segunda-feira, 26 de março de 2012

HOMENAGEM: E lá se foi o Chico!!

Em uma de suas últimas apresentações, ao lado de
Tom Cavalcante, um de seus discípulos.
A meu ver, existem duas formas de envelhecer. Uma delas é serenamente, aproveitando o restante dos dias que a vida ainda lhe proporciona, desfrutando de forma especial cada momento, olhando sempre para o amanhã, mesmo que o passado seja mais convidativo, e, assim, quando a hora final chegar, simplesmente morrer, desaparecer, deixando de respirar. Alguns conseguem até a proeza da morte desejada, pois, como num sonho, morrem dormindo, sem dor (o sonho de qualquer um que fica velho ou de quem viu seus velhinhos doentes partir em meio a doença). Outros envelhecem e passam o final de seus dias doentes, amargurados, amargos, pensando no passado e não conseguindo se encontrar livre dele. Geralmente essas pessoas já foram gigantes ou pessoas de longa estatura social. O filme A Dama de Ferro, que oscarizou pela terceira vez a veterana atriz norte-americana, Meryll Streep, este ano, é um exemplo disso; ao relatar os dias atuais da ex-dama de ferro, Margareth Thatcher. Aqueles que tinham um brilho anterior quando jovens, agora só lançam pequenas faíscas da chama que os animava, mas não conseguem viver a aposentadoria em paz, por serem chamados diariamente a ressuscitar o tempo em que eram tão bons, em tempos que já não voltam mais. Creio que assim como Thatcher, pessoas como Chico Anysio eram assim, que morreu no último dia 23 de março.

O Professor Raimundo e sua Escolinha. Um dos personagens
icônicos de Chico que atravessou várias gerações de brasileiros.
Francisco Anísio de Oliveira Paula Filho, no nome de batismo, havia nascido em Maranguape, Ceará, há oitenta anos atrás (12 de abril de 1931), vindo de uma família de comerciantes outrora prósperos, mas em derrocada econômica.Em função disso,  Chico acabou indo bem cedo para o Rio de Janeiro, ainda na infância, quando passou a adotar a terra carioca como seu segundo lar. Foi lá que ele estreou em programas de rádio, na platinada e varguista década de 50 do século passado, quando nas tentativas mal sucedidas de se tornar galã de novela, acabou virando comediante. E que comediante! Nas décadas seguites, Chico Anysio tornou-se o maior representante da comédia e do humor nacionais. Por três décadas ele reinou quase que absoluto, ao ser contratado pela Rede Globo no final da década de 60, e passar a estrelar por lá o humorístico Chico City. Depois vieram o Chico Anysio Show, na década de 80 e a Escolinha do Professor Raimundo, na década de 90. Este último, por sinal, uma reedição de um antigo sucesso do rádio, feito ainda no início da carreira do artista, quando a figura do professor nordestino, com uma turma de alunos atrapalhados, já rendia boas risadas no rádio, há mais de cinquenta anos atrás.

Coalhada. Outro dos personagens de Chico
que no país do futebol fez história.
Na minha opinião, de toda a trajetória de Chico, acredito que a mais esfuziante se deu na década de 70. Lá, assim como os Rolling Stones eram estrelas absolutas na música, aqui no Brasil, o humor de Chico Anysio reinava absoluto.É só ver pelo youtube as caras e as caretas do humorista versátil que era Chico naquela época, no auge da sua juventude, criatividade e maturidade como artista, com um programa semanal no Fantástico da Rede Globo, onde, de cara limpa, despido de suas caricaturas, Chico desfilava crônicas do dia a dia com o mesmo sucesso que interpretava seus personagens, e que personagens! Por mais que humoristas de sua época, como Jô Soares e Renato Aragão também compartilhem do panteão da risada nacional, foi Chico quem se eternizou com sua galeria de mais de duas centenas de personagens: do Bozó, funcionário da Rede Globo a Roberval Taylor, o loutor de rádio. Do velho Popó, com seu pão-durismo judaico a Bento Carneiro, o vampiro brasileiro. Havia o Pantaleão, nordestino mentiroso compulsivo e contador de histórias, assim como ríamos das malandragens do negro carioca Azambuja, aplicando mais um de seus golpes que nunca dava certo ou das profecias do Profeta ou as mandingas do Véio Zuza. Tínhamos ainda o Coalhada, jogador perna de pau que sonhava em jogar na seleção brasileira, até o Nazareno, com sua mulher horrorosamente feia, gritando: "Caladaaaaaa!!!" (para arrepio das feministas). Havia o "Jovem", com suas estripulias de playboy ou o alcoolismo de Tavares e sua "Biscoito". As frescuras abaitoladas do pai de santo baiano Painho, ou os conselhos a presidentes da gaúcha Salomé. Ainda tínhamos o encanto irresistível do Silva, com seu sotaque sertanejo e óculos de grau, ou Cascata e Cascatinha, com seu bordão "meu garoto, meu paipai!". Podíamos rir de Haroldo, o ex-gay que virou hétero e machista, ou de Bruce Kane, personagem de filme americano, propositadamente dublado, que vinha dos filmes policiais de Cincinatti, Ohio ou dos faroestes spaghetti (uma sátira aos filmes Clint Eastwood), ou tínhamos o talento pseudoshakesperiano do ator casca grossa, Alberto Roberto.

"Minha vingança saráaa maligrinaaaaa".
Dizia o Vampiro Brasileiro.
Enfim, em todos os seus personagens podíamos ver a cara do Brasil, os mais diversos e regionalizados tipos humanos espalhados em milhares de caricaturas, onde podíamos rir de nós próprios como um Narciso invertido (quando podíamos, inclusive, ceder lugar ao riso, no lugar da revolta, na crítica social velada que o humorista fazia da corrupção no país, com seu personagem histrionicamente histórico, o deputado Justo Veríssimo. Aquele que odiava pobre; ou Tim Tones, pastor evangélico pop, norte-americano, que só queria saber de "carregar a sacolinha", ao final de cada culto. O humor de Chico Anysio era de uma genialidade ímpar porque ele soube, como ninguém, caracterizar o Brasil nascente do século XX, um país que atravessou uma redemocratização forçada após a II Guerra, passou por momentos altamente turbulentos diante de governos populistas, até sucumbir finalmente nas mãos dos militares, linha-dura, mediante um golpe de Estado e um regime ditatorial que durou vinte anos. O humor de Chico perpassa essas fases, até chegarmos novamente a nos tornar uma democracia (ou, ao menos, ser pela primeira vez, democracia de fato). Em suas piadas e seus personagens captamos os movimentos da história, com as incertezas e fragilidades de uma democracia jovem, nascente, aprendendo  a engatinhar. Levando suas quedas nos primeiros passos, quando da precipitada eleição de Collor, o confisco posterior das cadernetas de poupança e a consequente queda do poder do presidente do "aquilo roxo", após um movimento cívico por impeachment, devido a denúncias de corrupção. Nesse meio tempo, Chico Anysio estava lá, e ele correu o risco, até mesmo, de se casar com sua própria piada, quando se apaixonou e casou com a ex-ministra da economia de Collor, Zélia Cardoso de Melo, após esta ter sido defenestrada do governo (e de nossos bolsos), mediante a impopular medida de confisco das poupanças.

"Assim eu não garavooooo...."
O gênio complicado do galã Alberto Roberto.
Chico era tudo isso, mas também era humano. Com seus defeitos e virtudes ele foi sendo o representante da alma nacional. Um "Macunaíma moderno" poderão dizer alguns, do herói sem caráter, que galgou fama, fortuna, mulheres, vários casamentos e filhos tão rápido quanto fazia uma piada. Em suas últimas entrevistas, um já doente Chico reclamava da falta de reconhecimento da emissora que, outrora, o galgava como um dos príncipes da comédia ou rei do humor nacional. Para alguns, realmente Chico foi uma espécie de "Coronel do Riso", manipulando esquetes, aprovando ou desaprovando roteiros, contratando ou levando ao ostracismo certos artistas, e, de uma forma até um pouco ranzinza, criticando seus parceiros no humor, que viriam a lhe suceder, como os atores-humoristas da TV Pirata ou os hoje consagrados integrantes do grupo Casseta & Planeta. O pessoa do Casseta (como humor também está em transição, dando espaço para novas gerações) merece comentários a parte, em outro texto, mas compete aqui dizer que o grupo de Hubert, Reinaldo, Hélio de La Peña, Claudio Manoel e Cia, está com moral para as Organizações Globo, assim como Chico já esteve com o todo poderoso patriarca da emissora, o lendário e já falecido Roberto Marinho. Chico reclamava que, no tempo em que o "Dr. Roberto" era vivo, ele se sentia mais prestigiado na casa, uma vez que o velho já teria lhe dito que cada pilastra da Rede Globo devia alguma coisa a Chico Anysio. O problema é que a piada sempre acaba!!

"Mas, Bahhh, tchê!!" Nâo é que é a Salomé de Passo Fundo?!
É por arrancar o riso que o artista mede seu tempo de vida, sabendo que um dia a piada pode perder a graça, o humor fica datado ou corresponde a uma época. Por mais que se esforçasse, o tempo e a idade acabaram por amarelar também as piadas de Chico Anysio. E se a idea de revitalizar a Escolinha do Professor Raimundo foi genial no começo da década de 90 (quando o seriado passou, inclusive, de ser semanal, para ser diário), acabou se revelando ultrapassada no final da mesma década, no começo do novo milênio; quando aquela agradável trupe de artistas bem velhinhos, comediantes já decadentes, ressucitados pelo chefe, acabaram perdendo a graça (e a audiência), fazendo com que, finalmente, a Rede Globo lhe fechasse as portas. Que triste fim o dos humoristas: passam a vida inteira ganhando o pão de cada dia fazendo rir, mas quando a piada perde a graça, caem no ostracismo. Chico Anysio permaneceu os últimos anos da última década encostado, recebendo seu salário com respingos de dignidade, mas sem ter mais o fôlego e o sucesso que lhe tornavam, antes, onipresente. Infelizmente, para o velho comediante e humorista, a hora de fechar as cortinas já estava próxima. E foi um Chico amargurado que eu vi pela última vez e que me marcou, reclamando de tudo e de todos, ao lado de uma sensível e jovem esposa, aos prantos diante do declínio fisico e profissional do artista, que eu vi nas páginas de uma revista semanal que tratou de seu estado de saúde, dois anos antes de ele partir de fato, como agora partiu, com a impressão de que, de certa forma, ele já tinha partido antes, quando a televisão lhe rendeu a última homenagem, num emocionante programa realizado no ano passado.

Enquanto isso: "é o salário óooooo!!!".
E descem as cortinas para o Chico. Adeus! Ou será um até breve, um até logo, um até as próximas risadas que ainda se perpetuarão ao vê-lo reprisado na TV? Às vezes penso que Chico não morreu, o que o morreu foi apenas seu corpo físico, porque a presença de seus personagens estará marcada indelevelmente na cultura nacional. Desta forma, Chico é eterno!!

quarta-feira, 7 de março de 2012

POLÍTICA: O Antilulismo é tão ou mais visceral que o lulismo!

Os sociólogos e cientistas políticos brasileiros adoram um neologismo, e se não aproveitam o que diz a imprensa, ao menos inventam termos ou codinomes que ficariam bem num jornal. A última da vez foi a distinção entre "petismo" e "lulismo", que, para alguns estudiosos (principalmente os historiadores), até faz sentido, levando-se em conta o tempo em que o Partido dos Trabalhadores não tinha chegado ao poder, e após os oitos anos de governo Lula, quando o expoente maior do partido chegou, finalmente, à presidência da República.

Petismo não se confunde com lulismo porque este último é um efeito direto da repercussão da primeira chegada de Lula (e não do PT) ao poder. O lulismo é resultado de 8 anos de uma política acentuadamente social, mas de cunho populista, que carregada por um líder extremamente carismático e de apelo popular, fez com que milhões de cidadãos, adeptos ou não do bolsa-família, torcessem pelo êxito governamental do "ex-sapo barbudo". De fato, para muitos economistas, mesmos àqueles que não são alinhados com o governo, o crescimento do país foi notável. A "marola foi boa", como diria o próprio Lula no seu esbanjamento de expressões populares em seus discursos, e, sobretudo, ao garantir a eleição de sua assessora direta, a ex-chefe do Gabinete Civil, Dilma Roussef, à presidência da república, Lula fez mais do que eleger uma sucessora, ele se credenciou, de vez, como uma histórica (e lendária) liderança política nacional. Lula passou a figurar nos panteões da República como um dos grandes estadistas da história nacional, como foram (ou tentaram ser) em épocas distintas, Vargas, Dutra e Juscelino. Quanto ao petismo, restou ficar com a burocracia partidária, algumas prefeituras e governos estaduais, e com sua ideologia.

Agora, o que me chama mais atenção na mídia nacional não é petismo, mas sim seu inverso, sua contraparte, o "antilulismo". Se o antipetismo era um sentimento ideológico típico, com nítidos contornos de classe, do eleitorado de classe alta e classe média alta do eixo sul e sudeste que repugna o discurso socialista ou social-liberal do petismo; agora o que se nota nos editoriais e artigos da grande imprensa nacional é o predomínio do antilulismo, direcionado, em grande parte, ao governo da sucessora do intrépido e falastrão líder metalúrgico que virou presidente. Para alguns jornalistas, por mais que mostre personalidade própria, Dilma é  apenas o alterego de Lula; e o bem avaliado governo federal, nada mais do que um resquício recalcitrante do lulismo.

Guilherme Fiúza. Um dos jornalistas da
grande imprensa nacional, forte candidato a crítico
do governo e agente da oposição da Nova Direita brazuca.
Dentre os notórios antilulistas de carteirinha, posso destacar o articulista da Revista Época, o escritor e roteirista Guilherme Fiúza, que escreve semanalmente seus impropérios contra o governo de Dilma Roussef, querendo atingir na verdade, seu verdadeiro desafeto (?): o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Fiúza tem um estilo galante de escrever:ácido, violento,  virulento,mas também discreto. Diferentemente de seu colega que escrevia na Veja, Diogo Mainardi, Guilherme Fiúza destila suas profundas impressões críticas sobre o lulismo, por vezes desancando seu principal expoente, sem parecer, ao menos, tão direitista. Não há dúvidas de que Fiúza é um liberal (ou até neoliberal, se coubesse a um jornalista um jargão tão minúsculo), mas de forma diversa da burrice de alguns articulistas da Editora Abril ou Folha, que acabam por insultar frontalmente personalidades públicas, divulgar dôssies falsos ou fornecer falsas informações nas páginas de suas revistas e jornais, o jornalista autor de Meu nome não é Johnny, consegue se manter firme nas páginas semanais de Época por atirar sem machucar ninguém. É pelo puro exercício da crítica que Fiúza desenvolve seu antilulismo e não para querer destruir imagens ou reputações, como outros meios de comunicação gostam de fazer. Afinal, poderia dizer o Fíuza: Meu nome não é Mainardi.


Contra a dinheirama vomitada dos cofres públicos,
a Nova Direita reclama. Mas será que eles fizeram diferente?
O antilulismo de Fiúza reflete o antilulismo de uma classe média que há muito tempo antipazara com o estilo bonachão do ex-presidente da República, colocado no lugar da imagem de sindicalista radical, barbudo, malcheiroso e subversivo. Para algumas pessoas, independente da forma como Lula se apresenta, este será sempre o "sapo barbudo", o inimigo de classe ou demagogo oriundo da classe operária, que com seus maus modos e seus anos passados "sem trabalhar", pagos às custas do partido ou do sindicato, ainda atazana a política nacional, mesmo depois de ter sido quase corroído por um câncer. Lula expressa o tipo do líder carismático, esboçado em Maquiavel e dissecado por Weber, que não consegue ser uma unanimidade, mas sim provoca reações de aprovação ou desaprovação, pois, se não agradar, que ao menos seja lembrado. Para observadores argutos como Fiúza, Lula sempre será Lula e o PT sempre será PT, com sua romaria de conchavos, acordos políticos exitosos ou fracassados, maracutaias, populismo de esquerda, aparelhamento do Estado em prol de sindicatos e corporações, além dos mensalões. Na visão liberal do citado articulista, Lula é um caudilho (assim como Hugo Chavez o é, na Venezuela ou Peron foi, na Argentina), cuja conduta centralizadora nos rumos da política nacional só contribui para prejudicar os avanços da democracia brasileira, que prega a alternância de poder. Se o antipetismo é burro, o antilulismo é, no mínimo, equivocado, por achar que Lula pode se converter num Fidel ou que o Brasil é uma ilha distante dos ventos da globalização, e que a abertura do mercado e crescimento econômico do começo de século na gestão de Lula ainda não é suficiente para dizer que o país mudou, ou que ao menos saiu de um lamaçal.

Para os críticos, o mal do governo Dilma vem de berço, por conta
de seu "lulismo".Será que isso é defeito ou será ainda ressaca eleitoral da
eleição passada?
Não sou aqui conivente com desmandos ou ilegalidades e nem sou tão fã de carteirinha do ex-presidente brasileiro, para afirmar que acredito piamente em tudo o que se publica de favorável ou desfavorável ao governo do presidente antetior. Acho que no lulismo do governo passado muito se transigiu com a corrupção em troca de apoio político, mas o petismo da atual presidente Dilma tem afastado em demasia essa corrupção. Também sei que o velho pragmatismo da esquerda, assim como seu radicalismo, são ambos prejudiciais para o projeto de credibilidade politica de partidos que se arvoram como sendo de uma base socialista. Agora, ideologicamente, sei que as críticas de jornalistas como Fiúza são tão ideologizadas quanto as iniciativas governamentais e mancadas do governo anterior e passado, que merecem receber suas canetadas. Como eu disse, gosto do estilo de Fiúza, assim como gosto dos méritos e reconheço os deméritos do governo que apoio. É importante ter jornalistas que escrevam contra o governo, para não parecermos um país de partido único, uma ditadura como na Coréia do Norte, onde só existe uma voz oficial. Na democracia o embate de ideias é extremamente válido, principalmente se elas forem as mas díspares ou estapafúrdias, e os teóricos da nova direita devem sim, ter espaço cedido nos meios de comunicação, para manifestarem sua opinião, nem que seja para serem também críticados e esquecidos posteriormente pelo eleitorado.

Agora, se Guilherme Fiúza quiser realmente se notabilizar como jornalista puro-sangue e não ficar conhecido  apenas como o autor de um livro só (aquele que virou filme), sugiro que não dê as escorregadelas que deu anteriormente seu colega da sucursal de Veja, ao querer fazer de Lula sua anta (e quebrar a cara por isso!). Diogo Mainardi, ao invés de colecionar leitores adeptos, colecionou processos de desafetos, que lhe custaram a coluna anteriormente escrita no citado semanário do Grupo Abril. Ao mesmo tempo que defendo imprensa livre no Brasil, também acredito na existência de uma imprensa responsável. Não se pode transformar o ódio inconsciente ou antipatia por determinada personalidade política ou candidato em avaliação política de todo o contexto de um governo ou de uma sociedade. Nesse sentido, o antilulismo pode deixar de ser uma mera posição política, para se transformar numa doença. Cuidado, Fiúza!!

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