quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

COMPORTAMENTO: O triste destino das estrelas pornôs

Pornografia sempre existiu, desde o começo dos tempos. Durante séculos, ao lado dos preceitos morais contra a nudez e a prática sexual, vemos menção a pessoas que se despem em situações moralmente constrangedoras, que poderiam gerar todo tipo de interpretação. Há até uma passagem na Bíblia, no Antigo Testamento, em Gênesis, onde Noé repreende seus filhos, após ter se embriagado no acampamento, após o dilúvio, e ter dormido pelado em sua tenda;numa passagem que poderia fazer corar muita gente de vergonha, pois, por muitos séculos, a própria nudez era considerada pornográfica. Assim, na literatura, nos escritos marginais, nos muros da cidade antiga, ou na alcova dos aristocratas que liam as obras do Marquês de Sade durante o Renascimento, a pornografia se desenvolveu. Com o surgimento das artes visuais e a invenção do cinema, não demorou para que corpos desnudos também surgissem na tela grande, além do surgimetno das histórias em quadrinhos (no Brasil, chamados de "catecismos", dentre os quais os mais famosos eram do cartunista Carlos Zéfiro) e do cinema pornô que se consolidou na década de 70 do século passado, e que foi retratado no ótimo filme Boogie Nights, do diretor norte-americano Paul Anderson, com o ator Mark Walbergh interpretando um icônico ator pornô do período (uma homenagem ao finado ator pornô, John Holmes). Nos anos oitenta chegou a era do videocassete e com eles as fitas em VHS que popularizam uma indústria extremamente lucrativa que gerou as suas lendas, entre astros, atrizes e diretores. Uma nova meca do entretenimento sexual surgia com base na cultura da sacanagem. Depois, na década de noventa chegou o DVD, e nos anos dois mil a internet consolidou a pornografia de forma maciça, sendo impossivel encontrar hoje, um mísero computador que, mesmo a despeito de seu dono, já não tenho acessado conteúdo erótico, nem que seja por mera curiosidade. Mas o que aconteceu com as pessoas que viveram dessa indústria?

Recentemente, navegando no Youtube, por curiosidade abri um vídeo, com tom musical dramático, rendendo uma homenagem às antigas estrelas dos filmes pornográficos, famosas ou nem tanto, que já partiram daqui pro andar de cima. Fiquei impressionado com a quantidade de mais de cinquenta pessoas, homens e mulheres que alguma vez na vida atuaram nesses filmes, e o destino trágico que tiveram. Em sua maioria, os homens, principalmente aqueles que atuavam em filmes pornôs gays, da década de oitenta, morreram de AIDS, ou foram encontrados mortos, violentamente assassinados (a tiros ou facadas). Já no caso das mulheres eram comuns os suicídios, ou as mortes acidentais por overdose de drogas ou mediamentos. Recordei-me de uma famosa atriz pornô do começo da década de noventa, Savannah (na verdade, Shannon Wilsey era seu nome de batismo), uma linda moça loira, de seios fartos e sensualidade estonteante, que com seu rosto angelical, fez o prazer de muitos garotos adolescentes, que viam escondido dos pais fitas de vídeo pornográficas, que mostravam estrelas daquela época, como as hoje cinquentonas Ashlyn Gere, Angela Summers e Jeana Fine. 
Savannah foi uma das das que morreram, contaminadas pela fama.

Um documentário sobre a vida de Savannah pode ser visto no History Channel, e nele vemos o quanto existem bases sociólogicas que explicam a opção de algumas pessoas de, exercerem um tipo de prostituição visual, ao despirem seus corpos e transarem com outras pessoas na frente das câmeras. Savannah (que, naturalmente, como toda atriz pornô, usava nome falso), fazia parte de um contingente de jovens rapazes e garotas bonitas, oriundos de famílias pobres ou interioranas, que, no caso do Brasil vinham das regiões sul e sudeste, e no restante do mundo, principalmente no hemisfério norte, vieram do interior dos Estados Unidos ou do Leste Europeu. Eram jovens que tentavam vencer na vida pela aparência, e numa sociedade urbana e industrializada, escolhiam o mercado do sexo como uma opção para se tornarem, ao seu modo, "estrelas de cinema". Savannah matou-se após entrar numa espiral perigosa de sexo, muito dinheiro ganho com filmes e prêmios, muitas drogas (seu vício em cocaína era célebre), álcool e, sobretudo, o gosto pela velocidade. Foi num acidente de carro que Savannah encontrou seu fim, escapando de um terrivel desastre automobilístico, mas ficando com seu rosto seriamente deformado. Sem conseguir suportar ver-se no espelho, com seu rosto outrora angelical e lindo, agora desfigurado, Savannah acabou por dar um tiro na própria cabeça, encerrando uma triste história que, estatisticamente, acontece há muitas das pessoas que vivem nesse meio. Com exceção de atrizes veteranas, que conseguiram superar o vício e constituíram família como Jeana Fine (uma das poucas de origem abastada, que afirmou que fazia filmes pornográficos não pela grana, mas porque gostava muito de sexo), a grande parte dos homens e mulheres que entraram no esquema dos filmes adultos acabou por encontrar um triste fim, quando não saíram dessa indústria cedo.

John Holmes morreu de AIDS em 1988.
Alguns diretores de cinema entendem a pornografia como uma forma de arte. O finado Bob Guscione, dono da revista Penthouse, foi um dos que, obcecado por arte, apesar de afundado até o pescoço na indústria pornogràfica, financiou do próprio bolso e arcou com o prejuízo da realização de um filme de época: Calígula, com o celebrado ator Malcom MacDowall (então, famoso por sua atuação elogiada no famoso filme de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica). Diretores italianos como Tinto Brás, achavam mais do que normal explorar a nudez e a sexualidade de seus personagens, em filmes dotados de altas cargas de erotismo, com personagens fazendo sexo abertamente diante das câmeras, em cenas de nu frontal, por entender que fazia parte do contexto e daquele peculiar estílo de arte, fazer aparecer corpos, peitos e bundas, ou o falo avantajado de alguns de seus ragazzi, como forma de exprimir uma mensagem artística.

Marilyn Chambers:encontrada morta em casa.
O problema é que o cinema pornô funciona como o futebol: começa-se cedo na carreira e também se pendura as chuteiras cedo; mais precisamente por volta dos trinta anos, e por mais que tenha vários jogadores sonhando com o estrelato, são poucos os que conseguem se estabelecer no ramo, e se tornar autênticos astros e estrelas, bem resolvidos com sua prosperidade econômica, sem cair num mundo de depravação e drogas. Uma das poucas jovens (e lindas) atrizes pornôs norte-americanas que fez sucesso dentre a nova geração foi Sasha Grey. Com sua beleza exótica, misto da ascendência armênia e grega, misturada com antepassados indígenas, fez com que a menina de vinte e dois anos se tornasse uma das artistas mais cultuadas fora do universo das celebridades pornôs (feito só realizado timidamente por Traci Lords, há mais de vinte anos), contracenando no filme Confissões de uma Garota de Programa, filmado pelo oscarizado diretor, Steven Soddenberg. Bonita, bem articulada, e, sobretudo, intelectualizada (leitora de Rimbaud e apreciadora dos filmes de Godart), a jovem e sexy atriz norte-americana, que já foi matéria da badalada revista de música e cultura Rolling Stone, consegue ser bem eclética, frequentando, com desenvoltura, festivais de cinema, assim como transa com vários homens e mulheres ao mesmo tempo em seus filmes eróticos, dando altos gemidos, com a maior tranquilidade do mundo. Entretanto, o sucesso  e o desembaraço de atrizes como Grey é raro no ambiente pornô.

Linda Lovelace foi símbólo de uma época
Um forte exemplo de ex-artistas do ramo do sexo explícito que sairam das telas e tornaram-se famosos por sua história de degradação e redenção, mas que acabaram por cair no buraco, foi o caso de Linda Lovelace, atriz de filmes pornô da década de setenta, como o filme clássico que, hoje, tornou-se cult e até objeto de teses acadêmicas: Garganta Profunda, e a que transformou em verdadeiro símbolo pop. Nos anos oitenta, Linda acabou lançando um livro, onde revelava ter sido explorada sexualmente pelo ex-marido que a ameaçava de morte, caso não fizesse os filmes, tornando-se uma das mais severas ativistas contra a indústria pornográfica, até a sua morte, em 2002, por complicações na aplicação de silicone nos seios, no tempo de estrela pornô, e outros sérios problemas de saúde. Já sua colega de filmes dessa época, Marilyn Chambers, é outro caso clássico de ex-estrela pornô que encontrou um triste fim. Chambers ficou famosa em 1972, ao realizar o primeiro filme de sexo explícito com história e conteúdo dramático: Atrás da Porta Verde. Depois disso, ela até tentou se lançar na política, sem sucesso, vivendo sues últimos anos com dificuldade. Em 2009, ela foi encontrada morta em casa por sua filha, aos 56 anos, por causas desconhecidas. Ela tentou se firmar no cinema convencional durante um tempo, mas não deu certo, terminando a vida endividada, fazendo apenas pequenos comerciais.

No Brasil, temos o exemplo de atores e atrizes, que já ficaram famosos trabalhando em novelas, mas, que no final da carreira, acabaram fazendo filmes pornográficos. Foi o caso de Leila Lopes, revelada nas novelas da rede Globo nos anos noventa, mas, que, aos cinquenta anos, preferiu fazer filmes pornôs, até encontrar seu fim, após se suicidar em seu apartamento com o consumo de veneno para ratos, deixando apenas uma carta de despedida para a família. Leila revelou o triste caso de artistas que apenas aprofundaram sua decadência, enveredando pela obscura indústria do sexo explícito.

Sasha Grey foi um dos raros casos de quem sobreviveu.
Acredito que as pessoas são livres em suas opões, principalmente no que tange as suas opções íntimas, e  lhes é lícito ingressar nos caminhos que escolheram para desenvolver sua sexualidade, seja ela paga ou não. Sou um crítico do sexo pago, mas nem por isso recrimino quem, constitucionalmente, tem o direito de fazer ou deixar de fazer algo se a lei não proibir. Entretanto, no caso da prostituição ou dos filmes pornográficos, acredito que exista um enorme contingente de rapazes e meninas, alguns ingênuos, outros não, que continuamente são seduzidos a ingressar nessa suposta forma de "arte", apenas como pretexto para serem explorados sexualmente. Entendo que, assim como nas demais opções do mundo capitalista, a pornografia só segue a lógica mesquinha do mercado, no esquema capitalista do lucro a qualquer preço, e nesse processo algumas pessoas são moídas numa máquina trituradora de almas, chamada indústria. Nesse sentido, vejo que o lado negro da realização desses filmes para quem os conhece, não confere mais prazer algum a quem os assiste, mas sim, ao contrário, pode produzir até uma certa indignação. Cabe a cada um saber onde está pisando! No caso de muitos homens e mulheres que pisaram neste terreno arenoso, acredito que pisaram num campo minado. Uma fileira de atestados de óbito está aí para comprovar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

ODE A NIEMEYER: O brasileiro que tornou a arquitetura Pop



104 anos de vida e a história do Brasil construída pelas maõs.

104 anos. Fez 104 anos que um século de história do Brasil foi carregado por um único homem. Este homem era Oscar Niemeyer. Arquiteto de formação, artista por vocação. Se foi da vontade de Deus a construção de Brasília, a materialização dessa vontade se deu pelas mãos de um comunista militante e ateu convicto. Com a morte de Niemeyer, ocorrida na última quarta-feira, dia 05 de dezembro, segundo o que conversei com meu amigo arquiteto Luciano, professor da UFRN,  com a morte de Niemeyer vê-se o fim de um século de modernismo na arquitetura. Vamos ver o que vai rolar de novo a partir de agora, e o que de contemporâneo e inovador pode surgir nos dias de hoje. 

Durante um século a obra de Niemeyer foi referência no mundo inteiro, sendo ele responsável pelo desenho da sede das Nações Unidas, sediada em Nova York, nos Estados Unidos, ou de obras espalhadas pelo mundo, como na Espanha, Venezuela, França, Itália e Argélia. Niemeyer criou muito durante todos esses anos, e mesmo após completar cem anos de idade, não perdia a vitalidade e continuava encaminhando os seus projetos. Entretanto, sua realização mais incomparável foi, sem dúvida, a construção de Brasília.

Prédio do Congresso Nacional:Niemeyer tornou Brasília cult.
Brasília talvez seja a única capital de um país do mundo totalmente planejada, e submetida ao projeto arquitetônico de um só homem. Na verdade, contando com a parceria do urbanista Lúcio Costa, Oscar Niemeyer projetou Brasília em todos os seus contornos de uma metrópole futurista, com seus desenhos suaves em curvas e arcos, como que saindo de um filme de ficção científica. São suas as arcadas do Palácio da Alvorada, a sede do Congresso Nacional e a famosa Praça dos Três Poderes. O gênio da arquitetura brasileira era um seguidor fiel das escolas modernas de arquitetura, em especial da escola francesa, capitaneada por Le Corbusier. Assim como tinha um apego aos seus referencias teóricos na arquitetura, Niemeyer tinha uma paixão pela sua área diretamente proporcional a sua militância de esquerda. Na juventude, Niemeyer conheceu o célebre líder comunista, Luiz Carlos Prestes, na década de 40, e encantado com o antigo “Cavaleiro da Esperança”, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro, donde nunca retirou a filiação. Até o final da vida, ele tecia severas críticas ao sistema capitalista e suas desigualdades sociais; não obstante, paradoxalmente, ter recebido tanto dinheiro e homenagens de governos onde imperava o capital que ele tanto insistia em denunciar. Por conta de suas obras, encomendas nos mais diversos países e nações, Niemeyer tornou-se um mito.

A catedral de Brasília, nos traços do velho Niemeyer.
Mas foi no Brasil, em sua própria pátria, que Niemeyer mais produziu. É possível encontrar em todo o território nacional, ao menos em alguma capital ou localidade, prédios e monumentos desenhados por ele, ou que receberam a sua colaboração. Foi assim no Sambódromo, na cidade do Rio de Janeiro, e no começo de Niterói, no Museu de Arte Contemporânea, em plena orla fluminense. Também são obras suas a Cidade Administrativa em Minas Gerais, a Catedral de Brasília e o Memorial da América Latina, em São Paulo. Até mesmo em pequenas capitais do Nordeste, como Natal/RN, é possível ver os traços de Niemeyer, no Parque da Cidade, num obra tristemente mal investida por parte do poder público local. Por todos esses lugares é possível até para os mais jovens, de tenra idade, reconhecer os traços famosos do arquiteto que deixa a notoriedade em vida para se tornar uma lenda, com sua morte. 

Niemeyer não esteve a salvo de críticas. Considerado excessivamente idealista por uns, que caçoavam de sua ideologia política e individualista por outros, que reclamavam de seus traços arquitetônicos, Niemeyer conseguiu, ao menos, ser um artista completo, reconhecido por seus admiradores e detratores como um dos profissionais mais influentes do século que já passou. Apesar da delicadeza das formas, as edificações desenhadas por Niemeyer requeriam muitas vezes uma estrutura pesada, complexa para muitos engenheiros e que cobrava um salgado investimento financeiro. Ele também foi criticado por investir muito mais em construções majestosas que funcionavam mais como esculturas, do que propriamente em locais habitáveis. De qualquer forma, o que é certo é que, após sua morte, poucos virão como ele, mas de grandes gênios a humanidade nunca pôde se inflacionar, não é mesmo?!
Museu de Arte de Niterói.Fotografado por mim em nov 2012.
É possível não somente nas universidades, nas faculdades de arquitetura, mas também nas escolas de arte, nos colégios e até mesmo no ensino básico, observar nas aulas de história algumas figuras desenhadas pelo célebre arquiteto, que nunca vão nos deixar esquecer de seu legado. Niemeyer era tão consagrado que, não obstante sua ideologia, nem mesmo os militares, em plena ditadura, conseguiram calá-lo. Na verdade, segundo relatos de seus amigos que vem à tona após sua morte, o governo militar tinha medo de Niemeyer, temendo a repercussão negativa no mundo inteiro, até no seu principal parceiro na época, os Estados Unidos, acerca da prisão do artista conhecido mundialmente. Se um homem de tal envergadura e prestígio era tão intocável, porque então Niemeyer não peitaria os militares? A mesma Brasília tomada por tanques, com o golpe de 64, foi a Brasília a comemorar a redemocratização, e com a multidão em festa, pedindo Diretas Já para Presidente, em 1984, ou na posse do primeiro presidente de origem operária, em 2003, lá estava Niemeyer, acompanhado de um séquito de amigos e fãs tão famosos quanto ele, como o cantor e compositor Chico Buarque, que lhe rendeu uma singela homenagem no dia de sua morte. Niemeyer era uma unanimidade, no que tange a sua contribuição para o Brasil.

A homenagem em formato de cartoon, do cartunista Galvão.
Talvez o que mais eu considere de interessante na obra de Niemeyer foi ele ter tirado a arquitetura do gueto acadêmico, tirando-lhe o ar de mero exercício da técnica ou ciência da construção, garantindo-lhe um status de arte. Com as peças e monumentos desenhados por ele, podemos hoje vislumbrar de longe esses prédios como verdadeiro deleito estético da pujança de largas construções que, desafiando a gravidade e as leis da matemática, conseguem se manter firmes, imunes ao tempo e destinadas a se eternizar durante anos, enquanto se preservar a memória da história de uma nação. Não só pelo futebol, mas pela arte de Niemeyer sinto-me mais brasileiro, identifico-me no mundo, genuinamente dotado de devido orgulho nacional, ao anunciar: o Oscar é nosso! Podemos não ter o Oscar do cinema, mas o Oscar da arquitetura mundial ficou conosco. Não foram pessoas ou governos que o retiraram de nosso convívio, e sim a longevidade do tempo, que assim como leva aqueles que não mais mereceriam permanecer aqui, também carrega aqueles que deveriam ficar. Oscar Niemeyer foi no seu tempo, após um século de muita vida a esbanjar com seu talento, um verdadeiro Pelé da arquitetura. Agora, só resta a nós relembrá-lo e saber que ele permanece eterno, em tudo o que construiu, ou ajudou a construir. O corpo é etéreo, mas a alma do grande artista tende a se solidificar a partir de suas grandes obras. Que seja assim eterno, Oscar Niemeyer!
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