lt;br /&gt;pupila, a presidenta Dilma Roussef, ao seu mentor,&lt;br /&gt;um Lula acamado no hospital (fonte:foto retirada de&lt;br /&gt;agência Brasil-R7 notícias).&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ A verdade dói, mas tem muita gente reaçonária nesse mundo, principalmente no Brasil. Gente esdrúxula, psicologicamente reprimida, esnobe e elitista, fascista e altamente preconceituosa. Já faz duas semanas que sabemos pelos meios de comunicação que o ex-presidente Lula foi acometido de um&amp;nbsp;maligno câncer de laringe, de gravidade considerável, e que já matou outros de seus familiares, inclusive a mãe dele. Mesmo acometido de uma doença grave, que mereceria toda a consideração e respeito do mundo, até por razões humanitárias, pulularam junto com as&amp;nbsp;mensagens de solidariedade&amp;nbsp;na internet, outras&amp;nbsp;mensagens descabidas e medonhas, com pérolas do preconceito, da ignorância e da falta de respeito com a condição humana, sempre garantidas pelo anonimato de seus covardes agressores, responsáveis pelas mensagens. A última que escutei, de um de meus colegas de trabalho que viu isso numa página na internet, foi a seguinte mensagem de um leitor não identificado, em um site de notícias: "nunca fiquei tão amigo do câncer. Espero que ele desintegre o sapo barbudo!". Pode uma coisa dessas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mensagens enviadas por esses facínoras, disfarçados de leitores, começaram com irônicos comentários nos sites de jornais, redes sociais&amp;nbsp;e outros meios de comunicação sobre o câncer de Lula, dizendo que, agora, ele seria obrigado a se tratar pelo SUS. Revelando sua completa ignorância quanto à saúde pública no Brasil, como se o SUS se restringisse a um péssimo atendimento médico e a falta de leitos hospitalares, os comentários maldosos acerca da saúde de Lula revelam apenas a faceta negra de dois Brasis: um identificado com a democracia, com a justiça social e com o livre debate de ideais na rede, através da manifestação pública de opiniões diferentes; o outro Brasil é marcado por gente hipócrita, escondida por detrás de avatares, pseudônimos ou simplesmente anônimas na internet, que além de preconceituosas quanto a um presidente de origem operária, ainda manifestam o quanto são burras, desconhecendo o serviço de saúde pública neste país. Quando infartou, há quase dez anos atrás, meu pai precisou do SUS, foi atendido por um dos hospitais da rede pública, e só está vivo até hoje porque teve um pronto atendimento, da equipe de cardiologistas que trabalhava na emergência do hospital. Golpe da sorte? Destino? Obra de Deus? Talvez e tudo um pouco, mas a verdade é que o SUS está distante de um modelo ideal de atendimento médico, mas também não está a calamidade que os babaquíssimos representantes do eleitorado tucano ou neoreaçonários tentam mostrar em seus insultos contra Lula&amp;nbsp;e comentários na rede.Tais comentários revelam o mesmo setor da classe média burra, urbanizada, com pretensões de riqueza e ascensão social, eleitora de José Serra na última eleição e aficcionada pela revista Veja, que do alto de sua ignorância e pagamento de privados planos de saúde caros, são incapazes de saber que a saúde pública não é somente o destino fatal dos pobres ou necessitados; ou não toleram que um ex-presidente que já foi torneiro mecânico possa ter condições financeiras suficientes para utilizar um plano de saúde, ao invés de procurar um hospital público, simplesmente porque tem recursos materiais para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hg4SCUMJ7xY/TsJvxuqmsrI/AAAAAAAABus/-ZRhDSyeSjs/s1600/LULA_CANCER+anais+pol%25C3%25ADtico.blogspot.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" nda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-hg4SCUMJ7xY/TsJvxuqmsrI/AAAAAAAABus/-ZRhDSyeSjs/s1600/LULA_CANCER+anais+pol%25C3%25ADtico.blogspot.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Não precisava tanto, Gilbertão. Simancol pra vc! &lt;br /&gt;(fonte:retirado&lt;br /&gt;de anaispoliticos.blogspot)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Comentários infelizes, como o do jornalista Gilberto Dimenstein, na Folha de São Paulo, supostamente fazendo um alerta acerca dos riscos do tabagismo (uma vez que é sabidamente público, que o ex-presidente petista era tabagista crônico, antes de largar a presidência), mas na verdade despontando para o comentário político, serviram de munição para que alguns idiotas na rede, antilulistas, desfilassem todo seu ódio de classe e rancor numa eleição presidencial perdida pelos tucanos e ainda mal digerida, de um grupo de eleitores tucanos ou simplesmente alienados e altamente reaçonários, que remeteram desaforos disfarçados de mensagens pela internet, desejando o pior dos piores para uma personalidade pública como Lula. Os homens públicos sofrem por conta de sua exposição na mídia, mas "nunca antes na história desse país" um ex-presidente foi tão sacaneado por contrair uma doença quanto Lula. Será que todas as pessoas públicas estão sujeitas a isso? Cadê o bom senso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, o&amp;nbsp;mago da computação e empresário norte-americano, Steve Jobs, recentemente falecido, também vítima de câncer, apesar de gênio teve em vida uma trajetória polêmica, colecionando desafetos em quantidade proporcional a de fãs, uma vez que era visto no local de trabalho como um chefe intolerante, autoritário e por vezes ditatorial, devido ao grau de perfeccionismo que exigia de suas criações; além das críticas formuladas por seus concorrentes, como Bill Gates, patrono da Microsoft. Nem por isso, com a morte do CEO da Apple, viu-se na internet comentários tão baixos ou ignorantes, em relação a uma pessoa que está morrendo de uma doença terrível, como agora se viu na divulgação do câncer que assolou o ex-presidente da república brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PCWMBcMiTco/TsJwbrltHpI/AAAAAAAABu0/EWWUvTiP6p8/s1600/lula-300x223+Correio+do+Brasil.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" nda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-PCWMBcMiTco/TsJwbrltHpI/AAAAAAAABu0/EWWUvTiP6p8/s1600/lula-300x223+Correio+do+Brasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;Na mídia, a descrição da doença&lt;br /&gt;terrível que acomete o ex-presidente (fonte:retirado de&lt;br /&gt;correiodobrasil.com.br).&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Não é preciso ser de esquerda, simpatizante do PT ou socialista para repudiar a estupidez das mensagens que ainda enlameam a internet, transformando o ambiente virtual num&amp;nbsp;chiqueiro de ideias. Mesmo na grande imprensa golpista, em seus&amp;nbsp;editoriais, os magnatas da imprensa&amp;nbsp;se apressaram em, nas entrelinhas, dizer que não tinham nada a ver com isso, permitindo que seus articulistas criticassem abertamente o tom agressivo de certas mensagens dirigidas à doença de Lula e divulgadas na internet. Até o ex-presidente tucano Fernando Henrique saiu na mídia em apoio ao seu sucessor e desafeto político, dizendo que ninguém tinha direito de esculachar uma pessoa doente pela internet, mesmo que por motivações políticas. Eu mesmo tenho verdadeira ojeriza por determinadas personalidades da vida pública que já morreram ou que ainda estão por aí, como Paulo Maluf, por exemplo. Mas nem por&amp;nbsp;isso eu desejo que Maluf morra de uma doença terrível num leito de hospital, ou saía por aí destilando pérolas do mau gosto, como a desgraça que se abateu sobre a família do político baiano, Antônio Carlos Magalhães, logo que ele morreu numa disputada briga por sua herança; ou me aprazer com o sofrimento do casal de bispos Sônia e Estevam Hernandez, da Igreja Renascer em Cristo, que além de ver o fechamento de suas igrejas e a perda de fiéis, por conta de suas picaretagens, ainda vêem tristemente o calvário do filho comatoso, herdeiro natural dos religiosos, acometido de uma doença rara. No Rio Grande do Norte, mais precisamente na capital do estado, Natal, a atual prefeita Micarla de Sousa, amarga um percentual de 90% de rejeição popular após uma administração desastrosa, marcada pela demagogia e pelas promessas falsas e "incumpríveis", mas nem assim foi detonada na internet por conta de uma séria doença cardíaca que a acometeu (talvez pelo stress de ser tanto cobrada na cidade), resultando numa viagem às pressas da prefeita até um procedimento cirúrgico, num hospital em São Paulo. Castigo divino? Praga? Compete tão somente a Deus o julgamento final. A mim, cabem as críticas, mas críticas civilizadas, dentro de um processo democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KIN_gB9I0Jo/TsJw_BQ-xoI/AAAAAAAABu8/SwcUdacNcAY/s1600/Lula+e+Mariza+doen%25C3%25A7a+bras%25C3%25ADlia+247.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" nda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-KIN_gB9I0Jo/TsJw_BQ-xoI/AAAAAAAABu8/SwcUdacNcAY/s1600/Lula+e+Mariza+doen%25C3%25A7a+bras%25C3%25ADlia+247.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;FORÇA, LULA!! (fonte: brasilia247.com.br)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Fico me perguntando se em relação a outros líderes políticos, celebridades ou estadistas, se o grau de violência&amp;nbsp;é dosado nos ataques, como foi com o caso de Lula. Sei que Lula não é um santo, iniciou seu governo debaixo de uma biografia que é, em si, uma epopeia, e teve um mandato presidencial de erros e acertos, dentre eles o crescimento econômico, a distribuição de renda, a ascensão de uma nova classe média, mas também escândalos políticos como o "Mensalão", o apoio e nomeação de políticos com caráter duvidoso em ministérios e em estatais, teve&amp;nbsp;a adesão ao governo de um partido ultrafisiológico como o PMDB, e houve a guinada mais à direita dada pelo partido do ex-presidente, o PT, que de partido de massas e popular, tornou-se mais uma legenda pragmática, de centro-esquerda, vinculada a &lt;em&gt;real politik&lt;/em&gt;. Tudo isso pode ser atribuído ao governo Lula, com seu misto de assistencialismo e demagogia, de um hábil líder populista (assim como Vargas, mas diferente deste, pela origem popular) que conseguiu em sua trajetória reunir um contingente de milhares de fãs, como também de desafetos, distribuídos principalmente no eleitorado urbano, das regiões sul e sudeste do Brasil, de posição social mais elevada, centrado mais no perfil de uma classe média escolarizada, leitora de jornais, mas altamente preconceituosa. Se é legítimo numa democracia que os opositores de um governo manifestem sua liberdade de expressão, também é certo que a Constituição Federal exige a revelação da autoria da fonte, vedando o anonimato. Pessoas públicas como os políticos recebem o ônus de ser criticados, mas também tem o direito de ser respeitados, principalmente em momentos pessoais&amp;nbsp;ruins, quando da descoberta e do acometimento de uma grave doença. Simancol pra vocês aí, anônimos&amp;nbsp;da internet! Vão procurar o que fazer. Corja de reaçonários!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-3254999704752352170?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/3254999704752352170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/11/intolerancia-o-discurso-do-odio-e-toda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3254999704752352170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3254999704752352170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/11/intolerancia-o-discurso-do-odio-e-toda.html' title='INTOLERÂNCIA: O discurso do ódio e toda maldade de classe subjacente às mensagens de internet, acerca do câncer do ex-presidente Lula.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HC9W9vAqrUI/TsJvUv7IC0I/AAAAAAAABuk/TeWGFZVLluM/s72-c/lula-agencia-brasil+R7+noticias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-6470570194525196912</id><published>2011-10-15T11:18:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T11:19:25.617-07:00</updated><title type='text'>DATA: Dia do professor-ensinar o que? Pra que Professor?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WyRcOmlOk1w/TpnKqiM2djI/AAAAAAAABpE/mzHjIMPmQr4/s1600/professora_2.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="284" oda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-WyRcOmlOk1w/TpnKqiM2djI/AAAAAAAABpE/mzHjIMPmQr4/s320/professora_2.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Lembro-me da primeira vez que entrei oficialmente para dar aula como professor. Eu tinha acabado de terminar a Especialização, tinha meus 27 anos e um completo medo de sala de aula. Antes, eu já tinha tentado dar aula na universidade como monitor (o que não é a mesma coisa que lecionar), e num cursinho preparatório para concursos, onde a experiência foi&amp;nbsp;uma das mais mal sucedidas possíveis. Na época, eu não tinha propriamente um traquejo e o pensamento rápido de responder a uma indagação repentina de um aluno, e meu plano de aula era filosofal demais, inadequado para uma turma de bancários e funcionários públicos subalternos que só queriam fechar um gabarito e acertar&amp;nbsp; marcar o "x" em provas objetivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mas, no dia em que fui como professor de fato e de direito dar aulas, gelou-me a espinha. Comecei a gaguejar logo no começo da aula, e pra tentar quebrar o gelo comecei a perguntar o nome dos alunos e o que cada um estava fazendo ali naquela sala, pra explicar o porquê de fazer um curso preparatório na Escola do Ministério Público. Lembro-me que uma das alunas foi bem mal educada de início, respondendo tão somente que estava ali porque sim e que eu já tinha feito a mesma pergunta, e logo vi sorrisos e gargalhadas zombeteiras de alguns alunos, o que me deixou mais nervoso. Resolvi abrir o jogo, pedindo que a classe me respeitasse, ou ao menos tivesse piedade de mim, pois era minha primeira aula, o desafio era grande e eu queria, realmente, saber expor tudo o que eu sabia para aquela turma de alunos, mas&amp;nbsp; o nervosismo não me deixava. Preferi ser sincero, e naquele momento, como num passe de mágica, conquistei a turma, pois um dos alunos, um senhor mais velho respondeu para mim, diante de seus colegas:"É! Professor! O senhor não se preocupe, pois ao menos no quesito sinceridade, o senhor já tirou nota dez!". A partir dali parei de gaguejar, passei a me sentir confiante, as ideias começam a fluir com naturalidade e agilidade, e ao final do semestre fui bem avaliado como um dos melhores professores do curso. Lição de superação? Manual de autoajuda? Não! Simplesmente ocorreu-me algo que me marcaria para o restante da vida e definiria minha opção profissional: descobri que sou&amp;nbsp;professor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8OZU_-5vmPg/TpnK4fGzb2I/AAAAAAAABpM/1BM_KJDzeiQ/s1600/dia_do_professor_atividades_e_desenhos_colorir157.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-8OZU_-5vmPg/TpnK4fGzb2I/AAAAAAAABpM/1BM_KJDzeiQ/s320/dia_do_professor_atividades_e_desenhos_colorir157.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No dia 15 de outubro comemora-se no Brasil o Dia do Professor. A data diz respeito a um decreto do imperador Dom Pedro I, em 1827, decretando a criação das primeiras escolas primárias do país. A partir dali seria criada a profissão de professor, através das "Escolas de Primeiras Letras" e ali, desenvolvia-se uma carreira até hoje considerada nobre, mas progressivamente mal valorizada, resultando nos grevistas professores da rede pública, que conhecemos hoje. Mas o belo e sofrido ofício de ensinar já remonta há muito mais tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os professores já remontam uma profissão bem mais antiga, que vinha ainda do tempo dos filósofos gregos. Talvez Sócrates tenha sido o primeiro grande professor, dando suas aulas particulares, de graça, pra quem quisesse ouvi-lo, sendo recepcionado e "pago" através de comida, bebida ou um lugar para dormir, ao passar pela casa de cada um de seus discípulos ou admiradores, com suas lições filosóficas sobre a vida ou a existência. Depois viria Aristóteles, o preceptor de Alexandre, o Grande, o primeiro filósofo a instituir o ensino através da sala de aula,com a criação do Liceu, o local em formato de anfiteatro, onde seus alunos enfileirados em bancadas, podiam escutar as lições de seu mestre. O método de ensino de Aristóteles consistia em conhecimentos práticos úteis para a vida, nos diversos ramos de conhecimento, mas também levavam em conta o ensino da virtude moral e do bom caráter, pois para Aristóteles o homem era "um rio sem leito" e como não&amp;nbsp;nascia com uma disposição moral inata,&amp;nbsp;ele devia&amp;nbsp;adquirir isso através da escola. Portanto, na visão aristotélica o ofício de ensinar não consistia apenas em dar lições sobre uma matéria específica do conhecimento, mas sim em educar, educar para a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0_RnZbzma0U/TpnLp2wfTCI/AAAAAAAABpc/ucdpjbnFixo/s1600/ao_mestre_com_carinho1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-0_RnZbzma0U/TpnLp2wfTCI/AAAAAAAABpc/ucdpjbnFixo/s1600/ao_mestre_com_carinho1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Existem muitos professores, mas poucos são educadores. Acredito no professor-educador, pois nesse tipo de profissional você encontra a fusão entre conhecimento e virtude de que falava Aristóteles. Não basta para que alguém se intitule professor somente "dar umas aulinhas" para equilibrar o orçamento doméstico, ou somente por status social, como se dá para quem se dedica ao ensino na área jurídica. Em áreas nobres e tradicionais do ensino superior, como o direito, a medicina ou a engenharia, é comum o profissional do ensino&amp;nbsp;ter dois empregos: um relacionado diretamente a sua área prática, outro dedicado ao ensino. Costumo ser surpreendido com a pergunda formulada por alguns de meus alunos, logo no começo do semestre, nas primeiras aulas, com a curiosidade manifestada na singela pergunta:"Professor, além de dar aula o senhor também trabalha?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por trabalhar (e muito) no ensino, que o professor deve ser educador, e não só professor. Educar significa não apenas deter conhecimento, mas também estar preenchido de um estado de espírito onde seu caráter, sua experiência de vida e as lições morais que genuinamente você quer passar, atravessem os muros da escola e cheguem na sala de aula, pois você gostaria, de coração, que aquelas lições fossem ensinadas a outros, como se fossem seus filhos, parentes ou melhores amigos os destinatários daquelas lições. Digo que o professor que tem o ato de educar como ofício e vocação, vê a escola e seus alunos como sua segunda família. E é assim que vejo os lugares onde ensino ou ensinei. Em alguns você tem famílias problemáticas, em outros famílias mais harmoniosas, mas em todos persiste a função de educar, pois como um Dom Quixote do ensino, você crê nos moinhos de vento do sistema educacional, achando que, com sua atuação profissional, ética e dedicação, você conseguirá transformar pessoas. Ledo engano, muitos poderão dizer, ou ingenuidade sua. Porém, de qualquer forma, você persiste e continua a ensinar, contra tudo e contra todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor é um herói, dentro do atual contexto de crise da educação moderna, e diante das sucessivas decepções e atropelos que ele possa vislumbrar, diante de modelos educacionais fracassados ou perante uma total falta de estrutura ou apoio governamental para o ensino brasileiro. Em&amp;nbsp; edição deste mês da&amp;nbsp;Revista &lt;em&gt;Piauí&lt;/em&gt;, é traçado um interessante perfil do atual Ministro da Educação, Fernando Haddad (pretenso candidato do PT e preferido do ex-presidente Lula à prefeitura de São Paulo), onde se vê uma briga de cifras e estatísticas, entre os apoiadores e adversários do ministro, acerca do desenvolvimento ou do atraso da educação no Brasil, entre os governos de FHC e Lula. O certo é que independente do orçamento do Ministério da Educação ter dobrado nos últimos anos, o país ter evoluído na educação básica e hoje metade dos que ingressam na escola terminar o ensino médio (em comparação aos 36% da década anterior), e pela contratação recente de quarenta e oito mil docentes, ainda temos 10% da população totalmente analfabeta. Além disso, &amp;nbsp;de 65 países avaliados no ranking do Programa Internacional deAvaliação de Alunos (o PISA), o Brasil está entre os 15 piores em leitura, matemática e ciências. No país, quase 60% dos alunos que concluem o ensino fundamental, tem dificuldade em calcular o troco e ver as horas, enquanto que 44% dos alunos que concluem o ensino médio tem dificuldade com leitura e escrita. Percebo isso no ensino superior, grande reservatório da defasagem nacional no ensino, quando, nas faculdades privadas percebo alunos que tem imensa dificuldade de escrever (mesmo num curso de Direito, onde o domínio da escrita é obrigatório), e, em muitos casos, não escrevem praticamente nada. E os professores? Como devem atuar diante dessa alarmante situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-u2X3yzhrTfg/TpnMGEkKNbI/AAAAAAAABpk/2A-z7JIomTg/s1600/Depoimento-da-Professora-Amanda-Gurgel.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-u2X3yzhrTfg/TpnMGEkKNbI/AAAAAAAABpk/2A-z7JIomTg/s320/Depoimento-da-Professora-Amanda-Gurgel.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Lembro-me aqui de uma&amp;nbsp;jovem e combativa professora potiguar, Amanda Gurgel, militante do PSTU, que ganhou notoriedade e seus minutos de fama repentina, quando um pronunciamento seu, feito numa audiência pública na Assembléia Legislativa do RN, repercutiu nacionalmente através do Youtube, sendo chamada a professora a participar de programas de televisão. Tudo está dito ali, em grossas linhas, nas simples mas tocantes palavras da professora da rede estadual, acerca da situação de penúria pela qual tem&amp;nbsp;passado o ensino brasileiro e os profissionais da educação, e da caracterização dos professores como mártires, em uma data que deve servir de alerta e lamento, e não como celebração. Ao invés de sermos reconhecidos com mensagens de congratulação, no dia 15 de outubro, deveríamos ser presenciados com salários dignos, condições de trabalho decentes, e agraciados com uma estrutura educacional que permitisse, efetivamente, educar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Do1ZkVxQ2jg/TpnLe6GJR4I/AAAAAAAABpU/H8MKwOVb620/s1600/ao_mestre_com_carinho.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-Do1ZkVxQ2jg/TpnLe6GJR4I/AAAAAAAABpU/H8MKwOVb620/s320/ao_mestre_com_carinho.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Recordo também do personagem do ator Sidney Poitier, no clássico fime &lt;em&gt;Ao Mestre, com Carinho&lt;/em&gt;, de 1966, reprisado à exaustão na Sessão da Tarde,&amp;nbsp;em que ele interpreta um professor negro, numa escola secundária de subúrbio, na periferia norte-americana, na ebulição cultural dos anos sessenta. Vemos a tortuosa tarefa de um professor de escola pública, mal remunerado, diante de uma turma de alunos rebeldes, desajustados socialmente e organizados em gangues, numa função em que o professor tem que incorporar a própria autoridade do Estado, para evitar o caos, e ao mesmo tempo tem que conquistar os alunos, colocando-se no lugar de uma figura paterna, já que muitos daqueles jovens pobres tinham ausência da presença do pai. Em síntese, é assim que penso a profissão de professor, em que homens e mulheres todos os dias acabam assumindo a função de segundos pais e mães, para muita gente. O personagem de Poitier simboliza a missão de muitos (senão de todos) os professores até os dias atuais, em diversos lugares e países, tendo uma dificuldade enorme de lidar com a avalanche de ignorância que predomina sobre a sociedade, procurando abrir cabeças, despertar consciências, através da difusão do conhecimento. E não é tarefa fácil, não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, nesse dia 15 de outubro, pense se esse dia fosse um Dia dos Pais ou Dia das Mães, e, ao invés de me congratular pelo meu dia de professor, congratule-me pelo meu dia de ser humano, e diante das nossas lutas, junta-se a nós, professores, na cruzada por uma dia melhor na educação nacional, mesmo que isso seja à custa de muito trabalho, sangue, suor e desapontamento, para quem acredita que apesar de todo o sofrimento, SER PROFESSOR AINDA VALE MUITO À PENA! Vamos à luta, companheiros professores! FELIZ DIA DO PROFESSOR, mesmo com muitas lágrimas, revolta&amp;nbsp;e tristeza nesse dia!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-6470570194525196912?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/6470570194525196912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/10/data-dia-do-professor-ensinar-o-que-pra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/6470570194525196912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/6470570194525196912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/10/data-dia-do-professor-ensinar-o-que-pra.html' title='DATA: Dia do professor-ensinar o que? Pra que Professor?'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WyRcOmlOk1w/TpnKqiM2djI/AAAAAAAABpE/mzHjIMPmQr4/s72-c/professora_2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-2096166646778250573</id><published>2011-10-09T21:34:00.000-07:00</published><updated>2011-11-15T06:47:08.589-08:00</updated><title type='text'>MEMÓRIA: Steve Jobs - morre o gênio, fica a obra.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gb2fPM_J2Oc/TpJyim1HaBI/AAAAAAAABoc/N8S5_Ey1das/s1600/steve_jobs1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kca="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-gb2fPM_J2Oc/TpJyim1HaBI/AAAAAAAABoc/N8S5_Ey1das/s320/steve_jobs1.jpg" width="185" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fica difícil imaginar aqui o que escrever levando em conta tudo o que já se escreveu, durante toda a semana, sobre a morte do fundador da Apple, Steve Jobs, considerando&amp;nbsp;as homenagens, a&amp;nbsp;cobertura midiática durante um dia inteiro em canais como a Fox e a Globo News, debates e entrevistas falando da contribuição do gênio irriquieto de Jobs para a humanidade, a romaria de fãs, admiradores, viciados em informática e consumidores, que lotaram as lojas dos produtos da Apple em todo o mundo, apontando os seus tablets em sinal de respeito, com a imagem de uma vela acesa no monitor. Parecia que tinha morrido um mártir, um santo, uma estrela de rock, um governante, um ídolo pop. Por trás do fascínio que o homenzinho alto e magro, de óculos de aro fino, nascido em San Francisco,&amp;nbsp;California,&amp;nbsp;exercia, estava um simples homem, mas um homem que mudaria para sempre a face do final de um século e do começo de outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo blogueiro oportunista, que escreve de tudo, sobre todos os assuntos, os obituários de gente famosa ou importante&amp;nbsp;são sempre o momento certo&amp;nbsp;pra "tirar uma casquinha" e arrumar o que escrever pra preencher espaço. Confesso! Mas, para que a minha narrativa seja, ao menos, original, creio que devo legar neste texto minhas impressões pessoais sobre Jobs, a admiração que eu poderia ter (e milhares tem por ele) e fazer o honesto reconhecimento de sua contribuição para o capitalismo e para o avanço tecnológico. Sim, porque a tecnologia só se desenvolve no capitalismo (perdoem-me os companheiros socialistas). É preciso que exista algo para vender, algo decente, acessível, disponível para o mercado, para que conglomerados, &lt;em&gt;holdings &lt;/em&gt;e empresas liberem financiamento para que pesquisas se desenvolvam, novos artefatos sejam inventados e testados, e assim o bonde da história continue sua caminhada, da evolução da roda até o software,&amp;nbsp;sob o&amp;nbsp;vaticínio do lucro e patrocínio&amp;nbsp;do interesse econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2WqfrWNPr3Q/TpJyzbS9kqI/AAAAAAAABog/_zVegfYRh-o/s1600/steve_novo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="307" kca="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-2WqfrWNPr3Q/TpJyzbS9kqI/AAAAAAAABog/_zVegfYRh-o/s320/steve_novo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Foi numa das revistas símbolo do capitalismo que vi, pela primeira vez, nos anos oitenta, Steve Jobs, numa entrevista feita à revista Playboy (antes das gozações, afirmo, para quem acredita ou não, que mesmo na minha adolescência eu folheava a revista não só para ver belas mulheres nuas, mas também para ler as entrevistas). Naquela época, eu não tinha a menor ideia do que seria&amp;nbsp;a gigante que se tornou a Apple, de como uma dupla de&amp;nbsp;jovens programadores (Jobs e seu&amp;nbsp;xará Steve Wozniak) tinha revolucionado a tecnologia,&amp;nbsp;criando o computador pessoal, e fazendo com que aquelas enormes geringonças dos filmes de ficção científica e do seriado &lt;em&gt;Star Trek&lt;/em&gt;, deixassem de ser usadas apenas por militares e passassem a ser encontradas em qualquer escritório ou casa, na forma do tosco Apple II&amp;nbsp;.Naquela época,&amp;nbsp;o que vi foi mais um jovem com cara de cantor de rock, de banda &lt;em&gt;new wave&lt;/em&gt;&amp;nbsp;dos anos oitenta, com uma simpática gravatinha borboleta e um ar triunfante, de quem havia conseguido faturar milhões, a partir do desenvolvimento de uma engenhoca, que seria o primeiro computador pessoal: surgia a era do Macintosh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo que é mentira aqui, se qualquer um dos leitores deste blog que viveu no Brasil nas décadas de oitenta e noventa, disser que passou a vida usando Macintosh. Na verdade, no Brasil e em muitos países da América Latina vivemos uma colonização da Microsoft, impulsionada pelas vendas do Windows, sistema operacional desenvolvido por Bill Gates e que passou a ocupar, gradativamente, todas as mesas das empresas e lares brasileiros, no decorrer dos anos, e que até hoje é o único software disponível em muitas lojas de computadores. O período de esquecimento de Jobs e de seus computadores (muito mais bonitos, modernos e velozes que as máquinas de Gates), tem haver com o período de declínio da Apple, e da saída de seu principal fundador, que, brigado com seus ex-sócios, decidiu sair da empresa que ajudou a fundar, tentando se aventurar (durante um tempo, sem sucesso) na criação da empresa NeXT, até comprar sua "galinha dos ovos de ouro" e mostrar a capacidade de se reinventar como empresário, comprando e revolucionando uma pequena empresa de animação que já se encontrava falida, a Pixar, transformada por ele&amp;nbsp;num gigante&amp;nbsp; da animação, com direito a filmes concorrentes ao Oscar e o sucesso do desenho &lt;em&gt;Toy Story &lt;/em&gt;(quem é que não se lembra?), até ser comprada pela Disney por uma soma bilionária. Foi o suficiente para a Apple chamar seu antigo dono de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oyF9ffty9Sc/TpJy-SxysYI/AAAAAAAABok/oOJuh7Ih4qE/s1600/steve-jobs.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-oyF9ffty9Sc/TpJy-SxysYI/AAAAAAAABok/oOJuh7Ih4qE/s320/steve-jobs.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Aqui vai minha segunda lembrança de Steve Jobs, agora já nos derradeiros anos da década de noventa, com uma aparência bem diferente daquele moleque cabeludo de 15 anos atrás, agora revelando um senhor maduro, meio calvo, ainda sóbrio e elegante, mas agora vestindo uma camiseta de gola mais informal, uma transada calça jeans, um par de tênis e os indefectíveis óculos. Agora, Jobs passava da imagem de cantor de rock para&amp;nbsp; a de professor universitário, mostrando com didatismo seus novos inventos, revelando ao mundo aquela que seria, talvez uma de suas maiores criações, após ter criado o primeiro computador pessoal, ainda na década de setenta. Surgia o I-Pod, uma máquininha pitoresca, que mais parecia um telefone celular sem teclas, que revolucionou o consumo de música para sempre, a partir da criação do compartilhamento de músicas em arquivos de MP3. A contribuição de Jobs foi aproveitar o avanço dessa tecnologia, a necessidade de um novo mercado consumidor na internet, ávido por consumir música através de downloads, e sua criação praticamente aposentou o CD, como também fez com que artistas, gravadoras e donas de lojas de discos revissem suas estratégias de mercado, para continuar sobrevivendo. Como se não bastasse, Jobs aproveitou o I- Pod para criar o I-Phone, agora mexendo diretamente nas telecomunicações, revolucionando também, de forma semelhante, a comunicação telefônica, no momento em que no lugar do celular ele desenvolveu os &lt;em&gt;smartphones&lt;/em&gt;, aparelhos que combinavam as funções de telefone, com o de tocador de MP3, gravação de áudio&amp;nbsp;e video; ou seja, um I-Pod misturado com telefone. Sucesso arrebatador!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8PVenbg6UuA/TpJzQL-OipI/AAAAAAAABoo/H8B8HlEHlj0/s1600/stevejobs.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="259" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-8PVenbg6UuA/TpJzQL-OipI/AAAAAAAABoo/H8B8HlEHlj0/s320/stevejobs.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mas a grande criação de Jobs ainda estava por vir, na terceira vez que eu vislumbrei o genial criador da Apple. Agora muito mais magro, abatido e sem o visual viril da juventude. Um Jobs já doente, mesmo corroído pelo câncer, anunciava ao mundo seu retorno ao jogo por cima da&amp;nbsp; computação, através da criação do I-Pad; inaugurando a era dos &lt;em&gt;tablets&lt;/em&gt;, que viriam a substituir os formais &lt;em&gt;notebooks&lt;/em&gt;, assim como esses substituiram na vida doméstica, acadêmica e empresarial os antigos computadores de mesas, chamados de &lt;em&gt;desktops&lt;/em&gt;. Através de uma dessas engenhocas, tão fina quanto a folha de um caderno, podiam ser unidas as funções de computador, comunicador e entretenimento multmídia. Foi o canto do cisne de um inventor que, num comovente discurso na Universidade de Stanford, em 2005, reprisado à exaustão nos canais de televisão após a morte do palestrante, demonstrou que distante da aura de gênio divino, estava um homem com todos os conflitos e inseguranças de uma pessoa comum, &amp;nbsp;filho de pais adotivos e que largou a faculdade seis meses depois de ter entrado, e que, num momento tão delicado da vida ao descobrir a doença que o mataria, sabia da efemeridade de nossa passagem pelo tempo, e do fim de uma etapa convertida num ciclo vital de tantos êxitos, poucos fracassos e muitos sucessos. Não seria a fama, a fortuna ou a avalanche de bilhões de dólares que conseguiu com suas invenções, que Jobs driblaria a morte, evitando o fim iminente. Pelo contrário, o inventor do Apple II e do I-Pad, num raro momento de humildade, reconheceu a trajetória inteira de uma vida como errante e enigmática, e ao invés de glorificar a si próprio, percebeu o quanto a vida é passageira, enquanto que as obras que deixamos para trás podem durar uma eternidade. Assim se deu com outros grandes inventores, desde Arquimedes, passando por Tomas Edison e Santos Dumont. E assim se deu com Steve Jobs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FbiFTXcsclQ/TpJzrjrGT-I/AAAAAAAABos/GxBp4yDZKeQ/s1600/steve.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-FbiFTXcsclQ/TpJzrjrGT-I/AAAAAAAABos/GxBp4yDZKeQ/s1600/steve.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Jobs era programador de profissão, mas um artista por vocação. Sua grande contribuição para a tecnologia passa longe da simples criação de máquinas eficientíssimas e modernas, mas sim pelo design inspirado que reservou a todas elas. Foi isto que o tornou um ícone pop, transmutando as viagens lisérgicas da juventude, com a experiência com LSD e a adesão ao budismo, às suas obras tecnológicas. Não interessava apenas a Jobs o bom funcionamento de seus produtos, mas também a beleza de seus formatos, o requinte, e o conforto das formas, como que passando tranquilidade para seus usuários. Foi assim com o monitor de seus primeiros Macintoshs, foi assim com seus I-Pods, I-Phones e I-Pads, revelando os traços de alguém que mesclava ciência com arte. Se, como executivo, Jobs tinha a fama de chefe durão e quase insuportável, cobrando horas intensas de trabalho de seus pupilos, acompanhando rigidamente cada etapa do processo de criação de seus aparelhos, tal conduta pode ser justificada pelo perfeccionismo do artista que não se preocupava apenas em vender um bom produto no mercado, mas também encantar seus consumidores com verdadeiras obras de arte. E nesse sentido, o norte-americano teve sucesso absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte de Steve Jobs, ele passa de ídolo para lenda, recebendo homenagens até de seus concorrentes, como um aposentado Bill Gates, que outrora idolatrado pela mídia (até a Microsoft ser acionada na Justiça por acusação de monopólio), também reconheceu a genialidade do colega. Ou, afinal, o Windows seria ou não seria uma cópia simplificada do Macintosh? Polêmicas a parte, dificilmente aparecerá um gênio da computação com a versatilidade de Steve Jobs, mas também sabemos que os gênios, assim como as pessoas comuns, não são eternos. Felizmente, o que sobra para nós, pobres mortais, é a contribuição que esses grandes homens deram para a humanidade, e não foi pouco. Para os que acreditam, talvez Steve Jobs esteja num plano espiritual melhor, em outra dimensão ou então se converteu em alguma nova fonte de energia vital, que além da eletricidade, anima seus computadores. Quem sabe? A única coisa que sei é que cada vez que ligo um desses aparelhinhos não me esqueço de seu criador, aquele homenzinho de camisa preta, calça jeans, tênis e óculos de aro, que agora ficarão para posteridade, até o próximo "Click"!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-2096166646778250573?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/2096166646778250573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/10/memoria-steve-jobs-morre-o-genio-fica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2096166646778250573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2096166646778250573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/10/memoria-steve-jobs-morre-o-genio-fica.html' title='MEMÓRIA: Steve Jobs - morre o gênio, fica a obra.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-gb2fPM_J2Oc/TpJyim1HaBI/AAAAAAAABoc/N8S5_Ey1das/s72-c/steve_jobs1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-7597961069946217906</id><published>2011-10-03T15:45:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T16:22:49.943-07:00</updated><title type='text'>SÉRIE:OS ANJOS CAÍDOS DO ROCK (Músicos que já foram astros e agora estão em decadência)-PARTE I- GUNS N'ROSES</title><content type='html'>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TLMS2Ren1N4/Too5xvkaulI/AAAAAAAABoM/jaBmrPg68x4/s1600/foto-guns-n-roses-02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kca="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-TLMS2Ren1N4/Too5xvkaulI/AAAAAAAABoM/jaBmrPg68x4/s320/foto-guns-n-roses-02.jpg" width="227" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Um símbolo que já foi campeão, mas&lt;br /&gt;agora virou peça de Museu do Rock.&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Quando o Guns&amp;nbsp;N'&amp;nbsp;Roses estourou, na segunda metade da década de oitenta, eu já tinha percorrido boa parte da adolescência e o final da década coincidia&amp;nbsp;com o&amp;nbsp;início de minha vida adulta. Lembro-me, morando em Natal, da verdadeira comoção nacional que era escutar as músicas da banda do cantor&amp;nbsp;Axel Rose,&amp;nbsp;do &lt;em&gt;guitar solo &lt;/em&gt;Slash, dos guitarristas Izzy Stradlin e Gilby Clark,&amp;nbsp;do baixista&amp;nbsp;Duffy McKagan&amp;nbsp;e do&amp;nbsp;batera Matt Sorum. O clipe da canção &lt;em&gt;Sweet Child O' Mine&lt;/em&gt; marcou época, tornou-se um verdadeiro hino da banda, tocado à exaustão até hoje nas FMs. Mas nessa época, a banda norte-americana trouxe um verdadeiro carrossel de sucessos: &lt;em&gt;Paradise City&lt;/em&gt; (uma das mais pedidas nos shows ao vivo), a balada &lt;em&gt;Patience&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Night Train&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Welcome to the Jungle&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;She coud be Mine &lt;/em&gt;(trilha sonora do filme O Exterminador do Futuro 2), &lt;em&gt;November Rain&lt;/em&gt; e muitas outras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas águas (e rosas) rolaram desde então, e&amp;nbsp;o Guns N'Roses&amp;nbsp;sofreu dois impactos grandes, que refundaram sua história: um, foi o advento do &lt;em&gt;grunge&lt;/em&gt;, e o lançamento do disco &lt;em&gt;Nevermind&lt;/em&gt;, do Nirvana, no começo da década de noventa (que agora completa 20 anos, lançado numa edição comemorativa), que redefiniu a história do rock e&amp;nbsp;tornou o hard rock dos anos oitenta praticamente&amp;nbsp;obsoleto; outro, foi a dispersão dos integrantes da banda&amp;nbsp;no decorrer daquela década, devido às brigas internas e conflitos com o ego exaltado de Axel Rose, além de suas confusões com bebida, mulheres e drogas. Houve&amp;nbsp;até quem&amp;nbsp;redigisse o obituário do cantor norte-americano, ou mesmo que pensasse que&amp;nbsp;&amp;nbsp;ele&amp;nbsp;teria passado&amp;nbsp;uma temporada na cadeia, pelos sucessivos processos que sofreu de &lt;em&gt;roadies&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;groupies&lt;/em&gt;, ex-empresários, ex-colegas ou ex-amigos, donos de bares ou hotéis e&amp;nbsp;desafetos de toda monta na imprensa ou no meio musical, apesar do carismático vocalista continuar tendo um séquito frenético de seguidores no mundo todo, mas, principalmente, na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BS91NKETf30/Too5AbOq4hI/AAAAAAAABoI/I8ieW7O8ltg/s1600/Axel+Rose+Rock+in+Rio+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="196" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-BS91NKETf30/Too5AbOq4hI/AAAAAAAABoI/I8ieW7O8ltg/s320/Axel+Rose+Rock+in+Rio+1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Olha o rôdo aí, gente! Acho que Axel Rose carrega tantas&lt;br /&gt;tempestades na sua carreira errante que sobrou pro funcionário &lt;br /&gt;do Rock in Rio, enxugar tanta água de chuva&amp;nbsp;no palco &lt;br /&gt;(foto:agência News).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Por falar em América Latina, para mim a devoção quase&amp;nbsp;religiosa&amp;nbsp;que alguns fãs manifestaram no último (e chuvoso) show da banda, na edição nº 4 do Rock in Rio, encerrando o festival na data de ontem, parece-me quase como a predileção que os mexicanos tem pelo carro Fusca: só existe peça&amp;nbsp;igual naquele lugar. Digo isso com um medo danado de ser atacado por alguns dos fãs fanáticos da banda no meio da rua, tendo em vista que só no Brasil, eu vi um público que tinha a mesma idade que eu quando o Guns N' Roses começou a ter sucesso, invadindo o&amp;nbsp;espaço da Cidade do Rock, e cantando em coro os antigos &lt;em&gt;singles &lt;/em&gt;da banda. O problema é que esse mesmo público abandonou mais cedo o Rock in Rio, nas últimas horas da madrugada extremamente chuvosa da metrópole carioca, quando um envelhecido Axel Rose começou a tocar faixas de sua obra mais recente e totalmente desconhecida em &lt;em&gt;terra brasilis&lt;/em&gt;. Resultado: se eu fosse explicar o porquê de tanta comoção com uma banda que praticamente deixou de existir, mas não avisaram ainda ao seu &lt;em&gt;frontman&lt;/em&gt;, eu diria: pura nostalgia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rueY03yFrRU/Too6NYy-AdI/AAAAAAAABoQ/2jYwwklpg34/s1600/Axel+Rose+Rock+in+Rio+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-rueY03yFrRU/Too6NYy-AdI/AAAAAAAABoQ/2jYwwklpg34/s320/Axel+Rose+Rock+in+Rio+2.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;É o Zé do Caixão versão &lt;em&gt;yellow&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Após mais de duas décadas de drogas,&lt;br /&gt;sexo e rock'n roll, quanta diferença!&lt;br /&gt;(foto:agência News).&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ É de nostalgia que os fãs mais antigos ou os mais novos procuram escutar e assistir os shows do Guns N' Roses, além da intensa massificação que o som dos caras produziu na cultura pop nacional, quando de sua primeira vinda ao Brasil, no antológico show no Maracanã,&amp;nbsp;no longínquo Rock in Rio 2, em 1991. Após aquela que seria a derradeira apresentação da formação original da banda, nunca mais o sucesso seria o mesmo para Axel Rose. Parece-me que a saída do principal músico e co-fundador da banda, Slash, saindo de cena com sua guitarra e chapéu debaixo do braço,&amp;nbsp;apenas&amp;nbsp;abreviou uma morte anunciada, uma decadência que estava por vir após o soporífero album de covers, &lt;em&gt;The Spaguetti Incident&lt;/em&gt;, e um hiato de 15 anos sem apresentar um disco novo. Axel chegou a enrolar a imprensa mundial por mais de uma década, acerca da chegada de um novo disco do Guns N' Roses,&amp;nbsp;o já lendário &lt;em&gt;Chinese Democracy&lt;/em&gt;, que só chegou&amp;nbsp;as lojas em 2008, quando o mundo já tinha se convertido ao MP3, aos downloads de música pela internet, e um disco&amp;nbsp;novo de um artista não causava mais o frisson de minha juventude, quando filas de ouvintes se amontoavam&amp;nbsp;no começo da&amp;nbsp;manhã nas lojas de discos, aguardando a chegada do tão sonhado&amp;nbsp;álbum novo de seu ídolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo o oportunismo e o silêncio sabático que marcou a carreira de uma banda em extinção, não impediu que a organização do Rock in Rio 3 chamasse o Guns N' Roses para se apresentar após o show do Oasis, numa reerguida cidade do rock, em 2001.&amp;nbsp;Eu também participei daquela edição do festival, e tive que ir embora logo após o encerramento da banda que antecedera Axel e seus asseclas, devido ao voo de retorno para casa. Mas, na verdade, eu poderia ter atrasado o meu voo, remarcado a passagem e ficado mais algumas horas no Rio de Janeiro, naquela ocasião. Não fiquei por uma simples razão: aquilo para mim não era mais Guns N' Roses. Era Axel Rose tentando viver do passado ou então uma tentativa bem oportunista de lograr uns trocados enganando o público, fazendo com que as pessoas pensassem que a mágica banda que tocou no Maracanã em 91 estivesse ali. Ledo engano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-mK16WkkZOxU/Too6sxCk32I/AAAAAAAABoU/tZyDCMxwwl4/s1600/guns2010.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="283" kca="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-mK16WkkZOxU/Too6sxCk32I/AAAAAAAABoU/tZyDCMxwwl4/s320/guns2010.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;A banda com sua formação clássica, quando estava no auge.&lt;br /&gt;Tempos que não voltam mais!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Acredito que quando um ouvinte escuta &lt;em&gt;Sweet Child O' Mine&lt;/em&gt;,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;ele está ali não apenas ouvindo Axel Rose, com seus clássicos falsetes guturais, mas também a guitarra melódica de Slash (para muitos, um deus da guitarra), a bateria &lt;em&gt;hard rock &lt;/em&gt;de Sorum, bem como o baixo de Mckagan e a parede sonora de Stradlin. Ouvir o Guns N' Roses sem a sua formação clássica é como ouvir os Beatles tão somente formados por Paul McCartney e sua banda de apoio. Não tem graça nenhuma! Perdoem-me se sou purista, mas sou fã de música, adoro rock&amp;nbsp; e gosto sim de música, mas de boa música; e um dos ingredientes de um bom som é o completo entrosamento e dedicação de um grupo, que assim como uma seleção de futebol, sabe que seus integrantes são insubstituíveis se são bons e se entendem, e&amp;nbsp;se a equipe quer ser campeã. Não vejo isso na versão 2011 do Guns N'Roses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;﻿ &lt;br /&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: left; margin-right: 1em; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ozeF6PbMPk0/Too-qEnM-qI/AAAAAAAABoY/WcK-8zy2Z7w/s1600/axl-rose.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" kca="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-ozeF6PbMPk0/Too-qEnM-qI/AAAAAAAABoY/WcK-8zy2Z7w/s320/axl-rose.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Pelo menos mudanças de chapéu e óculos &lt;br /&gt;escuros em duas décadas. Mas a voz,&lt;br /&gt;não é a mesma!&lt;br /&gt;(foto:AP)&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Axel Rose era uma estrela. Um músico que se tornou astro e que agora, beira a autoparódia. O problema não se trata de o músico não ser mais jovem, de estar longe, hoje,&amp;nbsp;de&amp;nbsp;ser&amp;nbsp;aquele Apolo ruivo, dos anos oitenta,&amp;nbsp;que tirava o folêgo das garotas, cada vez que se apresentava sem camisa no palco, e que agora&amp;nbsp;se mostra apenas como&amp;nbsp;um cinquentão gordo&amp;nbsp;e meio careca, que não tira o chapéu nem com uma arma apontada na sua cabeça. Digo que não vejo problema sequer em ver Axel Rose, hoje, sem voz. Afinal, foram anos de excesso, álcool, drogas, cigarros, além de forçadas de garganta, para um cantor que, originalmente barítono, atrevia-se a destruir suas cordas vocais com falsetes arranhados, que faria correr para o acasalamento o mais assanhado felino. Não! O problema está na falta de autenticidade, na perda de criatividade, na incapacidade de se reinventar&amp;nbsp;como músico, e da necessidade de se apoiar tropegamente no palco, baseado&amp;nbsp;numa reputação construída no passado, mas que não se vê mais no tempo presente. Para um amigo que avistei recentemente na cidade, e perguntei sobre a&amp;nbsp; vontade dele de assistir a um show do Guns N' Roses, ele me respondeu com uma pérola de sabedoria, sobre o que muitos pensam e não tem coragem de falar aos simpáticos fãs da banda de Axel Rose: "só se for por curiosidade mórbida"!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, penso que a organização do Rock in Rio, na pessoa da empresária Roberta Medina (a "filha do homem"), chamou o Guns N' Roses para mais uma edição do festival, apenas pra fechar a programação, por falta de contratado,&amp;nbsp;ou porque sabia, através de pesquisa quantitativa, que muitos fãs saudosistas ainda iriam ao local assistir ao seu ídolo do passado. Valeu pela sessão nostalgia, mas não pela boa música. Eu não vi na imprensa musical do país, através de seus dois principais meios de comunicação, as revistas &lt;em&gt;Rolling Stone &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Billboard Brasil&lt;/em&gt;, qualquer menção à passagem pelo Brasil da banda de Axel Rose, e isso é um sintoma de como o segmento crítico, mais voltado profissionalmente&amp;nbsp;pra música, vê que o Guns N' Roses é somente uma marca, do que uma banda de verdade. Pena! Deveria haver músicos com a dignidade de encerrar os trabalhos com altivez, pendurando as chuteiras enquanto estão no auge, ao invés de perpetuarem o que antes era divino e que agora se tornou esdrúxulo. Será que tenho que chamar os fãs do R. E. M.&amp;nbsp;pra explicar&amp;nbsp;isso? Após esse extenso artigo, peço apenas uma coisa aos dedicados fãs do Guns N' Roses: por favor! Não me linchem quando me verem na rua! &lt;em&gt;All you need is just a litte patience&lt;/em&gt;! Sacou?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-7597961069946217906?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/7597961069946217906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/10/serieos-anjos-caidos-do-rock-musicos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7597961069946217906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7597961069946217906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/10/serieos-anjos-caidos-do-rock-musicos.html' title='SÉRIE:OS ANJOS CAÍDOS DO ROCK (Músicos que já foram astros e agora estão em decadência)-PARTE I- GUNS N&apos;ROSES'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TLMS2Ren1N4/Too5xvkaulI/AAAAAAAABoM/jaBmrPg68x4/s72-c/foto-guns-n-roses-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-7864881652819288335</id><published>2011-09-28T09:15:00.000-07:00</published><updated>2011-11-15T08:27:49.497-08:00</updated><title type='text'>TELEVISÃO: Quando o humor deixa de ser humor para virar mera grosseria.</title><content type='html'>O humor moderno, na língua portuguesa, é oriundo do trovadorismo. Tratava-se de um movimento literário baseado em cantigas, que podiam ter conteúdo lírico ou satírico. Nessas últimas, geralmente o trovador produzia um escárnio, uma gozação contra alguma personalidade pública da sociedade, usando e abusando de uma linguagem popular, chula,&amp;nbsp;quando não obscena. Trava-se através da trova satírica de se efetuar uma crítica social, num momento em que era permitida a expressão do artista, dirigindo-se para o seu público de forma até rude ou grosseira, como forma de liberar uma expressão artística. Era o momento da arte, de uma manifestação estética, apreciada pelos fidalgos e pelas pessoas de fina educação das cortes portuguesas, pois era uma diversão dos nobres ouvir as piadas e os comentários jocosos de seus trovadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um filme francês que já não me recordo o nome (ajudem-me quem souber), e que assisti ainda no&amp;nbsp;videocassete&amp;nbsp;em VHS (imagina o quanto é antigo), o protagonista tenta sobreviver na França pré-revolucionária, valendo-se de um talento incomum para contar piadas. Ele passa a ser aceito na corte francesa, animando aristocratas em jantares e nos seus saraus ociosos, e enquanto lá fora a plebe morre de fome e urge por transformações sociais radicais, o herói de nosso filme começa a ascender socialmente, enquanto consegue arrancar riso da plateia, sofrendo a forte competição de outros piadistas como ele, até o derradeiro dia em que&amp;nbsp;acabará por&amp;nbsp;contar&amp;nbsp;alguma piada&amp;nbsp;que não tenha graça, culminando na sua expulsão sumária do palácio ou até mesmo em prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/_iRScEQU9p0/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_iRScEQU9p0&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/_iRScEQU9p0&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;Quando eu penso na frase infeliz (de muitas) do comediante gaúcho&amp;nbsp;Rafinha&amp;nbsp; Bastos, no programa de televisão CQC da rede Band, na última segunda-feira, fico me perguntando se Bastos não se encontra na mesma situação do comediante do filme francês, expulso do salão por ordem do rei, quando, até então querido pela plateia, comete a infelicidade de contar uma piada sem graça, ofendendo alguém. No caso do brasileiro, a piada sem graça veio num comentário sarcástico, quando numa passagem do programa, Rafinha faz um comentário sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo, exprimindo a seguinte frase: "eu comeria ela e o bebê". Foi o suficiente para que um ar de constrangimento se abatesse na tela da TV, com um visível ar envergonhado do líder do CQC, o apresentador Marcelo Tas, que rapidamente tentou corrigir a gafe do comediante, como também a postura de seu colega de auditório, o também comediante Marco Luqui, que preferiu colocar as mãos nos olhos, constrangido, do que esboçar outra reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Bastos já responde a um inquérito policial&amp;nbsp; em&amp;nbsp;São Paulo, &amp;nbsp;instaurado a pedido do Ministério Público para apurar se em uma de suas apresentações no teatro, onde o artista tem um show de comédia stand up, ele teria feito apologia ao crime, ao fazer uma piada com as mulheres feias, dizendo que "o homem que estupra mulher feia não merecia cadeia, mas sim um abraço". Dentro de determinado contexto machista, a piada arrancaria risos, mas numa realidade social de violência contra a mulher, a piada soou de muito mal gosto. Eu soube do caso, inclusive, de um comediante francês, que foi obrigado a pagar 10.000 euros de indenização, por conta de piadas antissemitas, em&amp;nbsp; um de seus shows. &lt;a href="http://www.haaretz.com/jewish-world/news/france-fines-comedian-10-000-euros-over-anti-semitic-stunt-1.5234"&gt;Comediante francês é obrigado a pagar 10.000 euros por insultos antissemitas em piada.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso de Bastos faz retomar a discussão sobre&amp;nbsp;o tema da&amp;nbsp;liberdade de expressão, que eu já havia desenvolvido aqui no blog. O problema no caso do comediante, é de que até que ponto a manifestação artística da comédia saí do engraçado e beira o grotesco. No caso de Bastos, o que mais ele está sendo acusado é de ter ofendido pessoas, ao invés de fazer rir, criando, inclusive, desafetos e inimizades, dentro do próprio meio artístico ou diante de pessoas públicas como o ex-jogador Ronaldo "Fenômeno", muito amigo de Tas e sua equipe, que já manifestou publicamente que estava se afastando dos integrantes do programa, uma vez que é sócio, em um empreendimento, do marido da cantora Wanessa Camargo, e que ficou profundamente constrangido com a piada desnecessariamente sem graça feita pelo comediante gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrou para a opinião pública a condenação sumária de Rafael Bastos através dos meios de comunicação e da internet, com a publicação de alguns posts de populares furiosos contra o apresentador do CQC, revelando o quanto, para alguns, Bastos representa um típo antipático, arrogante, prepotente, e que acha que na condição de artista pode esculachar e acabar com a reputação de quem ele bem entenda. Trata-se de uma questão eminentemente ética, antes de ser jurídica: a discussão sobre os limites da liberdade de expressão e a manifestação de uma arte, uma vez que a honra, a dignidade, e a credibilidade das pessoas passa a ser atingida por piadas maldosas. Ou será que toda piada é maldosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estivermos falando de uma democracia e de um Estado de Direito, que segue princípios constitucionais, entendo que, assim como diz a Constituição, todo mundo é livre para fazer ou deixar de fazer o que bem quiser, senão em virtude de lei. A lei deve servir para proteger as pessoas e não sumariamente puní-las, por isso considero precipitadas algumas acusações contra o comediante Rafael Bastos, dizendo que com suas piadas o rapaz faz alusão à criminalidade ou violência, pois muito do que se encontra hoje nos meios de comunicação, em novelas ou programas de televisão, é uma carga de violência, preconceito e apresentação de um grotesco estado de arte que, por si só, não correspondem a fatos criminosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OwWV5sb4Eu4/ToNIEppblrI/AAAAAAAABoE/JcUDZ7RfrL4/s1600/rafinha-bastos-266x300.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-OwWV5sb4Eu4/ToNIEppblrI/AAAAAAAABoE/JcUDZ7RfrL4/s1600/rafinha-bastos-266x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Creio sim, que o referido comediante deve ser defenestrado ou advertido pelo seu próprio público, quando cair a audiência do CQC, quando alguns fãs do programa (assim como eu), em protesto, enviarem uma carta ou e-mails à direção do programa na rede Band, explicando que irão decidir por boicotar o programa, caso o artista não se retrate, ou ao menos seja transferido para outro programa da grade de programação da emissora. Sei que além de um talentoso comediante, nosso "Ricky Gervais" brazuca, Rafinha Bastos é também um ótimo jornalista, realizando o elogiadíssimo programa de reportagens A Liga, nas noites de terça-feira, no mesmo canal. Será que não seria o caso de transferi-lo do CQC, até mesmo para poupá-lo de um desgaste maior, por conta de seus comentários infelizes? Creio que, de qualquer forma, cabe ao próprio artista uma reflexão sobre sua forma de trabalhar, a ponderação racional sobre seus erros e acertos, até porque estamos falando de um ser humano talentoso, carismático e que tem uma das maiores quantidades de seguidores no Twitter; mas que também merece um puxão de orelhas ou calçar as já famosas "sandálias da humildade", quando comete suas besteiras em rede nacional. Rafinha Bastos não será o primeiro e nem o último comediante a cometer deslizes, a sair fora do tom em seus comentários e a falar bobagens, até porque faz parte de sua profissão de artista produzir gafes para arrebatar a audiência. Mas também é importante que esses artistas saibam que brincadeira tem hora, e a hora certa é a de fazer rir e não a de&amp;nbsp;machucar os outros. Se liga, Rafael! Se for o caso, fica na Liga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-7864881652819288335?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/7864881652819288335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/09/televisao-quando-o-humor-deixa-de-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7864881652819288335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7864881652819288335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/09/televisao-quando-o-humor-deixa-de-ser.html' title='TELEVISÃO: Quando o humor deixa de ser humor para virar mera grosseria.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-OwWV5sb4Eu4/ToNIEppblrI/AAAAAAAABoE/JcUDZ7RfrL4/s72-c/rafinha-bastos-266x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-2191785852663625093</id><published>2011-09-16T09:04:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T13:44:39.420-07:00</updated><title type='text'>LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Regular é preciso! Viver  não é preciso!!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rxspWUsOaug/TnN0JrjwLtI/AAAAAAAABnI/-gTHDqS9axg/s1600/Controle_Social.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-rxspWUsOaug/TnN0JrjwLtI/AAAAAAAABnI/-gTHDqS9axg/s1600/Controle_Social.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fico me perguntando como o apelidado PIG (Partido da Imprensa Golpista) reage com a maior cara de pau, através dos meios de comunicação que compõem essa sigla imaginária, acerca das revelações bombásticas sobre as atividades&amp;nbsp;criminosas, de tudo o que o centenário jornal britânico, &lt;em&gt;News of The World,&lt;/em&gt; fazia para garantir manchetes em seus tablóides, mostrando toda a sujeira de que é capaz um órgão de comunicação. O velho magnata Rupert Murdoch, toda sua turma e até sua belíssima esposa chinesa (mistura de &lt;em&gt;femme fatale&lt;/em&gt; e guarda-costas do marido) estão enrolados até o pescoço com denúncias que fizeram o chefe fechar um jornal com mais de 150 anos de existência. E no Brasil? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguns veículos de comunicação, não vinculados aos interesses do grande capital ou do Antigo Regime tucano, como a&amp;nbsp;CAROS AMIGOS&amp;nbsp;ou&amp;nbsp; CARTA CAPITAL, &amp;nbsp;denunciam os abusos de seus colegas de imprensa, parece que a casa caiu e corremos o risco de se ter uma fujimorização do país, como aconteceu há alguns anos atrás com o país vizinho, o Peru; ou melhor, uma allendecização, uma vez que os atuais governos de esquerda que governaram o país, estão muito mais identificados com Salvador Allende,&amp;nbsp;o lendário presidente chileno, assassinado pelo ditador Pinochet,&amp;nbsp; do que com os representantes da Velha Direita que ainda assombram o país, disfarçados sob uma roupagem social-democrata ou neoliberazante. De acordo com o cerco produzido por algumas raposas da velha imprensa, que gostam mais é de ver o circo pegar fogo, pululam notícias em jornais e na imprensa tucana, querendo&amp;nbsp;desestabilizar o governo petista de Dilma Roussef,&amp;nbsp;enquanto que no&amp;nbsp;espectro adversário,&amp;nbsp;seu principal intelectual, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, preocupa-se mais em incrementar sua biografia, no final da vida, pregando&amp;nbsp;a defesa da legalização da maconha, do que lançar petardos contra o petismo,&amp;nbsp;enquanto que um José Serra furimbudo, amarga o ostracismo, ao menos até a próxima eleição para o governo paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veículos da grande imprensa, como a revista VEJA e a FOLHA DE SÃO PAULO, vira e mexe metem o pau no governo, nos seus editoriais, tecendo a teoria conspiratória da trama suprema, em que stalinistas enrustidos de dentro do governo tentariam a ferro e fogo destruir a liberdade de expressão, estabelecendo uma lei da mordaça para imprensa, que ressuscitaria a famigerada censura, do tempo da ditadura militar. Os expedientes demagógicos&amp;nbsp;da grande mídia recalcada dizem respeito às tentativas de aprovação por setores do governo&amp;nbsp;do controle social da mídia, ou, se preferirem (segundo seus detratores),&amp;nbsp;da ameaça à democracia, como falam os representantes intelectuais da "nova direita", como o filósofo Denis Rosenfield ou o sociólogo Demétrio Magnoli. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, falar de um controle da mídia através de uma regulação por expedientes democráticos e transparentes previstos em lei, com participação popular, coibindo os abusos, parece ser inconcebível para os que concebem como "clásula pétrea" o cânone liberal da ausência completa do Estado na fiscalização das atividades da mídia. Para os detentores dos meios de comunicação, a imprensa deve funcionar como o mercado, onde somente uma "mão invisível" deve atuar, num &lt;em&gt;laissez faire &lt;/em&gt;em o que vale-tudo implica, inclusive, em praticar crimes através dos meios de comunicação, como Murdoch e sua turma parecem agora ter sido acusados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ghUS8AID6f0/TnNy28vXXwI/AAAAAAAABnE/UZOWSgDXwVw/s1600/capa-veja-jose-dirceu.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rba="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-ghUS8AID6f0/TnNy28vXXwI/AAAAAAAABnE/UZOWSgDXwVw/s1600/capa-veja-jose-dirceu.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um caso recente de dúvida acerca dos limites do direito à informação e a ética jornalística se deu no caso da&amp;nbsp; tentativa de invasão do quarto de hotel, em Brasília,&amp;nbsp;do ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, por repórteres da VEJA, sob o pretexto do furo jornalístico;&amp;nbsp;onde, numa manchete de qualidade duvidosa, a revista&amp;nbsp; publicou matéria sobre o suposto "governo paralelo" montado por Dirceu, sob as barbas do governo, como uma forma de desestabilizar o governo de Dilma Roussef. Dirceu é apresentado como " O poderoso Chefão", um &lt;em&gt;don corleone &lt;/em&gt;da esquerda nacional que, apesar de ter seus direitos políticos cassados pelo processo do "mensalão", continua dando as cartas&amp;nbsp;nos&amp;nbsp;jogos de poder em Brasília, através de uma bem sucedida atividade de consultoria, onde todos os cardeais do governo, de diversos escalões, vem a ele se consultar; além do ex-ministro ter cadeira cativa na direção do PT, e&amp;nbsp;ainda ser responsável pela articulação política dentro&amp;nbsp;do partido. Resumindo:Dilma seria uma ingênua, colocada convenientemente por Lula em seu lugar, enquanto que seu principal braço direito continuaria governando de fato,&amp;nbsp;à revelia da atual presidente. Enfim,&amp;nbsp;uma baita teoria da conspiração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não questiono aqui se Dirceu é mensaleiro ou não (seu julgamento pelo STF é que definirá seu destino). Até considero o cara bem antipático. Mas independente da pessoa, fico me perguntando até onde vai a fome de Veja em querer vender tablóides, à custa de informações baseadas em vídeos capturados ilegalmente dos corredores de um hotel em Brasilia, mostrando diversas personalidades da República, entre ministros, deputados e representantes de estatais, vindo se consultar com o suposto "oráculo Dirceu", como uma espécie de pai de santo por onde os orixás conduziriam os caminhos do governo. Parece risível, se não fosse preocupante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O golpismo de parte da imprensa, na manipulação de informações, querendo a fórceps forjar uma opinião pública contrária ao governo, ou, ao menos, contrária a determinadas personalidades da política, faz parte da ânsia dos meios de comunicação de lidar com a notícia como se fosse um espetáculo, e nesse sentido, o livro de Luhmann (&lt;em&gt;&amp;nbsp; A realidade dos meios de comunicação&lt;/em&gt;. Editora Paulus) é emblemático a respeito. Não interessa à mídia informar, mas sim veicular notícias como se elas fossem informação, e assim, por ausência de um controle externo, todas as atividades dos órgãos de imprensa destinados a produzir notícia, violam quaisquer disposições legais, ultrapassam os limites ou barreiras da ética, prejudicam ou distorcem à realidade acerca dos noticiados, pois, diferente do que prega o jargão dos telejornais, o compromisso da mídia não é com a verdade, mas sim com a notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZRquY4XvIvA/TnOyq7PjElI/AAAAAAAABnM/pChfTWFgaso/s1600/jornal+controle+da+imprensa" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZRquY4XvIvA/TnOyq7PjElI/AAAAAAAABnM/pChfTWFgaso/s1600/jornal+controle+da+imprensa" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Por isso que me pergunto:se para o petróleo, para as telecomunicações, para a energia, para a aviação&amp;nbsp;e para diversos setores de atividade pública no Brasil, existem agências reguladoras dos serviços prestados por cada um dos órgãos ou&amp;nbsp;empresas&amp;nbsp;vinculados a cada área, por que é que a imprensa não pode ter uma agência reguladora?&amp;nbsp;A vida de milhares de pessoas é exposta todos os dias à sanha de notícias dos paparazzi da imprensa de plantão, invadindo privacidades, violando imagens, cotidianos e vidas pessoais, tudo em busca da notícia. Não adianta de nada dizer que a imagem, assim como a honra, a intimidade e vida privada são invioláveis, porque se tratam de direitos fundamentais, consagrados no art. 5º, inciso X da Constituição Federal, uma vez que os repórteres da VEJA acham que isso de nada vale, quando se trata de, segundo eles, "prestar um serviço à sociedade, garantindo o direito à informação". Afinal, o leitor merece saber, mesmo que seja de forma enviesada, invadindo os corredores de um hotel, grampeando as câmeras do local, tão somente para captar (sem autorização) a imagem de políticos e pessoas públicas que se encontravam no local, sob o pretexto de se produzir notícia. O limite entre o bom jornalismo e a canalhice parece manter uma relação difícil na redação da revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, fico me perguntando se as estripulias dos jornalistas do &lt;em&gt;News of The World&lt;/em&gt; é só punição para "inglês ver", apenas como coisa da imprensa estrangeira que saiu do tom, e se aqui no Brasil não temos também os nossos Murdochs, com seus impérios de comunicação, que não dão à mínima para a legalidade ou para o Estado de Direito, pois a única coisa que lhes interessa é o lucro. Hoje em dia, o pior capitalismo é aquele em que os meios de produção se encontram na acumulação de um capital de ideias, mais do que um capital de riquezas materiais, e nesse sentido, periódicos como a Veja só aumentam o jogo do disse me disse de informações desencontradas e fraudulentas, que não contribuem em nada para informar ou conscientizar a sociedade. Na busca de seus vilões, alguns órgãos de imprensa acabam por se confundir com seus principais inimigos, alvos de suas denúncias. Para mim, é tudo farinha do mesmo saco!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-2191785852663625093?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/2191785852663625093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/09/liberdade-de-expressao-regular-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2191785852663625093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2191785852663625093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/09/liberdade-de-expressao-regular-e.html' title='LIBERDADE DE EXPRESSÃO: Regular é preciso! Viver  não é preciso!!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rxspWUsOaug/TnN0JrjwLtI/AAAAAAAABnI/-gTHDqS9axg/s72-c/Controle_Social.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-5475716787331193076</id><published>2011-09-01T21:40:00.000-07:00</published><updated>2011-09-16T08:42:47.395-07:00</updated><title type='text'>CINEMA: Em "Melancolia" de Von Trier, o mundo se acaba e pronto!!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.ambrosia.com.br/wp-content/uploads/2011/08/melancholia-lars-von-trier.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.ambrosia.com.br/wp-content/uploads/2011/08/melancholia-lars-von-trier.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O &lt;i&gt;Dogma &lt;/i&gt;foi um movimento cinematográfico europeu, iniciado por diretores de cinema dinamarqueses na década de 90, através de um manifesto publicado em Copenhague, em 1995, tendo como um dos principais signatários, o então jovem cineasta Lars Von Trier. O movimento pregava uma ruptura com o cinema comercial, uma crítica ferrenha aos chamados &lt;i&gt;blocksbusters &lt;/i&gt;e tudo o que vinha da indústria. Em sua estética, os adeptos do movimento pregavam um cinema que deveria ser feito muito mais de ideias, do que de parafernálias ou efeitos especiais. Voltava-se ao discurso de que, com uma câmera na mão, poderia se fazer uma revolução. Assim era o cinema para Von Trier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 16 anos, muito do que era o movimento original já se dissipou e, naturalmente, cineastas como Lars Von Trier não desperdiçam mais efeitos especiais ou uma mãozinha aqui ou acolá de computadores. Afinal, não é a tecnologia a grande inimiga da arte. "Computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro"(já dizia finado Chico Science), mas o que mais se nota na genialidade, no estilo e na polêmica do diretor dinamarquês é que em sua profícua obra, geralmente alvo de prêmios (principalmente em Cannes) ou de insultos, fica demonstrado que Lars Von Trier é um depressivo profissional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-J3ixoGu7SR4/Tb-MDJwFKwI/AAAAAAAADio/KzwE9t9Gtuc/s1600/melancolia-lars-von-trier-12.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://1.bp.blogspot.com/-J3ixoGu7SR4/Tb-MDJwFKwI/AAAAAAAADio/KzwE9t9Gtuc/s320/melancolia-lars-von-trier-12.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Von Trier se vale da depressão, da ironia e do ceticismo quanto à humanidade como artifício estético, como pano de fundo de seus filmes que brincam com diversos estilos cinematográficos. Se em "Dançando no Escuro", o diretor fazia uma paródia dos musicais, em "Godville" ele relembrava filmes de gângster, assim como &amp;nbsp;em "Anticristo" seu foco eram os filmes de terror. Agora em "Melancolia" (&lt;i&gt;Melancholia&lt;/i&gt;, no original), parece que Lars Von Trier vale-se dos filmes apocalípticos de ficção científica, para esmiuçar sua depressão, exercer um de seus alteregos, através das atrizes de seus filmes, que são suas musas sofredoras. Von Trier adora torturar suas atrizes (fazendo com que muitas delas façam apenas um filme seu), fazendo com que elas explorem em suas interpretações o ápice do sofrimento (ponto pra Charlotte Gainsbourg, que conseguiu fazer seu segundo filme com o diretor). Não é diferente com Kirsten Dunst em &lt;i&gt;Melancholia&lt;/i&gt;, assim como não é diferente nos outros filmes da obra do diretor o grande teor de ironia, mais do que de desilusão. Afinal, são filmes de Von Trier, e se não fossem assim, não seriam filmes dele, não é mesmo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.ambrosia.com.br/wp-content/uploads/2011/08/melancolia_02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167" src="http://www.ambrosia.com.br/wp-content/uploads/2011/08/melancolia_02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em &lt;i&gt;Melancholia &lt;/i&gt;vemos que o filme se divide em duas partes, centrado em duas protagonistas: duas irmãs, sendo que uma, Justine, interpretada por Dunst, é a tristeza pura em estado bruto; enquanto que sua irmã, Claire, feita por Gainsbourg, é o estado puro da resignação, o pragmatismo diante do imediatismo de uma vida curvada às convenções. O filme inicia-se com o casamento de Justine, na tentativa de ser "normal", de se adequar às convenções sociais, casando com um homem que ela não ama, mas que pode significar a saída para sua tristeza. Ledo engano. Quando a festa de casamento se desenvolve, percebemos aos poucos os reais traços depressivos da personalidade de Justine, seus medos e angústias, e do quanto eram forçados seus olhares apaixonados e sorrisos para o noivo e convidados da festa, quando na verdade, por debaixo das aparências, estava alguém ali louco para gritar. Destaque para a atuação dos pais de Justine, interpretados pelos equilibrados e consagrados John Hurt e Charlote Rampling, além de Kiefer Sutherland (sim, ele mesmo, fazendo filme de arte! Na tentativa de se firmar como ator "sério" e retornar ao cinema depois de anos na série de TV, &lt;i&gt;24 Horas&lt;/i&gt;), interpretando o marido de Claire, cunhado de Justine, e responsável pela festa de casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://recantoadormecido.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/Melancholia-Lars-Von-Trier.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="169" src="http://recantoadormecido.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/Melancholia-Lars-Von-Trier.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Justine, através da brilhante atuação de Kirsten Dunst (vencedora da Palma de Ouro de melhor atriz), é a tristeza personificada, a verdadeira "melancholia" do filme, e não o planeta de mesmo nome, que descoberto pelos astrônomos, em breve, deverá colidir contra a Terra, provocando uma iminente e inevitável destruição. O suposto "filme de ficção científica", na verdade serve como metáfora dos nossos mundos: um, o imaginário, inatingível, imperecível, que acaba por se chocar com o mundo real, dos destinos, das regras, rituais e convenções sociais que, um belo dia, somos obrigados a seguir. O filme de Von Trier é um drama existencial ao extremo, assim como é a personalidade complexa do diretor, permeada por surtos maníaco-depressivos. A depressão é a tônica do filme, pois Justine logo será assombrada pela doença, prostrada a ponto de não conseguir sequer caminhar ou tomar banho sozinha, sendo auxiliada pela irmã, enquanto a Terra se aproxima de sua destruição. É no apocalíptico momento do final que Justine recupera o sentido da vida, ou, ao menos, o sentido do fim da vida, enquanto que a tristeza passa agora a tomar conta de sua irmã, inconformada com o fim iminente, já que acha injusto que toda a existência acabe assim, de uma hora para outra.&amp;nbsp; Ela tem uma família e sua única preocupação de mãe é salvar seu filho da destruição. É&amp;nbsp;o que toda mãe faria, mas sente a impotência do destino final, por ter as mãos atadas é não poder remar contra o inevitável, o armagedon que está por vir. Não é à toa que o nome da protagonista é Justine, o mesmo nome, na literatura, da personagem do Marquês de Sade, que estava fadada a uma vida de dor, privações e sofrimentos. A Justine do filme também é uma figura sofrida, a partir de seus lindos, mas sorumbáticos olhos, mas é um sofrimento que surge bem antes do mundo se acabar, por uma total consciência do absurdo de se estar nesse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_AXhMoRXZwE/Tb-MBRVA0sI/AAAAAAAADiY/YzaZhDfZJhU/s1600/melancolia-lars-von-trier-8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://1.bp.blogspot.com/-_AXhMoRXZwE/Tb-MBRVA0sI/AAAAAAAADiY/YzaZhDfZJhU/s320/melancolia-lars-von-trier-8.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Se em &lt;i&gt;Dogville&lt;/i&gt;, a personagem de Nikole Kidman era &amp;nbsp; a versão de um Cristo vingativo, que não redime mas pune a humanidade ingrata e pecadora, em &lt;i&gt;Melancholia &lt;/i&gt;a humanidade é vítima do próprio universo, quando um planeta aparece por detrás do sol, numa trajetória mortal em direção à Terra. Tudo porque, segundo Justine: "a humanidade é ruim, e se estamos sozinhos no universo, pois só há vida aqui, logo &amp;nbsp;em breve nenhuma vida existirá". Triste? Sim, é triste sim, mas antes de mais nada a metáfora sobre o fim do mundo, ou sobre o juízo final onde não haverá final feliz, é o recado de Von Trier para uma Cannes que o expulsou com quatro pedras na mão, ao não entender suas piadas sem graça sobre o nazismo ou Hitler, e ter menosprezado a arte de um gênio que é ao mesmo tempo genial e estúpido, seja porque decide largar seus remédios de vez em quando, para liberar toda sua potencialidade criativa, outrora entorpecida pelos medicamentos, seja para meter o dedo na ferida, e falar com extrema ironia da natureza humana, que merece ser desvelada em seus aspectos mais sombrios. Talvez Lars Von Trier seja tão e simplesmente um puritano desencantado, daqueles que amaldiçoam uma humanidade que deveria ser tão boa, por viver num mundo tão bom, e não é. Talvez ele seja apenas um diretor de cinema arrogante, preocupado em fazer cinema de autor, com seus disparates e leviandades intimistas. Não sei! Só sei que ele faz bons filmes, e se bons filmes são aqueles que te apanham para pensar, creio que filmes como &lt;i&gt;Melancholia &lt;/i&gt;fazem a gente pensar até demais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-C-f0x2Cz_zI/Tb-L_otNbKI/AAAAAAAADiE/8ayqylUfVhs/s1600/melancolia-lars-von-trier-3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="176" src="http://4.bp.blogspot.com/-C-f0x2Cz_zI/Tb-L_otNbKI/AAAAAAAADiE/8ayqylUfVhs/s320/melancolia-lars-von-trier-3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Melancholia &lt;/i&gt;é um bom filme, que naturalmente deverá ser visto por muitos psicólogos e psicanalistas, que estudam o fenômeno da depressão. Porém, o filme também merece ser visto por todos aqueles que acreditam que existam pessoas que simplesmente não se preocupam com o fim do mundo, porque, no fundo, querem que isso aconteça. Vá entender certas pessoas! Vá entender cabeças como a de Lars Von Trier. Desta vez, o pessoal de Cannes não quis entender!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-5475716787331193076?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/5475716787331193076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/09/cinema-em-melancholia-de-von-trier-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5475716787331193076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5475716787331193076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/09/cinema-em-melancholia-de-von-trier-o.html' title='CINEMA: Em &quot;Melancolia&quot; de Von Trier, o mundo se acaba e pronto!!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-J3ixoGu7SR4/Tb-MDJwFKwI/AAAAAAAADio/KzwE9t9Gtuc/s72-c/melancolia-lars-von-trier-12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-5365791319793391942</id><published>2011-08-08T15:04:00.000-07:00</published><updated>2011-08-10T08:16:34.721-07:00</updated><title type='text'>CINEMA: Em "Gainsbourg" o hino à vida é hedonista,mesmo que isso custe um pulmão!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dCtz0aHM_n0/TkBZyVDUwdI/AAAAAAAABlk/UoHK6u1p6tk/s1600/Gainsbourg_Vie_Heroique.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" naa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-dCtz0aHM_n0/TkBZyVDUwdI/AAAAAAAABlk/UoHK6u1p6tk/s1600/Gainsbourg_Vie_Heroique.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Serge Gainsbourg (1928-1991) era um cantor e compositor francês, mais conhecido internacionalmente pela canção &lt;em&gt;Je t'aime...... moi non plus&lt;/em&gt; que até hoje é trilha sonora de muitos shows de strip tease ou quartos de motel do mundo inteiro. Confesso que até saber do filme que conta sua história, eu não sabia nada sobre a obra e existência desse artista, a não ser que ele é pai da talentosa atriz e cantora&amp;nbsp;francesa Charlotte Gainsbourg, conhecida pelos filmes de Lars Von Trier: &lt;em&gt;Anticristo &lt;/em&gt;(de 2009, onde ela atuou com William Dafoe) e o mais recente &lt;em&gt;Melancolia&lt;/em&gt;, ainda a estrear nos cinemas brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois através do filme&lt;em&gt; &lt;/em&gt;"Gainsbourg:o homem que amava as mulheres" (&lt;em&gt;Gainsbourg-Vie Heroique&lt;/em&gt;), dirigido por&amp;nbsp; Johan Sfar, ficamos sabendo da vida, da obra e das mulheres&amp;nbsp;de um dos maiores compositores populares da Europa, da segunda metade do século XX. Ele chegou a ser considerado uma lenda na cultura francesa, tanto quanto os brioches, queijos ou vinhos franceses, além de ser considerado um dos artistas mais mulherengos de sua geração. Porém, não obstante sua fama de "pegador", o que mais me interessou, no personagem interpretado pelo ator francês&amp;nbsp;Eric Elmosnino, foi a personalidade única de um sujeito que nunca pensou ter chegado tão longe quanto chegou, e que, diante da fortuna, portou-se como um afortunado hedonista, um homem que fumou, bebeu e transou muito, como se, ao ligar um &lt;em&gt;fuck you &lt;/em&gt;para o &lt;em&gt;estabilishiment&lt;/em&gt;, ele quisesse dar o seguinte recado: "já que cheguei até aqui, vocês vão ter que me engolir".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vp4NPL37Ohs/TkBaAo4ck7I/AAAAAAAABlo/kRELpWMRyk8/s1600/Gainsbourg+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" naa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-vp4NPL37Ohs/TkBaAo4ck7I/AAAAAAAABlo/kRELpWMRyk8/s320/Gainsbourg+1.jpg" width="292" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O filme demonstra que na história de Gainsbourg, o cara tinha tudo pra ser um mero zero à esquerda. Nascido Lucien Ginzburg, oriundo de uma família de judeus russos imigrados para a França, vemos numa&amp;nbsp;Paris ocupada pelos nazistas, o pequeno menino Lucien brincando entre soldados e militantes da resistência francesa, alheio ao conflito mundial que destruiria a Europa e chacinaria os judeus, rodeado de seus amigos imaginários e fantasias, entre aulas de piano que já detestava, e as fugas para fora da cidade nas&amp;nbsp;gazeadas do colégio, para poder acender um cigarrinho entre as árvores dos bosques vizinhos, enquanto desenhava suas musas e fantasias. O filme é rodeado de um certo realismo fantástico e um clima de historia em quadrinhos ao mostrar os fantasmas ou alteregos do cantor, seja durante a infância quando é perseguido pela imagem de um boneco&amp;nbsp;gigante de um&amp;nbsp;judeu gordo,&amp;nbsp;em formato de&amp;nbsp;círculo, quando é criança; ou quando, já adulto, faz contato com&amp;nbsp;a imagem de seu outro eu,&amp;nbsp; já famoso (na verdade, um boneco de papelão com nariz, orelhas e mãos enormes, retratando o cantor, na visão dele mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r58g9mlTq_M/TkBbYVhpGYI/AAAAAAAABl4/yqPaJjAwTAM/s1600/jeanloup-sieff-serge-gainsbourg-1970.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" naa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-r58g9mlTq_M/TkBbYVhpGYI/AAAAAAAABl4/yqPaJjAwTAM/s320/jeanloup-sieff-serge-gainsbourg-1970.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um sujeito feio,&amp;nbsp;narigudo, magricelo, com orelhas de abano e fumante inveterado, foi visitado pela sorte e pela fortuna desde quando largou os estudos de belas artes e seguiu carreira como músico, levando para bares os conhecimentos de piano adquiridos durante a infância, treinado rigidamente por um pai que sonhava ter um filho pianista clássico. Gainsbourg saiu dos botecos parisienses para as altas rodas dos compositores franceses, para teatros lotados, cassinos e direto para as rádios e gravadoras, não apenas mudando de nome, adotando o apelido Serge (mais adequado à visão estética de requinte que queria ter de seu trabalho) no lugar do simplório nome de batismo, mas também mudando de estilo,&amp;nbsp;mesclando diversos elementos da música popular. No começo da carreira, Gainsbourg flertou com o jazz, o blues e a bossa nova, vindo posteriormente a se firmar como um cantor de música romântica, com sua voz grave e meio rouca, até aderir ao rock, à psicodelia e à guitarra elétrica na década de 70, mas sem descuidar da sonoridade de seu original pianinho. Na década de 80, o cantor ainda viajaria para o Caribe, num autoexílio após uma década de excessos e sucessivas desilusões amorosas, juntando-se com músicos jamaicanos e produzindo músicas com uma linha voltada para o reggae (sua versão em ritmo de reggae da &lt;em&gt;Marseillaise&lt;/em&gt;, hino da França, gerou protestos violentos e quase provocou quebra-quebras e conflitos de rua&amp;nbsp; na França). Pois é, o cara era conhecido pelo ecletismo e pela excentricidade nas suas canções. Uma mistura de Frank Zappa, Mick Jagger e Reginaldo Rossi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yF9UnOjCKYQ/TkBaRmBnAUI/AAAAAAAABls/mQD_HZAo5sg/s1600/gainsbourg.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" naa="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-yF9UnOjCKYQ/TkBaRmBnAUI/AAAAAAAABls/mQD_HZAo5sg/s320/gainsbourg.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Apesar da feíura, Gainsbourg conseguiu encarnar aquele tipo de homem que compensa a falta de beleza física com um charme irresistível do chamado "come quieto", com seus ares de discreta elegância e uma certa dose de machismo dosado, sem perder o cavalheirismo. Pela cama do rapaz passaram algumas das mulheres mais belas do mundo, tendo ele tido um tórrido romance com Brigitte Bardot (interpretada no filme pela ex-modelo e atriz Laeticia Casta) , o que escandalizou a sociedade francesa da época, uma vez que se tratava de uma mulher casada (no caso, o sorteado que levou um belo par de chifres era o cineasta francês, Roger Vadim). Além de Bardot, Serge Gainsbourg teve um sólido relacionamento com a atriz inglesa Jane Birkin (interpretada no filme pela linda atriz britânica&amp;nbsp;Lucy Gordon, que, infelizmente, após o filme se matou, aos 28 anos, em Paris. Que desperdício!), com quem manteve um relacionamento de 13 anos, o que lhe rendeu duas filhas. Além de nutrir uma paixão pelas mulheres, Gainsbourg era fumante compulsivo, um adepto incontrolável da nicotina, com seu cigarrinho ao seu lado, como uma muleta eterna no canto da boca, além de um copo de uísque em uma das mãos. Com a outra mão o cantor ou alisava os cabelos de alguma bela dama ou empunhava um microfone, cantando algumas pérolas do cancioneiro popular francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8M0t5spwAWk/TkBbDmVGFRI/AAAAAAAABl0/tawR7912Ktw/s1600/Gainsbourg+movie.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="218" naa="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-8M0t5spwAWk/TkBbDmVGFRI/AAAAAAAABl0/tawR7912Ktw/s320/Gainsbourg+movie.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/bHowYXy5c_E/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bHowYXy5c_E&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/bHowYXy5c_E&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;Se Charles Aznavour, para muitos, é considerado uma espécie de "Roberto Carlos da França", Serge Gainsbourg era seu vice-rei, ou um Wilson Simonal branco&amp;nbsp;que acabou virando Raul Seixas. Metáforas e comparações à parte, a verdade é que a obra de Gainsbourg é considerada hoje uma referência para muitos estudiosos de música popular, ou para quem simplesmente gosta de uma boa música cantanda em francês. Foi no sentido de chocar e aproveitar a onda da revolução sexual que explodia no final da década de 60, que Gainsbourg compôs seu maior clássico, &lt;em&gt;Je t'aime... moi non plus, &lt;/em&gt;com seus gritos e sussuros no decorrer da música, entre a voz dele cantando e a de sua ex-esposa, Jane Birkin, numa canção que pode ser vista hoje como brega, mas que, na minha infância, consistia num hino de acasalmento essencial pra quem queria viver uma grande noite de amor. Entre seus drinques, idas ao hospital pelos excessos de álcool e tabaco ou pelo sexo frenético, mas romanticamente intenso que viveu com todas as suas amantes, Serge Gainsbourg entra no panteão daqueles que, por amar demais, não puderam amar uma só, tal como Vinícius de Moraes, Marcelo Mastroiani ou Pablo Picasso, ou por amarem demais a si mesmos não puderam viver na plenitude o amor, num pleno culto narcísico de um narcisismo que, para os feios mas charmosos só faz bem, ao invés de aniquilar a alma. &lt;em&gt;Au revoir, mon ami Serge!!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-5365791319793391942?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/5365791319793391942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/08/cinema-em-gainsbourg-o-hino-vida-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5365791319793391942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5365791319793391942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/08/cinema-em-gainsbourg-o-hino-vida-e.html' title='CINEMA: Em &quot;Gainsbourg&quot; o hino à vida é hedonista,mesmo que isso custe um pulmão!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dCtz0aHM_n0/TkBZyVDUwdI/AAAAAAAABlk/UoHK6u1p6tk/s72-c/Gainsbourg_Vie_Heroique.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-6612233601074711754</id><published>2011-08-05T17:25:00.000-07:00</published><updated>2011-08-05T17:25:28.934-07:00</updated><title type='text'>ANIVERSÁRIO:Finalmente,40 (quarenta, forty, quarante, viertzig, quaranta,四十,).</title><content type='html'>Hoje é meu aniversário: 5 de agosto, e completo 40 anos! Do alto de uma idade tão significativa, pedindo licença aos entendidos no assunto,&amp;nbsp;digo, para arrepio de meus amigos teólogos e sociólogos que o dilema do homem moderno não é a fome, as guerras, os conflitos globais, o apocalipse, a queda da popularidade do Obama,&amp;nbsp;a falta de&amp;nbsp;amor&amp;nbsp;ou a intolerância. O dilema do homem moderno é a crise dos 40 anos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ovqUWzcQhJE/TjyJYfP5hnI/AAAAAAAABlc/0mRMd6R_F_Q/s1600/quarent%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-ovqUWzcQhJE/TjyJYfP5hnI/AAAAAAAABlc/0mRMd6R_F_Q/s320/quarent%25C3%25A3o.jpg" t$="true" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O problema de chegar aos 40 anos não é sentir que está ficando velho, mas sim que não está mais ficando novo. Com 40 você chega na certeza de que continua a mesma pessoa que era quando tinha 20, mas não com o mesmo corpo. Começa a se acostumar de ser tratado de senhor ou senhora, das brincadeiras dos mais jovens, chamando de "tio" ou de "tia", ou se deparar com aquele carinha das antigas, que nem amigo seu é ou se finge de velho amigo e quando lhe vê, depois de vários anos, diz na cara, sem nem perguntar como você vai: "e aí, fulano, há quanto tempo! Puxa, como você ficou gordo!", ou então diz:"puxa, fulano, como vc ficou careca!" ou "quantos cabelos brancos!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se chega aos 40 anos você começa a ficar careta nos gostos musicais e estéticos, começa a ouvir cada vez menos as músicas que a garotada de 20 anda escutando (mesmo sendo do mesmo gênero de música de você tanto gosta). Aos 40 você fica mais nostálgico. Fala cada vez mais como eram bons os anos oitenta e setenta, porque naquela época é que existiam bandas e grupos de rock de verdade, enquanto que nos dias de hoje não aparece nada de mais. Aos 40 você adora assistir aqueles canais de TV retrô, com filmes das antigas e reencontra os amigos da mesma idade para relembrar os seriados que via na adolescência. Aos 40 você não consegue mais ir a todo show de rock em todo final de semana, não porque não tem grana, mas porque não aguenta mais ficar em pé junto com mil a cem mil pessoas, suando perto do palco, porque suas costas doem, vai ter uma crise de pânico com tanta gente ou porque suas pernas já não aguentam mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 40 você prima por qualidade ao invés de quantidade; ou ao menos engana quanto a isso, dizendo que prefere um bom vinho com os amigos em casa, do que passar a noite inteira bebendo cachaça num boteco fedorento do centro da cidade.Você percebe que tem 40 anos quando não consegue mais virar da noite pro dia com os amigos, em algum bar badalado, boate ou &lt;em&gt;rave&lt;/em&gt;, porque seu organismo não aguenta mais ficar sem água e sono por menos de cinco horas seguidas durante a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se&amp;nbsp;é quarentão você percebe que chegou nas quatro décadas de existência quando reencontra os melhores amigos num churrasco na casa de um deles, e revê a cena de que há vinte ou quinze anos&amp;nbsp;anos atrás, você estava ali, no mesmo lugar, com seus amigos todos solteiros, acompanhados das namoradas ou envolvidos em flertes ou paqueras, e agora vê todos eles casados, com suas respectivas esposas, muitos acompanhados dos filhos pequenos ou pré-adolescentes. Você chega aos 40 e olha pros seus pais e vê que eles sim é que estão ficando velhos, bem velhos, e com problemas de saúde, e que sua estadia pela vida, dentro de poucos anos, pode se esgotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constata-se que se chegou aos quarenta anos, quando você relembra como foi a sua infância, e lembra que você e seus colegas ainda brincavam de pipa, subiam muros e árvores, jogavam pelada em terrenos de areia e que videogame era uma imensa novidade,&amp;nbsp;só para as&amp;nbsp;famílias de classe média alta e os aparelhos mais avançados eram Atari e Odissey, enquanto que nos dias de hoje os garotos não vivem sem internet, aparelho celular ou tablets.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, aos quarenta você tem a certeza de que vai ter que procurar um médico regularmente, fazer exames para ver&amp;nbsp;as taxas de&amp;nbsp;colesterol e trigliceres, a pressão alta, os batimentos cardíacos&amp;nbsp;(além&amp;nbsp;do infame exame de próstata, para os homens),&amp;nbsp;começar ou voltar a usar óculos de leitura, e pensar em transformar a academia de ginástica ou musculação como seu destino final, ou um lugar para você eternamente se afastar, se quiser ou não se livrar de uma barriga de chope&amp;nbsp;que pode lhe acompanhar até a cova. O quadro de preocupação do recém-quarentão só aumenta se ele lembrar que em grande parte das civilizações antigas da humanidade&amp;nbsp;ou sociedades tribais, o nível de vida médio dos homens&amp;nbsp;só chegava aos 40!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wGFKQJ9qlIs/TjyJ3PhnZuI/AAAAAAAABlg/3-i92UJUBiM/s1600/40+anos+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://2.bp.blogspot.com/-wGFKQJ9qlIs/TjyJ3PhnZuI/AAAAAAAABlg/3-i92UJUBiM/s320/40+anos+2.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É! Não é fácil ter 40 anos! Como também&amp;nbsp;não é difícil, quando você percebe que já conseguiu viver tanto tempo,&amp;nbsp;tem uma boa carga de leitura sobre sua própria vida que já dá um bom&amp;nbsp;livro autobiográfico (olha que o Justin Bieber escreveu o dele aos 16!) e que aos 40 você consegue recapitular todas as suas mancadas nos últimos vinte anos anteriores, e, ao se deparar com as mesmas situações, ver como é tão fácil o que você outrora achava tão difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, nessa data em que completo 40 anos, que venham as comemorações, independente da passagem do tempo, das enfermidades ou curas futuras, dos quilômetros que teremos ou não teremos mais fôlego de correr e das pessoas e novos amigos que ainda possamos vir a conhecer. Se já cheguei aos 40, que venham agora os 50, os 60, os 70, os 80, os 90, os 100 e..... muito mais!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-6612233601074711754?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/6612233601074711754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/08/aniversariofinalmente40-quarenta-forty.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/6612233601074711754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/6612233601074711754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/08/aniversariofinalmente40-quarenta-forty.html' title='ANIVERSÁRIO:Finalmente,40 (quarenta, forty, quarante, viertzig, quaranta,四十,).'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ovqUWzcQhJE/TjyJYfP5hnI/AAAAAAAABlc/0mRMd6R_F_Q/s72-c/quarent%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-3946221549210178256</id><published>2011-07-26T09:09:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T10:42:08.950-07:00</updated><title type='text'>FUTEBOL: As lições do Uruguai.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jR4conotmQE/Ti7mHtWeoyI/AAAAAAAABlM/NgD3CAPCVx8/s1600/m%25C3%25A1spoli+e+augusto+Copa+50.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-jR4conotmQE/Ti7mHtWeoyI/AAAAAAAABlM/NgD3CAPCVx8/s320/m%25C3%25A1spoli+e+augusto+Copa+50.jpg" t$="true" width="308" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em 1950, no fatídico dia 16 de julho, no Rio de Janeiro, a seleção do Uruguai, liderada por seu capitão, Obdúlio Valera, ganhava a final da Copa do Mundo, no estádio do Maracanã, derrotando o anfitrião, Brasil, por 2 X 1, num episódio que ficou conhecido na história do futebol e na crônica esportiva uruguaia&amp;nbsp;como &lt;em&gt;maracanazo &lt;/em&gt;(ou "maracanaço" em bom português). Sobrou, durante anos, a culpa&amp;nbsp;pela derrota&amp;nbsp;para o injustiçado goleiro brasileiro,&amp;nbsp;Barbosa, e no gramado silencioso ao final do jogo, de uma torcida brasileira emudecida nas arquibandas lotadas, restou a glória uruguaia e a cena que entraria para a posteridade, do craque uruguaio Máspoli, consolando o derrotado e em prantos jogador brasileiro,&amp;nbsp;Augusto, ao final do jogo. Diz a lenda que foi um vitorioso Varela a comemorar solitário pelos bares da Lapa na noite carioca, a vitória uruguaia e a consequente derrota brasileira que, no orgulho nacional ferido, jamais deveria ter acontecido. Naquela época, ao menos naquele período, a festa no solo brasileiro era uruguaia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando o relógio do tempo para os dias atuais, Buenos Aires esteve em festa no último domingo, mais uma vez com a celebração de uma vitória futebolística, com o tradicional monumento do Obelisco, na avenida &lt;em&gt;Nueve de Julio &lt;/em&gt;ocupado por.........uruguaios??? É que desta vez coube aos torcedores da nação vizinha a comemoração do campeão de 2011 da Copa América, que ao invés de ser sempre os favoritos Brasil ou Argentina, agora cederam o cetro para o Uruguai. Mais uma vez, o Uruguai comemorava uma vitória futebolística no terreno do adversário e vizinho. Coube aos dois países que fazem fronteira com a república &lt;em&gt;gaucha&lt;/em&gt; o cenário para a comemoração de um dos países sul-americanos com mais tradição no futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradição que sempre foi&amp;nbsp;a marca do futebol uruguaio, apesar dos mal resultados nos últimos anos e um imenso jejum de décadas sem conseguir chegar às fases finais de um torneio mundial, como foi na última Copa do Mundo, e um período de imenso ostracismo da região no futebol internacional, apesar de dois títulos mundiais. Com o passar do tempo, mais precisamente nos últimos cinco anos, o futebol uruguaio passa por um processo de renovação, com o surgimento de novos craques, a consolidação de seus clubes esportivos em torneios internacionais (o vice-campeonato do Peñarol na última Taça Libertadores da América é exemplo cabal disso), a exportação de bons jogadores para clubes europeus e a recuperação da glória nacional, com a multidão de milhares de uruguaios concentrados em Montevideo ou nos países vizinhos, comemorando os feitos da equipe de seu país-natal, num país com menos habitantes que o estado da Paraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção de futebol do Uruguai, é bem verdade, não chega com ineditismo com a vítória do campeonato na Copa América, mas&amp;nbsp;de fato e de direito&amp;nbsp;se consagra como o maior campeão da história das Américas, com seu 15º título conquistado na partida final de domingo, dia 24 de julho. Contra um inexpressivo e inesperado Paraguai, a seleção de Lugano, Fórlan, Loco Abreu&amp;nbsp;e Suarez, ergueu orgulhosa a taça de campeão, ao final dos 90 minutos de jogo, após uma bela e antológica vitória de 3 X 0 contra o adversário. Ao adversário Paraguai restou a comemoração de um vice-campeonato obtido quase por acidente, pois foi a única equipe a chegar à final do torneio sem ter ganho um jogo sequer. Com a derrota para o Uruguai na final, parece que a seleção paraguaia ficou no seu merecido lugar, fazendo com o que o país ficasse mais conhecido no torneio não pela qualidade dos seus jogadores, mas sim pelo que se viu nas arquibancandas, na&amp;nbsp;beleza das curvas e nos seios siliconados da torcedora fanática e modelo paraguaia, Larissa Riquelme. Felizmente, no final da Copa América venceu o bom futebol e venceram, merecidamente,&amp;nbsp;os uruguaios. Os deuses do futebol sorriram novamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-0hAOhE2GDqI/Ti7mgXvpu0I/AAAAAAAABlQ/Gd65Zw7aoCQ/s1600/F%25C3%25B3rlan+Uruguai+Copa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://3.bp.blogspot.com/-0hAOhE2GDqI/Ti7mgXvpu0I/AAAAAAAABlQ/Gd65Zw7aoCQ/s320/F%25C3%25B3rlan+Uruguai+Copa.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O Uruguai ganhou porque demonstrou garra, teve espírito de&amp;nbsp;equipe&amp;nbsp;e valorizou o título obtido com a competição, num sentimento que somente rivalizou com a Argentina, país-sede do campeonato este ano, mas que nem de longe acometeu a seleção brasileira, liderada pelo técnico Mano Menezes. Ao contrário da apatia brasileira na humilhante disputa de pênaltis, nas quartas de final, que resultou na vitória do Paraguai e a consequente eliminação precoce do Brasil no torneio, a seleção do Uruguai não apenas valorizou a vitória na cobrança das penalidades máximas com a Argentina, como também levou seu espírito de equipe para o campo, nas duas partidas seguintes, na semifinal e na final, carimbando o título de forma merecida, numa fase histórica que demonstra o ressurgimento do Uruguai, bicampeão mundial, como um dos gigantes do futebol internacional,&amp;nbsp;através de&amp;nbsp;um respeitável quarto lugar na última Copa do Mundo da África do Sul. Até o momento, em termos de continente, é o Uruguai que chega mais longe nas competições internacionais, na frente dos tradicionais favoritos, Brasil e Argentina, mostrando que &lt;em&gt;la mano de Diós &lt;/em&gt;também é uruguaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Vjrr7TkZMJ4/Ti7pHB9NUeI/AAAAAAAABlU/4c_g4-ZFfDw/s1600/Luiz+Su%25C3%25A1rez+Copa+Am%25C3%25A9rica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="194" src="http://1.bp.blogspot.com/-Vjrr7TkZMJ4/Ti7pHB9NUeI/AAAAAAAABlU/4c_g4-ZFfDw/s320/Luiz+Su%25C3%25A1rez+Copa+Am%25C3%25A9rica.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Foi bonito ver o Uruguai jogando nesta Copa América, como foram bonitos os gols da partida final, feitos pelo artilheiro da competição, Suarez, e os gols seguintes feitos por Fórlan, maior goleador da história recente da seleção uruguaia, um dos melhores do mundo e considerado o melhor jogador da Copa passada. Fórlan desencantou depois de uma série de partidas sem fazer gol pela seleção uruguaia, sendo responsável na final da Copa América pelos dois últimos gols da bela goleada feita pela Celeste contra a seleção do Paraguai. Para os amantes do futebol, como eu, só posso dizer: Vila&amp;nbsp;el equipo del Uruguay!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-e75DoLEHaAM/Ti7pPlBlaJI/AAAAAAAABlY/mqXi8nX4JYs/s1600/vit%25C3%25B3ria+Uruguai+Copa+Am%25C3%25A9rica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" src="http://1.bp.blogspot.com/-e75DoLEHaAM/Ti7pPlBlaJI/AAAAAAAABlY/mqXi8nX4JYs/s320/vit%25C3%25B3ria+Uruguai+Copa+Am%25C3%25A9rica.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em relação ao futebol brasileiro, fica a lição e o respeito pela conquista uruguaia. Irrito-me com as opiniões arrogantes e o argumento derrotista carregado de oportunismo de alguns defensores do atual técnico brasileiro, dizendo que para um país pentacampeão do mundo como o Brasil, a conquista de uma Copa América é uma vitória de menos, pois corresponde a um título menos expressivo. Ledo engano! Hoje em dia, com a globalização e a mundialização do esporte, com centenas de telas de TV, celulares e computadores acessando pela internet torneios futebolísticos internacionais com mesmo grau de interesse e quantidade de anunciantes, competições como a Eurocopa e a Copa América, rivalizam com torneios globais como o Mundial Interclubes, a Copa das Confederações, o campeonato da Europa e a própria Copa do Mundo. Hoje em dia, é comum encontrar em diversos países e continentes, jovens das mais diversas nacionalidades ostentando camisetas do Barcelona, do Real Madri ou do Manchester United, com tanto orgulho ou fanatismo quanto torcedores flamenguistas, corintianos ou botafoguenses. Desta forma, cada torneio tem sua grau de importância equivalente, não cabendo a palpiteiros oportunistas considerar que por conta de uma vergonhosa e desastrosa derrota nos pênaltis para o Paraguai, poderá manchar a credibilidade de uma seleção "vitoriosa" como a brasileira. Ah! Tá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que o peso da arrogância já comprometeu outras seleções, de outros países, que amarelaram feio e deram vexames históricos, como as derrotas respectivas, na primeira fase da última Copa, de equipes como as da França e da Itália. Certamente, por toda sua história, compromisso com a formação de craques e a dimensão cultural que o futebol tem no país, como modalidade esportiva mais praticada, faz do Brasil um fortíssimo candidato ao título no próximo Mundial, com a responsabilidade de fazer bonito na competição de 2014, onde, mais uma vez é anfitrião. Novos e maravilhosos craques, como Neymar, são emblemáticos exemplos de como o sangue novo poderá ser crucial para o êxito da seleção brasileira e a conquista do hexacampeonato mundial. Entretanto, se continuarmos a nos pavonear em nosso preconceito regional, e considerar como sendo títulos menores os conquistados pela atual seleção uruguaia, correremos o risco de experimentar amargamente mais um &lt;em&gt;maracanazo. &lt;/em&gt;Portanto, te cuida Mano Menezes!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-3946221549210178256?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/3946221549210178256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/07/futebol-as-licoes-do-uruguai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3946221549210178256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3946221549210178256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/07/futebol-as-licoes-do-uruguai.html' title='FUTEBOL: As lições do Uruguai.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-jR4conotmQE/Ti7mHtWeoyI/AAAAAAAABlM/NgD3CAPCVx8/s72-c/m%25C3%25A1spoli+e+augusto+Copa+50.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-3925534676517976748</id><published>2011-07-25T13:42:00.000-07:00</published><updated>2011-07-25T14:27:28.032-07:00</updated><title type='text'>MÚSICA: Na morte de Amy Winehouse, o talento se desperdiça aos 27!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ff62MbcYnk4/Ti3QkT1YHfI/AAAAAAAABks/LC1hI4-3rSg/s1600/20101230-amy-winehouse.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-ff62MbcYnk4/Ti3QkT1YHfI/AAAAAAAABks/LC1hI4-3rSg/s1600/20101230-amy-winehouse.jpg" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;27 é&amp;nbsp;um número cabalístico no cenário artistico. É a cifra negra da música popular, o número negro que simboliza morte, o fim de astros precoces da música, talentos geniais da arte que perderam a vida no auge da fama e popularidade, rodeados de fãs e de seus demônios internos. Foi assim com Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones&amp;nbsp;e Kurt Cobain. Foi assim, no último final de semana, com&amp;nbsp; Amy Winehouse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me contou da morte da cantora foi um amigo das antigas, um ex-hippie, ex-doidão e ex-&lt;em&gt;bon vivant&lt;/em&gt; que já percorreu o mundo, foi mordomo de Debbie Harry do Blondie nos anos oitenta, ainda muito ligado em música &amp;nbsp;e que&amp;nbsp;hoje, vive da gastronomia em solo potiguar, atento ao noticiário na TV, enquanto eu começava a degustar o meu almoço. Foi na hora do almoço, num restaurante das redondezas de minha casa, num tórrido sábado de inverno tropical, que eu&amp;nbsp;soube da morte de uma das maiores revelações da música pop britânica (e mundial)&amp;nbsp;da última década, encontrada morta em sua casa pela polícia, numa acizentada Londres, tão cinzenta quanto a vida e as letras das canções de mais uma diva da música que se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-E0UdVF34qbI/Ti3SK0C2fVI/AAAAAAAABkw/x2drLkOCkS0/s1600/Amy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-E0UdVF34qbI/Ti3SK0C2fVI/AAAAAAAABkw/x2drLkOCkS0/s1600/Amy.jpg" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Por conta de sua vida exposta tão violentamente ao público, seu vício em drogas e bebidas, suas gafes nos últimos shows e a decadência física explícita, de quem não segurou a onda e está prestes a se acabar, assim foi pelo ralo a vida de Amy Winehouse, numa torrente de drogas, birita, remédios e amores mal resolvidos. Amy simbolizou o sofrimento da mulher moderna, que, ao mesmo tempo em que é autosuficiente e talentosa, adquirindo fama e sucesso, também&amp;nbsp;não tem medo de se expor e de&amp;nbsp;sofrer como homem, nem que seja lambendo, literalmente, a sarjeta. É aquela típica explosão de sentimentos da mulher que&amp;nbsp;chega a&amp;nbsp;pagar micos, bêbada ou drogada, chorando ou rindo confusamente, cantando o amor perdido e cafajeste, preso em alguma cela da vidinha presidiária na Grã-Bretanha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ziBD6ne-N4U/Ti3b00tw-kI/AAAAAAAABlI/QY5DZyv_jBs/s1600/amy-winehouse-morreu-cantora-encontrada-morta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-ziBD6ne-N4U/Ti3b00tw-kI/AAAAAAAABlI/QY5DZyv_jBs/s1600/amy-winehouse-morreu-cantora-encontrada-morta.jpg" t$="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Miss Winehouse cometeu uma série de erros em sequência, passou pelo processo humilhante de ser vaiada em público pelo que não demonstrou, do tanto do&amp;nbsp;que já havia apresentado (e maravilhado) milhões de fãs em todo o planeta, seja no desapontamento de seus fãs brasileiros na sua passagem por aqui em janeiro no Rio (com direito a mostrar os peitos secos na sacada de um hotel em Santa Teresa), seja em maio passado, num patético show cancelado na Sérvia, mostrando uma Amy feia, desequilibrada (literalmente) aos tombos no palco, aparentando estar visivelmente bêbada ou drogada. É uma pena! A fama é, de fato, uma merda! Tão malcheirosa que do perfume da glória nos palcos, o cheiro muda em fração de segundos, para aquele que não aguenta o peso do sucesso e que&amp;nbsp;acaba por desabar em seu próprio vômito, vítima dos excessos e da falta de limites que o &lt;em&gt;show business &lt;/em&gt;pode conduzir. Definitivamente, a fama não é para os mais frágeis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1lz1a6e--Hc/Ti3TGNbAnqI/AAAAAAAABk0/0DoVYmSQqDY/s1600/Amy_Winehouse_morre.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281" src="http://2.bp.blogspot.com/-1lz1a6e--Hc/Ti3TGNbAnqI/AAAAAAAABk0/0DoVYmSQqDY/s320/Amy_Winehouse_morre.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Foi como uma figura frágil, quase quebradiça, que uma moça branca, de&amp;nbsp;volumosos cabelos negros,&amp;nbsp;magricela e tatuada,&amp;nbsp;de origem judaica, oriunda do subúrbio londrino, acabou encantando a todos com sua voz de negra norte-americana, de cantora de soul dos anos cinquenta, arrebatando multidões nas lojas de discos e na internet, baixando-se suas canções ou ouvindo-as nas FMs ou no Youtube, em dois discos que se tornaram antológicos. Durante um tempo, ao menos no ano de 2007, quando conquistou 4 Grammys numa mesma noite, Amy Winehouse era nosso Lionel Messi da música, ou se preferirem na minha&amp;nbsp;alusão futebolística, nossa Marta. A melhor do mundo durante o ano. A cantora revelação que revelou não apenas o talento de uma voz magistral, única, irreverente, mas também revelou o poço fundo do âmago de uma alma atormentada, de um corpo presente no palco, mas de uma mente que não estava lá. Amy Winehouse era uma cantora de coração atormentado, tal como uma Billie Holiday, Janis Joplin ou tantas outras que sucumbiram cedo, tristemente apagadas da existência por não conseguir se livrar da depressão. É bem verdade que em relação a suas antecessoras, Amy produziu pouco. Já estava sendo superada por novas leoas da cena musical britânica, como Adele, mas é inquestionável o seu papel histórico para a música contemporânea, no curto espaço de tempo em que viveu. Muitos fãs inconformados podem dizer que se sentiram traídos pela fraqueza de seu ídolo, mas Amy Winehouse foi traída pelo seu próprio coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bsocpPCGlAE/Ti3ToIV4R9I/AAAAAAAABk4/xujg5k9GUyc/s1600/Amy+%2526+Blake.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-bsocpPCGlAE/Ti3ToIV4R9I/AAAAAAAABk4/xujg5k9GUyc/s320/Amy+%2526+Blake.jpg" t$="true" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um coração que deixou de bater depois de sofrer tantas porradas no corpo e no destino,&amp;nbsp;devido a&amp;nbsp;testes sobrehumanos por abuso de substâncias e&amp;nbsp;pela imensa quantidade de drogas, tabaco, álcool e vida desregrada que vinha assumindo a cantora inglesa, a ponto de muitos apostarem que seu obituário era uma questão de tempo. E acabou acontecendo, sem que ao menos se esperasse que ela completasse 28 anos, agora perto do mês&amp;nbsp;de setembro. A polícia britânica, que investiga a morte da cantora, ainda não publicou um relatório conclusivo, atestando a causa da morte por consumo de drogas, mas é inquestionável que o que vier a público, acerca das razões da morte dela, vai ter relação com todos os últinos anos vividos por Winehouse, de fama e de autodestruição. O coração de Amy Winehouse foi traído pelas drogas que consumiu, mas também pelo amor canalha que cultivou com o ex-marido, o aprendiz de cafa, traficante&amp;nbsp;e atual presidiário, Blake Fielder-Civil, que, segundo muitos, foi o responsável por introduzir à ex-mulher ao maléfico mundo das drogas pesadas. Amy fazia o tipo das mulheres desafortunadas&amp;nbsp;que parecia não saber escolher homem, mas também revelava ser uma simples garota de subúrbio que conquistou a fama muito cedo, e que só queria, na verdade, conquistar um amor para chamar de seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IBuXh_6MiCI/Ti3UFBY7ORI/AAAAAAAABk8/X0dhdZWbuqk/s1600/amy-winehouse.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-IBuXh_6MiCI/Ti3UFBY7ORI/AAAAAAAABk8/X0dhdZWbuqk/s320/amy-winehouse.jpg" t$="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não escutaremos mais, cantando ao vivo, a cantora de &lt;em&gt;Rehab&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Valerie &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;Tears Drive on Their Own&lt;/em&gt; e&amp;nbsp;isso&amp;nbsp;realmente é triste. Como que pressagiando uma morte anunciada, a canção título do álbum &lt;em&gt;Back to Black&lt;/em&gt; e o video que mostra&amp;nbsp;Amy rodeada por seus músicos, toda vestida de preto e comparecendo a um funeral, parece retratar o futuro que seria o da própria cantora. Os vexames, bebedeiras, ataques de histerismo ou pitis da diva não serão mais motivos de piada em programas humorísticos ou na internet, pois só resta aos mortos a devida homenagem, e, com certeza, se seus discos não vendiam bem antes, agora voltarão a vender em escalada avassaladora, como se dá com todo grande artista da música morto recentemente (vide o que aconteceu com os discos de Michael Jackson). La Winehouse preferiu seguir o caminho de tantos que morrem jovens, exatamente na mesma idade de 27 anos, que agora vão figurar nos livros de história como fantasmas do mito da juventude que se eterniza no pós-morte. Eu bem preferia um futuro com&amp;nbsp;uma Amy Winehouse velhinha, cantando bêbada nos botecos londrinos, talvez sem mais tanto&amp;nbsp;sucesso, mas ao menos, feliz, definitivamente acompanhada do homem que amasse; mas, enfim, não deu. Para Amy Winehouse, &lt;em&gt;unfortunately&lt;/em&gt;, a exemplo de suas canções: &lt;em&gt;Love&amp;nbsp;was a losing game!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-3925534676517976748?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/3925534676517976748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/07/musica-na-morte-de-amy-winehouse-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3925534676517976748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3925534676517976748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/07/musica-na-morte-de-amy-winehouse-o.html' title='MÚSICA: Na morte de Amy Winehouse, o talento se desperdiça aos 27!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ff62MbcYnk4/Ti3QkT1YHfI/AAAAAAAABks/LC1hI4-3rSg/s72-c/20101230-amy-winehouse.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-5042229572632604773</id><published>2011-07-12T09:59:00.000-07:00</published><updated>2011-07-12T10:09:23.270-07:00</updated><title type='text'>HQs: O jornalismo em quadrinhos de Joe Sacco é um chute no saco da hipocrisia generalizada das guerras.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EwllSIgMCkQ/Thx8IslD6LI/AAAAAAAABj8/j5RM35MyVLw/s1600/joe%252Bsacco%252Bpalestina%252Bna%252Bfaixa+gaza.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" m$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-EwllSIgMCkQ/Thx8IslD6LI/AAAAAAAABj8/j5RM35MyVLw/s1600/joe%252Bsacco%252Bpalestina%252Bna%252Bfaixa+gaza.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Histórias&amp;nbsp;em quadrinhos são algumas de minhas paixões, tendo a estante recheada de livros, CDs, DVDs, jornais, revistas em geral e, é claro, HQs. É uma arte literária que vem ganhando reconhecimento nos últimos anos, sobretudo pela chegada ao Brasil&amp;nbsp;&amp;nbsp;de grandes editoras internacionais como a Panini e a Conrad, que distribuem em grandes livrarias, e não apenas em bancas de jornal ,uma forma de leitura que deixou de ser monopólio do público infanto-juvenil e conquistou um grande segmento social adulto, intelectualizado e de formação universitária. São os chamados quadrinhos adultos ou de temática social, e nesses, obras-primas como &lt;em&gt;Maus, &lt;/em&gt;do quadrinhista norte-americano&amp;nbsp;Art Spiegelman, ou&amp;nbsp; &lt;em&gt;Gen-pés descalços,&lt;/em&gt;&amp;nbsp;do japonês&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;Keiji Nakasawa,&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;são apostas certas de vendas,&amp;nbsp;nas prateleiras dos vendedores de livros. Ambas são obras que tratam de conflitos mundiais: o primeiro, da história da&amp;nbsp;briga entre gatos e ratos&amp;nbsp;para retratar, na verdade, como pano de fundo,&amp;nbsp;o horror do holocausto e da ditadura nazista; o segundo se refere às memórias do autor, criança na época em que a bomba atômica explodiu em Hiroshima e Nagasaki.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-z1gonVCII0A/Thx8VVgFfjI/AAAAAAAABkA/CqKUUrB75ko/s1600/joe-sacco-close-up.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="192" m$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-z1gonVCII0A/Thx8VVgFfjI/AAAAAAAABkA/CqKUUrB75ko/s320/joe-sacco-close-up.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nesse horizonte de histórias em quadrinhos tão interessantes e didáticas, eu destaco o papel do jornalista e desenhista, nascido em Malta e radicado nos Estados Unidos, Joe Sacco, que esteve no Brasil recentemente, na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), passando por São Paulo, onde deu algumas palestras. Os quadrinhos de Sacco também retratam o horror dos conflitos bélicos. Nesse caso, o conflito árabe-israelense e a tragédia dos palestinos, nas &lt;em&gt;graphic novels&lt;/em&gt; "Palestina", de 1996, ou "Notas sobre Gaza", de 2010. Sacco esteve nas principais áreas de conflito do globo, convivendo com famílias de refugiados e todas as sofridas vítimas dos últimos sangrentos conflitos mundiais, capturando nas suas histórias as imagens de dor, sofrimento, ódio e esperança que nutrem todos esses povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-iMr9eDV7Noo/Thx8hmKR9BI/AAAAAAAABkE/2Q12HBhPnmE/s1600/Joe-Sacco-Palestina-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" m$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-iMr9eDV7Noo/Thx8hmKR9BI/AAAAAAAABkE/2Q12HBhPnmE/s320/Joe-Sacco-Palestina-1.jpg" width="209" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Joe Sacco conseguiu aliar a profissão de&amp;nbsp;repórter com sua grande paixão:os quadrinhos, criando um novo gênero literário, segundo alguns, chamado de "reportagem em quadrinhos". Através de suas gravuras, Sacco consegue transmitir amplamente a notícia, de uma forma que não consegue ser captada pelas câmeras, até porque equipes de televisão são proibidas nos territórios ocupados, e qualquer jornalista que se arrisque a ir muito longe, nesse tipo de terreno perigoso, pode pagar com a própria vida. Pois foi enfrentando o medo, a intimidação de fuzis, a pressão de soldados e a desconfiança de simpatizantes de grupos terroristas, que Joe Sacco entrou em lugares tão díspares, mas semelhantes no cenário de caos e destruição, como Gaza, na Palestina, ou Goradze, nos Balcãs, na antiga Guerra da Bósnia, conseguindo transmitir histórias impressionantes. Foi nesses lugares que ele conviveu com diversas pessoas, e fez amigos que vivenciaram o conflito, ouviu e relatou conversas de mães que perderam seus filhos, jovens com pouca fé no futuro ou nutrindo algum tipo de ódio no coração. Ouviu os dois lados do conflito, conversando com jovens e intelectuais em cafés, em Israel ou Tel-Aviv, como também presenciou cenas dantescas, como a ação da repressão, num Estado-Policial que finge ser democrático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-stQYEhGRcF8/Thx8zDvuxMI/AAAAAAAABkI/ly25ftdyH4c/s1600/palestina_especial_miolo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" m$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-stQYEhGRcF8/Thx8zDvuxMI/AAAAAAAABkI/ly25ftdyH4c/s320/palestina_especial_miolo.jpg" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mas, o que há de mais interessante nos livros em quadrinhos de Joe Sacco é a fidelidade jornalística que ele tem com a informação, não deixando que sua obra se transforme numa peça de propaganda, preferindo retratar as imperfeições dos dois lados do conflito, permitindo que o leitor faça um julgamento isento. Ora, se o conflito é narrado do ponto de vista das pessoas palestinas&amp;nbsp;que vivem nos territórios ocupados, essa é uma opção estética válida, tanto quanto para aqueles que preferem relatar o cotidiano das famílias judaicas, vítimas cotidianas do terrorismo em Israel. É difícil não ter uma certa compaixão e até mesmo cultivar um sentimento de revolta diante do sofrimento passado pela população palestina, uma vez que eles podem ser comparados a tantos povos vítimas da opressão ou da injustiça, vivendo em favelas ou bairros miseráveis, como são muitos que desfrutam o cotidiano da periferia das grandes metrópoles na América Latina ou mesmo nos Estados Unidos, com seus guetos étnicos, entre hispânicos, negros e asiáticos. A experiência de ter conhecido de perto esses povos marcou profundamente&amp;nbsp; a experiência do quadrinhista e jornalista, afetando suas crenças na humanidade e sua esperança na resolução há curto prazo de graves conflitos globais, adotando sempre o ponto de vistas dos excluídos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UOI4RfEXlGY/Thx8_JADvFI/AAAAAAAABkM/2b9XqSFVGRQ/s1600/joe_sacco.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" m$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-UOI4RfEXlGY/Thx8_JADvFI/AAAAAAAABkM/2b9XqSFVGRQ/s1600/joe_sacco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Discordo, portanto, quando alguns patetas da "nova direita", do alto de sua pose intelectualóide, de intelectual burguês, com seus cachimbos refinados, saem nos meios de comunicação propagandísticos do pensamento neoliberal, como&amp;nbsp;a revista Veja ou Folhas da vida, achando que é reducionismo de esquerdista satanizar os israelenses e beatificar os palestinos, como se antissemitismo e antissionismo fossem a mesma coisa. Na verdade, lamento o holocausto sofrido pelos judeus, assim como lamento o governo de um Estado judeu massacrar bairros e famílias inteiras, com lançamentos de mísseis, invasão de tanques e tiros de metralhadora,&amp;nbsp;em Gaza e na Cisjordânia, sob o pretexto de combater o terrorismo. Se não retratam apenas os traços mais brutais da violência, os quadrinhos de Sacco também servem para demonstrar o terror psicológico que vivem essas famílias, quando passam pelo sentimento de impotência de ver um ente querido seu, detido pela polícia, sem saber se ele retornará, ou quando temem que seus filhos saíam à noite pelas ruas, principalmente quando há toque de recolher, pois não tem a certeza de que eles voltarão vivos para casa. É realmente uma situação muito triste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Tt3UezSjoLA/Thx9OoJQMHI/AAAAAAAABkQ/LW3Co1hLmSw/s1600/o-quadrinista-joe-sacco-falou-sobre-suas-longas-reportagens-em-quadrinhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" m$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Tt3UezSjoLA/Thx9OoJQMHI/AAAAAAAABkQ/LW3Co1hLmSw/s320/o-quadrinista-joe-sacco-falou-sobre-suas-longas-reportagens-em-quadrinhos.jpg" width="271" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mas é o fascínio revolucionário de adotar a causa dos injustiçados, que faz tão bem para certas pessoas fazerem jornalismo, denunciando ao mundo atrocidades e tentando mostrar um lado que as grandes emissoras não vêem. Para isso é que o trabalho, a escrita e os desenhos de Sacco seguem como referência obrigatória, para quem quer entender melhor os motivos de conflitos como os entre israelenses e palestinos, e torcer sempre para que um dia exista um final feliz. Afinal de contas, se nos contos de fada, contados antigamente nos mais pueris gibis, contentávamos-nos com o mundo de faz-de-conta da Turma da Mônica ou das histórias do Tio Patinhas, agora se o mundo é triste e feio, pela dura realidade relatada nas &lt;em&gt;graphic novels&lt;/em&gt;, ao menos podemos esperar se algum Super-homem pode aparecer, senão com uma sunga vermelha por cima de uma ceroula azul, que ao menos seja de paletó e gravata, numa grande sala oval fechada, acompanhado ou não de seu &lt;em&gt;staff&lt;/em&gt; de assessores, mas que tenha ali à disposição uma caneta, já que não tem a visão de calor ou superforça, e ao menos tenha a dignidade de assinar um acordo de paz, ou um tratado, reconhecendo mutuamente o direito de exitir um Estado palestino, ou de que tantos povos possam ter definitivamente a paz, nem que seja para constatar tristemente que a necessidade de reconstrução de suas vidas vai depender de reconhecer seus próprios erros, e que essa reconstrução poderá levar vários anos. Torçamos para que, enfim, a Liga da Justiça consiga se sobrepor à Legião do Mal. Os quadrinhos de Joe Sacco estão aí para demonstrar isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-5042229572632604773?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/5042229572632604773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/07/hqs-o-jornalismo-em-quadrinhos-de-joe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5042229572632604773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5042229572632604773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/07/hqs-o-jornalismo-em-quadrinhos-de-joe.html' title='HQs: O jornalismo em quadrinhos de Joe Sacco é um chute no saco da hipocrisia generalizada das guerras.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EwllSIgMCkQ/Thx8IslD6LI/AAAAAAAABj8/j5RM35MyVLw/s72-c/joe%252Bsacco%252Bpalestina%252Bna%252Bfaixa+gaza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-4615584679590932203</id><published>2011-07-04T10:56:00.000-07:00</published><updated>2011-07-26T08:22:39.042-07:00</updated><title type='text'>POLÍTICA: O fim da era FHC se dá com a morte de seus principais colaboradores.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rHv3Yc4VgWk/ThH-Y-DmjyI/AAAAAAAABjY/jI34xbkXuFw/s1600/FHC-Charge.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-rHv3Yc4VgWk/ThH-Y-DmjyI/AAAAAAAABjY/jI34xbkXuFw/s1600/FHC-Charge.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sem dúvida, tem uma vida longeva. Aos 80 anos de idade, recém-comemorados, com direito a diversas homenagens, e até uma reabilitação política inédita pela presidenta Dilma Roussef, FHC retornou à ribalta e ao centro das atenções de que tanto gosta, seja por ter chegado à idade de um ancião, seja pela sua participação no polêmico documentário sobre a legalização da maconha, &lt;em&gt;Quebrando o Tabu&lt;/em&gt;, ou por estar sempre presente no enterro dos amigos e aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esse último fator, nas últimas décadas, FHC tem colecionado perdas. As primeiras dolorosas e inesperadas, ainda no tempo em que era presidente, com o falecimento de seu melhor amigo e principal articulador político, o antigo ministro das telecomunicações, Sérgio Motta. Se Fernando Henrique chorou com a perda do amigo Serjão, o presidente tucano sentiu ainda mais com a perda do grande aliado, do antigo PFL, o deputado Luiz Eduardo Magalhães, filho do dinossauro e coronelíssimo Antônio Carlos Magalhães (o finado "rei da Bahia"), morto precocemente aos 42 anos devido a um infarto fulminante,&amp;nbsp;gerando um&amp;nbsp;vácuo de poder com sua morte, pulverizando a eterna aliança entre tucanos e pefelitas (agora,&amp;nbsp;chamados de&amp;nbsp;democratas, alojados&amp;nbsp;no DEM de José Agripino e cia). FHC aprendeu a conviver com a morte dos que lhe são próximos, tendo que digerir a morte por câncer de Mário Covas, em 2001, último baluarte ético de um partido surgido no começo dos anos 90, e que tinha a promessa de permanecer, no mínimo, vinte anos no poder (sabe-se agora que o PSDB só governou mesmo os oito anos de FHC, sendo superado pelos petistas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, mais tristeza ainda estava por vir, para atingir o sociólogo no poder ou o "príncipe dos sociólogos", como alguns de seus fãs bajuladores gostam de dizer. A morte de sua esposa e primeira-dama, Ruth Cardoso, em 2008, foi o mais duro golpe na vida pessoal de Fernando Henrique. Afinal, não morria apenas a apoiadora e primeira-dama, mas também a companheira de vida, alguém com quem o ex-presidente dividia ideias e afetos, além dos lencóis. Ruth teve uma participação política importante no governo do marido, chefiando a ONG Comunidade Solidária, e seu perfil&amp;nbsp;acadêmico de antropóloga, condizia com o do esposo intelectualizado, que do alto de sua vaidade, queria ser uma espécie de Sartre no poder, acompanhado de sua Simone de Beuvoir. Foi muita pretensão de um sujeito pretencioso, mas este é FHC, e enquanto ele permanece vivo, seu séquito de apoiadores parece não ter a mesma longevidade, caindo um a um por doenças e ataques cardíacos repentinos, ou morrendo de velhice mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6LFZra5SJNc/ThIaEbJ1lAI/AAAAAAAABjc/JuBxX21FwMs/s1600/charge2010-comparacao-fhc.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-6LFZra5SJNc/ThIaEbJ1lAI/AAAAAAAABjc/JuBxX21FwMs/s1600/charge2010-comparacao-fhc.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um dos últimos a tombar foi seu ministro da educação e mentor intelectual na pasta, Paulo Renato de Souza. Aos 65 anos, bem menos que o ex-presidente, Paulo Renato sucumbiu após passar mal em uma&amp;nbsp;aula de dança, na provinciana cidade paulista de&amp;nbsp;São Roque, a poucos quilômetros da capital, São Paulo, vítima de um infarto, encerrando mais um capítulo da história do tucanato, com a morte de um componentes do núcleo duro do partido: um nicho de intelectuais burgueses e neoliberais, alguns oriundos da esquerda tradicional da década de 70, e que agora vestiam o figuro moderno da livre iniciativa, da abertura de mercado e da defesa dos interesses do capital. Com a morte de Paulo Renato, desaparece mais um dos queridinhos da Revista Veja, hoje, símbolo maior dos meios de propaganda do alto tucanato, e só resta a FHC a companhia indigesta de José Serra, seu correligionário que representa o segmento maiis raivoso, oposicionista e reaçonário do partido, ou a presença cândida de um Geraldo Alckmin, renascido das cinzas e das urnas, com mais uma governança tucana em seu reduto-mor, o estado de São Paulo. Com a morte de seus principais líderes e a ausência de renovação,&amp;nbsp;sem lideranças mais jovens (com exceção de Aécio Neves, mas este representa um protetorado bem específico do partido), o partido de FHC fica cada vez mais atrelado moralmente à figura de seu velho timoneiro, além de algumas figuras carrancudas e inexpressivas, como o presidente da legenda, Sérgio Guerra, ou &amp;nbsp;o eterno escudeiro de Serra, o deputado José Aníbal, e a figura do surpreendentemente eleito, senador&amp;nbsp;Aloísio Nunes Ferreira. Enfim, uma turma augusta de senhores idosos e vaidosos, que não dispensam um bom cafézinho num restaurante de luxo, de preferência no bairro dos Jardins, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo o ex-presidente Itamar Franco, morto neste final de semana, entra na conta. Pra quem não sabe ou é muito jovem para lembrar, Itamar catapultou FHC ao estrelato político, quando o brindou com o ministério da fazenda, e com ele veio a criação do Plano Real, que tirou definitivamente o país dos trilhos da inflação. FHC foi eleito no primeiro turno da eleição, contra um ainda inexperiente Lula, no sucesso do plano econõmico, mas graças à oportunidade que Itamar deu ao seu subordinado, passando FHC e não Itamar para a história, como o presidente brasileiro que domou a inflação. Itamar morreu angustiado e com um eterno rancor de seu ex-aliado, chegando a comentar uma semana antes de sua morte, aos 81 anos, que ninguém tinha vindo lhe cumprimentar ou render homenagens quando completou 80 anos, ao contrário de FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6cK3ladf8C4/ThIaLyUy67I/AAAAAAAABjg/GaP-F-T0sx4/s1600/charge_quarta_fhc.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-6cK3ladf8C4/ThIaLyUy67I/AAAAAAAABjg/GaP-F-T0sx4/s320/charge_quarta_fhc.jpg" width="311" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Resta a FHC ver seus netos crescerem enquanto ainda cultiva uma boa saúde, com tantos anos de vida e tantos cabelos brancos a lhe ornamentarem a vasta cabeleira. Se não tem fôlego mais para uma nova disputa presidencial, FHC ainda está vivo para disputas políticas, envaidecido toda vez que os meios de comunicação lhe procuram, como uma espécie de oráculo do neoliberalismo, diante de um governo social-democrata ( o que o PSDB não é, apesar da sigla), e que nos oito anos de governo Lula, trocou mais o liberal pelo social. Não se sabe ao certo quem será o próximo a morrer, na longa lista de apoiadores e pessoas públicas que influenciaram a carreira política do ex-presidente e sociólogo, mas se sabe que o maior representante do tucanato ainda tem muito a dizer,&amp;nbsp;mesmo que solitário, já que os seus mais próximos parecem não estar mais presentes nesse mundo,&amp;nbsp;e os mais jovens&amp;nbsp; possam considerar que já estão lidando com um velho ancião. Ledo engano! Pois o ex-presidente ainda tem muito a dizer. Afinal, FHC ainda está vivo!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-4615584679590932203?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/4615584679590932203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/07/politica-o-fim-da-era-fhc-se-da-com.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/4615584679590932203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/4615584679590932203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/07/politica-o-fim-da-era-fhc-se-da-com.html' title='POLÍTICA: O fim da era FHC se dá com a morte de seus principais colaboradores.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rHv3Yc4VgWk/ThH-Y-DmjyI/AAAAAAAABjY/jI34xbkXuFw/s72-c/FHC-Charge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-1305647944254910208</id><published>2011-06-23T08:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-05T19:53:41.516-07:00</updated><title type='text'>FUTEBOL:A Taça Libertadores confirmou: 2011 é peixeeeeeeeeee!!!!!!!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FQnzcE_oJQs/TgNt3DcqtMI/AAAAAAAABi0/s7Sgj6UJA24/s1600/SANTOS_1962.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="280" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-FQnzcE_oJQs/TgNt3DcqtMI/AAAAAAAABi0/s7Sgj6UJA24/s320/SANTOS_1962.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Quem me conhece e sabe de minhas predileções futebolísticas sabe que sou um botafoguense doente, de carteirinha, além de um admirador e torcedor ocasional do Internacional, quando estou em terras gaúchas (com a&amp;nbsp; família da esposa sendo toda colorada, o caminho não poderia ser diferente). Agora, acima de tudo sou um amante do futebol, um admirador da nobre arte esportiva de fazer mover a pelota. Tenho até uma tese (e devo publicá-la futuramente, afirmo) que quem não gosta de futebol&amp;nbsp;é semelhante a quem não gosta de samba: bom sujeito não é. Brincadeiras a parte, em relação aos meus amigos e leitores do blog que não gostam do esporte (afinal, sejamos democráticos), quem não gosta não precisa ler mais estas linhas, se acha-las desinteressantes, mas me permitam, por favor, falar sim sobre a maior sensação do futebol brasileiro nos últimos anos: o Santos Futebol Clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece com o Santos em São Paulo o que ocorre de forma mais lenta com meu amado Botafogo, no Rio de Janeiro: a ressureição de um time. Assim como o Fogão que revelou Garrincha e que já conquistou diversos títulos nacionais e mundiais no passado, o Santos é notoriamente o time de Pelé, merecidamente o "rei", o maior jogador de futebol de todos os tempos, e também o time que, supostamente, está revelando um sucessor à altura, Neymar,&amp;nbsp;"só mais um&amp;nbsp;menino feliz&amp;nbsp;brincando com a sua bola", como diz a propaganda da Nextel. Neymar é&amp;nbsp;a jovem promessa do futebol nacional que agora, no final do ano, na disputa do Mundial Interclubes, pode desbancar o todo poderoso Messi (&amp;nbsp;o nº 1 do ranking mundial e queridinho de Maradona), ao jogar contra o Barcelona e, quem sabe, escrever seu nome definitivamente nas páginas da história do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-A41p8qf6cSY/TgNt_o1ItjI/AAAAAAAABi4/UoWLsPeux38/s1600/santos-campeao-2011-a5maio2011-150x150.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-A41p8qf6cSY/TgNt_o1ItjI/AAAAAAAABi4/UoWLsPeux38/s1600/santos-campeao-2011-a5maio2011-150x150.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pois é, se Messi é o protegido de Maradona, &lt;em&gt;el Dios &lt;/em&gt;argentino, Neymar é ancorado pelo prestígio de Pelé, que sem titubear, elegeu o garoto de 19 anos seu sucessor. O jovem Neymar conseguiu apagar o chato episódio do começo do&amp;nbsp;ano passado, quando pela internet chegou a zombar de torcedores, autobajulando-se pela sua condição de craque, ou quando foi responsável pela saída do técnico anterior do time, que se queixava do excesso de estrelismo e da falta de disciplina do jogador. Tudo resolvido. Assim como Pelé, que também foi revelado precocemente ainda adolescente, inicialmente gerenciado pelo pai, Dondinho, ex-jogador,&amp;nbsp;Neymar tem o sólido acompanhamento e firme condução de sua carreira pelo&amp;nbsp;pai, do mesmo nome, também um jogador de futebol aposentado, que viu no filho a realização de um ideal de família, de conceber um craque do futebol. Neymar é querido não apenas por ser um bom jogador, mas por representar a juventude de um futebol alegre, meio irresponsável, mas genuinamente brasileiro. Um futebol que na década de 90 era representado por uma máquina de fazer gols, chamada Ronaldo Nazário, hoje um astuto homem de negócios, que encerrou a carreira num também mercantil Corinthians, e que apesar de ser mais conhecido hoje pelo semblante arredondado e rotundo, também foi o carequinha da "amarelada" no final da Copa do Mundo&amp;nbsp;de 98, e o astro com a cabeleira de Cascão&amp;nbsp;da&amp;nbsp;Turma da Mônica,&amp;nbsp;que atingiu a redenção, na conquista do Pentacampeonato no mundial seguinte, em 2002. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lWcPmxvzkV4/TgNuFm-6I_I/AAAAAAAABi8/4n0TyZZegQA/s1600/img_24042_paulistao-2011-santos-2x1-corinthians-santos-campeao-2011.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" i$="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-lWcPmxvzkV4/TgNuFm-6I_I/AAAAAAAABi8/4n0TyZZegQA/s320/img_24042_paulistao-2011-santos-2x1-corinthians-santos-campeao-2011.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Porém, Ronaldo e Neymar tem diferenças de fundo, fundamentais para se entender o que se espera do futebol brasileiro nos próximos anos, principalmente para um país que aguarda sediar, pela segunda vez em sua história, uma Copa do Mundo,&amp;nbsp;em 2014. A contribuição histórica de Ronaldo para o futebol brasileiro e mundial é inquestionável, tendo em vista que, assim como Romário, ele já foi considerado o maior jogador do mundo (por duas vezes consecutivas, diga-se de passagem). Porém, diferente de Neymar, &amp;nbsp;o "Fenômeno" foi concebido nos gramados estrangeiros, jogando por times europeus e assim consolidando seu nome, assim como foi com jogadores como Kaká e Alexandre Pato. Ronaldo Nazário foi um astro &lt;em&gt;made outside&lt;/em&gt;, que somente tardiamente e após os 30 anos de idade,&amp;nbsp;consolidou-se como uma lenda nos estádios brasileiros, ao largar a proposta do seu favorito Flamengo e abraçar um ávido por&amp;nbsp;títulos, o&amp;nbsp;Corinthians. Neymar, ao contrário, foi formado e construído no mesmo clube, o Santos, que revelou o segredo do sucesso do time, após tantos anos num jejum de títulos nacionais e internacionais: o investimento na juventude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-th1S4WNsVQc/TgNuen7nfSI/AAAAAAAABjA/eqTPVffg-EM/s1600/neymar+e+ganso.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-th1S4WNsVQc/TgNuen7nfSI/AAAAAAAABjA/eqTPVffg-EM/s1600/neymar+e+ganso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Assim como o Santos, há&amp;nbsp;pouco mais&amp;nbsp;de uma década, revelou jogadores do quilate de Robinho e Diego, o Santos de hoje revelou outra dupla de jovens goleadores inseparáveis: Neymar e Ganso. Um, a estrela ascendente, o&amp;nbsp;novo "príncipe da bola" do ataque santista, e talvez o sucessor merecido de Pelé; o outro, o "cavaleiro da triste figura", o&amp;nbsp;modesto coadjuvante no meio campo, injustamente maltratado pelo próprio clube, em desgastantes e desmoralizantes negociações para sua manuteção no time, mas que permanece fiel à torcida, mesmo com sucessivas contusões e problemas contratuais.&amp;nbsp;A grande habilidade técnica da escola de jogadores do Santos é investir pesadamente&amp;nbsp; na formação de garotos, tirados de casa no início da puberdade, e numa formação espartana, transformá-los em verdadeiros guerreiros da bola. Também merece destaque no clube a ênfase em sempre proporcionar, no mínimo, uma dupla de protagonistas em campo, interligados com o restante do time, como uma entidade única, mas dotada de uma cabeça habilidosa, fazedora de gols, e que levou o time do litoral paulista à consagração nacional, com o título da Copa do Brasil, no ano passado, a conquista regional do Campeonato Paulista este ano, derrubando os &lt;em&gt;darlings &lt;/em&gt;da capital (o temível São Paulo, o Palmeiras e o Corinthians), e, finalmente, a consagração final com a vitória de ontem, na Taça Libertadores do América, triunfando como&amp;nbsp;mais um time brasileiro,&amp;nbsp;tricampeão&amp;nbsp;da Libertadores,&amp;nbsp;igualado agora com&amp;nbsp;o São Paulo. Sim, podem gritar santistas, o Santos agora é, pela terceira vez, após mais de quarenta anos,&amp;nbsp;campeão das Américas! Relembrando o símbolo do clube da zona portuária paulista: É peixeeeeeee!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6wVo4TSTz2w/TgNvau5phUI/AAAAAAAABjE/Si4jlF380Gw/s1600/MURICY%257E2.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" i$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-6wVo4TSTz2w/TgNvau5phUI/AAAAAAAABjE/Si4jlF380Gw/s320/MURICY%257E2.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A jornada do Santos na Libertadores foi épica porque se manteve como único time brasileiro a permanecer na segunda fase do campeonato, tendo em vista a derrota precoce de times já acostumados com o certame, tais como o competente Internacional,&amp;nbsp; seu rival Grêmio, o habilidoso Cruzeiro, o popular Corinthians, o&amp;nbsp;Fluminense&amp;nbsp;(&amp;nbsp;campeão&amp;nbsp;brasileiro de 2010),&amp;nbsp;e o tinhoso Flamengo. A conquista da Libertadores também foi a conquista pessoal do técnico Muricy Ramalho (preterido para chefiar a seleção brasileira na próxima Copa, substituído por Mano Menezes), e um cala-boca no seu antigo time, o Fluminense, que o demitiu no meio do campeonato, acusado de ser um técnico que "amarela" nas partidas decisivas. Gosto dos redimidos, pois são aqueles que ninguém acredita e que conseguem dar a volta por cima. Por isso que me tornei botafoguense, por isso que gosto de futebol , e, sobretudo, por isso que sei me curvar ao reconhecer um bom futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AUNTDCY5QKA/TgNwWiCUYFI/AAAAAAAABjM/eH3ZoF8GaMA/s1600/neymar-robinho-santos-campeao-copa-brasil.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" i$="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-AUNTDCY5QKA/TgNwWiCUYFI/AAAAAAAABjM/eH3ZoF8GaMA/s320/neymar-robinho-santos-campeao-copa-brasil.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É natural que após o final do ano, o Santos possa não contar mais com a habilidade e a alegria de Neymar, vestindo a camisa do clube (uma vez que já foi cortejado por centenas de vezes por ínúmeros clubes europeus, especialmente o milionário Chelsea, interessado no jogador), e o caixa do time&amp;nbsp;paulista não será&amp;nbsp;suficiente para mantê-lo durante muito tempo;&amp;nbsp;mas o que ficará na memória é como esse notável time conseguiu manter entre suas paredes jogadores tão maravilhosos como Pelé e Neymar, que, na data de ontem (22 de junho de 2011. Que fique pra história, por favor!), mais uma vez, para os aficcionados por futebol, independente da camisa do time que vistam, impressionaram um país inteiro (talvez, menos os corintianos, ainda revoltados com a derrota anterior), mostrando um futebol que deseja apenas um objetivo: vencer. Como é bom vencer, sobretudo quando a vitória é merecida. Parabéns, Santos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-1305647944254910208?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/1305647944254910208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/06/futebola-taca-libertadores-confirmou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/1305647944254910208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/1305647944254910208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/06/futebola-taca-libertadores-confirmou.html' title='FUTEBOL:A Taça Libertadores confirmou: 2011 é peixeeeeeeeeee!!!!!!!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-FQnzcE_oJQs/TgNt3DcqtMI/AAAAAAAABi0/s7Sgj6UJA24/s72-c/SANTOS_1962.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-2521103895907364302</id><published>2011-06-13T08:35:00.000-07:00</published><updated>2011-07-13T07:12:20.436-07:00</updated><title type='text'>POLÍTICA: Qual a relação entre a queda de Palocci e a aplicação da teoria dos sistemas de Luhmann?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o383ZkLCbZc/TfYtVkCcR4I/AAAAAAAABig/g_68xQneMM4/s1600/Luhmann3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-o383ZkLCbZc/TfYtVkCcR4I/AAAAAAAABig/g_68xQneMM4/s320/Luhmann3.jpg" t8="true" width="288" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mediante os comentários de, praticamente, todos os meios de comunicação do Brasil acerca da queda do ministro chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, pelos motivos mais do que óbvios de suspeita de enriquecimento indevido (ou ao menos acelerado) no tempo em que era apenas um deputado federal, envolvido na sucessão de Lula, me veio a ideia de introduzir uma discussão sociológica sobre o fato, utilizando um pouco dos referenciais teóricos que empreguei em minha tese de doutorado, sem, contudo, querer entediar o leitor ou transformar este idílico espaço virtual num local para profundas e prolíficas reflexões acadêmicas que só interessariam a mim mesmo. Na verdade,o que pretendo é tentar discorrer em linhas simples, e numa linguagem acessível, alguns pressupostos da teoria dos sistemas sociais autopoiéticos, atribuída ao sociológo alemão Niklas Luhmann (1927-1998).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Luhmann,para muitos,é considerado um dos maiores pensadores das ciências sociais do século XX, e, apesar de incompreendido por alguns, que chegam a considerar sua teoria por demais formalista ou conservadora,eu, particularmente, como bom estudante de pós-graduação, fiquei seduzido pelo apelo dos chamados "sistêmicos",&amp;nbsp; e creio que é chegada a hora de prestar a devida homenagem a um teórico que já visitou, conheceu e admirou o Brasil, aplicando sua teoria na realidade brasileira, cabendo aqui uma homenagem a Luhmann através de comentários à crônica política nacional, valendo-se de seu referencial teórico,&amp;nbsp;mormente em relação aos últimos controversos acontecimentos envolvendo o ex-chefe da Casa Civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luhmann retira do conceito de "autopoiese", encontrado na biologia através dos estudos do&amp;nbsp;bióloco chileno,&amp;nbsp;Humberto&amp;nbsp;Maturana, a chave para explicar a formação da sociedade e a dinâmica das relações sociais. Autopoiese significa, ao pé da letra, autoprodução, autorreprodução ou, para alguns, simplesmente, a autonomia de um sistema ou forma de vida de se manter por si próprio. Isso implica em dizer que determinados seres vivos&amp;nbsp;tem vida própria, como as plantas, e assim como na natureza, na sociedade, pela teoria de Luhmann, os distintos sistemas sociais (econômico, político, jurídico, artístico, religioso), tem sua autonomia em relação a um e outro, com suas operações internas, códigos e programações próprios. Luhmann entendia que cada sistema funciona sob uma espécie de código binário, um vetor que orientasse as comunicações(relações sociais) que se dão no interior de cada sistema, baseado numa constante e sistemática diferenciação, como, por exemplo: no sistema econômico, em que o código é baseado na diferenciação entre ter X não ter; ou no sistema religioso, baseado no código sagrado X profano. O código serve para diferenciar o sistema dos demais sistemas sociais, uma vez que cada sistema permanece fechado nas suas próprias relações internas, em relação aos outros, como condição para que exista como sistema social. Assim, a diferenciação é fundamental para que um sistema seja reconhecido como distinto por outro sistema social. Entretanto, os sistemas não permanecem fechados sem se comunicar, pois acontece o que Luhmann define como "acoplamento estrutural", na medida em que um sistema se abre, a fim de proporcionar um canal de comunicação com outro sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-CZGz9uRPlj0/TfYtiQNGLMI/AAAAAAAABik/H99lZJwSqmI/s1600/palocci_queda_G.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://3.bp.blogspot.com/-CZGz9uRPlj0/TfYtiQNGLMI/AAAAAAAABik/H99lZJwSqmI/s320/palocci_queda_G.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Traduzindo numa linguagem mais simples, a reação de Palocci diante das acusações de ter multiplicado&amp;nbsp;seu patrimônio mais de vinte vezes,&amp;nbsp;num tempo extremamente rápido, não foi suficiente para mantê-lo no cargo, não obstante não terem prosperado denúncias no aspecto jurídico, uma vez que todos os pedidos de ajuizamento de ação contra o ex-ministro foram arquivados pelo procurador-geral da república. Para explicar perante a opinião pública seu ganho espantoso de patrimônio, que o tornou um homem rico em menos de cinco anos, Palocci preferiu se valer do código lícito X ilícito&amp;nbsp;presente no sistema do direito, valendo-se de argumentos jurídicos acerca do sigilo de suas transações comerciais com seus clientes, nas suas atividades de consultoria, sem conceber que as regras de direito privado, atinentes as suas atividades como consultor, não eram consentâneas com àquelas relacionadas com sua atividade de deputado federal, homem público sujeito não apenas às normas de direito público, mas também dependente de um sistema moral que se destaca do sistema jurídico, mas que se acopla ao sistema político. Em outras palavras, juridicamente Palocci se safou, politica e moralmente, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EgvJCGxvrWA/TfYtuQgqg8I/AAAAAAAABio/NARIo3wvCvM/s1600/queda_palocci.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="297" src="http://4.bp.blogspot.com/-EgvJCGxvrWA/TfYtuQgqg8I/AAAAAAAABio/NARIo3wvCvM/s320/queda_palocci.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O ex-ministro Palocci não compreendeu, se eu for usar a terminologia luhmanniana, os acoplamentos necessários entre o sistema político e o sistema jurídico para que ele pudesse unir a &lt;em&gt;virtu &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;fortuna&lt;/em&gt; tão presentes em sua carreira política desde a Prefeitura de Ribeirão Preto até chegar a Casa Civil, e que adornam o pensamento de Maquiavel acerca do político sagaz e astuto que soube aproveitar as boas oportunidades que lhe vieram. Ao invés disso, a imagem que permaneceu do ex-ministro para a opinião pública foi a de um político que cedeu às tentações do poder, principalmente no que tange ao enriquecimento e à acumulação de capital, em virtude dos bons contatos que estabeleceu na área econômica, no período em que foi Ministro da Fazenda no primeiro mandato presidencial de Lula, e na articulação da campanha da atual presidente, Dilma Roussef. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XLK4mgoqco4/TfYt-GxpJaI/AAAAAAAABis/qUORqIU7mgs/s1600/chargeApPalocci.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" src="http://4.bp.blogspot.com/-XLK4mgoqco4/TfYt-GxpJaI/AAAAAAAABis/qUORqIU7mgs/s320/chargeApPalocci.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Assim como aquele político provinciano, do interior, que seduzido pelos encantos dos salões do poder, acaba por cometer gafes imperdoáveis, como a de se deixar levar pelas aduladores e pelo&amp;nbsp;induzimento de seus subordinados, ao frequentar mansões suspeitas em Brasília, ou autorizar (ou ao menos aquiescer)&amp;nbsp; a quebra ilegal do sigilo bancário&amp;nbsp;de um simples caseiro, Palocci cometeu seu segundo erro fatal, no sistema da política, ao&amp;nbsp;tentar agir conforme o código poder X não poder, sem se aperceber que tal atitude não correspondia ao código de licítio X ilícito do sistema jurídico. Se no caso do caseiro, Palocci confundiu os códigos, no caso recente de seu enriquecimento mal explicado aconteceu o mesmo, valendo-se o ministro&amp;nbsp;de argumentos jurídicos para não abrir o bico quanto à identidade de seus contratantes e a origem de tanto dinheiro em seu patrimônio, ao invés de se valer de argumentos pretensamente políticos, de provar que o que estava em jogo não era a presunção ética de sua conduta de homem público ao possuir um patrimônio tão elevado, mas sim os destinos da nação, diante da necessidade da manutenção no ministério de um articulador político que, de forma diligente, mantivesse unida no Congresso a bancada oposicionista. Palocci caiu por parecer titubeante, por não se deixar levar pelas comunicações típicas do sistema político, por ter permanecido na defensiva, quando lhe era exigido entrar em campo e contra-atacar,&amp;nbsp;participando das operações internas do sistema que ingressara. Ficou o dito pelo não dito, a ausência de explicação do inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palocci não é o primeiro, nem último caso, do político de origem trotskista, que egresso do movimento estudantil, deixa de ser médico envolvido nas lutas sociais, e se transforma no empresário bem sucedido, deslumbrado com o vil metal. Porém, o PT, como partido surgido dentro das disputas internas do sistema político, na diferenciação entre poder X não poder, proferiu durante toda sua história um discurso de conquista&amp;nbsp;legítima do poder, através do voto, da participação popular e democrática, unindo os segmentos subalternos mais organizados da sociedade brasileira, na busca do sonho possível de colocar um de seus iguais no comando da nação. Em síntese, ao levar um ex-metalúrgico à presidência, o Partido dos Trabalhadores fez valer seu slogan básico, herdado historicamente dos antigos movimentos socialistas: "trabalhadores no poder". Entretanto,&amp;nbsp; essa classe social parece ter se perdido, na medida em que seus militantes de classe média, como Palocci, acabaram por mudar de classe social, tornando-se os patrões, os banqueiros, empresários ou donos de fábrica, na perspectiva da aliança de classes pretendida por Lula e que muito contrariou os setores marxistas da esquerda brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1yxRE_mSuR8/TfYuQUkeulI/AAAAAAAABiw/wu8Z3L8TlmI/s1600/dilma_palocci_pepino_charge.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-1yxRE_mSuR8/TfYuQUkeulI/AAAAAAAABiw/wu8Z3L8TlmI/s320/dilma_palocci_pepino_charge.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Políticos de origem esquerdista e que caem momentaneamente em desgraça política, como Palocci, são resultado da forma como evoluíram as operações internas do sistema político no Brasil, e de como os subsistemas vinculados à atividade política dos grupos de esquerda evoluíram junto com o país, após a redemocratização. Invoca-se a chamada "fórmula de contingência", que é o que dá unidade ao sistema, segundo a teoria de Luhmann, conferindo-lhe sentido. O sentido da política é&amp;nbsp;a busca do poder do&amp;nbsp;Estado, assim como a fórmula de contingência do sistema do direito encontra-se na justiça. O Estado, como fórmula de contingência da política, implica em uma série de "irritações" nos demais sistemas sociais, se eu for aqui utilizar novamente a teoria de Luhmann, no sentido de afirmar que na busca pelo poder, partidos e siglas de esquerda como o PT apenas se submetem à programação das operações do sistema político, no momento em que se organizam com seus candidatos e ganham eleições; mas, a partir daí, passam a tecer toda uma rede de relações sociais de dependência, clientelismo e fisiologismo, que envolvem outros sistemas sociais, como o sistema econômico, que acabou por proporcionar todo um enriquecimento ou ganho de capital para o ex-ministro Antônio Palocci. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, não quero afirmar aqui que os representantes da classe política são todos iguais, e por isso não vale à pena participar do processo democrático-eleitoral que se dá no âmbito do sistem político. O que quero dizer é que, sistemicamente falando, todos os últimos acontecimentos, da história recente das lutas de poder no Brasil, levaram políticos como Palocci a sofrer um duro revés em suas trajetórias de homens públicos, no momento em que passaram a confundir tomada&amp;nbsp;do poder com legitimidade no exercício da função pública.&amp;nbsp;Entretanto, que isso faz parte das comunicações internas do sistema político, assim como de seus acoplamentos com os demais sistemas sociais, não é novidade. Talvez, se determinados parlamentares ou ministros contassem com uma boa assessoria de sociólogos, o tamanho da queda não fosse tão grande, e seu ímpeto de reproduzir autopoieticamente as relações do sistema social que ingressaram não seria tão carente de reflexividade. Que ao menos sirva ao ex-ministro Palocci de lição, que não se pode querer obter o poder político e o poder econômico de uma só vez, sem acompanhar as evoluções e os acoplamentos necessários do sistema político e do sistema econômico. Para Palocci, só resta agora a próxima legislatura e uma boa atividade empresarial como consultor de negócios. Se fosse eu, com bons advogados, bons contadores e bons assessores políticos, da próxima vez, no mínimo eu comprava um apartamentinho básico em Santo Amaro, perto do povão, pra ninguém que meu olho cresceu, diante da possibilidade de lucrar tanto com o exercício do poder. Se cuida, Palocci!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-2521103895907364302?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/2521103895907364302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/06/politica-qual-relacao-entre-queda-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2521103895907364302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2521103895907364302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/06/politica-qual-relacao-entre-queda-de.html' title='POLÍTICA: Qual a relação entre a queda de Palocci e a aplicação da teoria dos sistemas de Luhmann?'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-o383ZkLCbZc/TfYtVkCcR4I/AAAAAAAABig/g_68xQneMM4/s72-c/Luhmann3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-3547668413500452198</id><published>2011-06-08T08:21:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T08:44:27.137-07:00</updated><title type='text'>CINEMA: "A minha versão do Amor" não é só minha, mas tua, dele, dela, de muita gente ou de todos nós.</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/nq5HkKNMeuY/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/nq5HkKNMeuY&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/nq5HkKNMeuY&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;Na minha mais recente viagem a minha querida (mas bastante fria no inverno) cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, tive a oportunidade de visitar seus bares, cafés e cinemas, e matar as saudades de algumas tradicionais salas de cinema de que gosto muito, dentre elas o Guion Center, no shopping Olaria, no bairro da Cidade Baixa, próximo há onde morei na cidade. No lugar sempre tem filmes do mundo inteiro, de cineastas e atores de várias nacionalidades, com&amp;nbsp;películas que não circulam nacionalmente no circuito nacional, e muitos filmes de "arte" (Arghhh!! Odeio essa expressão, pois, afinal, cinema não é uma forma de arte?) ou filmes do chamado cinema alternativo, com bons enredos de maravilhosos dramas, aventuras ou comédias.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nc9oSBhopQU/Te-Pz75QTlI/AAAAAAAABh0/54I876bU3Vk/s1600/MINHA-%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-nc9oSBhopQU/Te-Pz75QTlI/AAAAAAAABh0/54I876bU3Vk/s1600/MINHA-%257E1.JPG" t8="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pois foi num de meus passeios pelo Guion que vi na semana passada a belíssima comédia dramática "A Minha Versão do Amor" (&lt;em&gt;Barney's Version&lt;/em&gt;), do diretor norte-americano Richard J. Lewis. Apesar de ter saído no ano passado, o filme só foi chegar até os cinemas brasileiros este ano, e eu tive a grata oportunidade de não ser mais um daqueles que só verá o filme em DVD (senão numa porca versão pirata), mas sim tendo a emoção e o intimismo provocado pela escuridão da tela grande do cinema, ao ver um belo filme que me arrancou sinceras lágrimas (Sim! Vocês já sabem! Sou um sentimental!). O filme concedeu o Globo de Ouro, prêmio da crítica de cinema norte-americana, ao ator Paul Giamatti, que interpreta o protagonista, Barney Panofsky, que, por sinal, foi um dos grandes injustiçados nas indicações ao Oscar de melhor ator este ano, por sua magistral interpretação, numa obra que é uma adaptação do livro do escritor canadense, Mordechai Richler. Pois bem! O que é que o filme tem de tão especial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ov3_eWcv_lU/Te-QIOj1bYI/AAAAAAAABh4/RRbXC8Ps86o/s1600/amor1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ov3_eWcv_lU/Te-QIOj1bYI/AAAAAAAABh4/RRbXC8Ps86o/s320/amor1.jpg" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O filme trata da história de vida de Barney, relembrada por ele já idoso, após os sessenta anos, sentindo os primeiros sinais do mal de Alzeheimer. Ele é um escritor mal-sucedido na juventude, que apesar de&amp;nbsp;fanfarrão,sarcástico e meio amargo, é rodeado de amigos que o amam, além de ter tido a sorte de ter se relacionado com belas mulheres.&amp;nbsp;O personagem cai como uma luva em Giamatti, uma vez que seu tipo&amp;nbsp;comum de cara baixinho, barbudo, gordinho, meio enfezado e judeu, corresponde a muitos estereótipos&amp;nbsp;de&amp;nbsp;como nós mesmos somos ou já fomos ou de pessoas que conhecemos (eu, principalmente, no vai-e-vém do efeito sanfona&amp;nbsp;de ficar&amp;nbsp;um pouco acima do peso, de vez em quando). Apesar de seu jeito esquisito, Barney na verdade&amp;nbsp;é um boa-praça, um romântico incorrigível que só quer&amp;nbsp;encontrar o amor da sua vida, pois se trata de&amp;nbsp;um cara sensível e sujeito talentoso que consegue excelentes oportunidades na vida, até se firmar como diretor de um programa de televisão. Não obstante a vida profissional, no decorrer de sua vida Barney tem uma intensa e tumultuada vida amorosa,&amp;nbsp;&amp;nbsp;que serve de fio condutor para a estória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tCwotN-lkz0/Te-Sh7hDe5I/AAAAAAAABh8/OClux0XmDVE/s1600/Barney+version.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://3.bp.blogspot.com/-tCwotN-lkz0/Te-Sh7hDe5I/AAAAAAAABh8/OClux0XmDVE/s320/Barney+version.bmp" t8="true" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É pela história de seus amores que ficamos conhecendo melhor Barney, seus erros e sucessos e de como sua vida chegou aonde chegou. A estória tem um pouco de Charles Dickens, como em &lt;em&gt;Um Conto de Natal&lt;/em&gt;, quando o personagem, já envelhecido, relembra passagens de sua vida. Mas distante de ser meramente um filme que trata de nostalgia, o filme de Lewis trata de maturidade, da experiência que obtemos com o passar dos anos, mediante os atropelos do destino. O filme também trata da relação paterna, aí lembrando um pouco o filme &lt;em&gt;Peixe Grande &lt;/em&gt;de Tim Burton, quando nas memórias de Barney ele lembra dos conselhos e do companheirismo de seu velho pai, Izzy, um policial aposentado, interpretado com o magnetismo do veterano e oscarizado Dustin Hoffman. Mas as mulheres de Barney, que constituem o cerne de sua vida amorosa, também são interpretadas brilhantemente por ótimas atrizes, com destaque para a atriz britânica&amp;nbsp;Rosamund Pike, que interpreta Miriam, a terceira (e mais duradoura) esposa de Barney. No decorrer da estória, ficamos descobrindo porque Barney passou por tantas agruras que levaram a três casamentos, decorrentes de seus erros e acertos, e também sabemos qual das mulheres ele realmente amou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Lcf-4NYUdD8/Te-Sy_kcxXI/AAAAAAAABiA/iRn_QeB3wbA/s1600/barney300.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Lcf-4NYUdD8/Te-Sy_kcxXI/AAAAAAAABiA/iRn_QeB3wbA/s320/barney300.jpg" t8="true" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mas o que&amp;nbsp;salva &lt;em&gt;Barney's Version &lt;/em&gt;de se tornar apenas&amp;nbsp;uma novela melodramática é o bom roteiro, uma direção&amp;nbsp;que não perde o traço em descrever a humanidade dos personagens, além do&amp;nbsp;traço existencial dado por Giamatti a Barney e o olhar distante e desesperançado&amp;nbsp;do protagonista envelhecido, quando começa a sentir os efeitos da doença que corrói sua memória. É aqui que o drama atinge sua dimensão mais comovente, quando percebemos que aquilo que mais atormenta o personagem não&amp;nbsp;foi o preço pesado de suas escolhas no decorrer da vida, que culminaram no final de três casamentos, mas sim a perda das lembranças, que é tudo aquilo que Barney ainda tem. Afinal, se as mulheres e amigos&amp;nbsp;se foram, o que ficam são as lembranças, e é de tocar o coração ver a angústia do personagem em perceber que as pessoas, lugares e fatos que fizeram a sua vida começam a desaparecer de sua mente e na sua luta para fazer permanecer na memória as pessoas que tanto amou é que vemos a necessidade de nós mesmos efetuarmos nossos resgates internos, não como uma forma masoquista de cultivar a nostalgia, mas sim pelo singelo ato de preservar a saudade. No final das contas, "A Minha Versão do Amor" trata de saudade, um sentimento que não se traduz em palavras e nem se escuta ao vento, mas que se manifesta através dos olhos. No caso, através dos olhos caídos e lacrimejantes de Barney Panofsky.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-3547668413500452198?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/3547668413500452198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/06/cinema-minha-versao-do-amor-nao-e-so.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3547668413500452198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3547668413500452198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/06/cinema-minha-versao-do-amor-nao-e-so.html' title='CINEMA: &quot;A minha versão do Amor&quot; não é só minha, mas tua, dele, dela, de muita gente ou de todos nós.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nc9oSBhopQU/Te-Pz75QTlI/AAAAAAAABh0/54I876bU3Vk/s72-c/MINHA-%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-3226941453601689862</id><published>2011-05-19T12:50:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T12:52:57.896-07:00</updated><title type='text'>METRÔ EM SÃO PAULO: O mundo e suas pessoas "diferenciadas".</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-t_bLE5bJF-M/TdVzobG8gGI/AAAAAAAABgk/u9FhnjwzURA/s1600/gente_diferenciada_estacao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-t_bLE5bJF-M/TdVzobG8gGI/AAAAAAAABgk/u9FhnjwzURA/s320/gente_diferenciada_estacao.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;São Paulo é a terra da garoa, dos sambas clássicos e adoráveis de Adoniran Barbosa, da Avenida Paulista e do "progressiu" do sotaque ítalo-brasileiro de bairros como a Mooca, Brás e Pompéia, ou da graça japonesa das ruas da Liberdade. É o palco histórico da célebre Revolução de 32, assim como&amp;nbsp;dos comícios da Praça da Sé,&amp;nbsp;do movimento das&amp;nbsp;Diretas Já, em 1984, como também revela, entre prédios, pontes e viadutos,&amp;nbsp;a beleza verde do parque do Ibirapuera, a modernidade nas pistas do autódromo de Interlagos ou dos prédios coloridos&amp;nbsp;desenhados por Tomie Ohtake, a majestade do Edifício Martinelli, bem como também é um celeiro de cultura global, com seus museus, ateliês, teatros, cinemas, casas de cultura, livrarias, sebos, bibliotecas, shows, os músicos de rua do bairro de Pinheiros e uma centena de faculdades e universidades, espalhadas pela metrópole bandeirante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas São Paulo também é a meca do capitalismo selvagem brazuca, a prova inconteste e exposta a olho nu das acirradas desigualdades sociais, do jogo de gato e rato de quem tem mais e de que tem menos. São Paulo é uma megalópole, uma metrópole global, onde circula a maior parte do capital na América Latina; mas São Paulo tem outra particularidade: seus meios de transporte, em especial o metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xZhkVDb2osc/TdVzwelt9JI/AAAAAAAABgo/EWYrs0wmjjs/s1600/metr%25C3%25B4+Sampa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-xZhkVDb2osc/TdVzwelt9JI/AAAAAAAABgo/EWYrs0wmjjs/s1600/metr%25C3%25B4+Sampa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Uma das maiores chagas ou um verdadeiro câncer em metástase eterna na metrópole bandeirante é sua deficiência de meios de transporte, implantados numa cidade cujo crescimento urbano foi intensamente desordenado, ao sabor dos caóticos processos de ocupação das urbes nos países latino-americanos de modernidade tardia. Pelo tamanho da cidade e a quantidade de sua população, as distâncias são imensas, os meios para se chegar de um lugar ao outro são dos mais dificultosos, e a extensa malha viária da cidade sempre foi altamente deficiente. O dilema que muitos países do Primeiro Mundo enfrentaram de maneira satisfatória, equilibrando investimento público em transporte coletivo de massa, junto com a contenção conscientizada do tráfego de veículos particulares (mormente em dias de semana), parece que nunca ecoou bem na cidade paulista. Ao contrário, sempre se investiu em mais e mais carros, e num momento histórico de transformação social, onde nos últimos 8 anos o poder aquisitivo da classe trabalhadora aumentou, e os postos de trabalho avançaram, incluindo os excluídos, todos os indivíduos integrantes, outrora, das classes "E" e "D", agora decidiram ter um carro, no momento em que&amp;nbsp;galgaram de posição social,&amp;nbsp; transformando-se numa festiva classe "C".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_blXVP7HFPw/TdVz3pS32AI/AAAAAAAABgs/Y9It7PztfZ4/s1600/metro-sp2252812529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="232" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-_blXVP7HFPw/TdVz3pS32AI/AAAAAAAABgs/Y9It7PztfZ4/s320/metro-sp2252812529.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mas não há meio de transporte mais conflituoso e que expressa bem a cara de São Paulo que o metrô. Fundado tardiamente no Brasil na década de setenta do século passado (levando-se em conta que a Argentina já contava com metrô desde as primeiras décadas do século XX), o sistema de transporte público de metrô em São Paulo sempre necessitou de uma atualização, não apenas com o aumento de sua malha viária, mas também a partir de uma distribuição racionalizada de estações por toda a cidade, que propiciasse o acesso a um meio de transporte mais rápido e acessível, a milhões de trabalhadores que todos os dias deslocam-se de sua casas ainda&amp;nbsp;de madrugada, no começo de cada dia, para encarar a labuta diária de ônibus lotados, vagarosos, num trânsito que é a antesala do inferno. Tudo isso&amp;nbsp;para,&amp;nbsp;após horas, poder chegar finalmente aos seus postos de trabalho, reiniciando o calvário no final de cada expediente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que na atual reforma do metrô, após a badalada inauguração da estação Pinheiros, toda com apoio da iniciativa privada (&amp;nbsp;após os tétricos desabamentos há dois anos atrás, com vítimas fatais,&amp;nbsp;que mostraram a deficiência da obra), o atual governador do estado, Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab se vêem as voltas com uma nova polêmica: uma polêmica de classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-cDxbRL5Ps5I/TdV0Ala1aCI/AAAAAAAABgw/JCsxdKV6wzk/s1600/gente_diferenciada.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-cDxbRL5Ps5I/TdV0Ala1aCI/AAAAAAAABgw/JCsxdKV6wzk/s320/gente_diferenciada.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há poucos dias atrás, sabedores de que&amp;nbsp;iria ser construída uma estação de metrô na rua Sergipe,&amp;nbsp;nas proximidades da&amp;nbsp;Avenida Angélica, moradores do elegante e tradicional bairro de Higienópolis enviaram um abaixo-assinado, com mais de três mil assinaturas ao governo do estado, revelando o protesto de quem, por sua condição de classe, não admite a convivência entre diferentes. No manifesto, os grã-finos e intelectulizados vizinhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (que mora no bairro), revelaram seu medo de que a construção de uma estação do metrô em Higienópolis culminaria com dantescas cenas vistas em outros lugares, por onde passam as linhas do metrô, tais como: camelôs com suas bancas de bugigangas ao redor das estações,&amp;nbsp;vendedores de churrasquinho,&amp;nbsp;mendigos, proxenetas interessados na venda de passagens falsas, viciados em drogas, assaltantes trombadinhas e outros vagabundos de plantão. Curioso foi o teor até singelo da carta endereçada ao governador Alckmin, onde no decorrer do texto, segue-se a transcrição literal&amp;nbsp;&amp;nbsp;das palavras que sintetizavam o porquê da ojeriza dos moradores de Higienópolis da chegada do novo meio de transporte em seu bairro: a presença futura de "gente diferenciada". Este também foi o entendimento de uma psicóloga, moradora do bairro, que numa entrevista a uma rede&amp;nbsp;de televisão,&amp;nbsp;fez crer que ida do metrô para o tradicionalíssimo bairro acabaria atraindo as classes populares, para o entorno tradicionalmente conhecido como &lt;em&gt;point &lt;/em&gt;de uma clientela selecionada, de pessoas de classe alta e classe média alta. Pessoas também "diferenciadas", só que, nesse caso, diferenciadas para o bom e&amp;nbsp;para o&amp;nbsp;melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8YCxK2PWrDU/TdV0Ih9Fi5I/AAAAAAAABg0/t-jlOgTiG1s/s1600/gente_diferenciada1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" j8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-8YCxK2PWrDU/TdV0Ih9Fi5I/AAAAAAAABg0/t-jlOgTiG1s/s320/gente_diferenciada1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;O fato despertou a atenção da mídia brasileira, com notícias e manchetes que pululuram nas duas últimas semanas nos meios de comunicação, chamando a atenção da imprensa e dos grandes jornais. Não tardou para que até o ex-presidente Lula se pronunciasse sobre o acontecimento, chamando de preconceituosos os moradores do bairro, que não querem a construção do metrô, para que isso&amp;nbsp;não atraía gente pobre para a região. Já alguns gaiatos na internet, logo iniciaram uma campanha nas redes sociais, conseguindo convocar centenas de manifestantes para participar de um "churrascão da gente diferenciada", onde estudantes, artistas e repórteres do CQC divertiam-se com o mote das piadas que se seguiam diante de estupefatos olhares de reprovação da elite paulistana. Sobrou até para o ex-candidato à presidência, José Serra, do partido de oposição ao governo, citado em algumas charges como principal representante de um eleitorado, que não gosta do "cheiro do povão". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rDpJ5Ej9FF0/TdV0Qz2XCdI/AAAAAAAABg4/cc1Ddagsg44/s1600/Serra+diferenciado.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="182" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-rDpJ5Ej9FF0/TdV0Qz2XCdI/AAAAAAAABg4/cc1Ddagsg44/s320/Serra+diferenciado.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pois se cheiro de povo é o cheiro de churrasquinho feito nas banquinhas de camelô, à beira da escadaria das estações de metrô nas grandes cidades, parece ser esse o destino da futura estação Higienópolis, mesmo que o governo tenha alterado o plano inicial de construir a estação na Avenida Angélica, nas proximidades da Universidade Mackenzie, e ter decidido começar as construções na mais afastada rua Sergipe. De qualquer forma, o episódio que ocorreu em São Paulo reacendeu o debate sobre a luta de classes, segundo alguns jornais paulistanos, mas revelou principalmente, de maneira escancarada, o real preconceito que até então encontrava-se enrustido em numerosas comunidades de classe média da metrópole paulistana, que quando são atingidas diretamente, não medem esforços para destilar verbalmente toda sua carga de preconceito e discriminação social. Em recente pesquisa feita pelo Instituto Datafolha, a maioria dos entrevistados pertencentes às classes "D" e "E", trabalhadores subalternos, e que prestam os mais diversos serviços como empregados em condomínios luxuosos, garçons, zeladores, porteiros, empregadas domésticas e motoristas, concordam com a existência de metrô no bairro de Higienópolis, como forma de garantir um transporte mais barato e acessível para todos os trabalhadores que se deslocam para região. Afinal, transporte público é de interesse de quem, cara-pálida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-B9IWrQ4fD3U/TdV0WPkUwAI/AAAAAAAABg8/U6ZisXjOIS4/s1600/5th_Avenue_BMT_9314-400x300.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" j8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-B9IWrQ4fD3U/TdV0WPkUwAI/AAAAAAAABg8/U6ZisXjOIS4/s320/5th_Avenue_BMT_9314-400x300.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nas maiores metrópoles do mundo, o sistema do metrô é bem vindo, geograficamente espalhado por toda a cidade e visto como uma iniciativa apoiada por todas as classes sociais, tendo em vista que num ambiente urbano, com trânsito desenfreado, poluição e uma quantidade imensa de veículos, ver o metrô funcionar é quase uma benção para quem defende um meio de transporte alternativo, organizado, não-poluente e que emprega milhares de pessoas, além de transportar milhões. Parece que no seu provincianismo, oriundo de um conservadorismo latente, em que os altos prédios&amp;nbsp; e mansões em Higienópolis, no passado abrigavam imensas xácaras e fazendas, os ricos moradores da região parecem&amp;nbsp;às vezes se comportar como senhores feudais, ou como antigos membros da Casa Grande, onde os habitantes da senzala deveriam ficar bem afastados, de preferência, do outro lado da cidade. Mas eis que hoje a realidade é bem diferente, o Brasil é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber se irá prevalecer o bom senso, se o governo do estado de São Paulo não irá ceder aos mesquinhos interesses econômicos de uma elite insossa, e, ouvindo o clamor popular e a reprovação da opinião pública, finque de vez a estaca pela construção de uma estação de metrô em Higienópolis. A população pobre e trabalhadora de Sampa agradece. Já&amp;nbsp;para o&amp;nbsp;eleitorado serrista e tucano residente em São Paulo, mormente no bairro pivô do controvérsia, é no mínimo mais um revés para seu estilo de vida, ter que conviver com&amp;nbsp; pessoas feias e&amp;nbsp;pobres, que podem sair de qualquer lugar, a partir do metrô. Enquanto isso, os trabalhadores que se dirigem para lá, encaixotados como sardinhas dentro dos ônibus vão à luta, pegando no batente, com a dor e a delícia de serem...................."diferenciados".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-3226941453601689862?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/3226941453601689862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/05/metro-em-sao-paulo-o-mundo-e-suas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3226941453601689862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3226941453601689862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/05/metro-em-sao-paulo-o-mundo-e-suas.html' title='METRÔ EM SÃO PAULO: O mundo e suas pessoas &quot;diferenciadas&quot;.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-t_bLE5bJF-M/TdVzobG8gGI/AAAAAAAABgk/u9FhnjwzURA/s72-c/gente_diferenciada_estacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-7465437125269995641</id><published>2011-05-10T21:11:00.000-07:00</published><updated>2011-05-10T21:15:37.794-07:00</updated><title type='text'>FATO HISTÓRICO: Bin Laden it's over!! Na troca das letrinhas, agora é Obama ao invés de Osama!</title><content type='html'>﻿ &lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yyltYFSU5P4/TcoLbxsYCFI/AAAAAAAABgM/szNwbnb4h60/s1600/osama_bin_laden_charge.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j8="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-yyltYFSU5P4/TcoLbxsYCFI/AAAAAAAABgM/szNwbnb4h60/s320/osama_bin_laden_charge.jpg" width="199" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Osama! A cara do mal durante dez anos!&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;﻿ Quem foi em criança em 2001 ou nasceu no começo do século já deve ter&amp;nbsp;convivido nas aulas escolares, nos comentários de seus pais ou de adultos, na televisão ou em jogos de videogame, com o fantasma de Osama Bin Laden. Desde os atentados terroristas nos EUA em 2001, com a destruição das Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e as cenas até hoje espetaculares, de um avião se projetando contra um dos prédios como se fosse um míssil, havia se construído um sentimento universal de vingança, viabilizado no discurso globalizado de Guerra ao Terror, através do governo de George W. Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Os atentados das Torres Gêmeas por autoria de seu principal mentor,Bin Laden,&amp;nbsp;&amp;nbsp;líder da Al Qaeda, inauguraram definitivamente o novo século e também muito coisa ruim que apareceu depois disso. Se na segunda metade do século passado, viveu-se por mais de quarenta anos o clima pesado da Guerra Fria, com todos os conflitos dela resultantes (Guerra do Vietnam, terrorismos, ditaduras, revoluções), a primeira década do século XXI foi marcada pela luta contra o terrorismo, pelo discurso do inimigo oculto, e pelo retorno de práticas arbitrárias, sob o pretexto de renunciar aos direitos de liberdade em prol de uma maior e mais necessária segurança. Com sua tradição belicista, os Estados Unidos envolveram-se em duas guerras (Afeganistão e Iraque), fizeram eclodir no âmbito interno do espírito americano, uma nova direita religiosa, extremamente reaçonária e semifascista, além de fazer recrudescer os conflitos no Oriente Médio, seja no Iraque ou na já tradicional e horrorosa escaramuça entre israelenses e palestinos. Durante todo esse período, como uma espécie de "Che Guevara do mal", Osama Bin Laden pairou dominante, como um espectro nefasto de tudo o que o fundamentalismo islâmico, o militarismo beligerante ou a mera bandidagem internacional&amp;nbsp; voltada para o tráfico de armas, podiam fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ReS1gbjx5ic/TcoLuOhOrYI/AAAAAAAABgQ/-9guFQp3WtU/s1600/charge-aroeira-morte-osama-bin-laden.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" j8="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-ReS1gbjx5ic/TcoLuOhOrYI/AAAAAAAABgQ/-9guFQp3WtU/s320/charge-aroeira-morte-osama-bin-laden.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i6uR5c3I1lw/TcoMGxF4oDI/AAAAAAAABgY/b3PEKFoI26w/s1600/osama.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-i6uR5c3I1lw/TcoMGxF4oDI/AAAAAAAABgY/b3PEKFoI26w/s320/osama.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Eis que o mundo é surpreendido pela notícia, esta madrugada, através de um presidente cujo nome só se diferencia do homem mais procurado pelas forças de segurança estadunidenses por uma letra: Osama Bin Laden is dead!! Numa operação que envolveu as centrais de inteligência norte-americana e paquistanesa, além do emprego de um efetivo militar preparado para matar, foi invadida uma mansão próxima a Islamabad (capital do Paquistão), e lá foi encontrado e morto, Bin Laden, além de parte de seu séquito de apoiadores fanáticos e tão perigosos quanto seu líder. O saldo da operação: além da morte de Bin Laden, perdeu a vida um de seus filhos, e, segundo as agências de notícia, uma mulher que supostamente foi usada como escudo humano. Além da morte do principal inimigo da nação norte-americana, foram presos outros filhos de Bin Laden, acompanhados de suas esposas, que, com certo grau de certeza, deverão agora passar por severas humilhações, quiçá sessões de tortura, em alguma prisão militar no Afeganistão ou em Guantánamo. Na atual semana, na guerra de versões, revelou-se, na verdade, que Osama não usou uma mulher de escudo, e sim u uma de suas esposas partiu em direção dos soldados americanos, assim que eles entraram no quarto do terrorista, tentando impedir a sua morte e foi alvejada na perna. Agora o que se discute no Paquistão é o que será feito das mulheres de Bin Laden capturadas. Serão torturadas, já que se tratam de inimigas na Guerra ao Terror?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HPmCxQ2I2e0/TcoL5_mdihI/AAAAAAAABgU/RQfg53fTFfE/s1600/Bin_Laden08_Charge.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="209" j8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-HPmCxQ2I2e0/TcoL5_mdihI/AAAAAAAABgU/RQfg53fTFfE/s320/Bin_Laden08_Charge.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Aponta-se o atual presidente norte-americano, como o&amp;nbsp;grande vencedor da caçada humana, que resultou como butim, a cabeça crivada de balas do terrorista saudita, ressucitando sua popularidade, despencada desde a crise econômica e por erros políticos que já foram comentados neste blog. Enquanto isso, a mídia brasileira se digladia, com as revistas &lt;em&gt;Veja &lt;/em&gt;(da oposição) e &lt;em&gt;Carta Capital&lt;/em&gt; (da situação) com versões diferentes acerca da existência ou não de um núcleo de terroristas da Al Qaeda situados no território brasileiro. Será que além de insanos atiradores de colégio, teremos como triste inovação primeiro mundista os nossos próprios ataques terroristas? Ou será que aparecerão novos Jean Charles, agora em &lt;em&gt;Terra Brasilis&lt;/em&gt;, pela insanidade do discurso alarmista dos donos do poder? Quem viver verá! De preferência, sem levar um tiro no peito ou na cabeça!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-7465437125269995641?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/7465437125269995641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/05/fato-historico-bin-laden-its-over-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7465437125269995641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7465437125269995641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/05/fato-historico-bin-laden-its-over-na.html' title='FATO HISTÓRICO: Bin Laden it&apos;s over!! Na troca das letrinhas, agora é Obama ao invés de Osama!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yyltYFSU5P4/TcoLbxsYCFI/AAAAAAAABgM/szNwbnb4h60/s72-c/osama_bin_laden_charge.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-3286983234807488248</id><published>2011-04-11T16:28:00.000-07:00</published><updated>2011-05-25T07:14:34.533-07:00</updated><title type='text'>MÚSICA: No fim do túnel pode não ter uma luz, mas tem a voz de Adele!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UqrrEZbaIAE/TaONFSDOrBI/AAAAAAAABec/FRz7lm1O2oU/s1600/imagem-do-adele.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-UqrrEZbaIAE/TaONFSDOrBI/AAAAAAAABec/FRz7lm1O2oU/s320/imagem-do-adele.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O mundo da música pop não vive sem suas divas. Desde os tempos da gravadora Motown, na década de 60 do século passado, até as paradas de sucesso da Billboard, dos clipes da MTV e do VH1, até os videos do youtube e arquivos do MySpace, não se houve música com voz feminina sem idolatrar esta ou aquela cantora. São as &lt;em&gt;darlings&lt;/em&gt; da música, as rainhas do rádio da década de 50,&amp;nbsp; passando pelos pileques de Janis Joplin em Woodstock, até chegar ao estilo Dominatrix de Madonna. Pode-se dizer que, na verdade, a preferência midiática e quase messiânica pelas mulheres de bela voz, remonta desde a Idade Média, o surgimento da música clássica e as primeiras cantoras de música erudita, com a exuberância da potência vocal das primadonas espalhadas entre sopranos e contra-altos. Mas foi a música popular que notabilizou a linda voz de grandes mulheres, em especial a música negra, com o jazz e o blues de Bassie Smith, até a antológica e épica Billie Holliday. Depois tivemos o advento da soul music, o surgimento das Supremes, e com elas cantoras negras maravilhosas, verdadeiras estrelas da música e majestades que iriam reinar com suas vozes durante décadas, como Diana Ross (que parece hoje ter uma sucessora no trono à altura, através da potente e curvilínea Beyoncé). Sim, sim! Se mulheres são maravilhosas, mais maravilhosas ainda são aquelas de bela voz, que conseguem arrebatar seu público nas rádios, filmes, videos, clipes vistos na internet, ou simplesmente quando alguém deixa rolar o som revelador dos anjos, colocando sua música pra tocar durante uma festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado! Foi numa lanchonete, no fim de noite, comendo um sanduíche, que reparei na minha mais nova musa no mundo da música, que me conquistou no primeiro momento que ouvi sua voz. Apesar da fome, parei até de comer meu sanduíche, quando na lanchonete onde estava, perto de casa, tinha um telão onde passavam clipes tirados da internet, e gravados da MTV ou do canal Multishow, e lá pude ouvir uma jovem cantora inglesa, mostrando seus dotes vocais num single que hoje é tocado à exaustão nas rádios. Estou falando de Adele, e a música que ela canta chama-se &lt;em&gt;Rollin&amp;nbsp;in the Deep&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Adele&amp;nbsp; é o nome dela. Uma cantora inglesa ruivinha e gordinha, de apenas 22 anos, que apesar de sua cara de anjo, quando solta a voz parece a mais negra e calejada&amp;nbsp;das cantoras de soul ou jazz. Não exagero quando digo que Adele tem a voz de uma cantora negra, e de como nos últimos anos, a Grã Bretanha vem exportando com perfeição, uma plêiade de cantoras jovens, belas e de voz que lembra aquelas cantoras de New Orleans,&amp;nbsp;do começo do século passado, tais como Amy Winehouse e Joss Stone. Mas Adele parece fazer a diferença!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JkTU9VQW0G0/TaONX9LvPeI/AAAAAAAABeg/10W5jlqhhws/s1600/up-adele.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-JkTU9VQW0G0/TaONX9LvPeI/AAAAAAAABeg/10W5jlqhhws/s320/up-adele.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Amy Winehouse foi&amp;nbsp;a grande promessa da primeira década do século XXI. A voz fulminante e o topete feminino esquisito e retrô, na hora certa, que fez a cantora de origem judaica vender milhões e milhões de cópias de seu disco &lt;em&gt;Back&amp;nbsp;to Black&lt;/em&gt;, além de arrebatar vários Grammys, parecia ser a promessa de que o mundo havia encontrado uma nova Billie Holliday. O problema de Amy, como é de conhecimento público, exaustivamente divulgado nos tablóides, é seu notório alcoolismo e tabagismo, seu vício frenético em drogas pesadas, e que o pior, seu vício em homens sem futuro. O problema dessa notável cantora é quando seu talento foi dando lugar às fofocas e às notícias das páginas policiais, devido a suas constantes bebedeiras, internações, vícios, e a conturbadíssima relação com seu ex-marido, Blake Civil, acusado de tráfico de drogas. O último show da cantora aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, foi até regular, com direito a Miss Winehouse estampar sua cara pálida e ressacada, na sacada de um hotel, em Santa Teresa. Mas seu desempenho nos palcos brasileiros foi bem distante dos últimos três anos que a consagraram, com uma atuação que não foi pífia, mas foi pra lá de modesta. Os admiradores de boa música com vocal feminino estristeceram-se pela ausência de criatividade de sua musa, que nunca mais fez um disco que estivesse à altura de seu talento. Parece que a fórmula tinha acabado. Só restava escutar Lady Gaga.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Gaga. É necessário um breve comentário a essa cantora norte-americana, a contraparte dos EUA à música feminina difundida na Inglaterra, e que serviu para torná-la a sucessora da rainha de todas as divas pop dos últimos anos: Madonna. Admito que Stephanie Germanotta&amp;nbsp;(nome verdadeiro da cantora. Também, com um nome desses, tinha que se tornar Gaga, mesmo!)&amp;nbsp;tem lá o seu talento, quando passou a difundir música muito mais através da imagem, do que do som. Lady Gaga foi uma das cantoras que voltou a apostar na estética do videoclipe, um pouco abandonado com a chegada da internet, mas foi essa mesma internet que tornou Lady Gaga uma cantora poderosa, celebrizada como ídolo cult e objeto até de teses acadêmicas. Curto os clipes, o visual erótico-psicodélico da cantora, e o ritmo dançante de sua batida disco meio trivial, mas não compraria um disco de Lady Gaga. Até porque não preciso! É só baixar as que acho mais interessantes pela internet e tocar no rádio (até pra agradar minha esposa, que adora ouvir Lady Gaga).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ETkW5j7bhrI/TaONjwqkdoI/AAAAAAAABek/LkryDg_ymW4/s1600/adele19.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-ETkW5j7bhrI/TaONjwqkdoI/AAAAAAAABek/LkryDg_ymW4/s320/adele19.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Agora, quando se trata de ouvir cantoras cujo repertório dá pra fazer uma coleção. Aí, não dispenso, orgulhoso, os álbuns cujas capas posso estender na minha estante, montar minha própria discoteca, e escutar por várias horas canções maravilhosas, de vozes femininas poéticas (de preferência, sorvendo um bom vinho). Por isso que a música de Adele tanto me conquistou: pela suavidade, frescor, uma certa pureza oriunda não apenas de uma voz, mas de um espírito angelical, tratando das dores do mundo, do sofrimento do amor perdido e das dores de ser mulher, como Adele&amp;nbsp;canta. É! Pra alguns que me chamem de exagerado, acho que Adele é a nossa Maísa inglesa. Ouvi-la é tão bom quanto minhas outras musas, que adoro escutar as canções, como Sara Mclahalan, Bjork, Tori Amos, Diana Krall, Dido,&amp;nbsp;Elis Regina, Rita Lee, Gal Costa, Julieta Venegas&amp;nbsp;e tantas outras, que agora me foge a memória. Pra se ter uma ideia, é só escutar a singela&amp;nbsp;canção &lt;em&gt;Turning Tables&lt;/em&gt;, pra entender o que eu estou dizendo, ou então escutar a magnética &lt;em&gt;Someone like You &lt;/em&gt;ou a swingada &lt;em&gt;Rumour Has It&lt;/em&gt; para entender porque a música de Adele está conquistando o mundo. Não se trata de uma conquista agressiva e selvagem, como Lady Gaga fez, quase a forcéps (e com calcinhas de mais e potência vocal de menos)&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;ou da forma meteórica como Amy Winehouse alcançou o estrelato. Na verdade, a música de Adele começou a se impor de forma gradativa, tímida, discreta, assim como parece ser a própria cantora, mas de maneira definitiva e eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-R654UT4oC_4/TaOqbLuZn6I/AAAAAAAABew/ghG7xVe_jQs/s1600/adele3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-R654UT4oC_4/TaOqbLuZn6I/AAAAAAAABew/ghG7xVe_jQs/s320/adele3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Adele conseguiu a impressionante marca de ter se igualado aos Beatles, ao figurar&amp;nbsp;entre as cinco primeiras colocações&amp;nbsp;nas paradas de sucesso&amp;nbsp;da Grã-Bretanha e EUA, simultaneamente,&amp;nbsp;e ter&amp;nbsp;superado Madonna, pela primeira vez na história, figurando seu&amp;nbsp;segundo disco&amp;nbsp;por mais de dez semanas como um dos mais&amp;nbsp;&amp;nbsp;vendidos na parada de sucessos&amp;nbsp;britânica. Para se ter uma ideia, nenhum disco&amp;nbsp;ficava tanto tempo na parada&amp;nbsp;dos mais vendidos, desde o álbum &lt;em&gt;Immaculate Collection&lt;/em&gt; de Madonna, gravado em 1990.&amp;nbsp;&amp;nbsp;O sucesso veio de seus dois discos, cujos títulos lembram exatamente a idade da cantora quando foram feitos: &lt;em&gt;19 &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;21&lt;/em&gt;. Não sei se Adele vai continuar com seus discos indicando a sua idade até chegar aos 60 (até porque, após os trinta, nenhuma mulher gosta de revelar a idade), mas pelo menos esses, que revelam uma cantora e compositora de tenra idade, se não são de um brilhantismo digno de uma Sara Vaughn, ao menos destacam uma cantora que não é simplesmente uma diva fabricada pela indústria, feita pra fazer um sucesso diáfano nas FMs, para depois desaparecer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_rWPbwaIbbE/TaOcFFGZcsI/AAAAAAAABes/jVIkuH8KRhU/s1600/adele21q.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-_rWPbwaIbbE/TaOcFFGZcsI/AAAAAAAABes/jVIkuH8KRhU/s320/adele21q.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Talvez o sucesso precoce contamine essa jovem e promissora artista. Talvez não! Alguns críticos já comentaram o desempenho de Adele a de outras cantoras que, pós-adolescentes, conheceram o sucesso e marcaram uma geração, como Alanis Morrisseti, nos anos noventa, mas depois perderam o rumo e a criatividade com discos ruins ou de baixa vendagem, ao passarem dos trinta anos. Pode ser que a cantora gordinha, com cara de anjo e que fala de ex-namorados em suas canções também seja uma febre passageira. Quem sabe?! O futuro a Deus pertence! Mas como bom amante de música e tendo em casa coleções e mais coleções de CDs, só posso dizer que em CD, em algum arquivo de computador, ou em meu pendrive, jamais me esquecerei da voz e da música de Adele, assim como não&amp;nbsp; me esqueço de muitas outras que, pela voz, também conquistaram meu coração. Agora, deixem-me aqui ouvir o disco &lt;em&gt;21&lt;/em&gt;, mais uma vez. Apertei a tecla &lt;em&gt;play&lt;/em&gt;! Até a próxima, pessoal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-3286983234807488248?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/3286983234807488248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/04/musica-no-fim-do-tunel-pode-nao-ter-uma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3286983234807488248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3286983234807488248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/04/musica-no-fim-do-tunel-pode-nao-ter-uma.html' title='MÚSICA: No fim do túnel pode não ter uma luz, mas tem a voz de Adele!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-UqrrEZbaIAE/TaONFSDOrBI/AAAAAAAABec/FRz7lm1O2oU/s72-c/imagem-do-adele.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-8745649742907645642</id><published>2011-04-05T14:13:00.000-07:00</published><updated>2011-04-11T17:28:44.290-07:00</updated><title type='text'>MÚSICA: Com o Iron Maiden em Recife.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qbjZhizrRvs/TZt96v4qV7I/AAAAAAAABd8/rODy2TT37Rk/s1600/iron-maiden1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="274" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-qbjZhizrRvs/TZt96v4qV7I/AAAAAAAABd8/rODy2TT37Rk/s320/iron-maiden1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Já assisti a tantos shows de rock (nacionais e internacionais) que perdi a conta, sendo simplesmente impossível recordar quantos eventos musicais espetaculares já presenciei. Confesso que debutei em shows internacionais vendo o antológico, memorável (e à exaustão será contado para os netinhos) show dos Rolling Stones, no dia 4 de fevereiro de 1995, num Maracanã lotado, no Rio de Janeiro. Naquela que seria a primeira (de várias) tournês da dupla&amp;nbsp;Mick Jagger X&amp;nbsp;Keith Richards&amp;nbsp;e seus comparsas no solo nacional. Talvez eu tenha me tornado tão viciado em assistir meus adorados shows de rock, por conta da frustração de minha adolescência, quando ainda um jovem púbere de 14 anos, e&amp;nbsp;fiquei impossibilitado de ir ao primeiro Rock in Rio de 1985, por conta da pouca idade, falta de grana e de um pai militar, que não levaria o filho de Brasília para o Rio de Janeiro, assistir aquela "besteira" de música, com seus "cabeludos drogados" rodopiando em cima de um palco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eis que desde que cheguei a vida adulta e à independência financeira, não deixei de ir sequer a um showzinho de rock, sem me arrepender dos trocados bem gastos, sempre quando tenho tempo e a possibilidade geográfica de ir. Foi assim durante várias vezes, e felizardo fui quando morei por quase 3 anos em Porto Alegre, a atual meca nacional dos shows globalizados (até mais do que São Paulo), e tive a possibilidade de assistir inúmeros shows, com o conforto de ter uma atração internacional sempre perto de casa. Retornando ao nordeste, pela pobreza de opções culturais e shows internacionais em Natal, só me resta Recife!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi através de uma excursão, através do empreendedorismo do simpático empresário Rubens Pedrassoli, é que pude, junto com minha esposa, ir até Recife assistir o show do Iron Maiden, num domingo superdivertido. As poucas horas de viagem, a presença de um coletivo de fãs&amp;nbsp;animado no ônibus, de várias origens e idades, além da possibilidade de assistir uma das melhores bandas de heavy metal do planeta, animou-me para assistir pela primeira vez a apresentação da banda de Bruce Dickinson e companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bzTe2vmixlM/TZt-FNLEZnI/AAAAAAAABeA/78ma3C92deA/s1600/iron-maiden-3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-bzTe2vmixlM/TZt-FNLEZnI/AAAAAAAABeA/78ma3C92deA/s320/iron-maiden-3.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;É verdade! Apesar de meus quase 40 anos de vida e de ter visto centenas e mais centenas de grupos, eu nunca tinha ido a um show do Iron Maiden. Lembro-me, inclusive, que já não me encontrava mais tão ligado no som do grupo, uma vez que, pra mim, a música do Iron Maiden representava aquelas bandas de rock pesado que eu tanto gostava na adolescência, nos anos oitenta; mas com o advento do &lt;em&gt;grunge&lt;/em&gt;, das novas tendências do metal, e quando comecei a me interessar mais por rock brasileiro (principalmente o manguebeat), havia me distanciado um pouco do som da turma do Iron. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-J1y0Y_lTiCo/TZt-O-mjCeI/AAAAAAAABeE/nysWrFh7IEo/s1600/IronMaidenEddie.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-J1y0Y_lTiCo/TZt-O-mjCeI/AAAAAAAABeE/nysWrFh7IEo/s320/IronMaidenEddie.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nos&amp;nbsp;primórdios&amp;nbsp;dos anos oitenta, o Iron Maiden despontou como uma das grandes bandas da chamada&amp;nbsp;&lt;em&gt;&amp;nbsp;New Wave of British Heavy-Metal,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;numa onda de criatividade&amp;nbsp;e de novos grupos musicais interessantes na Inglaterra,&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;com&amp;nbsp;novas bandas britânicas&amp;nbsp;além do&amp;nbsp;Iron,&amp;nbsp; tais como:&amp;nbsp;Saxon, Def Leppard, Venom e Diamond Head. De todas essas, o Iron Maiden foi, de fato, a banda de metal que mais se consolidou mundialmente, formando um universo de fãs em todos os continentes do mundo. O Iron Maiden foi uma das escolhas acertadas do empresário Roberto Medina, para se apresentar no primeiro Rock in Rio, de 1985, e de lá pra cá, a banda desses ingleses baixinhos e cabeludos, fanáticos por futebol e cerveja, e tendo um pitoresco mascote como o monstro Eddie (que aparece em todas as capas dos discos do grupo), não parou mais de fazer sucesso e encantar os fãs brasileiros. Pode-se dizer que, em certo sentido, nos anos oitenta,&amp;nbsp;grupos como Iron Maiden, Whitesnake e AC/DC reinaram absolutos no universo do heavy metal, na primeira metade da década, até surgirem seus sucessores, como Metallica e Pantera. É dessa época álbuns antológicos e que ficaram marcados não apenas na carreira da banda, mas na história do heavy-metal, como os ótimos e primeiros &amp;nbsp;álbuns &lt;em&gt;Iron Maiden, Killers, The Number of&amp;nbsp; Beast &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Piece of Mind, &lt;/em&gt;até chegar à obra prima &lt;em&gt;Powerslave &lt;/em&gt;e à consagração ao vivo, com o álbum duplo &lt;em&gt;Live after Death&lt;/em&gt;. Depois dessa época o Iron Maiden decidiu testar novas sonoridades, introduzindo o som de sintetizadores ( o que rendeu muitas críticas dos fãs mais puristas) em discos como &lt;em&gt;Somewhere in Time &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Seventh Son&lt;/em&gt;, mas nunca perdeu sua marca principal que definiu seu estilo: o baixo encorpado do músico virtuose Steve Harris, a parede de guitarras, sustentada em grande parte pelo autêntico Dave Murray, pelo melódico guitarrista Adrian Smith (que depois saiu e voltou pra banda) e pelo endiabrado Janick Gers, a bateria sincopada de Nicko McBrain, e, é claro, a inconfundível voz do cantor Bruce Dickinson: um vocalista e piloto da aviação comercial, fanático por aviões, que como &lt;em&gt;frontman, &lt;/em&gt;foi responsável por algumas das perfomances de palco mais arrebatadoras do rock'n roll.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-a8mFJA3Iuh8/TZt-XoWWJFI/AAAAAAAABeI/uqgLsy5JR5o/s1600/iron-maiden-eddie.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-a8mFJA3Iuh8/TZt-XoWWJFI/AAAAAAAABeI/uqgLsy5JR5o/s320/iron-maiden-eddie.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No documentário &lt;em&gt;Metal - Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal&lt;/em&gt; (2005), o cineasta, músico e antropólogo canadense Sam Dunn, entrevista várias personalidades desse estilo musical, para explicar o fascínio que o rock pesado exerce em milhares de fãs, atravessando gerações. Em uma dessas entrevistas, aparece o simpático baixinho Bruce Dickinson, ensaiando&amp;nbsp;uma passagem&amp;nbsp;de som, na lendária casa de espetáculos londrina, Hammersmith Odeon, falando de sua arte e de como, mesmo chegando aos 50 anos, o vocalista consegue manter o inesgotável vigor da juventude, toda vez que sobe num palco e vê milhares de faces que podem se resumir em apenas uma: aquele fã, jovem, garoto sardento, no meio da multidão, que, segundo Bruce, num exercício de nostalgia, equivaleria a ele próprio na sua inocência de juventude e no amor genuíno a seu grupo musical e à música que tanto aprecia. É de cima do palco que Bruce pode (como fez em Recife), olhar direto nos olhos de cada fã entusiasmado, e dizer, apontando o dedo: &lt;em&gt;Yes! It's you, you! &lt;/em&gt;É a magia e emoção da música em toda sua intensidade. É o vigor do Heavy-Metal. &lt;em&gt;This is Iron Maiden&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pNwynb5uOaw/TZt--u-r8cI/AAAAAAAABeM/ZcX64_ZHTOc/s1600/ironmaiden-thefinalfrontier.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-pNwynb5uOaw/TZt--u-r8cI/AAAAAAAABeM/ZcX64_ZHTOc/s320/ironmaiden-thefinalfrontier.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Em Recife, a banda fundada&amp;nbsp;pelo baixista&amp;nbsp;Steve Harris e celebrizada por Bruce Dickinson, mais uma vez fez por merecer ter tantos fãs e tanta devoção. Os fãs fanáticos do Iron Maiden chegam a tratar a banda como se fosse uma religião, e eu pude ver o entusiasmo de diversos guris cabeludos, barbudos, que ao entrar no &lt;em&gt;frontstage&lt;/em&gt;, no pátio externo do Centro de Convenções de Recife, pulavam e gritavam enlouquecidamente e pareciam ter sido tomados por uma benção súbita, ao entrar num estado de graça proporcionado pela alegria de poder ver sua banda favorita. No show, vi gente de todas as idades: fãs antigos, calvos ou de cabelos grisalhos,&amp;nbsp;com mais de cinquenta anos, até adolescentes ou mesmo pré-adolescentes. A abertura do show, com músicas novas, do mais recente álbum, &lt;em&gt;The Final Frontier&lt;/em&gt;, começou com o tema introdutório &lt;em&gt;Satellite 15&lt;/em&gt;, seguida pela música título. No show, apesar da idade, Bruce Dickinson ainda consegue correr um pouco e dar pequenos saltos pelo palco, naturalmente sem mais aquela elasticidade e vigor físico do passado. Afinal, o tempo passa para todos, não é mesmo?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-B_ng1IfJeHs/TZuF2bMXpjI/AAAAAAAABeQ/zIqVpt05XV8/s1600/show-iron-maiden-brasil-2011.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-B_ng1IfJeHs/TZuF2bMXpjI/AAAAAAAABeQ/zIqVpt05XV8/s320/show-iron-maiden-brasil-2011.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Mas, como em todo show de banda que já se eternizou no tempo, o que os fãs mais queriam escutar eram&amp;nbsp;as músicas mais antigas, de um repertório iniciado há mais de trinta anos atrás, mas que até hoje conquista o fã mais recente. Quem esteve em Recife, no dia 3 de abril, não teve do que reclamar, ao escutar sucessos como &lt;em&gt;The Trooper&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Fear of Dark&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;The Evil That Men Do&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;2 Minutes to Midnight&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;&lt;em&gt;The Wicker Man&amp;nbsp;&lt;/em&gt;e as mais antigas, do tempo em que Paul D'iano era o vocalista do grupo, como &lt;em&gt;Running Free&lt;/em&gt; e a clássica &lt;em&gt;Haloweed by Thy Name&lt;/em&gt;. Na onda do politicamente correto, Bruce Dickinson ainda fez uma homenagem às vítimas do terremoto e do tsunami no Japão, dizendo o quanto os brasileiros eram felizardos de viver no lugar em que vivem (Ohh! Yeahh! Ele diz isso pra todos, nos outros países! Mas, e daí?!) e encerrou a noite com um bis, que dá vontade até agora de pular, dançar e tomar umas cervejas. &lt;em&gt;I know! It's only rock'n roll, but I like it! &lt;/em&gt;Depois de sua estreia no país com o Rock in Rio, parece que o Iron Maiden adotou o Brasil como sua segunda casa, incluído obrigatoriamente em todas as turnês, nas sete vezes que o grupo já veio tocar aqui. E tomara que venham mais vezes! Apesar de não apresentar mais o brilho e nem a fama mundial dos anos passados, com estouros de vendagem, o Iron Maiden é uma das poucas bandas de rock, que consegue manter unido um séquito de fãs, que vão em romaria em todos os seus shows, cantarolando até os solos de guitarra, e cantando enlouquecidamente para seus ídolos: &lt;em&gt;Can I Play with Madness??&lt;/em&gt; Valeu, turma do Iron! Obrigado pela diversão!&amp;nbsp;&lt;em&gt;Up to the Irons!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-8745649742907645642?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/8745649742907645642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/04/musica-com-o-iron-maiden-em-recife.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/8745649742907645642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/8745649742907645642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/04/musica-com-o-iron-maiden-em-recife.html' title='MÚSICA: Com o Iron Maiden em Recife.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qbjZhizrRvs/TZt96v4qV7I/AAAAAAAABd8/rODy2TT37Rk/s72-c/iron-maiden1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-3242545760195192958</id><published>2011-03-27T20:11:00.000-07:00</published><updated>2011-03-29T07:18:54.269-07:00</updated><title type='text'>HOMENAGEM:A vida e morte de Elizabeth(Liz) Taylor é um libelo antifeminista!</title><content type='html'>Quando eu era criança, via aquelas revistas de celebridade na mesa da sala de casa,&amp;nbsp;que minha mãe gostava de olhar de vez quando, e perguntava a ela qual seria o ator ou atriz mais bonito. De atores, mamãe respondia sem pestajenar: Tarcísio Meira, e de atrizes, das milhares que havia na constelação de estrelas nacionais e internacionais, que ela tinha visto na juventude, ela me mencionava uma que seria a maior de todas: Elizabeth Taylor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HGKBhy7X794/TY_5pb0qF0I/AAAAAAAABc0/R3poVoKYhR4/s1600/Liz+Taylor+poster+Warhol.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-HGKBhy7X794/TY_5pb0qF0I/AAAAAAAABc0/R3poVoKYhR4/s320/Liz+Taylor+poster+Warhol.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Duvidei do gosto de meus pais. Afinal, nos anos 60, época em que eles viveram bem a juventude, tínhamos também Brigitte Bardoux, ou, para um público mais intelectualizado, Catherine Deneuve. De qualquer forma, quando vejo a popart de Andy Warhol e o famoso poster com o rosto da famosa atriz norte-americana, dou de ombros e reconheço: Liz Taylor era a mega das mega superstars. Em relação à geração de meus pais, daqueles que&amp;nbsp;já se encontram idosos e a geração de hoje, comentar a morte de Elizabeth Taylor (1932-2011) seria, como, comentar&amp;nbsp;para as&amp;nbsp;gerações do futuro, a morte de Angelina Jolie. Elizabeth (ou Liz, como também era chamada nos tablóides) estava para a Terra do Tio Sam,&amp;nbsp; assim como Mickey Mouse, Coca-Coca ou McDonald's. Era uma das maiores estrelas do cinema hollywoodiano, e também o símbolo de um tempo que já se passou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IKq79ddPFJg/TY_8S_SNstI/AAAAAAAABdQ/wRRAQuEe7vo/s1600/elizabeth_taylor2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="172" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-IKq79ddPFJg/TY_8S_SNstI/AAAAAAAABdQ/wRRAQuEe7vo/s320/elizabeth_taylor2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-O0DsbVWtZxs/TY_5x8_h4zI/AAAAAAAABc4/xDTuX1Rxv1A/s1600/elizabeth-taylor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-O0DsbVWtZxs/TY_5x8_h4zI/AAAAAAAABc4/xDTuX1Rxv1A/s320/elizabeth-taylor.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;Liz Taylor representava a mulher do século XX, que saí de cena para dar&amp;nbsp; lugar a mulher do novo século. Também representava um modelo de artista que não existe mais: forjado pela indústria, criado para ser estrela, acostumado aos holofotes desde criança, mas destinado à glória, mais por conta do glamour do que pelo talento. Miss Taylor conseguiu superar isso muito bem! A linda mulher de olhos azuis cintilantes, da década de 50, e a senhora gordinha, septuagenária e doente, numa cadeira de rodas, de seus últimos anos de vida, ficarão para a história não apenas como a atriz que colecionava diamantes, assim como maridos(foram ao todo 8, sem contar os namorados e amantes), mas também como a atriz genial, ganhadora de 2 Oscars, que se eternizou nas telas em filmes antológicos e obrigatórios na videoteca de qualquer cinéfilo, tais como: &lt;em&gt;Gata em Teto de Zinco Quente&lt;/em&gt; (1958), numa adaptação da peça de Tenesse Williams, contracenando com Paul Newman; ou &lt;em&gt;Quem tem medo de Virginia Woff&lt;/em&gt; (1966), um clássico dos clássicos, onde Taylor arrebata a plateia, com a interpretação de uma protagonista gorda, alcoólatra, e perturbada. A própria vida pessoal de Liz Taylor foi um filme, e um pouco de sua história de vida, e de como lidou com as doenças, maridos e o destino, é também um pouco da história do gênero feminino, no século passado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YlC_09MiOP8/TY_6EN_2q0I/AAAAAAAABc8/PxIh1jWmvcI/s1600/Liz+Taylor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-YlC_09MiOP8/TY_6EN_2q0I/AAAAAAAABc8/PxIh1jWmvcI/s320/Liz+Taylor.jpg" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;Senão, vejamos, para ver se vocês concordam ou não com a minha tese.Projetada para o estrelato precocemente, primeiro como atriz-mirim, depois como adolescente imaculada e jovem recém-casada, em comédias românticas do começo dos anos cinquenta, Liz Taylor começou a se desvencilhar do papel que lhe foi dado pelas convenções sociais, com a sucessão de maridos que passou a ter, demonstrando não se tratar de uma mulher que iria se domar muito tempo a um mesmo homem. Ao mesmo tempo, a atriz norte-americana reproduziu os clichês sociais ao se casar tantas vezes, talvez muito para reproduzir um jargão conservador e religioso de que suas uniões não seriam legítimas, se não fossem solenizadas pelos laços do matrimônio, e também por um desejo de toda mulher de encontrar segurança e uma mínima satisfação, nos braços de um homem. Elizabeth Talyor dependia ( e muito) dos homens; não financeiramente, é óbvio, mas sim afetivamente. E nesse momento a vida da atriz rompeu qualquer clichê ou jargão feminista, pois a estrela de megasucesso não tinha medo de expor para toda a mídia sua fracassada vida privada, suas inconstâncias, seus amores frustrados, a enorme carência de uma mulher que tão somente queria alguém, "um homem pra chamar de seu", como diz a música do Erasmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UyhWXzUEXdI/TY_6Ofnra2I/AAAAAAAABdA/XsXsCemAVtE/s1600/elizabeth-taylor4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="302" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-UyhWXzUEXdI/TY_6Ofnra2I/AAAAAAAABdA/XsXsCemAVtE/s320/elizabeth-taylor4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Além de expor em sua vida sentimentos tão genuinamente femininos, Liz Taylor correspondia ao biotipo da mulher linda, mas comum, que nas pedradas da vida, apesar da beleza, está sempre sujeita às pedradas do destino e a facilidade de levar porrada das contingências. Além dos maridos e separações Liz tinha uma saúde frágil (muito frágil), que quase a levaram à morte, ao menos em duas ocasiões anteriores. Nessas vezes, a atriz soube dar a volta por cima, e criar, com dignidade, cinco filhos, de seus vários casamentos. Ela correspondia a um padrão de beleza bem conhecido:baixinha, rosto de boneca, estilo &lt;em&gt;mignon&lt;/em&gt;, olhos claros, cabelos escuros, as pernas curtas e o busto avantajado, como encontramos muito em belas colegas de trabalho ou na vizinha do lado.Naturalmente, Miss Taylor tinha um diferencial: os olhos (ahhh!os olhos!!aquelas marotas janelas da alma que todo homem apaixonado quer percrustar!). Mas Elizabeth Taylor tinha também um gosto para homens e uma vida afetiva que&amp;nbsp;sintetizavam muito o universo da busca feminina: homens dos mais diversos tipos e estaturas, mas que se resumiam bem num padrão, que misturava virilidade com compreensão. Seu curto e conturbado casamento com o empresário&amp;nbsp;Mike Todd, que resultou em viuvez (após a morte do marido num acidente de avião); a escapadela irresponsável e quase juvenil com o cantor Eddie Fischer( roubado de sua amiga, a atriz Debbie Reynolds) e o histórico relacionamento com Richard Burton, que foi considerado pela própria atriz, o maior amor de sua vida, de todos a que ela já teve. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yBtJcH-PI6g/TY_6ZVeKSaI/AAAAAAAABdE/VltmyGfWgok/s1600/elizabeth-taylor-2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-yBtJcH-PI6g/TY_6ZVeKSaI/AAAAAAAABdE/VltmyGfWgok/s320/elizabeth-taylor-2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Burton é um capítulo a parte não só na história de Taylor, mas da história do cinema. Era um ator galês, shakespeariano, que egresso do teatro unia virilidade com elegância e vivacidade intelectual; ou seja, o homem que toda mulher heterossexual desejaria na cama. Com seu jeitão de Sartre num corpo de brutamontes, Richard Burton conseguiu durante anos domar uma estrela indomável, nas idas e vindas de um relacionamento que rendeu que eles se casassem por duas vezes. A própria Liz Taylor dizia em entrevistas que ela e Burton só não vieram a se casar novamente porque ele morreu antes. Ficou para a história a torridez das cenas de amor entre Taylor e Burton no filme &lt;em&gt;Cleópatra&lt;/em&gt;, quando seu amado interpretava Marco Antonio, enquanto ela, a protagonista. Ambos fariam ainda juntos outros filmes célebres, como um dos casais mais carismáticos da histórica do cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Mas eis que nas últimas décadas, a aura de Elizabeth Taylor foi se desvanecendo com a idade, assim como raras foram as suas apresentações no cinema (a última na adaptação do desenho animado, &lt;em&gt;Os Flintstones,&lt;/em&gt;no cinema). Com o advento de doenças cada vez mais crônicas, a figura de Elizabeth Taylor começou a revelar, com o passar do tempo, os males da&amp;nbsp;modernidade que afetam a maioria das mulheres: a ansiedade. Lutando contra a balança durante anos, a atriz começou a engordar comendo quilos e mais quilos de doces (ahh! Os doces, sempre os vilões das mulheres), além de abusos com álcool e drogas lícitas. A estrela se tornou uma figura tão bizarra quanto seus amigos na época, como Michael Jackson, e após o casamento que durou pouco, com o caminhoneiro Larry Fortensky, em 1991, parecia que o estilo da diva era se tornar um ícone gay, a partir das centenas de drag queens que passaram a imitar o glamour de seu estilo antigo. Os sinais do tempo passaram a atingir uma bela mulher.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hAbSbOV71N8/TY_6jEFTucI/AAAAAAAABdI/M8GicSR78sg/s1600/Elizabeth-Taylor3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-hAbSbOV71N8/TY_6jEFTucI/AAAAAAAABdI/M8GicSR78sg/s320/Elizabeth-Taylor3.jpg" width="228" /&gt;&lt;/a&gt;Quando digo que Liz Taylor representou uma quebra no paradigma feminista, não digo que ela foi de encontro ao movimento, mas que soube se impor e conquistar seu poder no imaginário dos homens, menos por seu engajamento contra os homens, mas sim muito&amp;nbsp;mais&amp;nbsp;a partir de seu encanto e feminilidade, a favor deles. Liz Taylor amava os homens, assim como muitos homens (poetas, intelectuais, artistas) amam as mulheres. A atriz norte-americana falecida simboliza um século XX que partiu e toda uma geração de astros que se foi, dando lugar a novas belas e encantadoras atrizes da sociedade global do século XXI, novas princesas como a jovem Anne Hathaway, apresentadora da última edição do Oscar, mas que nunca chegarão ao peso do glamour de uma&amp;nbsp;época que já passou. É o sinal dos tempos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6bjdA7WW0mM/TY_6yQF9IdI/AAAAAAAABdM/T7mzFIBRR_Q/s1600/Elizabeth+Taylor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-6bjdA7WW0mM/TY_6yQF9IdI/AAAAAAAABdM/T7mzFIBRR_Q/s320/Elizabeth+Taylor.jpg" width="235" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Menos por seu encanto de diva ( assim como foram Marilyn Monroe, Ava Gardner, Grace Kelly, Audrey Hepburn&amp;nbsp;e Rita Hayworth), e mais por sua contribuição&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;história do cinema, e para apaixonados pela sétima arte como eu, rendo minha homenagem a uma das artistas-símbolo do século XX, dizendo: BYE,BYE, BABY,!BYE, BYE!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-3242545760195192958?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/3242545760195192958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/03/homenagema-vida-e-morte-de-elizabethliz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3242545760195192958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/3242545760195192958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/03/homenagema-vida-e-morte-de-elizabethliz.html' title='HOMENAGEM:A vida e morte de Elizabeth(Liz) Taylor é um libelo antifeminista!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HGKBhy7X794/TY_5pb0qF0I/AAAAAAAABc0/R3poVoKYhR4/s72-c/Liz+Taylor+poster+Warhol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-2438546006536859337</id><published>2011-03-21T08:00:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T08:03:26.580-07:00</updated><title type='text'>VISITA DE OBAMA AO BRASIL: Hello!!Goodbye!! Brazil is very nice "pra xuxu!"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-7zxFmT-qfwI/TYdmI5iq_NI/AAAAAAAABcY/grtNedXPaOQ/s1600/charge-obama.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-7zxFmT-qfwI/TYdmI5iq_NI/AAAAAAAABcY/grtNedXPaOQ/s320/charge-obama.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Neste momento, o presidente norte-americano Barack Obama retorna para sua terra natal, após ter sido saudado por brasilienses e cariocas. Num teatro de uma Cinelândia lotada, vi ontem, no domingo,&amp;nbsp;um chefe de&amp;nbsp;Estado se&amp;nbsp;apresentar como popstar,&amp;nbsp;apesar de receber, durante&amp;nbsp;a semana,&amp;nbsp;uma série de críticas, tanto no espectro político da direita, quanto da esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-Qmz67RkXajo/TYdnijzZHKI/AAAAAAAABcw/1l2G56cuNqM/s1600/19_MVG_pais_obama_dilma.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-Qmz67RkXajo/TYdnijzZHKI/AAAAAAAABcw/1l2G56cuNqM/s320/19_MVG_pais_obama_dilma.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;Aos meios de comunicação, de praxe, e como lhes&amp;nbsp;soa mais&amp;nbsp;claro, coube amenizar, por demais, a visita&amp;nbsp;do presidente&amp;nbsp;norte-americano, e&amp;nbsp;seu impacto para a economia e&amp;nbsp;para as relações internacionais do Brasil (principalmente a tão sonhada vaga no Conselho de Segurança na ONU),&amp;nbsp;enfatizando muito mais sua família, os penteados e a moda dos vestidos da primeira-dama, &amp;nbsp;Michelle Obama, além das simpáticas filhas do casal, que na sua pureja juvenil, o que queriam mesmo era curtir a viagem e conhecer um país diferente. Um Obama sorridente apareceu cumprimentando, com a mesma elegância e eloquência, tanto&amp;nbsp;ministros e deputados,&amp;nbsp;nos salões palacianos do poder, como também o povo, na comunidade carioca de Cidade de Deus, numa escola pública, na Cinelândia e até no morro do Corcovado, onde se dirigiu ao final de seu périplo presidencial. Que&amp;nbsp;é simbólica a vinda de um&amp;nbsp;presidente dos EUA ao Brasil, isso sempre ocorrerá.&amp;nbsp;O que me chama atenção são as reações.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-NDPkn8EBem0/TYdmXQvT-1I/AAAAAAAABcc/ZcgmfbIPa1U/s1600/obama1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-NDPkn8EBem0/TYdmXQvT-1I/AAAAAAAABcc/ZcgmfbIPa1U/s320/obama1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Perto de onde Obama discursava para a plateia brasileira, um grupo de 200 gatos pingados, à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, representava movimentos sociais, sindicatos, centrais sindicais&amp;nbsp;e associações estudantis, e dos carros de som podíamos ouvir gritos de repulsa, e protestos contra a visita de um presidente norte-americano, como se fosse uma afronta alguém que represente uma nação genuinamente capitalista, vir dar pitaco por essas bandas. Se congelássemos a cena no tempo, poderíamos nos lembrar de que, há mais de quarenta anos atrás, esses mesmos grupos se aglomeravam, aos milhares, discursando contra&amp;nbsp;a ditadura, pregando a revolução, com seus "vários Vietnams" e primaveras de 68, denunciando o imperalismo &lt;em&gt;yankee&lt;/em&gt;, o inimigo mortal, representado pelo mais emblemático líder da terra do Tio Sam: o presidente dos Estados Unidos da América.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O problema é que, hoje, não é mais Kennedy ou Nixon que estão no poder, e George W. Bush já&amp;nbsp;saiu (felizmente)&amp;nbsp;de cena, com seus tristes oito anos de retrocesso político e democrático no mundo globalizado, na sua guerra ao terrorismo com seus &lt;em&gt;Patriot Acts&lt;/em&gt;&amp;nbsp; e seriados de Jack Bauer na televisão. Quem está lá agora é Obama, e apesar de ser bastante diferente de seu antecessor (a começar pela cor da pele), parece que o encantamento mundial que surgiu com a vitória do primeiro afrodescendente a governar a nação mais poderosa do planeta, apagou-se com o último disparo de canhões e mísseis na Líbia, governada a mão de ferro por Kaddaffi, e agora, a bola da vez&amp;nbsp;a ser chutada pelo tal "imperialismo &lt;em&gt;yankee&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-XL0odMXAHLc/TYdmmZbzxmI/AAAAAAAABcg/OQUU7K7iqmI/s1600/Visita-do-Obama-ao-Brasil-2010.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="209" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-XL0odMXAHLc/TYdmmZbzxmI/AAAAAAAABcg/OQUU7K7iqmI/s320/Visita-do-Obama-ao-Brasil-2010.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O bonde da história passa, e algumas frases, slogans ou palavras de ordem ficam datadas. Apesar disso, é muito comum, ao abrir as páginas de uma &lt;em&gt;Caros Amigos&lt;/em&gt; ou ler alguns blogs de gente da&amp;nbsp;esquerda, observar-se as mesmas críticas (fundadas ou não) sob a maléfica influência norte-americana nos rumos da economia e na condução da política global. Sabemos que Obama e seu governo não são bobos, e de boas intenções o inferno está cheio, mas o que me chama mais atenção é de como Obama, até então saudado pela esquerda moderada, como um representante dos seus, pôde naufragar como uma promessa vazia, assim como o fajuto trabalhismo de terceira via de Tony Blair, na Grã-Bretanha, também afundou após a farsa sobre a existência de armas de destruição em massa, num Iraque de Saddam Hussein. Obama chegou&amp;nbsp;a Casa Branca como uma promessa autêntica de renovação, com seu irresistível slogan midiático: &lt;em&gt;Yes,We can&lt;/em&gt;!, que conquistou toda uma juventude norte-americana para as urnas, numa bem orquestrada campanha que se iniciou na internet. Obama parecia ter tudo para dar&amp;nbsp;certo: carisma, elegância, currículo acadêmico invejável, histórico de lutas como advogado de causas populares, posicionamento mais à esquerda dentro do ambiente político do Partido Democrata, pregações pacifistas contra a guerra e a defesa de uma rede de saúde pública,&amp;nbsp;popular e gratuita para todos; uma biografia invejável de um filho de uma branca com um africano, que nasceu no Havaí e viveu na Indonésia, revelando o quanto o novo presidente era, ele mesmo, um grande representante do novo mundo globalizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-NAQOEwNrDpI/TYdmy0DA4zI/AAAAAAAABck/i-XlseCju7U/s1600/obama.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="205" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-NAQOEwNrDpI/TYdmy0DA4zI/AAAAAAAABck/i-XlseCju7U/s320/obama.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;"O homem certo na hora e no país errado". Essa foi a afirmação de reportagem da última semana da revista &lt;em&gt;Carta Capital&lt;/em&gt;, que na sua capa mostrava um Obama deprimido e errático, dentro de um governo que não deu certo, naufragou diante da ofensiva republicana, ficando refém da mais reaçonária, racista, intolerante e alienada direita conservadora. Obama não soube ouvir os sinais de seu &lt;em&gt;zeitgeist&lt;/em&gt;, e com isso, acabou por correr o risco de ser atropelado pelo bonde da história, quando caberia a ele mesmo fazer essa história. Nas razões bem explicitadas, na reportagem do semanário do jornalista Mino Carta, Obama não leu Roosevelt. Aquele que, assim como ele, pegou uns Estados Unidos no auge de uma crise econômica ( a Grande Depressão de 1929), soube peitar os empresários capitalistas, especuladores, e a partir da intervenção do Estado conseguiu reerguer a economia, restituir empregos, responsabilizar tributariamente os mais abonados e com isso levar a nação norte-americana, novamente, ao caminho do desenvolvimento. Obama, ao contrário, não cumpriu com suas promessas de campanha, como fechar a base militar de Guantánamo, onde pululam denúncias e mais denúncias de violação dos direitos humanos. Demorou mais do que deveria para retirar as tropas do Iraque e afundou num conflito no Afeganistão, onde até hoje não se sabe, se algum dia, definitivamente, a guerra contra os talibans será realmente vencida. Obama não conseguiu frear a ganância e o ímpeto destrutivo da grande indústria, não conseguindo impedir a continuação da emissão de gases tóxicos, que destroem o meio ambiente e comprometem a qualidade de vida no planeta, e ao propor uma rede de saúde pública e democrática para toda a população, acabou sendo acusado de comunista (coisa que ele não é), apanhando nas urnas com a vítoria do Partido Republicano sobre o Democrata, nas eleições parlamentares do ano passado, e tendo sua recente lei de saúde, aprovada no Congresso, questionada por juízes e tribunais neoliberais, em quase todos os estados norte-americanos, sob acusação de que sua lei de saúde pública é inconstitucional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Resumindo o governo Obama em uma palavra, poderíamos dizer:&amp;nbsp; desastre. Infelizmente, para muitos que torciam&amp;nbsp; para que o charme de um negro simpático pudesse fazer chover e mover moinhos, parece que o mandato do presidente norte-americano caminha tropegamente para o fracasso, para a tristeza mundial, que acreditava que com a volta do Partido Democrata ao poder,&amp;nbsp;caso não se visse o apogeu e a vitória dos direitos civis com Kennedy e Lyndon Johnson, ao menos&amp;nbsp;poderiam ser vistos, quem sabe,&amp;nbsp;os pragmáticos anos da era Clinton, nos anos noventa, com ou sem charutos envolvendo ex-estagiárias e escapadinhas no local de trabalho. Ao invés disso, parece que o mandato de Obama tende a se&amp;nbsp;encerrar da mesma forma que o de seu companheiro de partido, Jimmy Carter, no final dos anos 70: com o término da vida política de um cara legal, comprometido com as causas democráticas, mas que não chegou a lugar nenhum , num país e num governo de alienados, consumistas, autoritários e gananciosos; pois, afinal: &lt;em&gt;That is the american way of life&lt;/em&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-dlGsv34zrsU/TYdm9fXWPkI/AAAAAAAABco/HCgjHnRxikk/s1600/Obama-filhas-2011-G.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-dlGsv34zrsU/TYdm9fXWPkI/AAAAAAAABco/HCgjHnRxikk/s320/Obama-filhas-2011-G.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Resta a Obama a satisfação pessoal de um pai de família, de ter garantido à esposa e às filhas um belo passeio por uma linda cidade, localizada nos trópicos, num litoral paradisíaco como é o Rio de Janeiro, em seu lindo horizonte da América do Sul. Se não conseguiu mudar o mundo, as relações imperiosas de submissão e sacanagem que sempre fizeram parte do vínculo entre Brasil e EUA, e se não conseguiu encantar com sua viagem seu eleitorado nativo (que já acha meio&amp;nbsp;manjado esse papo de &lt;em&gt;save the world&lt;/em&gt; do presidente norte-americano), Obama ao menos jogou para a torcida e fez o que sabe melhor fazer, como político e como pessoa pública: encantar. Restará na memória dos brasileiros, não melhorias substanciais ou transformações alvissareiras, por conta da visita do presidente norte-americano ao Brasil,&amp;nbsp;&amp;nbsp;governado por&amp;nbsp;Dilma Roussef, mas sim a recordação dos sorrisos, do charme e da elegância de um presidente e de&amp;nbsp;uma primeira dama, que mais pareciam modelos saídos de uma gravadora de soul music, do que de um chefe de Estado da nação mais poderosa do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-yfg5zNMjAaY/TYdnFjQ6peI/AAAAAAAABcs/-8Yjc5WRaPQ/s1600/19_MVG_obama_partida.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-yfg5zNMjAaY/TYdnFjQ6peI/AAAAAAAABcs/-8Yjc5WRaPQ/s320/19_MVG_obama_partida.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;Obama ainda terá pela frente seus próprios calos, seus próprios espinhos, através da direita raivosa&amp;nbsp; e meio &lt;em&gt;rottweiller &lt;/em&gt;do &lt;em&gt;Tea Party&lt;/em&gt;, em solo norte-americano, além da demagogia explícita de canais como o &lt;em&gt;Fox News&lt;/em&gt; ou os meios de comunicação a serviço do grande capital. Enquanto isso, nas ruas, ainda se verão gatos pingados clamando contra Obama, como se ainda estivéssemos nos tempos da Guerra Fria ou da ditadura militar no Brasil, queimando bandeiras dos EUA e bonequinhos do Tio Sam ou do presidente norte-americano. Só um detalhe: criticar o bombardeio à Líbia de um canalha como Kaddaffi? Aí, já é demais!! Não confundamos esquerdismo com burrice!!&amp;nbsp;É pena, Obama, mas teu jargão se inverteu, diante da realidade global grotesca que vivemos: NO, WE CAN'T!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-2438546006536859337?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/2438546006536859337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/03/visita-de-obama-ao-brasil-hellogoodbye.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2438546006536859337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2438546006536859337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/03/visita-de-obama-ao-brasil-hellogoodbye.html' title='VISITA DE OBAMA AO BRASIL: Hello!!Goodbye!! Brazil is very nice &quot;pra xuxu!&quot;'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-7zxFmT-qfwI/TYdmI5iq_NI/AAAAAAAABcY/grtNedXPaOQ/s72-c/charge-obama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-6877264144079814250</id><published>2011-03-16T08:29:00.000-07:00</published><updated>2011-03-16T11:32:58.045-07:00</updated><title type='text'>TRAGÉDIA: O dia em que todo o mundo virou japonês!</title><content type='html'>O NHK é um dos canais mais pitorescos da TV por assinatura. É a emissora japonesa mais conhecida do mundo, ofertada em vários pacotes de canais de televisão em TV fechada. Chega a rivalizar com sua célebre colega do Oriente Médio, a Al Jazeera, mas é muito curioso assisti-la aqui no Brasil. Afinal, fora a comunidade japonesa e de descendentes de orientais que residem em bairros como a Liberdade, em São Paulo, ninguém entende uma palavra do que se diz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-ov71c1_myGg/TYDV1t52ItI/AAAAAAAABcE/T0uJlgzPCz0/s1600/fotos-terremoto-japao-02.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="210" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-ov71c1_myGg/TYDV1t52ItI/AAAAAAAABcE/T0uJlgzPCz0/s320/fotos-terremoto-japao-02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pois&amp;nbsp;eis que&amp;nbsp;o NHK chamou mais uma vez a atenção do público, desta vez não por uma curiosidade cultural, mas sim por divulgar as espetaculares e arrasadoras cenas do último terremoto e dos tsunamis que se abateram sobre o Japão na semana passada. Como se não bastasse ter sofrido o mais violento e pior terremoto de sua história moderna, que provocou no mar ondas gigantescas que devastaram cidades e povoados inteiros, o povo japonês ainda vive sob a iminência de uma catástrofe nuclear, devido as usinas nucleares, próximas à costa, atingidas pelos devastadores tremores de terra. Não bastou Hiroshima e Nagasaki, agora o povo da terra do sol nascente corre o risco de viver uma nova Chernobyl!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde criança, quando somos advertidos em sala de aula sobre a necessidade de bom comportamento e disciplina, vemos um ou outro professor (geralmente de história ou geografia) falar da dedicação e da disciplina do povo japonês, que fez com que eles reconstruíssem um império destruído na II Guerra, e se tornassem uma das nações capitalistas mais ricas do planeta. Desde os seriados de TV, com seus Nacional Kid, Ultraman, Espectroman e Jaspion, passando por Pokemon, Dragon Ball Z, mangás, animês, hentais, os poemas haikay, e os filmes de artes marciais, além do sushi e sashimi comido nos restaurantes, a cultura japonesa invadiu o imaginário pop, fazendo com que nos acostumássemos com aqueles sorridentes turistas amarelos, dos olhos puxados, sempre com uma câmera fotográfica enrolada no pescoço, e com um jeito de falar engraçado, que nos lembra da sabedoria milenar de uma terra que já foi povoada por shoguns e samurais. Havia um lema jocoso nos banheiros da USP, segundo comentários de vestibulandos da FUVEST, zombando da forte concorrência estabelecida nos cursos de engenharia pelos descendentes de japoneses, na disputa de vagas da universidade: "mate um japa e ganhe uma vaga!". Isso denota bem a crença de que o povo japonês sempre foi extremamente dedicado, aguerrido em seus propósitos, ordeiro e até certo ponto comedido, na temperança cultivada com os ensinamentos do budismo e do xintoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois essa mesma mansidão e disciplina agora está sendo posta&amp;nbsp;à prova, diante do cataclisma que se abateu sobre o arquipélago japonês, localizado numa área repleta de falhas geológicas, entre placas tectônicas conflitantes, que já fazem dos abalos sísmicos um cotidiano de um povo habituado com tremores de terra, por séculos e séculos. Sabe-se que no Japão, a população é&amp;nbsp;rotineiramente treinada para lidar com terremotos e que as construções feitas no solo japonês tem a melhor qualidade do mundo, pelo seu nível de estabilidade e segurança, capazes de suportar abalos terríveis em sua estrutura. Mas será de que desta vez os japoneses estão preparados para tamanho infortúnio? No saldo final do último terremoto de 8.9 na escala Richter (considerado de proporções apocalípticas), ainda se contabilizam mais de 3.000 mortos, sem contar os desaparecidos, e o pior ainda está por vir: uma crise de abastecimento, com falta maciça&amp;nbsp;de alimentos, por conta do tsunami surgido com o terremoto, ter alagado praticamente 1/3 das terras irrigáveis no Japão. Tragédia pouca é bobagem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-BIr7Pd3U9ek/TYDWVoJITCI/AAAAAAAABcI/FIXc2p8zXq0/s1600/tsunami-japao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-BIr7Pd3U9ek/TYDWVoJITCI/AAAAAAAABcI/FIXc2p8zXq0/s320/tsunami-japao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Ouve-se o "sábio" dito popular de&amp;nbsp;que o brasileiro é um povo abençoado, porque aqui podemos ter de tudo: enchentes, queimadas, fome, miséria, os mais corruptos políticos e a mais rasteira criminalidade; mas ao menos não temos desastres naturais que afetam outros povos, como terremotos e furacões. Mas como será que está a situação de milhares de brasileiros, muitos deles &lt;em&gt;dekasseguis&lt;/em&gt; (descedentes de japoneses, nascidos no Brasil, que decidem voltar à terra de seus ancestrais, em busca de trabalho e melhores condições de vida)? Conheço algumas pessoas, filhos e netas de japoneses,&amp;nbsp; e acredito que muitos que leem este blog também conheçam, e me pergunto o que dizer para essas pessoas quando a terra de seus familiares é abatida por um acontecimento horroroso, de tamanha proporção, e só resta a eles&amp;nbsp;acompanhar de forma sofrida o noticiário. Ano passado,&amp;nbsp;testemunhamos o sofrimento dos chilenos&amp;nbsp;no terremoto no Chile, e depois com seus mineiros enterrados,&amp;nbsp;e no trágico abalo no Haiti, vimos que a tragédia natural matou centenas, milhares de pessoas, numa proporção catastrófica, até mais do que são dizimadas populações inteiras&amp;nbsp;em grandes guerras, e onde brasileiros ilustres perderam a vida, como a militante social Zilda Arns, além de muitos militares brasileiros (vide comentário sobre o terremoto no Haiti, escrito no ano passado, neste blog). Agora,&amp;nbsp;pudemos apenas assistir como expectadores atônitos, com um frio na barriga, os dantescos acontecimentos no Japão,&amp;nbsp;diante de cenas que beiram o pesadelo, numa situação em que podemos pensar:"puxa, isso poderia estar acontecendo aqui, comigo".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-v8suNe0TL58/TYDXNVEr30I/AAAAAAAABcU/ewOdHDnid6U/s1600/terremoto_japao_20mar2005.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-v8suNe0TL58/TYDXNVEr30I/AAAAAAAABcU/ewOdHDnid6U/s1600/terremoto_japao_20mar2005.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A meu ver, não resta outro caminho, diante da tragédia inevitável, do que a solidariedade. Sim, a boa e velha palavra bonita e manjada chamada solidariedade. Alguns mais caústicos, de humor ácido ou que simplesmente manifestam sua revolta, podem dizer que é falta do que fazer escrever sobre as vítimas do terremoto no Japão, mas, como cristão e humanista (lá vem as minhas&amp;nbsp;autorotulações!), eu sempre chamo atenção para uma postura minimamente sensível, que podemos ter diante de tragédias como essa, que&amp;nbsp;abatem o povo japonês; pois o sofrimento não é um sentimento exclusivo e próprio, exibido egoísticamente&amp;nbsp;como unicamente nosso, com direito a exibir uma nota de compra ou um título de propriedade, dizendo que nós é que temos que chorar os nossos mortos, e os outros que se danem. É verdade que temos as nossas vítimas das enchentes, enxurradas e desabamentos aqui para chorar, mas sempre temos também um sentimento universal que nos diferencia enquanto gênero humano: a capacidade de se compadecer e compartilhar a dor da outro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Acredito que os blogs, como qualquer outro meio de comunicação, também tem o seu papel social, e, diante disso, junto-me ao movimento de solidariedade e apoio às vítimas do terremoto e dos tsunami no Japão, enviando aqui alguns endereços e e-mails, sob respaldo da&amp;nbsp;Aliança Cultural Brasil-Japão, a Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo, a Federação das Associações de Províncias do Japão no&amp;nbsp;Brasil, além de muitas outras organizações,&amp;nbsp;&amp;nbsp;fornecendo conta bancária e contatos, para aqueles que se interessarem em contribuir com as vítimas da catástrofe japonesa, a partir dos seguintes dados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;: contato@bunkyo.org.br e telefone (11)3&lt;a href="http://eptv.globo.com/campinas/noticias/+1208-1755"&gt;208-1755&lt;/a&gt;, assim como no endereço eletrônico info@kenren.org.br e nos números (11)3&lt;a href="http://eptv.globo.com/campinas/noticias/+1277-8569"&gt;277-8569&lt;/a&gt;, (11)3&lt;a href="http://eptv.globo.com/campinas/noticias/+1277-6108"&gt;277-6108&lt;/a&gt; e (11)3&lt;a href="http://eptv.globo.com/campinas/noticias/+1399-4416"&gt;399-4416&lt;/a&gt;. &amp;nbsp;Também é possível obter informações pelo &lt;em&gt;e-mail&lt;/em&gt;: enkyodiretoria@enkyo.org.br e os telefones (11) 3&lt;a href="http://eptv.globo.com/campinas/noticias/+1274-6482"&gt;274-6482&lt;/a&gt;, (11) 3&lt;a href="http://eptv.globo.com/campinas/noticias/+1274-6484"&gt;274-6484&lt;/a&gt;, (11) 3&lt;a href="http://eptv.globo.com/campinas/noticias/+1274-6489"&gt;274-6489&lt;/a&gt; e (11) 3&lt;a href="http://eptv.globo.com/campinas/noticias/+1274-6507"&gt;274-6507&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bradesco - agência: 0131-7, contas-correntes 112959-7 e 131.000-3; Santander, agência: 4551, conta-corrente:130900004-4; Banco do Brasil, agência: 1196-7, conta-corrente 29921-9&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-nrcw3xpO7Qg/TYDWw6n1WEI/AAAAAAAABcQ/Kt1abHaZHFY/s1600/bandeira_brasil_japao.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-nrcw3xpO7Qg/TYDWw6n1WEI/AAAAAAAABcQ/Kt1abHaZHFY/s320/bandeira_brasil_japao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Naturalmente, quem se interessar, ligue e confirme os dados, a fim de dar essa grande e importante contribuição para o povo japonês. Como fazem os budistas em suas meditações, proferindo as palavras rituais que atraem&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;energias positivas e harmonia diante do sofrimento, entôo o daymoko:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Nam-Myoho-Rengue-Kyo&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;Boa sorte, Japão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-6877264144079814250?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/6877264144079814250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/03/tragedia-o-dia-em-que-todo-o-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/6877264144079814250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/6877264144079814250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/03/tragedia-o-dia-em-que-todo-o-mundo.html' title='TRAGÉDIA: O dia em que todo o mundo virou japonês!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-ov71c1_myGg/TYDV1t52ItI/AAAAAAAABcE/T0uJlgzPCz0/s72-c/fotos-terremoto-japao-02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-1281820636054452701</id><published>2011-02-22T07:14:00.000-08:00</published><updated>2011-02-22T07:19:36.771-08:00</updated><title type='text'>LIVROS: O incêndio no Cata Livros não transforma nossa memória em cinzas.</title><content type='html'>Cheguei para morar na cidade de Natal em 1987, e desde então oscilei minhas moradias num curto período em outras cidades (São Paulo, Porto Alegre, Rio de Janeiro), mas sempre, nesses intervalos,&amp;nbsp;voltei a "Cidade do Sol". Recordo que em 87 eu era apenas um adolescente secundarista, vindo de Brasília, com seus primeiros discos do Legião Urbana debaixo do braço, totalmente deslocado na nova cidade, que achava (e ainda considero) extremamente provinciana. Tinha poucos amigos, passei meses morando numa cidade de interior, vindo para Natal pra estudar, e nas tentativas de um garoto tímido, de se ambientar na cidade, meu achado foram os sebos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_U2NkBX9Ij8/TWPRQpxhqBI/AAAAAAAABbY/PLnnwxhEQJw/s1600/sebo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="216" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-_U2NkBX9Ij8/TWPRQpxhqBI/AAAAAAAABbY/PLnnwxhEQJw/s320/sebo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;A palavra "sebo", apesar da denotação grosseira, faz referência aos primeiros estabelecimentos de livros usados, surgidos na Europa do Renascimento e fundados no Rio de Janeiro, no final do século XIX. Para alguns, o termo foi empregado para designar lugares que ainda não tinham luz elétrica, e a cêra das velas acesas para leitura acabava engordurando as páginas dos livros. Outros, consideram que sebo é um termo empregado para definir um livro velho, que já passou por várias mãos. De qualquer forma, sempre gostei desses lugares simples, meio empoeirados, onde a passagem do tempo congelou, entre livros, discos, revistas, gibis e coleções antigas. Até me lembro de um personagem dos livros do escritor Garcia Rosa, o delegado Espinoza, o qual me identifico, que em suas estórias, gostava de sair da delegacia e perambular pelos sebos. Depois das bibliotecas, os sebos para mim são os verdadeiros templos da cultura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu já frequentava sebos atrás de estórias em quadrinhos que eu colecionava, no antigo Mercado de São Brás, em Belém do Pará, uma das cidades que residi na infância. Quando cheguei em Natal, nos meus momentos de solidão após o colégio, e, como disse, tentando me acostumar com a nova realidade e a nova cidade, descobri no bairro do Alecrim um simpático e pequeno sebo, ocupado então por um rapaz fortão e barbudo, chamado Jácio Torres. A memória já falha e não me lembro do nome do sebo na época; mas recordo que logo fiz amizade com aquele sujeito simpático, meio bonachão, com seus óculos de grau e jeito meio hippie, que com extrema simplicidade e simpatia atendia seus clientes, que logo percebi ser formada por uma fauna o mais diversificada de indivíduos de todas as partes da cidade; desde intelectuais, jornalistas, estudantes, até funcionários públicos, passando por artistas, donas de casa proletarizadas,&amp;nbsp;que procuravam livros didáticos mais baratos, para atender à demanda de material escolar para seus filhos, assim como estudantes de cursinhos vestibulares ou concursos, procurando material para estudos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-T0D2d5pK67I/TWPSG-DsL8I/AAAAAAAABbo/voowwZIcsf4/s1600/cata+livros+tel.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-T0D2d5pK67I/TWPSG-DsL8I/AAAAAAAABbo/voowwZIcsf4/s1600/cata+livros+tel.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;Foi no sebo de Jácio que conheci desde coleções completas de obras de gênios da música, de composições clássicas de Bach a Mozart, até discos de Jimmy Hendrix, Bob Dylan e Janis Joplin. Vi e adquiri livros raríssimos, como uma edição encadernada, dos anos quarenta, em dois volumes, de &lt;em&gt;Crime e Castigo&lt;/em&gt;, de Dostoievski, com sua capa dura velha e páginas amareladas, que ainda guardo na minha estante, sob os protestos de minha esposa, que não gosta que eu guarde coisas velhas (vá entender as mulheres!). De qualquer forma, com o passar dos anos, acompanhei a evolução de Jácio, junto com seus familiares, no negócio de sebos, e à medida que eles foram desenvolvendo seu trabalho, também fui me afastando. A última boa recordação que tenho daquele período, foi quando Jácio, acompanhado da esposa Vera, migraram para a Cidade Alta, e montaram um sebo cujo nome viria a se tornar antológico na cena cultural natalense: o Cata Livros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mpGRd6897cw/TWPRh4HFHrI/AAAAAAAABbc/M3DUX7MBTEc/s1600/vera-sebo-cata-livro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-mpGRd6897cw/TWPRh4HFHrI/AAAAAAAABbc/M3DUX7MBTEc/s320/vera-sebo-cata-livro.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;Percebi que com os sebos, Jácio e seus familiares demonstravam não apenas um tino comercial para a venda de livros usados, mas sim uma verdadeira paixão pela cultura, e pelo resgate da memória intelectual, através da gostosa tarefa de viver entre amontoados de livros, discos e vídeos. Além de sua amável esposa, Vera, conheci e fiz amizade com os irmãos de Jácio (Janilson e Jailton, se não me falha a memória, que durante anos, mantiveram juntos um sebo no campus da UFRN), conheci o patriarca, Seu Torres, com seu sebo simpático montado no Camelódromo da Cidade Alta, assim como a irmã de Jácio, Jane. Fiz amizade de forma cordial e espontânea com todos, e os guardo na memória assim como guardo os livros, e os bons momentos que eles me fizeram recordar da juventude, passeando por entre os sebos, folheandos livros e revistas. Fazia um bom tempo que eu não tinha notícias deles.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Z8iwwMyj-WE/TWPRybuXBvI/AAAAAAAABbg/IwwIjCNXkhw/s1600/Jacio+cata+livros+incendio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-Z8iwwMyj-WE/TWPRybuXBvI/AAAAAAAABbg/IwwIjCNXkhw/s320/Jacio+cata+livros+incendio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Eis que nessa semana, enquanto eu arrumava minhas caixas de livros, ainda não retirados de minhas viagens, escuto minha mãe falando de um sebo que&amp;nbsp;havia pegado fogo, num triste fato comunicado pela imprensa e cujo dono estava aceitando doações. Num primeiro momento, não me dei conta que se tratava do sebo do Jácio, até ler uma reportagem do jornal &lt;em&gt;Tribuna do Norte&lt;/em&gt;. Fiquei pasmo e entristecido com o infortúnio que acometeu o antigo amigo da epopéia sebista, e antes de me dirigir até o local onde ele se encontra, decidi escrever esta homenagem. Diante das cinzas e da ruína que parte os corações, vendo tantos livros, obras raras e manuscritos destruídos, escrevendo neste blog,&amp;nbsp;resolvi fazer o meu tributo ao &lt;em&gt;Cata Livros &lt;/em&gt;e ao legado da família Torres.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1YeR96B_7XM/TWPR6AmAKHI/AAAAAAAABbk/yWJCvRz2OnA/s1600/Cata+livros+incendio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-1YeR96B_7XM/TWPR6AmAKHI/AAAAAAAABbk/yWJCvRz2OnA/s320/Cata+livros+incendio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Entendo que o Rio Grande do Norte (assim como todos os estados e regiões do Brasil) tem sua riqueza e diversidade cultural preservadas não por iniciativa do poder público (que, por sinal, nesse quesito é medíocre), mas sim pelo empenho carinhoso e pela dedicação de pessoas verdadeiramente devotadas à preservação da memória artística e intelectual de nosso povo, como são sujeitos&amp;nbsp;do perfil de&amp;nbsp;Jácio Torres. Estou inteiramente solidário a Jácio e sua família quanto à tragédia que se acometeu sobre sua maior paixão: os livros. Como também sou um apaixonado por livros, sinto na pele e no coração a tristeza de ver tanto trabalho desperdiçado sob as chamas de um trágico acidente, mas esse coração também se comove com as centenas de pessoas que estão indo ao encontro do sebista potiguar, doando livros, vindos de todas as regiões do&amp;nbsp;país,&amp;nbsp;refazendo o acervo do &lt;em&gt;Cata Livros&lt;/em&gt;, numa campanha belíssima que faz meus olhos marejarem. Sei do bom humor, do otimismo e da disposição para o trabalho de Jácio e de sua esposa Vera, e tenho certeza de que, logo, em bem curto espaço de&amp;nbsp;tempo, se o irrecuperável não pode mais ser resgatado, ao menos obras belíssimas Deus irá operar na vida desse simpático casal, montando um acervo de livros e discos muito melhor e maior, e de mais beleza ainda, pois aquilo que é construído com paixão não morre nunca.&lt;strong&gt; Convido nesse momento a todos, que leem este blog ou que tiverem notícia do que aconteceu com o sebo &lt;em&gt;Cata Livros&lt;/em&gt;, que, se desejarem, efetuem também suas contribuições, doando livros, discos, filmes e o que acharem de mais interessante, para renovar esse importante espaço cultural de Natal&lt;/strong&gt;. É só pegar o número dos telefones que tem na foto acima (lembre-se que o DDD de Natal é 84).Acredito que não é apenas um homem trabalhador como Jácio que merece isso, mas todo o povo potiguar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao sentimento pessoal que tenho pela perda do amigo Jácio, parodio aqui o eterno Raul Seixas, um dos músicos preferidos do sebista, cantando junto com ele que não desanime, e bola pra frente, pois: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;sonho que se sonha só, é apenas um sonho que sonha só; mas sonho que se sonha junto é realidade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Um grande abraço, Jácio e Vera!!! Boa sorte e que Deus os abençoe!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-1281820636054452701?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/1281820636054452701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/02/livros-o-incendio-no-cata-livros-nao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/1281820636054452701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/1281820636054452701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/02/livros-o-incendio-no-cata-livros-nao.html' title='LIVROS: O incêndio no Cata Livros não transforma nossa memória em cinzas.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_U2NkBX9Ij8/TWPRQpxhqBI/AAAAAAAABbY/PLnnwxhEQJw/s72-c/sebo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-2647256948473920914</id><published>2011-02-17T11:03:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T11:03:33.676-08:00</updated><title type='text'>REALITY SHOW: "Rupaul e a Corrida das Loucas" é a introdução do gay politicamente correto na TV.</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VRJZ_MXPIm0/TV1riu4XLVI/AAAAAAAABbE/0p2-DkWKeOQ/s1600/rupaul.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-VRJZ_MXPIm0/TV1riu4XLVI/AAAAAAAABbE/0p2-DkWKeOQ/s1600/rupaul.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;Rupaul Andre Charles é um ator, cantor e transformista californiano que fez muito sucesso na comunidade gay nos anos 90, com o disco &lt;em&gt;Supermodel of the World&lt;/em&gt;. Hoje em dia, o cinquentão Rupaul não saí da ribalta e permanece ativo na TV, enchendo as noites de cada semana, com&amp;nbsp; muito glitter, purpurina, lantejoulas e música para boates. Como dragqueen-mor de um programa de TV, Rupaul conseguiu se manter em evidência através de seu divertido "Corrida das Loucas" (&lt;em&gt;Rupaul's Drag Race&lt;/em&gt;), apresentado na TV por assinatura, pelo canal VH1. No programa, o astro transformista seleciona 12 dragqueens norte-americanos, para disputar o primeiro lugar da corrida&amp;nbsp;e obter o prêmio maior de U$ 25 mil, um fornecimento vitalício de cosméticos, além de contratos publicitários milionários (dentre eles, o de representar nas propagandas, a famosa marca de&amp;nbsp; vodka Absolut). Em síntese, na competição, os candidatos a maior dragqueen da América tem que saber se maquiar, produzir sua própria roupa transformando cortinas e tapetes em vestidos de noite, dançar, posar para fotos, sair pelas ruas fazendo perfomances,&amp;nbsp;participar de&amp;nbsp;comerciais e, sobretudo, fazer o que toda dragqueen de respeito sabe fazer, para honrar o nome: dublar. É através de uma pesquisa em boates, clubes, casas de espetáculos e festas da comunidade gay, que Rupaul recruta e seleciona seus pupilos, num programa que se tornou&amp;nbsp;um grande sucesso de audiência nos Estados Unidos, e que já está na sua segunda temporada no Brasil, aguardando uma terceira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0NmWq8-LRE4/TV1r0NxzJuI/AAAAAAAABbI/UCotVDqYKU0/s1600/RDRlogo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="142" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-0NmWq8-LRE4/TV1r0NxzJuI/AAAAAAAABbI/UCotVDqYKU0/s320/RDRlogo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;O que parece, à primeira vista, um festival de besteiras e futilidades pra quem aprecia um pouco de cultura (será que tem mesmo?) na televisão, tendo em vista que os &lt;em&gt;reality show&lt;/em&gt;, hoje, na nossa realidade, não são mais novidade (vide o tosco Pedro Bial e seu enjoativo &lt;em&gt;Big Brother Brazil&lt;/em&gt;, na rede Globo), o bom de "Corrida das Loucas" não&amp;nbsp;são&amp;nbsp;as provas da competição em si&amp;nbsp;(apesar de que todas, na verdade, são bem divertidas), mas sim seus bastidores, quando são observados os competidores sem maquiagem,&amp;nbsp;e é analisado, pelos espectadores, o perfil de cada&amp;nbsp;participante. Para os meus amigos da psicologia e da sociologia, interessante é notar o quanto o programa dá boas teses acerca de comportamento humano e convívio social, quando quem assiste o programa é convidado a conhecer mais de perto o universo gay, e os dramas e peripércias por quem vive neste mundo. Logo se percebe que os jovens rapazes que concorrem ao prêmio máximo de estrela drag, foram todos pessoas que, em 99% dos casos, descobriram-se homossexuais ainda na adolescência, tiveram uma série de dificuldades emocionais e sociais por conta disso, e se valeram da arte, do potencial artístico de se vestir de mulher, saber dançar e cantar, para driblar o preconceito, o desprezo familiar e a prostituição. No discurso de todos é possível notar menções recorrentes à figura materna, como acolhedora ou principal fonte de influência, e zero de comentários à figura do pai, num contraste que revela seu drama pessoal. Na verdade, o que o programa de Rupaul faz é humanizar a figura da dragqueen, mostrando realmente quem são aquelas pessoas debaixo de toneladas de perucas, enchimentos e maquiagem, revelando garotos que só querem sobreviver, vencer na vida e provar para o mundo que são capazes e podem se firmar como artistas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--edW-rE6LsM/TV1t5zlKveI/AAAAAAAABbM/ZZsqyUei7qo/s1600/Tyra+e+Jujubbe.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" j6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/--edW-rE6LsM/TV1t5zlKveI/AAAAAAAABbM/ZZsqyUei7qo/s320/Tyra+e+Jujubbe.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Em &lt;em&gt;Rupaul's Drag Race &lt;/em&gt;temos tipos altamente pitorescos: a gordinha Mystique; a latina Jessica Wild (um portoriquenho com problemas de idioma); a ensimesmada Sonique, a altiva Tyra (que desperta a antipatia das colegas); a ambiciosa Raven (com seu porte atlético e tatuagens); a pueril&amp;nbsp; Tattiana(um rapazote com cara de nerd, que ao se transformar, revela uma beleza de extrema feminilidade), a sempre alegre (mas nem sempre&amp;nbsp;elegante)&amp;nbsp;Pandora, a asiática e intelectualizada&amp;nbsp;Jujubee, a desengonçada Nicole, a dedicada Morgan&amp;nbsp;e a&amp;nbsp;sem noção&amp;nbsp;Sahara&amp;nbsp;. O que esses garotos tem em comum, além do talento nos palcos, é a habilidade de superar todas as críticas que possam ser feitas acerca da condição deles. Naturalmente, numa visão chauvinista, tudo é "pura viadagem"&amp;nbsp;; mas para quem curte (principalmente mulheres) moda, maquiagem, música dançante ou simplesmente quer dar umas boas risadas, o programa de Rupaul é altamente divertido, por conta de sua excentricidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EIwJyuKs0_Q/TV1uhpWnIhI/AAAAAAAABbQ/23XDOt9k5v8/s1600/rupaul-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-EIwJyuKs0_Q/TV1uhpWnIhI/AAAAAAAABbQ/23XDOt9k5v8/s1600/rupaul-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Temos uma paixão pelo burlesco, pelo &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt;, pelo exagero, caricato, carnavalesco&amp;nbsp;ou algo que explora uma dimensão menos séria e mais lúdica de nossas personalidades. O universo das dragqueens é assim, circense, performático, como algo que não vem propriamente para chocar (como era, outrora, para horror do tradicionalismo, um homem se vestir de mulher), mas sim para animar a festa, como uma "ode a Dionísio", como uma celebração da alegria, em tempos de pesado preconceito, intolerância e cultura do ódio. As dragqueens celebram a alegria, dançando e cantando, dublando os seus ídolos, exibindo um glamour &lt;em&gt;fake&lt;/em&gt;, de homens que sabem que não são mulheres, mas que exploram toda a feminilidade como uma via de expressão estética. Quem&amp;nbsp;acha que&amp;nbsp;curtir um programa de TV que mostra dragqueens é uma forma de apelação ou falta do que fazer, então digo que os japoneses também deveriam ser recriminados, por durante séculos apreciarem o teatro &lt;em&gt;kabuki&lt;/em&gt;, onde não há a participação de mulheres, e alguns atores se vestem de mulher, maquiando-se,&amp;nbsp;para interpretar seus personagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0w2-O3RrQ00/TV1vISLzPTI/AAAAAAAABbU/qieoIEnC7YU/s1600/Rupal+and+doll.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-0w2-O3RrQ00/TV1vISLzPTI/AAAAAAAABbU/qieoIEnC7YU/s320/Rupal+and+doll.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Não me envergonho e não tenho o menor pudor de dizer que assisto ao programa de Rupaul, acompanhado de minha esposa (que não perde um episódio); pois meu olhar sobre um &lt;em&gt;reality show &lt;/em&gt;envolvendo dragqueens é completamente assexuado, bem diferente da baixaria protagonizada por Pedro Bial e seu programa similar na Rede Globo, ao forçar a barra colocando uma travesti para competir (e dar em cima), dos incautos competidores homens do Big Brother. Na &lt;em&gt;Corrida das Loucas&lt;/em&gt;, apesar do nome, o que vemos é menos um discurso sexista ou pró-gay,&amp;nbsp;do que&amp;nbsp;um grupo de meninos que se vestem como garotas, como parte de uma perfomance artística, que querem ser reconhecidos pelo seu trabalho e que estão pouco se lixando para os olhares conservadores e preconceituosos, que veem o Diabo em tudo, principalmente na opção alheia. Ou vocês vão me dizer que ninguém achou legal ou já assistiu na Sessão da Tarde, o filme australiano dos anos noventa,&amp;nbsp;&lt;em&gt;Priscila-a Rainha do &lt;/em&gt;Deserto, e não achou o maior barato?Nos dizeres de Rupaul, sempre ao final de seus programas,&amp;nbsp;&amp;nbsp;ao som de &lt;em&gt;Jealous of my Boogie&lt;/em&gt; (canção-tema do programa,&amp;nbsp;de autoria do&amp;nbsp;próprio apresentador), a &lt;em&gt;Corrida das Loucas&lt;/em&gt; na verdade é um programa sobre amor-próprio, sobre como amar a si mesmo, apesar das adversidades&amp;nbsp;e fazer valer suas opções, mesmo que os outros não as respeitem ou concordem com elas, para conquistar sua dignidade. Por isso, digo junto com Rupaul ao final de cada episódio: "Amém!".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-2647256948473920914?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/2647256948473920914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/02/reality-show-rupaul-e-corrida-das.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2647256948473920914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/2647256948473920914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/02/reality-show-rupaul-e-corrida-das.html' title='REALITY SHOW: &quot;Rupaul e a Corrida das Loucas&quot; é a introdução do gay politicamente correto na TV.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VRJZ_MXPIm0/TV1riu4XLVI/AAAAAAAABbE/0p2-DkWKeOQ/s72-c/rupaul.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-5799648235692847798</id><published>2011-02-17T05:51:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T05:51:09.707-08:00</updated><title type='text'>EGITO: Revoluções por minuto-na tela do seu celular,no twitter ou olhando pela TV!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-JRNlAfdHyEQ/TV0m63PIwNI/AAAAAAAABas/Q_I7gBFu-p8/s1600/EGITO-protestos-20110125-ap-G.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" j6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-JRNlAfdHyEQ/TV0m63PIwNI/AAAAAAAABas/Q_I7gBFu-p8/s320/EGITO-protestos-20110125-ap-G.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Hosni Mubarack&amp;nbsp;é um tirano! Até pela cara feia dele, olhando pela TV, podemos reparar nisso (apesar de que&amp;nbsp;quem vê cara, não vê coração). Durante 18 dias, o Egito e o noticiário do mundo todo foram sacudidos por um gigantesco levante popular, que cobrou democracia e a saída do velhor ditador, de 82 anos, do poder. Parece que 30 anos foi tempo suficiente para que&amp;nbsp;toda uma juventude, crescida e educada conhecendo apenas um governante, enchesse o saco, e quisesse botar o velho faraó para correr. Mubarack já vai tarde! Mas quem vai ficar no poder?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aFTa89R6JuI/TV0nJsHtxGI/AAAAAAAABaw/kjuRKHkTrzk/s1600/egito.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-aFTa89R6JuI/TV0nJsHtxGI/AAAAAAAABaw/kjuRKHkTrzk/s320/egito.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Um dos maiores estudiosos da causa árabe, do pan-arabismo e da história das lutas anticoloniais do povo islâmico foi o finado&amp;nbsp;pensador e ativista&amp;nbsp;político palestino, Edward Said. Tenho em casa um de seus livros, o clássico &lt;em&gt;Orientalismo&lt;/em&gt;, um livro que trata da história e da religião do povo árabe, feito por um palestino de uma família que&amp;nbsp;abandonou o islamismo, tornou-se cristão (anglicano), e foi residir nos Estados Unidos; mas nunca renunciou as suas origens árabes e nem à defesa do povo palestino. Said tinha uma visão aguçada sobre a vida e a cultura do povo árabe, conhecia as ideosincrasias de pessoas acostumadas ao sol do deserto e aos cânticos do islamismo. O oriente tem sua sensibilidade, características próprias, um modo de vida singular, e para muitos de nós, ocidentais, é uma sociedade totalmente estranha e nova. A cultura árabe não se resume aos tabules, esfihas e quibes que comemos nas lanchonetes, graças à influência da imigração em nosso país e da presença de simpáticos senhores bigodudos ou senhoras de véu nas capitais do sudeste, e nem apenas na dança das&amp;nbsp; belas odaliscas, retratadas na caricatura de traços culturais de uma sociedade, apresentada nas novelas de Glória Perez. Os árabes são, até certo ponto, uns verdadeiros "ETs" para a nossa "civilizada" e Iluminista cultura ocidental. Uma sociedade altamente machista, conservadora, patriarcal, mas também com um forte sentimento de coletividade. É com esse sentimento que o povo egípcio ocupou as ruas do Cairo, querendo a renúncia de seu presidente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em certo sentido, utilizando-se o jargão sociológico, pode-se dizer que o mundo árabe vive uma revolução (em termos). Em primeiro lugar, deu-se no mês anterior a queda do ditador da Tunísia, Zein al Abidine Ben Ali, e, após, vive-se a conturbada cena política no Egito, que culminou com a queda de Mubarak.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Enquanto isso, em outras nações árabes, processos semelhantes começam a se agigantar.&amp;nbsp;Se isso irá resultar em sucesso a longo prazo, só a história dirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9yBtY_WQOZQ/TV0nVcKpZQI/AAAAAAAABa0/Kv09QrYz_LI/s1600/queda-hosni-mubarak-egito-cairo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" j6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-9yBtY_WQOZQ/TV0nVcKpZQI/AAAAAAAABa0/Kv09QrYz_LI/s1600/queda-hosni-mubarak-egito-cairo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Hegel, filósofo alemão do século XVIII, dizia que a razão conduz à história, e por debaixo desse conceito racional existe um espírito coletivo, que pode ser traduzido, no jargão popular, como a força do povo. Não é à toa que seduzido pela filosofia de Hegel, Karl Marx acabou por desenvolver sua teoria do materialismo histórico-dialético, trabalhando o conceito de luta de classes e revolução&amp;nbsp;como fundamento básico.&amp;nbsp;Hegel tornou-se um filósofo conhecido por subordinar o direito à política, e esta às peculiaridades culturais de cada povo, no seu processo revolucionário. Nesse sentido, para um hegeliano ou marxista desavisado, parece que o processo político no Egito assemelha-se a outros processos revolucionários que conduziram a humanidade no século passado, como a revolução soviética, chinesa e cubana. Ledo engano!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Vive-se hoje no mundo uma realidade globalizada distinta da primeira metade do século passado. Fora o aspecto econômico, com a situação de desemprego, miséria e preços altos por que vive o Egito, o processo político que parece se delinear naquele país árabe apresenta tinturas que envolve menos dimensões culturais e diferenças de classe&amp;nbsp;do que&amp;nbsp;aspectos superficiais da política. Apesar de quase metade da população egípcia hoje ter menos de 30 anos, e ter vivido toda uma existência com a figura de somente um presidente, é difícil para uma cultura fortemente enraizada no islamismo, pensar uma democracia em termos estritamente ocidentais. Os manifestantes nas ruas do Cairo pediram muito mais a saída de Mubarack do que uma transformação radical no sistem ou alteração abrupta de seu modo de vida. Afinal, com toda a crise econômica e política, o Egito ainda é tido como um dos roteiros turísticos mais visitados do planeta, com uma universidade bem desenvolvida, um comércio exterior nada desprezível e uma forte sociedade capitalista e de consumo, que convive ao largo da tradição. A melhor saída política para o Egito, se quer mesmo sair de uma ditadura e não chegar a se tornar uma teocracia, como se dá hoje no Irã (após uma conturbada revolução política há mais de 30 anos atrás), seria tornar-se um modelo de democracia islâmica, como hoje é na Turquia, e tenta ser (de forma mais turbulenta) o Líbano, após sucessivas crises internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-OO68kRHWjaM/TV0ngxMcWlI/AAAAAAAABa4/qVb6bwi6Mp0/s1600/Mubarack+cartaz.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" j6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-OO68kRHWjaM/TV0ngxMcWlI/AAAAAAAABa4/qVb6bwi6Mp0/s320/Mubarack+cartaz.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;E os Estados Unidos com isso?! É importante salientar que a manutenção de Mubarack no poder foi de interesse dos norte-americanos, pela sua clara guinada favorável ao poderio yankee e sua submissão ao acordo de paz com Israel, firmado por seu antecessor, Sadat, que pagou com a vida por isso. É de fundamental relevância para os americanos, que permaneça no poder um regime títere de seus interesses, como fiel da balança e motivo principal de equilíbrio na região, face à relação conturbada de Israel com seus vizinhos. A chegada ao poder de grupos religiosos radicais, no estilo do palestino Hamas ou do libanês Hesbollah, a partir de segmentos mais extremistas da Irmandade Muçulmana egípcia, seria um verdadeiro desastre na promoção das políticas de paz (e de submissão político-econômica aos EUA, leia-se: petróleo) nos países da região.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-63PweY5NC0M/TV0nqG-A-1I/AAAAAAAABa8/LBXNymumyME/s1600/mubarak_egito.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-63PweY5NC0M/TV0nqG-A-1I/AAAAAAAABa8/LBXNymumyME/s320/mubarak_egito.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Além da Irmandade Muçulmana, único grupo político extremamente organizado dentre os fragmentados grupos de oposição ao governo, no Egito, algo que se tem a temer é a influência dos militares, como estamento dominante na política egipcia desde a sua independência da dominação britânica (todos os ex-presidentes do país eram militares ou tiveram apoio da caserna). É verdade que o processo político no Egito tem suas semelhanças e extremas diferenças com os processos ditatoriais que ocorreram na América Latina, no século passado. Mas também é verdade que a Junta Militar, que assumiu o governo após a saída de Mubarak, já disse que não tolerará mais distúrbios, e alertou a população de que os manifestantes deveriam voltar para casa, abandonando as ruas, aguardando o desdobramento do processo político, com novas eleições livres e democráticas, no mês de setembro vindouro. Poucos analistas acreditam que os militares, através do general Mohamed Tantawi,&amp;nbsp;cumprirão a palavra, caso o processo eleitoral não seja acompanhado de perto pelo povo e por observadores internacionais. É muito cedo para se dizer o que acontecerá com o Egito nos próximos meses e nos próximos anos, para um povo que recém descobriu (ou ainda não descobriu de fato) o que é uma democracia, após tantos e tantos de dominação poderosa e submissão pelas armas, num governo extremamente corrupto e que fazia valer sua força pelo uso de eleições fraudadas, simulacros de um real processo democrático, ou por meio de regimes de exceção. A antiga terra dos faraós ainda parece temer o poderio magnético de suas esfinges, e ter meio que uma organização monárquica de viver, cultivada numa política baseada num extremo personalismo de seus líderes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MPBoFerKb2k/TV0nvva3uAI/AAAAAAAABbA/VT5x9ybBSWI/s1600/size_590_egito-protestos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" j6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-MPBoFerKb2k/TV0nvva3uAI/AAAAAAAABbA/VT5x9ybBSWI/s320/size_590_egito-protestos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;De qualquer forma, saúdo a iniciativa de milhares de jovens, homens e mulheres, que através das redes sociais na internet, organizaram-se em movimentos militantes, ocuparam as ruas, e por meio de celulares ou frases no twitter conseguiram impulsionar toda uma sociedade, para mudanças mais do que necessárias. Anseio que a juventude do Egito possa encontrar o seu caminho, ter a oportunidade de, ao menos, ser chamada para os processos decisórios e participar do debate democrático, construindo líderes e elegendo representantes. É tudo o que nós queremos em nossa mentalidade racionalista e ocidentalizada. Espera-se saber se isso que querem também os nossos parceiros árabes, sem que percam sua necessária e essencial identidade enquanto povo e nação. Que Alá os proteja!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-5799648235692847798?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/5799648235692847798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/02/egito-revolucoes-por-minuto-na-tela-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5799648235692847798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5799648235692847798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/02/egito-revolucoes-por-minuto-na-tela-do.html' title='EGITO: Revoluções por minuto-na tela do seu celular,no twitter ou olhando pela TV!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-JRNlAfdHyEQ/TV0m63PIwNI/AAAAAAAABas/Q_I7gBFu-p8/s72-c/EGITO-protestos-20110125-ap-G.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-4331466321474128428</id><published>2011-01-25T06:40:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T05:07:07.773-08:00</updated><title type='text'>MÚSICA E LIVROS: "Eu sou Ozzy" é leitura e rock'n roll de primeira!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7dX8bwj5I/AAAAAAAABaM/dix2GvgHHRs/s1600/ozzy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7dX8bwj5I/AAAAAAAABaM/dix2GvgHHRs/s320/ozzy.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fazia algum tempo que eu não tinha tempo de ler, num curto espaço, textos&amp;nbsp;bacanas por pura diversão. Sempre atarefado com o trabalho ou com a produção acadêmica, acabei relaxando num dos hábitos mais deliciosos da minha vida: a leitura de livros. Gosto de contos policiais, crônicas, poesias,&amp;nbsp;estórias de ficção científica, literatura &lt;em&gt;beatnick&lt;/em&gt;, alguns clássicos e, especialmente, biografias. Minhas biografias prediletas são as dos ídolos do rock, e ainda me pesa na memória a excelente biografia de Jim Morrison, da banda The Doors, escrita pelos jornalistas&amp;nbsp;Daniel Sugerman e Jerry Hopkins, intitulada &lt;em&gt;Daqui Ninguém saí Vivo &lt;/em&gt;(Ed. Almedina). Li o livro no começo dos anos noventa, e recordo que logo após a leitura, estreou o filme de Oliver Stone, contando a estória do grupo liderado por Morrison, com Val Kilmer interpretando o vocalista, e&amp;nbsp; recordo como fiquei impressionado com um texto tão bom, fluido, de uma história tão fascinante quanto a do cantor norte-americano, morto precocemente aos 28 anos, no começo dos anos setenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7am1xnD2I/AAAAAAAABZ4/bowHs7dRjUc/s1600/I_Am_Ozzy.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7am1xnD2I/AAAAAAAABZ4/bowHs7dRjUc/s320/I_Am_Ozzy.jpg" width="208" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Passados vários anos, depois de ter lido de tudo um pouco, eis que me surge às mãos, no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, uma obra-prima de nonsense e puro estilo rock'n roll: a biografia de Ozzy Osbourne, intitulada &lt;em&gt;Eu sou Ozzy &lt;/em&gt;(Ed. Benvirá). Voltando do Rio Grande do Sul, em direção a Natal, &amp;nbsp;meu voo fez uma escala em Belo Horizonte e durante o período de conexão, fiquei no saguão de embarque folheando o livro na livraria do aeroporto, e, seduzido pelo texto, acabei comprando o livro (assim como a biografia de Keith Richards, do Rolling Stones) e saboreei minha leitura durante todo o tempo de espera no aeroporto, assim como durante o voo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Nas três horas seguintes que levaram até Natal, não consegui despregar os olhos do livro e de como a estória de um dos ídolos do rock e figura representativa do heavy metal era tão fascinante. A estória do menino nascido num bairro inglês pobre da cidade de Aston, nas proximidades de Birmigham, revelou-se ao mesmo tempo hilária, trágica e alucinante. É o próprio Ozzy quem destila suas memórias, em verdade muito prejudicadas pelo uso abusivo de álcool e drogas durante tantos anos, que ainda intriga muitos profissionais da medicina de como esse velho roqueiro inglês ainda permanece vivo. Pois eis que o hoje sexagenário John Michael Osbourne conseguiu sobreviver e se tornar não apenas um ícone da música mundial, como também um atabalhoado, mas arrependido pai de família, que fez, sim, muitas presepadas; inclusive arrancar a cabeça de um morcego, vivinho da silva, durante um show! (o que lhe rendeu meses de tratamento e injeções contra raiva e outros distúrbios colaterais).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7cjo7tnFI/AAAAAAAABaA/TuU3QyBsx-U/s1600/BlackSabbath005_thumb.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="220" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7cjo7tnFI/AAAAAAAABaA/TuU3QyBsx-U/s320/BlackSabbath005_thumb.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Mas fora o mundinho de vivências centrado na tríade &lt;em&gt;drugs, sex and rock'n roll&lt;/em&gt;, o que se pode tirar de lição do mundo de Ozzy é de como um grande artista surgiu, superou as adversidades, reinventou-se e se tornou, hoje, &amp;nbsp;uma referência na cultura pop global. Ozzy fez parte da mitológica banda Black Sabbath, e em seu livro, para os fãs, encontramos toda a história do grupo e das aventuras desses rapazes cabeludos fora dos palcos, durante&amp;nbsp;os inventivos&amp;nbsp;anos setenta; além de saber um pouco da história daquele gênero musical que até hoje seduz milhares de ouvintes em todo o mundo:o heavy metal. Sabemos um pouco da religiosidade e do misticismo de alguns componentes da banda, e&amp;nbsp;de que Ozzy, com seu jeitão caipira de garoto do interior, de origem operária, que já trabalhou em fábricas&amp;nbsp;e matadouros e que já tinha sido até preso em reformatórios juvenis por diversos furtos, na verdade fugia muito da figura de um líder satanista, interessado em pregar feitiços no palco ou invocar o diabo em cada show do Sabbath. Na verdade, descobrimos o que os menos incautos já sabiam há muito tempo: tudo não passava de jogo de cena. É hilariante a descrição que Ozzy faz dos fãs alienados, interessados em magia negra, que cercavam a banda e chegavam a ensair cultos satânicos nos lobbys de hotel, após cada show do grupo, e que para Osbourne não passavam de motivo de piada. É de extremo humor o episódio em que Ozzy cita, que cada vez que vinham aquelas pessoas esquisitas, vestidas de preto, com a cara&amp;nbsp;pintada de branco, convidando-o para uma missa negra no cemitério, o vocalista do Black Sabbath respondia: "os únicos espíritos do mal que eu quero ter contato após o final do show são whisky, gim e vodka!", ou quando finalmente sentou ao lado&amp;nbsp;deles, fazendo parte daquele circo patético, quando surpreendeu a todos, pulando no meio do círculo e&amp;nbsp;cantando em cima de um pentagrama: parabéns pra você.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7cvp6PwHI/AAAAAAAABaE/bET5h81sIcY/s1600/ozzy-osbourne-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7cvp6PwHI/AAAAAAAABaE/bET5h81sIcY/s320/ozzy-osbourne-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;O álcool foi exatamente o maior demônio de Ozzy Osbourne. Substância que quase destruiu sua carreira (quando não sua vida), dizimou seus casamentos&amp;nbsp; e que o levou novamente para a cadeia. Ozzy ressente-se disso, e nesse momento vemos como o texto do livro ganha ares emocionantes e os&amp;nbsp;contornos dramáticos&amp;nbsp;de uma novela, quando o cantor fala da saudade de seus velhos pais, do apego à família e de como o suporte dado por sua segunda esposa, Sharon, foi fundamental para a superação dos traumas, e de como&amp;nbsp;um garoto que sofria de dislexia pôde enfrentar a vida de cabeça erguida,&amp;nbsp;ao chegar ao mundo da fama, da decadência física e moral, e do renascimento profissional, após ser expulso do Sabbath e ter conseguido engatar uma carreira solo (muito&amp;nbsp;obtida através da esposa, fiel escudeira e empresária, Sharon, que acreditou no potencial do cantor, quando todos pareciam lhe fechar as portas).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7dgSzU4aI/AAAAAAAABaQ/zMUwteSgXrk/s1600/O-jovem-Ozzy-Osbourne-em-foto-de-Mick-Rock.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7dgSzU4aI/AAAAAAAABaQ/zMUwteSgXrk/s320/O-jovem-Ozzy-Osbourne-em-foto-de-Mick-Rock.jpg" width="262" /&gt;&lt;/a&gt;Dentre os dramas do "principe das trevas",&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7dMSOMnQI/AAAAAAAABaI/tPUfThhXX-k/s1600/Ozzy%252520and%252520Randy.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7dMSOMnQI/AAAAAAAABaI/tPUfThhXX-k/s1600/Ozzy%252520and%252520Randy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;o que merece destaque e é um dos fatos trágicos que mais marcou a biografia de Ozzy, que&amp;nbsp;foi a morte do guitarrista Randy Rhoads. Rhoads, um virtuose da guitarra e ex-estudante de música clássica, filho de uma concertista, sem dúvida fui um dos responsáveis pela ascensão de Osbourne na sua carreira solo, colaborador e autor&amp;nbsp;dos&amp;nbsp;&lt;em&gt;riffs&lt;/em&gt; de guitarra,&amp;nbsp;dos dois primeiros e até hoje melhores álbuns do cantor: &lt;em&gt;Blizzard of Ozz &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Diary of a&amp;nbsp;Mad Man&lt;/em&gt;. O jovem guitarrista magricelo, baixinho e com cara de&amp;nbsp;moleque não incorporava em nada os cacoetes dos músicos de rock da época (não consumia álcool e nem drogas, era religioso, gostava de fazer trabalhos sociais, era avesso à badalações e totalmente devotado à música) e a forma trágica&amp;nbsp;como morreu, num estúpido acidente de avião, com apenas 25 anos, marcou indelevelmente a carreira do artista e ser humano Ozzy Osbourne, talvez tanto quanto a perda de seus outros entes queridos.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7eEjMMDHI/AAAAAAAABaU/3Wm8ihSoMAc/s1600/osbournes.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" s5="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7eEjMMDHI/AAAAAAAABaU/3Wm8ihSoMAc/s1600/osbournes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O bom de &lt;em&gt;Eu sou Ozzy &lt;/em&gt;é mostrar sem retoques a visão de um artista sobre si próprio, desmistificado de toda sua aura de celebridade, demonstrado como um homem comum. As agruras de Ozzy são fatos corriqueiros de qualquer pessoa, que vive seus altos e baixos durante a vida, como eu vivi, poderei ainda viver e como todos nós vivemos ou viveremos um dia. Mas sua história de vida também serve como lição e advertência para os malefícios do abuso de substâncias lícitas ou ilícitas (afinal, o cara lutou contra a balança também!), e de como uma segunda chance pode ser dada para indivíduos abençoados. Acredito piamente, em minha religiosidade, que Deus foi muito misericordioso e condescendente com Ozzy Osbourne, dando-lhe a oportunidade de se redimir das mancadas passadas e se&amp;nbsp;reinventar como músico e pai de família. Não deixa de ser notável perceber que o cantor de rock pesado da Grã-Bretanha só conquistou, definitivamente, a fama global que tem, por ter participado de um reality show onde mostrava o cotidiano de toda a sua família, e que se tornou um novo gênero de seriado, inaugurado com a MTV. Lá, foi possível ver e conhecer, além da rotina de Ozzy com a mulher, os filhos e os bichos de estimação, como a sua luta contra o álcool ainda estava presente, e de como ele quase morreu (das diversas mortes que experimentou) ao fraturar praticamente todos os ossos após um acidente de motocicleta. Porém, como um gato com mais de nove vidas ou simplesmente por ser o sujeito abençoado que é, Ozzy Osbourne mais uma vez ressuscitou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7awpxTlxI/AAAAAAAABZ8/tyV_hxNLmqc/s1600/ozzyosbourne_large.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7awpxTlxI/AAAAAAAABZ8/tyV_hxNLmqc/s320/ozzyosbourne_large.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Atualmente, Ozzy assina no jornal britânico &lt;em&gt;The Sunday Times&lt;/em&gt; uma coluna médica (isso mesmo, pasmem!), onde dá dicas de saúde, inclusive falando dos riscos de medicação excessiva, uma vez que todo o tipo de remédio que já usou na vida (inclusive pra se livrar do álcool e das drogas), serviu para montar o tipo lesado que se viu nos programas de televisão. Ozzy diz claramente que a voz enrolada e o tipo tosco que por vezes aparecia nas câmeras, não era uma estratégia de marketing para montar a imagem do "vovô piradão"; mas sim demonstrar a realidade de que, realmente, devemos ter cuidado com a saúde e que meter o nariz (olha o ato falho!) onde não é chamado, não é lá boa coisa. Assim, até no meio médico o "Dr. Ozzy" acabou ganhando suas páginas de destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7eLLMcopI/AAAAAAAABaY/OZ62aWf8d8k/s1600/ozzy-osbourne1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7eLLMcopI/AAAAAAAABaY/OZ62aWf8d8k/s320/ozzy-osbourne1.jpg" width="312" /&gt;&lt;/a&gt;Sei que muitos leitores do meu blog podem não gostar do gênero heavy metal ou torcer o nariz diante da figura errática de um assumido bebum e chapado músico como Ozzy Osbourne. Mas, além do preconceito e da crítica musical, é so escutar canções como &lt;em&gt;Changes &lt;/em&gt;ou &lt;em&gt;Mama, I'm coming Home&lt;/em&gt;, para mudar um pouco a opinião sobre o eterno ex-vocalista do Black Sabbath. Bueno! Pois saibam que, com certeza, em 2011 estarei em algum dos cinco shows que estão programados no Brasil, para ver o bom e velho Ozzy. Gostando ou não, vou aqui escutando &lt;em&gt;Mr. Crowley&lt;/em&gt;, esperando nessa dura vida o que ainda está por vir, &lt;em&gt;No More Tears, &lt;/em&gt;pois estou fora de qualquer &lt;em&gt;Suicide Solution&lt;/em&gt;, e prefiro saudar a vida, &lt;em&gt;Bark on The Monn&lt;/em&gt;! God bless you, Ozzy!!&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-4331466321474128428?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/4331466321474128428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/01/musica-e-livros-eu-sou-ozzy-e-leitura-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/4331466321474128428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/4331466321474128428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/01/musica-e-livros-eu-sou-ozzy-e-leitura-e.html' title='MÚSICA E LIVROS: &quot;Eu sou Ozzy&quot; é leitura e rock&apos;n roll de primeira!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TT7dX8bwj5I/AAAAAAAABaM/dix2GvgHHRs/s72-c/ozzy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-6687502586741432868</id><published>2011-01-14T12:15:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T06:59:37.895-08:00</updated><title type='text'>TRAGÉDIA REDIVIVA: Passou 2010, passa 2011, virá 2012, 2013,2014....e muita gente vai continuar morrendo nas chuvas de começo do ano.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCsD2Y5OLI/AAAAAAAABY8/NRdYWJnaKJU/s1600/Chuvas-_Rio_de_Janeiro_continua_lindo_memo_em_dia_de_chuva______.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCsD2Y5OLI/AAAAAAAABY8/NRdYWJnaKJU/s320/Chuvas-_Rio_de_Janeiro_continua_lindo_memo_em_dia_de_chuva______.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No começo do ano passado escrevi sobre a trágica realidade das chuvas no Rio de Janeiro, que trouxe a tragédia do reveillon em Angra, que ainda está fresca na memória de muita gente que acompanha minimamente o noticiário. Além das chuvas do mês de&amp;nbsp;janeiro e do desastre completo em Angra dos Reis, em maio foi a vez de Niterói, o morro de Santa Tereza e outras adjacências; e, agora, no começo de 2011, o pesadelo retorna novamente. Basta chover pra ter gente já especulando quantos cadávares vão ser recolhidos no intervalo das chuvas, porque morrem muitas pessoas mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCtEXxRW2I/AAAAAAAABZI/gdfE5FvArF8/s1600/chuva-no-rio-b-2010-04-07-gd.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCtEXxRW2I/AAAAAAAABZI/gdfE5FvArF8/s320/chuva-no-rio-b-2010-04-07-gd.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pessoas. Será que o conceito jurídico de ser humano pode ser empregado em sua totalidade diante de uma situação de desespero e desamparo que vitima tantas famílias no começo de todo ano, nas grandes metrópoles brasileiras? Em especial no Rio de Janeiro e São Paulo penso que a cada ano vale novamente minha frase registrada: a de que pobre, se não morre de fome ou de tiro, morre soterrado. Vocês podem perceber,que nas imagens de TV e nas dramáticas fotos dos jornais, todos vemos, ano após ano, centenas de pessoas chorando, com suas casas soterradas, parentes mortos em desabamentos, gente aos prantos molhada de chuva, repórteres alvoroçados&amp;nbsp;e políticos indignados, cada um querendo responsabilizar a um e outro, empurrando a conta da tragédia para as prefeituras, os governos estaduais ou para o governo federal. Teve repórter que até insinou que a culpa foi do Lula (Ah,tá!&amp;nbsp;A culpa não é mais de São Pedro, mas do ex-presidente barbudo, que se foi).&amp;nbsp;Não importa quem são os culpados, não interessa o quanto a natureza castiga os morros, vales e restingas desse meu Brasil varonil. O que importa é que a cada chuva torrencial, além de lama, pedra e areia, o que vemos desabar junto com a água corrida dos penhascos e encostas, são os pobres que vem junto, numa chuva de corpos afogados, esmagados ou soterrados por incompetência, ganância imobiliária e falta de planejamento urbano. Chove não apenas água, mas falta de dignidade! É! Vamos ao velho jargão: a culpa é do sistema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCsoQgy3uI/AAAAAAAABZA/Fbl1vMFwv-o/s1600/chuva_rio_alagamento_marcos-dpaula_tl.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCsoQgy3uI/AAAAAAAABZA/Fbl1vMFwv-o/s320/chuva_rio_alagamento_marcos-dpaula_tl.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Dessa vez o palco da tragédia foi Teresópolis, Nova Friburgo&amp;nbsp; e Petrópolis, na região serrana do Rio. Parece que a cada ano a natureza ou a fúria divina escolhem a dedo um lugar, no mapa da região fluminense, para castigar mais incautos com pesadas chuvas. Mas não é nada disso. As razões de 2011 já ter começado com uma cifra de mortos maior que 2010, com as chuvas do começo do ano passado, não tem nada de sobrenatural. Pelo contrário, o problema é bem humano, previsível. Não adianta aqui eu repetir&amp;nbsp;à exaustão&amp;nbsp;minha crítica sociológica, dizendo que os males produzidos pelas chuvas são resultados dos males da economia capitalista, que gera uma exploração imobiliária gananciosa e facista, tíica do mais selvagem dos capitalismos. Não adianta insistir nas teses dos especialistas em Políticas Públicas e Planejanemto Urbano da USP, que, ao contar a história do desenvolvimmento urbano de metrópoles como São Paulo, já esclarciam que desde o começo do século passado, os ricos ocupavam as áreas mais seguras e altas da cidade, a salvo dos alagamentos; enquanto aos pobres só restava morar nos vales ou na beira de precipícios, à espera de que a próxima chuva não destruísse seus barracos ou moradias tão sofregamente construídas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCtg581VOI/AAAAAAAABZQ/fAzllA6kz7I/s1600/08_MHG_rio_chuva4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCtg581VOI/AAAAAAAABZQ/fAzllA6kz7I/s320/08_MHG_rio_chuva4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;No Rio de Janeiro a situação é bem pior, pois com a existência de morros, serras e florestas repletas de montanhas, é natural que os mais frágeis economicamente, ou simplesmente aqueles que queriam construir sua casinha de campo à longe da exploração imobiliária e do IPTU alto, cravassem suas residências em áreas de risco, continuamente à mercê da erosão provocada pelas chuvas. Ora, sabemos que comunidades inteiras na periferia da Grande Rio vivem sob lixõees aterrados, e é comum encontrar a placa de imobiliárias de fundo de quintal, de escritórios de vendedores de terreno espertalhões, que com a maior cara de pau, oferecem domicílios à preço de banana, para aqueles que sempre mantiveram o sonho da casa própria. É, a vida é dura meus companheiros! Mais dura ainda quando você se vê soterrado por todos os lados!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCtTCov5rI/AAAAAAAABZM/AkooRFq8SmE/s1600/1302237_santo_antonio_de_padua_enchente_chuva_305_406.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCtTCov5rI/AAAAAAAABZM/AkooRFq8SmE/s320/1302237_santo_antonio_de_padua_enchente_chuva_305_406.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCs6uPA-yI/AAAAAAAABZE/9jtei7V5VHY/s1600/chuva-rj-hg-20100307.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCs6uPA-yI/AAAAAAAABZE/9jtei7V5VHY/s320/chuva-rj-hg-20100307.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Não sou candidato a prefeito, nem a vereador e nem faço parte de nenhuma ONG ou&amp;nbsp;equipe de políticas públicas, que possa dar soluções para tragédias como essa do Rio de Janeiro. Amo o Rio, de coração e alma, e sei que a cada Carnaval, no mês subsequente, o carioca parece querer enxugar suas lágrimas de tanta tragédia, vestindo-se de folião e enchendo a cara, para esquecer durante quatro dias, das mazelas de sua realidade tão caótica diante da fragilidade do homem, perante às forças da natureza ou vítima da inoperância do poder público. Os norte-americanos tiveram seu furacão Katrina, enquanto que os asiáticos seu tsunami e os haitianos e chilenos seus terremotos; para dar vontade aos&amp;nbsp; seus sobreviventes de começar de novo.Agora, aqui no Brasil, pergunto-me pra que recomeçar, se todo recomeço na verdade é uma história de voltar para trás, negando os problemas, mantendo o que está errado, quando na verdade um novo governo e uma nova presidente devem se preocupar em pressionar o governador e o prefeito cariocas de revolucionar todo o cenário urbano do Rio de Janeiro, criando imensos lotes residenciais a salvo das chuvas, e uma complexa e dinâmica rede de drenagem e recepção de águas pluviais, a fim de que as tragédias de 2010 e 2011 se tornem coisa do passado. É, parece que estou sonhando! Mas o pior, é que meus sonhos são sempre pesadelos. Até quando??&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-6687502586741432868?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/6687502586741432868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/01/tragedia-rediviva-passou-2010-passa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/6687502586741432868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/6687502586741432868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/01/tragedia-rediviva-passou-2010-passa.html' title='TRAGÉDIA REDIVIVA: Passou 2010, passa 2011, virá 2012, 2013,2014....e muita gente vai continuar morrendo nas chuvas de começo do ano.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TTCsD2Y5OLI/AAAAAAAABY8/NRdYWJnaKJU/s72-c/Chuvas-_Rio_de_Janeiro_continua_lindo_memo_em_dia_de_chuva______.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-7334452415778425943</id><published>2011-01-10T11:02:00.000-08:00</published><updated>2011-01-11T14:11:34.170-08:00</updated><title type='text'>TURISMO: Relatos de uma Lua de Mel:-Em Punta existem Hostels e Horrorestels.</title><content type='html'>Saudades de mim, meus queridos camaradas, leitores e leitoras? Se não; estou aqui de qualquer jeito (afinal, o blog é meu e lê quem quer!). Se, ao contrário, a recíproca é verdadeira, afirmo que tenho, também, saudades de quem lê meus escritos e de escrever neste espaço, abrindo 2011 com estado civil diferente. Pois é, casei! Acabei me enredando nos complexos, nem sempre fáceis (mas deliciosos) laços do matrimônio. Casei com uma figura bem legal! Pode-se dizer que o "C" de casado pode servir também para o “C” de minha cônjuge como um "C" de Companheira Certa pra Caralho. Bueno, até o presente momento, não tenho do que reclamar, e, afinal, se eu reclamasse na minha lua de mel seria o mais bronco dos caras, vocês não acham?&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TStNUcKbBaI/AAAAAAAABYU/M5QMAZC-Xsw/s1600/punta-del-este-004.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TStNUcKbBaI/AAAAAAAABYU/M5QMAZC-Xsw/s320/punta-del-este-004.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pois é, mas falando de lua de mel, na verdade o quero escrever hoje é sobre turismo e relatar para os meus queridos leitores minha experiência em Punta del Este. Não!Não sou nenhum magnata ou sheik árabe e nem tenho milhões de dólares em conta corrente pra estourar nos cassinos uruguaios; mas com os poucos trocados que recebi no final do ano, uma vez recém-casado, resolvi dar de presente a mim mesmo e a minha esposa alguns dias de sol e mar fora do Brasil, num roteiro turístico na terra dos hermanos, bem conhecido da população brazuca ( e, principalmente, da população gaúcha, visto a quantidade de placas de carro vindos de Pelotas, Porto Alegre ou Rio Grande; a multidão tomando mate com suas cuias de chimarrão e a quantidade de "Bahhhsss" e "Tchêsss" que escutei pelo meio do caminho). Peguei a mulher e fomos de mala, cuia e......., claro,&amp;nbsp;chimarrão para Montevideo, e de lá seguimos para Punta del Este: o paraíso de verão do cone sul, o ponto de encontro de chicos e chicas bronzeadas, bem nascidos e com seus carrões; que diante de prédios majestosos à beira-mar, numa estonteantemente bela península, tomam seus mojitos e fazem suas compras diante do sol caliente do verão platense. Fui com minha amada esposa&amp;nbsp;à praia de&amp;nbsp;Punta, empolgado como um pinto num galinheiro&amp;nbsp;dentro de&amp;nbsp;uma chuva de milho, crente de que receberia os melhores atendimentos gastronômicos, hoteleiros e turísticos da cidade. Porém, é de percalços que se faz uma boa aventura, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha epopéia de final de 2010 e início de 2011 tive do melhor e do pior em termos de viagem e tratamento, ao menos que no tange ao atendimento em minha empreitada turística. É necessário, antes de prosseguir no meu relato turístico (que poderá servir de exemplo a novos aventureiros), traçar algumas ilações acerca do Uruguai e de seus principais pontos turísticos.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, eu já disse algumas vezes e continuo a considerar: para mim, o Uruguai é uma Paraíba que fala espanhol! E antes que os dignos cidadãos paraibanos da terra de Zé Ramalho e João Pessoa me atirem pedras, explico. A República Oriental do Uruguai é um país com aproximadamente 3,3 milhões de pessoas,sendo que 1,8 milhões vivem na capital, Montevideo. É uma região do tamanho mais ou menos do estado do Sergipe e como tem uma população pequena e concentrada na capital, pode-se dizer que o país se resume a um extenso pampa, com fronteiras com o Brasil e com a Argentina. Historicamente, o Uruguai tem relações de identidade e conflito profundas com os dois países vizinhos, e, antes de ser, provisoriamente, parte do Brasil ( a antiga província Cisplatina, disputada por portugueses e espanhóis desde o Tratado das Tordesilhas), desde o século retrasado, uruguaios e argentinos mantém uma relação de aproximação e distanciamento. Em relação a brasileiros e argentinos posso dizer que os uruguaios tem uma relação dúbia, tendo em vista que no verão é esse contingente de povos estrangeiros que vive a perambular pelas praias e shoppings uruguaios, consumindo nos bares,&amp;nbsp; comprando nos restaurantes e lojas, consistindo numa das maiores fontes de renda do país: o turismo. Percebi que os brasileiros são melhor vistos que os argentinos pelos uruguaios (ao menos nessa época do ano), tendo em vista que nos jornais locais (El País é o principal deles) é comum encontrar nas reportagens expressões referentes ao Brasil como um "gigante sul-americano". Já os argentinos, seja pela rivalidade esportiva ou cultural (os uruguaios culpam os argentinos por terem lhe roubado dois símbolos nacionais: o futebol e o tango), ou pelas disputas comerciais com os vizinhos de fronteira ( por conta da instalação de fábricas de papel), parecem ser objeto de certos comentários jocosos ou de piadas de mesa de bar. De qualquer forma, é em Montevideo e Punta del Este que gravitam a maior quantidade de brasileiros e argentinos, e foi pra lá que eu me fui, juntamente com minha companheira, neste final de ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TStQa3D_EwI/AAAAAAAABYc/ZVEZ2OIWlng/s1600/DSC00052.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TStQa3D_EwI/AAAAAAAABYc/ZVEZ2OIWlng/s320/DSC00052.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;Ao passar o reveillon em Montevideo, percebi que a queima de fogos de artifício, na passagem do ano, nem de longe lembra o glamour e a imponência da festa de ano-novo no Rio de Janeiro. Mas, é claro, o Rio é uma das melhores festas do planeta. Entretanto, não deixa de ter sensível beleza e euforia saber que os uruguaios sabem comemorar com entusiasmo a passagem de ano, e pude ver uma orla marítima repleta de fogos, com uma boa duração do foguetório por mais de vinte minutos. Foi realmente muito bonito poder ver e filmar com minha querida esposa a festa do reveillon uruguaio, apesar dos tropeços para chegar no local da festa. Acontece que no Uruguai, o povo local leva a sério a palavra feriado, e nem sequer táxis havia disponível para poder transitar. É isso mesmo, ao chegar em Montevideo me deparei com um comunicado do sindicato dos taxistas dizendo que na data festiva, era dia de folga para os taxistas. Mas como pode ser isso? Taxista de folga no dia do reveillon? Mas e quanto aos passageiros? Transporte não é serviço fundamental? Pois é, nem ônibus, nem metrô, nem táxi, nossa sorte foi ter encontrado um táxi perdido no meio da noite, que queria ganhar uns extras (como um bocado de trabalhadores autônomos, que não queria saber das determinações do sindicato), e através de um simpático e falante taxista, que era a cara do Fito Paez, pudemos, enfim, chegar ao nosso itinerário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TStSs7xJhPI/AAAAAAAABYk/FOp-uF1uhGU/s1600/montevideo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TStSs7xJhPI/AAAAAAAABYk/FOp-uF1uhGU/s320/montevideo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Montevideo não se compara a outras grandes e turísticas capitais sul-americanas: como Buenos Aires, Santiago do Chile ou Bogotá, mas tem seus atrativos. O centro da cidade no dia do feriado é intensamente sujo, com milhares de pedaços de papel espalhados pelo asfalto, além do contato na calçada com fezes humanas ou animais (a depender do dia, pois os animais de estimação caminham com seus donos durante o dia, e pela noite, a sujeira encontrada no dia seguinte é proveniente dos moradores de rua, que perambulam pela cidade); mas a parte histórica da cidade, a partir da avenida 18 de Julio, com seus monumentos históricos, praças e prédios antigos, é um passeio turístico-cultural bem interessante e divertido. É possível ver o quanto a influência brasileira ainda está presente, ao ver o Palacio Brasil, ou ver a quantidade de postos de combustível da Petrobrás, Banco Itaú e cervejas ou produtos brasileiros que são facilmente comercializadas no país. Também é curioso ver a bonita homenagem que os uruguaios fazem a Los Treinta e Tres, e como a palavra é nome de praça, rua e demais logradouros na metrópole uruguaia, tendo em vista que o nome corresponde aos pioneiros das lutas de independência do pais. Vale uma sacada na praça Artigas, onde fica o monumento desse importante personagem histórico, em frente ao prédio da presidência; que, diferente da Casa Rosada ou da Plaza de Mayo em Buenos Aires, tem uma estrutura arquitetônica bem moderna, ao invés de clássica. No mesmo lugar tem o imponente Teatro Solis, e logo abaixo, descendo por qualquer das ruas, chega-se à orla marítima de Montevideo: uma mistura das praias urbanas de João Pessoa com Boa Viagem, com seu lado mais bucólico e pouco movimentado, entre docas e trapiches, e outro mais movimentado e freqüentado, com banhistas locais que se deliciam com as águas frias do Atlântico Sul, pulando das pedras em direção à água, ou simplesmente se bronzeiam na areia meio avermelhada do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TStXVV3royI/AAAAAAAABYw/70CfNhKPxe0/s1600/151116267BJSdfa_fs.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="211" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TStXVV3royI/AAAAAAAABYw/70CfNhKPxe0/s320/151116267BJSdfa_fs.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Depois de passar 3 dias em Montevideo segui para Punta del Este, ou melhor, a cidade que é seu alter ego menos famoso e de onde Punta se torna distrito: Maldonado. É em Maldonado que existe, de fato, a vida comum do cidadão uruguaio da região, longe da badalação da península, onde fica o centro de Punta del Este. Digamos que se os magnatas e ricaços descansam em Punta, o povão labuta em Maldonado. Confesso que gostei da cidade, cujo centro, pequeno e pitoresco, e a praça central,&amp;nbsp;lembra-me a zona comercial de cidades como São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Lá fiquei hospedado no hotel San Fernando, em frente à praça central da cidade. Um hotel quatro estrelas, de somente dois andares, mas muito simpático, que, apesar do preço meio salgado para o período, demonstrou-se ser uma opção bem mais legal do que a roubada que eu e minha companheira nos metemos anteriormente, e que serve de título para esta matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TSzVbyVQhbI/AAAAAAAABY4/QrBxDIKIP1s/s1600/daysinnmontevideohotel.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TSzVbyVQhbI/AAAAAAAABY4/QrBxDIKIP1s/s320/daysinnmontevideohotel.jpg" width="226" /&gt;&lt;/a&gt;É isso, meus amigos e amigas! Quando procurei, no final de outubro, uma lista de possibilidades de hospedagem para minha viagem vindoura ao Uruguai, consegui facilmente a indicação do Day Inn Hotel, em Montevideo, atrás do terminal rodoviário de Tres Cruces, no centro da capital uruguaia e que é muito bom. Já quando me reportei às opções de hospedagem barata em Punta del Este, deparei-me de imediato com a dificuldade de encontrar lugares vagos, tendo em vista que já em outubro todos os hotéis e albergues da península já estavam lotados, sem qualquer opção de compra pela internet. Depois de muito chafurdar pela rede, encontrei uma opção que, pelas fotos, parecia-me inicialmente bem agradável: o Hostel del Patio, próximo ao centro de Maldonado, há cerca de 7 km do centro de Punta del Este. Que grande roubada me meti!&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TSzU3xQoT4I/AAAAAAAABY0/4m82i5UNUL0/s1600/Hostel+del+Patio+Punta+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="237" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TSzU3xQoT4I/AAAAAAAABY0/4m82i5UNUL0/s320/Hostel+del+Patio+Punta+1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Pra começo de conversar, o preço cobrado pelos camaradas do hostel não perde em nada para os valores que são cobrados num bom hotel quatro estrelas. Além de caro, ao chegar no local, diferentemente do que me ocorreu no hotel em Montevideo, os jovenzinhos que me atenderam não conseguiram encontrar minha reserva, pois não me foi fornecido qualquer código de confirmação, tendo sido eu obrigado a vasculhar na internet deles um perdido e-mail de confirmação do próprio hostel, indicando que eu realmente tinha reservado um quarto para duas pessoas, no período que antecedeu a minha chegada. Mas o pior estava por vir.&lt;br /&gt;Ora, eu sei que nos hostels a rotina é mais simples e diferente do que se vê na hotelaria tradicional, desde os mais modestos ao mais sofisticados hotéis, porque o espírito do albergue é outro daquele vivido pelo ambiente hoteleiro, mas cada um tem seus limites. Há mais de dez anos freqüento continuamente diversos hostels e alojamentos durante minhas viagens, seja dentro do Brasil ou no exterior, e já dormi em beliche, rede, quarto próprio ou coletivo. Frequentei albergues da juventude estilosíssimos em Buenos Aires e Santiago, e não tive maiores problemas na minha primeira estadia no Uruguai, quando também fiquei hospedado num albergue, bem no centro de Punta del Este. Agora, os apuros que passei no tal Hostel del Patio são dignos de um filme: de terror!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pôxa! Tudo bem que o quarto que eu tinha com a minha esposa, apesar de modesto, não tivesse ar-condicionado e nem frigobar, mas como ficar num quarto que não tem sequer cortina na janela? Cadê a privacidade? O estado do colchão e da cama lembravam o tempo que os colonizadores espanhóis caminhavam sobre a região, e a quantidade de ácaros que se encontrava no meu travesseiro dava pra chamar uma equipe de entomologistas. Pra completar o martírio, numa área em que a temperatura ambiente era de 25 graus, mas que com os ventos litorâneos a sensação térmica caía pra 10, ir pra um banheiro coletivo sem chuveiro quente era o fim da picada. É normal ( e até regra) que nos hostels não se ofereça toalhas ou sabonetes, já que isso é por conta do cliente, mas geralmente, até por uma visão de mercado, esses estabelecimentos mantém um bazar, à disposição do cliente, onde é oferecido o aluguel de alguns utensílios de banho ou cozinha, e onde se pode comprar mercadorias, como refrigerantes e sabão. Pois é, lá não tinha! Ao contrário, além de ser convidado, em plena onze da noite, a visitar o supermercado local que acabara de fechar, após um dia inteiro caminhando ao sol por Punta del Este, fui obrigado a cumprir com o compromisso chato de ter de pagar 6 mangos pelo aluguel de uma toalha a uma funcionária do hostel igualmente chata. Cadê os direitos do consumidor? Cadê os direitos humanos? Não se trata de babaquice pequeno-burguesa querer tomar banho quente à noite. Pra quem vive na região sul do Brasil ou já experimentou o clima frio austral, banho quente é uma questão de sobrevivência. Ninguém quer pegar uma pneumonia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, restando-me no prejuízo, quando, enfim, consegui um hotel civilizado no dia seguinte para mim e minha esposa, ainda tive que amargar o prejuízo de não ver restituído o valor pago antecipadamente por três dias de hospedagem. Alegaram que como eu tinha feito uma reserva, o quarto já tinha sido separado para mim anteriormente, e assim o estabelecimento não poderia amargar prejuízo, já que tinham perdido a oportunidade de lucrar com a minha reserva. Porca miséria! Maldito espírito capitalista do direito contratual! Puto da vida, indignado, mas resignado, aceitei a rasgada de dinheiro que me foi imputada, restando a mim e minha atordoada companheira seguirmos em direção a uma cama e chuveiro quentinhos que nos esperava, há menos de dois quarteirões onde nosso inferno astral tinha começado. Parecia-me a noite de horrores tinha terminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nada! No retorno para casa ainda tive que pagar uma horripilante taxa de embarque, em dólares, que não me havia sido avisada pela companhia aérea quando comprei a passagem no site, e tive que desembolsar o valor de quase duas passagens aéreas Porto Alegre/São Paulo, para não ter que ficar preso na terra dos hermanos. Isso sem contar que em alguns lugares, os lojistas se recusavam a receber uma nota de 100 dólares que eu havia acabado de sacar do caixa eletrônico, por que estava rasgada na ponta. Pô! Tem transeuntes que caminham na praça que ao ver uma nota de cem dólares no chão podem até brigar e rolar no chão entre si pra pegar a grana, e as pedantes lojistas uruguaias não queriam receber o dinheiro que eu havia acabado de sacar em um de seus próprios bancos. Aí, haja paciência!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, tenho um retrospecto mais do que positivo em minha lua de mel uruguaia e a esposa parece ter ficado mais do que satisfeita. Ótimo! Fiz a minha parte! Porque em casamento a gente aprende, meu amigo! É melhor satisfazer o outro a fim de obter a satisfação própria do que se prender no egoísmo do seu próprio prejuízo! No final das contas, quem lucra é o amor! Vocês não acham?? Até breve, meus camaradas queridos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-7334452415778425943?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/7334452415778425943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/01/turismo-relatos-de-uma-lua-de-mel-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7334452415778425943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/7334452415778425943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2011/01/turismo-relatos-de-uma-lua-de-mel-em.html' title='TURISMO: Relatos de uma Lua de Mel:-Em Punta existem Hostels e Horrorestels.'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TStNUcKbBaI/AAAAAAAABYU/M5QMAZC-Xsw/s72-c/punta-del-este-004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-5280035274099983521</id><published>2010-12-20T12:36:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T06:16:01.416-08:00</updated><title type='text'>CULTURA POP: O mundo é zumbi!!</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Pela quantidade de filmes, livros, músicas, histórias em quadrinhos,posters e seriados de televisão, eu diria que, para os adeptos da cultura trash dos filmes B, e películas de terror dos últimos trinta anos, a grande onda do momento não é a de&amp;nbsp;um certo&amp;nbsp;bruxinho inglês,&amp;nbsp;já pós-adolescente, entrando na idade adulta junto com seus amigos&amp;nbsp;e enfrentando&amp;nbsp;um arqui-inimigo das antigas nos livros de &lt;em&gt;Harry Potter&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;e nem é a moda dos vampiros castos, metidos a bonzinhos ou semiefeminados da série &lt;em&gt;Crepúsculo&lt;/em&gt;, ou ainda&amp;nbsp;dos vampiros estilosos e erotizados, sedentos de sangue e sexo do seriado da HBO,&amp;nbsp;&lt;em&gt;True Blood&lt;/em&gt;. Até tentaram renovar a franquia dos filmes de lobisomem no cinema, com a série&lt;em&gt; Underworld&lt;/em&gt; ou com a refilmagem do clássico filme&amp;nbsp;de Lon Cheney, com Benicio del&amp;nbsp;Toro no lugar de Cheney,&amp;nbsp;interpretando o protagonista, que se transforma na fera em noites de lua cheia. Mas, não!&amp;nbsp;Digo que a onda agora está com os zumbis! O cetro de criaturas desmortas,&amp;nbsp;de andar trôpego, com carne putrefata despencando da pele e doidos pra comer&amp;nbsp;o cérebro dos&amp;nbsp;vivos está com os mortos-vivos! 2010 foi o ano dos zumbis!&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-4kz-YrLI/AAAAAAAABXk/NvBiRrr75jg/s1600/1_comic.gif" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-4kz-YrLI/AAAAAAAABXk/NvBiRrr75jg/s320/1_comic.gif" width="288" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Natural que&amp;nbsp;seja assim&amp;nbsp;porque as estórias de zumbis são um verdadeiro tratado antropológico. Defendo inclusive a cátedra de zumbilogia, nas cadeiras acadêmicas de Sociologia da Arte, pra explicar uma figura macabra que acabou se tornando ícone pop a partir de uma ilha que tem seus zumbis de verdade: o Haiti. Sabe-se que a prática do vodu, entre a população descendente de escravos da América&amp;nbsp;Central&amp;nbsp;antilhana, foi &amp;nbsp;pródiga em produzir mitos e estórias de pessoas que se reergueram do após-morte, e se tornaram&amp;nbsp;submissos escravos de seus ressucitadores,&amp;nbsp; autênticos autômatos de carne e osso, que sob efeito de uma&amp;nbsp;droga especifica&amp;nbsp;( um pózinho branco, hoje explicado pela medicina),&amp;nbsp; inalada e formada por&amp;nbsp;um composto de várias substâncias,&amp;nbsp;dentre elas&amp;nbsp;um veneno que pode ser&amp;nbsp;encontrado no peixe baiacu, podem se&amp;nbsp;transformar&amp;nbsp;num verdadeiro morto-vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Mas os zumbis só vieram a ganhar o mito que merecidamente tem até hoje com os filmes de terror&amp;nbsp;do célebre diretor George Romero. A partir deles pôde se conhecer melhor a mitologia desses personagens, tão fascinantes como aterradores, em clássicos como &lt;em&gt;A Noite dos Mortos Vivos &lt;/em&gt;(1968), &lt;em&gt;O Despertar dos Mortos &lt;/em&gt;(1978)&amp;nbsp;e &lt;em&gt;Dia dos Mortos &lt;/em&gt;(1985). O fascínio que a humanidade tem com pessoas que retornam da morte encontra-se em várias religiões, e no cristianismo, no livro bíblico do Apocalipse, isso é bem evidente, quando se lê o que diz em&amp;nbsp;&amp;nbsp;AP 20:13,14,15:"E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles haviam; e foram julgados cada um segundo as suas obras". E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo"&lt;strong&gt;.&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;Além disso,&amp;nbsp;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;/span&gt;pode-se ver a menção à ressurreição dos mortos em 1 Coríntios 15:35: "Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão&lt;em&gt;?"&lt;/em&gt; . No Antigo Testamento, em Daniel 12:2, encontra-se a passagem em que se diz&amp;nbsp;que "muitos dos que dormem no pós morte&amp;nbsp;ressucitarão, para vergonha e horror&amp;nbsp;eterno;". Enfim, os mortos-vivos fazem parte de nossa cultura, e através dela, cineastas como Romero exploraram com exaustão o tema&amp;nbsp;apocalíptico de uma humanidade que&amp;nbsp;acorda vendo seus&amp;nbsp;mortos despertar, saindo de suas sepulturas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-6XP05x7I/AAAAAAAABX0/Vpc5VsAXmCw/s1600/Walking_Dead.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-6XP05x7I/AAAAAAAABX0/Vpc5VsAXmCw/s320/Walking_Dead.jpg" width="209" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-4wX4mkzI/AAAAAAAABXo/jLg-sYGYJX0/s1600/Mortos+Vivos+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-4wX4mkzI/AAAAAAAABXo/jLg-sYGYJX0/s1600/Mortos+Vivos+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Quando eu era criança, estórias como a de mortos voltando à vida pareciam-me assustadoras, aumentando meu terror juvenil. Já na fase adulta, fora a diversão dos video games, pouco me assusta ver uma sociedade atacada por zumbis; mas, sem dúvida, tal fato origina uma série de teorias sociológicas. Seja nos filmes de terror "sérios" ou nas comédias, como em &lt;em&gt;Todo Mundo Quase Morto &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Zumbilândia&lt;/em&gt;, genial foi a refilmagem de um dos filmes de Romero, &lt;em&gt;Madrugada dos Mortos&lt;/em&gt; (Estados Unidos, 2004), dirigido&amp;nbsp;pelo jovem e talentoso cineasta&amp;nbsp;Zach Snyder (o mesmo que dirigiu &lt;em&gt;300&lt;/em&gt;, de Frank Miller), que no seu filme de estreia mostrou como cenário um shopping center, onde os últimos sobreviventes de uma epidemia que devastou o país permanecem cercados por uma multidão de zumbis sanguinários, enclausurados dentro de um templo de consumo. A metáfora não podia ser mais inteligente, numa crítica à sociedade de consumo onde os zumbis são os alienados pela zumbificante cultura capitalista. Outra mostra da criatividade ao lidar com&amp;nbsp;o tema de zumbis&amp;nbsp;nos filmes de terror é o ótimo &lt;em&gt;Todo Mundo Quase Morto &lt;/em&gt;(na verdade, bem melhor&amp;nbsp;é com&amp;nbsp;seu título em inglês: &lt;em&gt;Shawn of the &lt;/em&gt;Dead), uma comédia de terror que mostra, na abertura do filme, os habitantes de uma mortificada&amp;nbsp;Londres, na sua vida tosca e repetitiva, trabalhando mecanicamente&amp;nbsp;como se já fossem zumbis, numa economia capitalista desumanizante. Já os filmes de Romero serviam no final dos&amp;nbsp;anos sessenta como uma crítica à Guerra Fria, ao totalitarismo das grandes potências na falta de liberdade de expressão e em uma sociedade em crise, onde um velho modelo de sociedade convivia como um zumbi aterrorizando aqueles que desejavam mudança e transformação social. Todos os filmes de zumbi tem uma lição de moral e uma crítica de valores demasiado humana, e por conta disso os zumbis até hoje estão atrelados a nossa cultura moderna, urbano e&amp;nbsp;pós-industrial.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-53b5OS4I/AAAAAAAABXs/-lTEdmodHk8/s1600/Mortos+Vivos+quadrinhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="222" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-53b5OS4I/AAAAAAAABXs/-lTEdmodHk8/s320/Mortos+Vivos+quadrinhos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Recentemente, o canal por assinatura Fox revelou mais uma interessante abordagem sobre o tema dos zumbis, na constante criatividade e talento que vem contagiando as séries televisivas nos últimos tempos. Trata-se de &lt;em&gt;The Walking Dead&lt;/em&gt;, novo seriado que estreou no Brasil em novembro, que no mês anterior, nos Estados Unidos, cravou a impressionante marca de mais 5 milhões de espectadores&amp;nbsp;e que já tem confirmada para o ano que vem sua segunda temporada. A série é baseada numa antológica coleção de histórias em quadrinhos do mesmo nome,&amp;nbsp;publicadas pela Image Comics,&amp;nbsp;que saiu em 2006, premiada com o prêmio Eisner (o Oscar das publicações em gibi), escrita por Robert Kirkman e ilustrada por Tony Moore, e que no Brasil saiu com o título&amp;nbsp;&lt;em&gt;Os Mortos Vivos&lt;/em&gt;, pela HQM Editora.&amp;nbsp;Na Tv, o seriado reproduz quase que fielmente o roteiro dos quadrinhos, quando o policial Rick Grimes acorda num hospital de seu estado de coma, e descobre aterrorizado que toda sua cidade foi destruída, numa epidemia de mortos-vivos. A jornada de Grimes agora se resume a&amp;nbsp;recuperar sua família, composta pela esposa&amp;nbsp;Lori, e pelo filho Carl,&amp;nbsp;bem como de se reunir com outros sobreviventes para tentar escapar da tragédia que se avizinha. Dentre outros personagens emblemáticos da série, encontra-se Shane,&amp;nbsp;também policial, outrora&amp;nbsp;colega de Rick, que nutre uma paixão reprimida&amp;nbsp;pela esposa do&amp;nbsp;melhor amigo,&amp;nbsp;passando a se&amp;nbsp;questionar se&amp;nbsp;quer ou não matá-lo.&amp;nbsp;Fora o clima de pavor e tensão geral, por saber que se pode ser atacado a qualquer momento por uma horda de zumbis famintos, a série (tanto nos quadrinhos, quanto na televisão) ,procura abordar outros sentimentos humanos, transformando um filme de terror previsível num verdadeiro drama humano, típico das melhores produções literárias, explorando com riquezas de detalhes, o universo de sentimentos de cada personagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-6wKxqZjI/AAAAAAAABX8/Lne1I3zQ7PU/s1600/The-Walking-Dead-05.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="172" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-6wKxqZjI/AAAAAAAABX8/Lne1I3zQ7PU/s320/The-Walking-Dead-05.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-5__xkKSI/AAAAAAAABXw/_ZrYsVT0KKg/s1600/the_walking_dead_image_amc-4-600x422-512x360.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-5__xkKSI/AAAAAAAABXw/_ZrYsVT0KKg/s320/the_walking_dead_image_amc-4-600x422-512x360.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Em &lt;em&gt;Walking Dead&lt;/em&gt;, por exemplo, nos episódios iniciais, podemos ver o triste dilema do personagem Morgan, ao ver sua esposa,&amp;nbsp;mãe de seu filho&amp;nbsp;Dwayne,&amp;nbsp;recentemente transformada em morta-viva, e, na janela de um quarto, com a mira do rifle apontada à distância para a cabeça da esposa, não consegue atirar nela com lágrimas nos olhos, ao ver as fotos da mulher caídas de uma gaveta, num porta-retratos. Em outra cena, mais triste ainda, vê-se&amp;nbsp;a personagem Andreia&amp;nbsp;passando horas ao lado do corpo recém-falecido de sua irmã Amy, morta num ataque zumbi; que numa cena rara, de impressionante candura, fala com o cadáver da irmã, dizendo-lhe frases carinhosas, enquanto segura uma arma na outra mão, apontada para a cabeça da morta, sabendo do destino que lhe reserva daqui há algumas horas, quando a triste vítima irá se tornar mais uma das criaturas sanguinárias. Em outra passagem do seriado, Jim, um dos integrantes da comitiva de sobreviventes, mordido por um morto-vivo num ataque zumbi, começa a ter os sintomas típicos da doença que irá transformá-lo num dos monstros desmortos, e em seus delírios febris tem pesadelos, imaginando as criaturas pavorosas que em poucas horas irá se tornar, abandonado por seus amigos para morrer, num descampado, debaixo de uma árvore, pela incapacidade do grupo de matar por misericórdia um amigo ferido. No final de um dos episódios, ao dar um tiro na cabeça de um zumbi desfigurado, o personagem de Rick, antes de atirar, fica imaginando que ali, rastejando no solo, era outrora uma pessoa, e diante daquela figura deformada e assustadora, chegamos a sentir até sentimentos de compaixão, ao invés de asco.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-6nSnoikI/AAAAAAAABX4/YIRPEjwKn6g/s1600/the-walking-dead-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="196" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-6nSnoikI/AAAAAAAABX4/YIRPEjwKn6g/s320/the-walking-dead-1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;A originalidade da nova série da Fox é incorporar o espírito dos quadrinhos de Kirkman, revelando a real condição humana dentro de condições extremas de pura adversidade. A moral da estória é revelar quem são os verdadeiros monstros, quando egoísmo e sordidez se misturam com&amp;nbsp;espírito de sobrevivência, e os mínimos vínculos de sociabilidade se dissipam, quando a realidade ordena que cada um deve sair correndo e proteger a própria pele, diante de um cataclisma inevitável que a todos poderá destruir. &lt;em&gt;Walking Dead &lt;/em&gt;parece ser pessimista ao extremo, ao mostrar a tristeza de uma sociedade que está à beira da ruína e da extinção. Mas o que faz as pessoas continuarem lutando pela vida, apesar de tantas forças correndo ao contrário, é o forte desse interessante filme de terror, e que vale a pena ser assistido. Afinal, a esperança é a última que morre, mesmo que se torne uma morta-viva!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-5280035274099983521?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/feeds/5280035274099983521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2010/12/cultura-pop-o-mundo-e-zumbi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5280035274099983521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5672682668484386361/posts/default/5280035274099983521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conexoesinevitaveis.blogspot.com/2010/12/cultura-pop-o-mundo-e-zumbi.html' title='CULTURA POP: O mundo é zumbi!!'/><author><name>Fernando Silva Alves</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15466173426819325551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TECxmfIMTBI/AAAAAAAABM8/NTz5Al-wqvE/S220/DSC03992.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TQ-4kz-YrLI/AAAAAAAABXk/NvBiRrr75jg/s72-c/1_comic.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5672682668484386361.post-5778462254225938338</id><published>2010-12-05T18:07:00.000-08:00</published><updated>2010-12-05T18:14:28.098-08:00</updated><title type='text'>CINEMA: "Centurião" é filme épico pra gladiador nenhum botar defeito</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxESh5mp2I/AAAAAAAABV0/dCMrWXVL3zs/s1600/centurion2.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxESh5mp2I/AAAAAAAABV0/dCMrWXVL3zs/s1600/centurion2.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Como amante da sétima arte, gosto dos filmes épicos, desde &lt;em&gt;Ben Hur &lt;/em&gt;de Cecil B. de Mille até &lt;em&gt;Gladiator&lt;/em&gt; de Ridley Scott, passando por &lt;em&gt;Alexandre&lt;/em&gt;, de Oliver Stone&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;Por falar em gladiadores, o diretor britânico Ridley Scott notabilizou-se pelo gosto em gravar grandes épicos,&amp;nbsp;além do filme outrora citado, também com seu recente &lt;em&gt;Robin Hood&lt;/em&gt;, mais uma vez valendo-se do ator que lhe deu o Oscar, com o astro preferido do cineasta, Russel Crowe, e a consagrada atriz&amp;nbsp;Cate Blanchet. Recentemente, assisti outro bom filme dessa safra: &lt;em&gt;Centurião (Centurion&lt;/em&gt;, Reino Unido,2010&lt;em&gt;),&lt;/em&gt; do também cineasta&amp;nbsp;inglês Neill Marshall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não conhece o diretor, Marshall vem da leva de novos e bons cineastas que apareceram nos últimos anos, como Sam Raimi e Chistopher Nolan; &amp;nbsp;só que o cara era mais conhecido por dirigir filmes de terror B &lt;em&gt;(&lt;/em&gt;o cult movie &lt;em&gt;Abismo do Medo&lt;/em&gt; é sua principal referência)&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; A atmosfera sombria e acinzentada das películas desse diretor também pode ser vista em &lt;em&gt;Centurião&lt;/em&gt;. Só que fora a fotografia mórbida e os jorros de sangue, mutilação e corpos massacrados na tela, podemos ver uma fascinante trama sobre um mistério histórico: o destino da 9ª Legião Romana, que desapareceu nas florestas da Caledônia (atual Escócia), aproximadamente no primeiro século depois de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxEelQHPHI/AAAAAAAABV4/l4HdLRMhdCE/s1600/Centurion+movie.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxEelQHPHI/AAAAAAAABV4/l4HdLRMhdCE/s320/Centurion+movie.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Segundo muitos historiadores (e em interessante reportagem na revista &lt;em&gt;História Viva&lt;/em&gt;), a 9ª Legião Romana, ou &lt;em&gt;IX Hispana&lt;/em&gt;, foi um dos mais efetivos exércitos que o Império Romano possuiu. Foi criada&amp;nbsp;inicialmente pelo próprio Júlio César, e junto com as demais legiões, participou das mais emblemáticas campanhas militares que transformaram Roma de uma provinciana república para um cosmopolítico império. Para se ter uma ideia, a&amp;nbsp;&lt;em&gt;IX&lt;/em&gt; esteve presente na vitória dos romanos contra os bárbaros germânicos e era tida como infalível e invencível por muitos imperadores romanos. Os integrantes de seus batalhões (e isso é retratado no filme) consistiam num efetivo globalizado, com soldados vindos de todas as regiões do império. É esse exército formado por brancos, negros, mestiços, romanos da gema, assírios, numíbios, galeses e ibéricos, que vai enfrentar as frias e inexploradas colinas&amp;nbsp;de um,&amp;nbsp;até então,&amp;nbsp; inóspito arquipélago, cheio de perigos e&amp;nbsp;povos hostis que não queriam se deixar conquistar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxEop1dJHI/AAAAAAAABV8/DpBokmuLvj8/s1600/centurion.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxEop1dJHI/AAAAAAAABV8/DpBokmuLvj8/s1600/centurion.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Ocorre que após se instalar na última província romana, a &lt;em&gt;Britania&lt;/em&gt; (onde hoje é a Inglaterra), fortificada nas proximidades da região de York, após 120 d.C. ,a legião desapareceu, sumindo dos registros e dos livros dos historiadores oficiais. A história de seu desaparecimento continua mal contada, e algumas lendas dizem que este efetivo militar foi provavelmente destruído nas florestas da Caledônia, ao enfrentar o temido e&amp;nbsp; selvagem povo local, os pictos, tribo altamente organizada de guerreiros que atacavam sob a forma de guerrilha, aproveitando-se do cenário local,&amp;nbsp;e que conheciam muito bem a geografia acidentada, montanhosa e gélida do norte da Bretanha, nos longos&amp;nbsp;e dolorosos invernos. Muitos acreditam que os soldados romanos da 9ª Legião tenham encontrado o sofrimento e&amp;nbsp;a morte, dentro dos vales, florestas e penhascos que circulavam a antiga terra dos pictos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxExE94mvI/AAAAAAAABWA/BNOEzgr0vIA/s1600/Roman_Centurion_Running_from_Picts.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxExE94mvI/AAAAAAAABWA/BNOEzgr0vIA/s320/Roman_Centurion_Running_from_Picts.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;É justamente sobre esse drama histórico que se desdobra a estória de Quintus Dias (interpretado pelo ator alemão, Michael Fassbender, visto em &lt;em&gt;Bastardos Inglórios&lt;/em&gt;, de Quentin Tarantino), centurião romano, subcomandante de um destacamento situado na fronteira com a Caledônia, que além de falar o dialeto nativo, é um profundo conhecedor da cultura dos pictos. Dias vê seu próprio destacamento ser atacado e destruído pela ação fantasmagórica dos guerreiros pictos, e, capturado e levado a presença do rei picto, Golarcon, Dias acaba&amp;nbsp;conseguindo escapar&amp;nbsp;e encontra o general Titus Flavius Virilus (o ator Dominic West, ótimo), comandante da lendária 9ª Legião Romana, enviado a região pelo governador romano&amp;nbsp;da Britania, Agrícola, e encarregado de sufocar com seus soldados a revolta dos pictos. Não demora a tardar para que o general Virilus descubra,da forma mais trágica, que a tarefa que lhe foi incumbida não foi das mais fáceis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxE3SXfdrI/AAAAAAAABWE/vfYa5LY3jYA/s1600/centuriao_1.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxE3SXfdrI/AAAAAAAABWE/vfYa5LY3jYA/s320/centuriao_1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;É aí que surge no filme a principal protagonista feminina. a guerreira picta Etain, interpretada pela bela e morena atriz e ex-modelo ucraniana, Olga Kurylenko (que pôde ser vista como a última &lt;em&gt;bondie girl&lt;/em&gt;, do recente filme de 007, &lt;em&gt;Quantum of Solace&lt;/em&gt;), que sintetiza bem o espírito do filme. Etain é uma guerreira fria e sanguinária, caçadora de sua tribo, que torturada pelos romanos na infância,&amp;nbsp;ao ver&amp;nbsp;sua família ser massacrada quando criança e tendo sua língua cortada para não denunciar as atrocidades dos invasores, ela agora só tem um objetivo: destroçar os romanos, cortando suas cabeças com sua habilidosa lança. Na verdade, tendo como pano de fundo um contexto histórico, o filme de Marshall quer até&amp;nbsp;passar uma mensagem política interessante: &lt;strong&gt;por mais que se defenda um dos lados numa guerra, você está sempre do lado errado&lt;/strong&gt;. A máxima é tão verdadeira quando se vê que na guerra sanguinária entre romanos e bárbaros, o maniqueísmo presumido entre uma potência imperialista que quer subjugar povos estrangeiros mais fracos, e a luta destes contra a opressão romana, cai por terra quando se percebe que ambos os lados do conflito tem seus interesses mesquinhos e seus próprios párias sociais (qualquer semelhança com o papel dos EUA hoje e a Guerra do Iraque, não é mera coincidência histórica). Tanto soldados romanos quanto guerreiros pictos acabam por descobrir, tristemente, que são apenas marionetes num teatro de guerra montado sob os interesses de grupos e oligarquias que querem conquistar ou manter o poder. Fora os clichês, típicos de qualquer filme de época, &lt;em&gt;Centurião &lt;/em&gt;é uma boa diversão, como filme de aventura baseado num fato histórico, e retoma o charme de filmes de "espada, escudo e sandálias", ótimos para os aficcionados em história greco-romana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxFGbsm3eI/AAAAAAAABWI/LN90XVoFTUU/s1600/centuriao_2010_f_007.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="167" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Vsff2GP2B0Y/TPxFGbsm3eI/AAAAAAAABWI/LN90XVoFTUU/s320/centuriao_2010_f_007.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Com uma proposta despretenciosa, vinda de um diretor mediano, ainda não consagrado, &lt;em&gt;Centurião&amp;nbsp;&lt;/em&gt;parece ser&amp;nbsp;uma ótima opção pra quem gosta de ir ao cinema, assistir um bom filme de aventura e com uma estória, no mínimo, interessante. Como diz o personagem Quintus Dias no começo do filme:"Eu sou Quintus Dias, centurião romano, é isso não é nem o começo, nem o fim de minha estória". Um bom divertimento!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5672682668484386361-5778462254225938338?l=conexoesinevitaveis.blogspot.com' al
